› Brasil › Bovinos e Equinos › FAQ
Saúde

Como saber se o produto que comprei é original?

Sempre compre produtos em lojas conhecidas e de vendedores com boa reputação.

Desconfie:

  • se o preço estiver muito abaixo da média de mercado;
  • se a embalagem estiver violada;
  • se a bula não possuir tradução para o nosso idioma;
  • se houver alguma alteração ou característica incomum no aspecto do medicamento.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o laboratório fabricante.

Para outras informações, converse com a gente também pelo telefone (16) 3518-2025. Por esse número, você pode entrar em contato conosco por telefone ou WhatsApp, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 17h, no horário de Brasília.

Saúde

Por que usar anti-flamatórios em equinos?

Os anti-inflamatórios são utilizados em equinos para reduzir a inflamação, aliviar a dor e controlar a febre em diversas situações clínicas. Esses medicamentos são importantes porque a dor pode comprometer a alimentação, a hidratação, a locomoção e a recuperação do animal.

O uso de anti-inflamatórios deve ser sempre orientado por um médico-veterinário.

Saúde

Preciso vermifugar meus cavalos de quanto em quanto tempo?

O controle de parasitas é um cuidado importante para a saúde e o desempenho dos equinos. As parasitoses podem causar diferentes alterações clínicas, dependendo do tipo de parasita, da intensidade da infecção e das condições do animal.

Entre os possíveis sinais estão:

  • redução do apetite;
  • perda de peso e dificuldade de manter a condição corporal;
  • pelagem sem brilho;
  • cólicas recorrentes;
  • diarreia;
  • prurido na região anal, em alguns tipos de parasitismo;
  • alterações de pele;
  • comprometimento do desenvolvimento, principalmente em animais jovens.

O programa de vermifugação deve ser definido de acordo com a idade do animal, o manejo, o ambiente, o histórico da propriedade e os parasitas presentes. Potros e animais jovens podem necessitar de estratégias diferentes das utilizadas em cavalos adultos.

Exames parasitológicos de fezes podem ser utilizados para auxiliar no monitoramento da eliminação de ovos e identificar animais que apresentam maior contaminação das pastagens. Já o teste de redução da contagem de ovos nas fezes, realizado antes e depois do tratamento, ajuda a avaliar se o vermífugo utilizado continua sendo eficaz.

A rotação automática de princípios ativos não é recomendada. A escolha do vermífugo deve considerar os parasitas envolvidos e a eficácia dos produtos na propriedade, contribuindo para reduzir o desenvolvimento de resistência aos anti-helmínticos.

O programa de controle parasitário deve ser elaborado com orientação de um médico-veterinário, que poderá definir os exames, os momentos de tratamento e os produtos mais adequados para cada situação.

Saúde

Qual a principal causa de cólica em cavalos?

A cólica equina é uma síndrome caracterizada por dor abdominal e pode estar relacionada a diferentes alterações, principalmente do sistema gastrointestinal. É uma das ocorrências mais comuns e importantes na rotina da clínica equina.

Os animais com cólica podem apresentar diferentes sinais de desconforto, como:

  • inquietação;
  • raspar o chão com os membros anteriores;
  • olhar frequentemente para o flanco;
  • dar coices em direção ao abdômen;
  • deitar e levantar repetidamente;
  • rolar no chão;
  • permanecer deitado em posições incomuns;
  • esticar-se como se fosse urinar;
  • perda de apetite;
  • redução na eliminação de fezes;
  • sudorese, em alguns casos.

Diversos fatores podem estar associados ao desenvolvimento de cólicas, como alterações na alimentação ou no fornecimento de água, parasitas, mudanças de manejo, estresse, obstruções intestinais, acúmulo de gás e outras alterações do sistema digestório.

Como as causas e a gravidade podem variar bastante, um animal com sinais de cólica deve ser avaliado rapidamente por um médico-veterinário. A partir do exame clínico e de exames complementares, quando necessários, o profissional poderá identificar a provável causa e definir se o tratamento será clínico ou cirúrgico.

Vacinação

Qual é o calendário vacinal em equinos?

O calendário vacinal dos equinos deve ser definido de acordo com a idade, o histórico de vacinação, a região, a finalidade do animal — como esporte, reprodução ou lazer — e o risco de exposição a diferentes doenças. As exigências sanitárias para trânsito e participação em eventos também devem ser consideradas.

Entre as vacinas que podem fazer parte do programa sanitário estão:

  • Tétano: é uma importante medida preventiva para equinos. A primovacinação e os reforços devem seguir as recomendações da vacina utilizada e do médico-veterinário. Diretrizes internacionais consideram a vacinação anual contra o tétano uma medida essencial.
  • Influenza equina: especialmente importante para animais que participam de competições, eventos ou têm contato frequente com outros equinos. A frequência dos reforços depende do risco e das exigências sanitárias aplicáveis. No Brasil, regras de trânsito podem exigir comprovação dessa vacinação em determinadas situações e estados.
  • Encefalomielites equinas: a indicação depende da região, do risco epidemiológico e da disponibilidade de vacinas adequadas.
  • Raiva: é recomendada principalmente em áreas de risco. Segundo o Ministério da Agricultura, equídeos primovacinados devem receber reforço 30 dias após a primeira dose, e a duração da imunidade é considerada de até 12 meses.
  • Rinopneumonite ou herpesvírus equino (EHV-1 e EHV-4): pode ser indicada especialmente para animais jovens, reprodutores e propriedades com maior circulação de equinos. Em éguas prenhes, protocolos específicos contra o EHV-1 podem ser utilizados para reduzir o risco de aborto.
  • Garrotilho e leptospirose: podem ser incluídas conforme o risco de exposição, histórico sanitário da propriedade e avaliação veterinária.

No caso de éguas prenhes, o protocolo merece atenção especial. Para determinadas vacinas contra EHV-1 destinadas à prevenção de abortos, diretrizes internacionais recomendam vacinação no 5º, 7º e 9º meses de gestação. Entretanto, o esquema deve sempre respeitar a bula da vacina utilizada e a orientação do médico-veterinário.

O calendário vacinal deve ser elaborado por um médico-veterinário, considerando as características de cada animal e da propriedade, além das exigências sanitárias da região.

Saúde

Quais são os sinais clínicos mais comuns das verminoses?

Os sinais clínicos das verminoses em bovinos variam de acordo com o tipo de parasita e a intensidade da infestação, mas os mais comuns incluem:

  • perda de peso ou baixo ganho de peso, mesmo com alimentação adequada;
  • diarreia, que pode ser persistente ou intermitente;
  • pelagem áspera e sem brilho;
  • anemia, observada por meio de mucosas mais pálidas;
  • fraqueza e apatia;
  • redução do apetite;
  • edema submandibular (“papo d’água”), especialmente em infestações por vermes hematófagos;
  • queda na produção de leite em vacas leiteiras;
  • atraso no crescimento de bezerros e animais jovens.

Quando a verminose afeta o sistema respiratório, como pode ocorrer em infestações pelo verme pulmonar (Dictyocaulus viviparus), também podem surgir sinais como:

  • tosse;
  • respiração acelerada ou dificuldade para respirar;
  • secreção nasal;
  • intolerância ao exercício ou à movimentação.

Os animais jovens geralmente são mais suscetíveis e podem apresentar sinais mais evidentes. Infestações graves podem levar à desidratação, debilidade acentuada e até à morte, caso não sejam tratadas adequadamente.

Para confirmar a presença de verminoses, podem ser realizados exames coproparasitológicos, como a análise de fezes. A orientação de um médico-veterinário é fundamental para definir o tratamento e o manejo mais adequados.

Saúde

Por que realizar a Indução a lactação?

A eficiência reprodutiva é um ponto importante nos rebanhos leiteiros, pois influencia o número de partos e, consequentemente, a quantidade de vacas que entrarão em lactação. Vacas que apresentam falhas reprodutivas ao longo da lactação podem acabar sendo descartadas do rebanho, mesmo quando são animais jovens e com bom potencial de produção leiteira.

Uma alternativa que pode ser avaliada para animais não gestantes é a indução artificial da lactação. Por meio de protocolos hormonais específicos, busca-se reproduzir parte das alterações hormonais que antecedem o parto, estimulando o desenvolvimento da glândula mamária e o início da produção de leite. Protocolos de indução hormonal de lactação já foram estudados em vacas e novilhas leiteiras.

A indução de lactação pode ser uma ferramenta para manter determinados animais produtivos no rebanho, mas sua indicação deve considerar as condições clínicas, reprodutivas e produtivas de cada vaca.

Os animais selecionados para o protocolo devem passar por avaliação veterinária e apresentar condições adequadas de saúde e escore de condição corporal, além de histórico produtivo compatível com os objetivos da propriedade.

Existem diferentes protocolos de indução de lactação, que podem envolver a utilização de hormônios como estrógenos, progesterona, prostaglandinas e corticosteroides. A escolha dos medicamentos, as doses, a duração do protocolo e os períodos de descarte do leite devem seguir exclusivamente a orientação do médico-veterinário e as informações dos produtos utilizados. Estudos publicados mostram diferentes esquemas hormonais e diferentes períodos até o início da ordenha, reforçando que não há um único protocolo aplicável a todos os casos.

Após a indução, o desempenho produtivo e reprodutivo dos animais deve continuar sendo acompanhado. A resposta ao protocolo pode variar entre as vacas, por isso a avaliação individual e o acompanhamento veterinário são fundamentais.

Vacinação

Qual é o calendário vacinal bovinos?

O calendário vacinal dos bovinos varia de acordo com a idade, a categoria dos animais, o sistema de produção, a região, o histórico sanitário da propriedade e as recomendações do médico-veterinário. Também é importante observar as exigências dos órgãos oficiais de defesa sanitária animal de cada estado.

Entre as principais doenças que podem fazer parte de um programa de vacinação de bovinos estão:

Brucelose
No Brasil, é obrigatória a vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade contra a brucelose. A vacinação deve ser realizada sob a responsabilidade de um médico-veterinário cadastrado no Serviço Veterinário Estadual, seguindo as regras do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).

Febre aftosa
A vacinação contra a febre aftosa não faz mais parte do calendário vacinal brasileiro. A vacinação foi suspensa em todo o território nacional em maio de 2024, e, em 2025, o Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação. Atualmente, as ações são voltadas principalmente à vigilância e à manutenção desse status sanitário.

Clostridioses
A vacinação é uma importante medida de prevenção contra doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium. O esquema de vacinação e os reforços devem seguir a bula da vacina utilizada e a orientação do médico-veterinário, considerando a idade e o histórico vacinal dos animais.

Botulismo
A vacinação pode ser indicada principalmente em propriedades ou regiões onde há risco da doença. O protocolo deve considerar o histórico sanitário da propriedade e as recomendações do médico-veterinário.

Leptospirose
A vacinação contra a leptospirose pode fazer parte do programa sanitário, especialmente em rebanhos de reprodução e propriedades com risco de ocorrência da doença. A frequência das doses e dos reforços deve ser definida conforme o produto utilizado e as condições epidemiológicas do rebanho.

Raiva dos herbívoros
A vacinação é recomendada principalmente em áreas de risco e quando há ocorrência de focos. Animais primovacinados devem receber reforço conforme as recomendações oficiais e da vacina utilizada. Os estados também podem estabelecer regras complementares de vacinação obrigatória em determinadas áreas.

IBR e BVD
A vacinação contra Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) e Diarreia Viral Bovina (BVD) pode ser indicada de acordo com o risco sanitário e reprodutivo da propriedade. Em rebanhos de reprodução, o protocolo deve ser planejado considerando a estação de monta, o histórico dos animais e as características da vacina utilizada.

O calendário sanitário deve ser elaborado individualmente para cada propriedade. Por isso, consulte um médico-veterinário para definir quais vacinas são necessárias, o momento adequado para aplicação e a frequência dos reforços.

Saúde

Quais são as consequências das doenças de cascos em bovinos?

As doenças de casco em bovinos estão entre as principais enfermidades que acometem o rebanho e podem causar prejuízos significativos à saúde, ao bem-estar e à produtividade dos animais.

Essas doenças estão entre as principais causas de claudicação e, em casos mais graves, podem comprometer a locomoção dos bovinos.

Os problemas de casco também podem gerar importantes prejuízos econômicos. Animais acometidos podem apresentar dificuldade para se locomover e, consequentemente, reduzir o consumo de alimento, perder peso e ter seu desempenho comprometido.

Como consequência, podem ocorrer impactos na produção de leite e carne, além de prejuízos ao desempenho reprodutivo do rebanho.

Saúde

Como é feito o diagnóstico das doenças de cascos em bovinos?

O diagnóstico das doenças de casco em bovinos é realizado principalmente por meio da avaliação clínica, com inspeção dos cascos e observação dos sinais apresentados pelos animais.

Os bovinos podem apresentar desde uma claudicação discreta até manqueira evidente, relutância em se locomover e, em casos mais graves, incapacidade de permanecer em estação.

Saúde

Qual é o tratamento para doenças de cascos em bovinos?

Após a constatação da doença, o médico-veterinário será responsável por recomendar o procedimento mais adequado e definir a duração do tratamento.

Após a confirmação do diagnóstico, pode ser recomendado o isolamento do animal e sua permanência em um local seco, limpo e confortável, com acesso à água e alimentação de boa qualidade.

Em alguns casos, podem ser indicados medicamentos anti-inflamatórios e, quando houver infecção bacteriana, antibióticos. A escolha do tratamento deve considerar a causa e a gravidade da afecção do casco e ser realizada sob orientação do médico-veterinário.

Saúde

Como prevenir doenças de cascos em bovinos?

A prevenção das doenças de casco em bovinos depende principalmente de boas práticas de manejo, higiene, nutrição e monitoramento frequente dos animais.

As principais medidas de prevenção incluem:

  1. Realizar o casqueamento preventivo
    Fazer avaliações periódicas dos cascos e corrigir desgastes irregulares antes que provoquem lesões ou claudicação.
  2. Manter as instalações limpas e secas
    Evitar o acúmulo de lama, fezes e urina, reduzir a umidade dos pisos e das áreas de descanso e manter uma boa drenagem dos currais.
  3. Oferecer pisos adequados
    Evitar pisos excessivamente abrasivos ou escorregadios, reduzindo o risco de traumas e lesões nos cascos.
  4. Utilizar pedilúvios quando indicados
    Os pedilúvios podem auxiliar no controle de doenças infecciosas dos cascos, como a dermatite digital, e devem ser utilizados conforme orientação técnica.
  5. Garantir uma nutrição balanceada
    Dietas equilibradas contribuem para a saúde e a resistência dos cascos, além de ajudarem a reduzir distúrbios nutricionais associados a problemas como a laminite.
  6. Identificar precocemente animais com claudicação
    Observar regularmente alterações na locomoção dos animais e buscar atendimento adequado para evitar o agravamento das lesões.
  7. Proporcionar conforto aos animais
    Disponibilizar áreas adequadas de descanso e evitar que os bovinos permaneçam por períodos prolongados em pisos duros ou inadequados.

A prevenção é fundamental, pois as doenças de casco podem comprometer o bem-estar, a produtividade e a longevidade dos bovinos.

Saúde

Como identificar as verminoses do rebanho?

Para auxiliar no diagnóstico das verminoses em bovinos, pode ser realizado o exame de OPG (ovos por grama de fezes), a partir da coleta de fezes diretamente do reto dos animais. A definição da quantidade de animais a serem avaliados deve considerar as características e o tamanho do rebanho, conforme orientação do médico-veterinário.

Para identificar os principais gêneros de vermes presentes, também pode ser realizada a coprocultura.

Os efeitos das verminoses sobre os bovinos dependem da espécie do parasita e do grau de infecção, que, por sua vez, pode ser influenciado por diversos fatores, como condições climáticas, raça, idade dos animais e tipo de pastagem.

De maneira geral, as verminoses podem reduzir a absorção de nutrientes e prejudicar o aproveitamento dos alimentos, além de causar lesões nos tecidos e órgãos parasitados. Em infestações graves, podem comprometer significativamente a saúde dos animais e, em alguns casos, levar à morte.

Saúde

Como combater as verminoses do rebanho?

Para combater as verminoses no rebanho bovino, é importante adotar um programa integrado de controle, e não apenas utilizar vermífugos quando surgem sinais de infestação.

As principais medidas de controle incluem:

  1. Realizar a vermifugação estratégica
    Utilizar vermífugos recomendados pelo médico-veterinário, respeitando a dosagem correta de acordo com o peso dos animais. A escolha e a eventual mudança do princípio ativo devem considerar a eficácia do produto e a possibilidade de resistência parasitária.
  2. Realizar exames de fezes
    A análise coproparasitológica auxilia no monitoramento da infestação e pode contribuir para avaliar a eficácia dos tratamentos, evitando o uso desnecessário ou inadequado de vermífugos.
  3. Manejar adequadamente as pastagens
    Evitar a superlotação dos piquetes e adotar estratégias de manejo das pastagens que ajudem a reduzir a exposição dos animais às formas infectantes dos parasitas.
  4. Garantir uma nutrição adequada
    Uma alimentação equilibrada contribui para a condição geral e a resposta imunológica dos animais.
  5. Dar atenção especial aos animais jovens
    Bezerros e animais jovens podem ser mais suscetíveis às verminoses e devem receber acompanhamento adequado.
  6. Adotar cuidados com animais recém-adquiridos
    A avaliação sanitária de novos animais antes da introdução no rebanho ajuda a reduzir o risco de entrada de parasitas, inclusive aqueles resistentes aos tratamentos utilizados na propriedade.

O ideal é que cada propriedade tenha um programa sanitário definido com orientação de um médico-veterinário, considerando a região, a categoria dos animais, o sistema de produção e o histórico de eficácia dos vermífugos. Estratégias de controle precisam ser adaptadas às condições epidemiológicas de cada região.

Saúde

Como controlar os carrapatos no rebanho?

O carrapato-dos-bovinos (Rhipicephalus microplus) é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores. Dados de pesquisas brasileiras indicam que o parasita é responsável por prejuízos anuais associados à queda na produtividade, à mortalidade de animais e aos custos com tratamentos e mão de obra.

De maneira geral, cerca de 95% da população de carrapatos encontra-se no ambiente, principalmente nas pastagens, enquanto apenas 5% está diretamente nos bovinos.

O controle estratégico é fundamental para reduzir a proliferação do parasita. Ele consiste na adoção de tratamentos com produtos adequados e eficazes em períodos estratégicos do ano.

Para desenvolver um programa eficaz, deve-se levar em consideração uma série de fatores, como o ciclo de vida do carrapato, o manejo, a raça dos animais e a identificação daqueles que apresentam as maiores infestações no rebanho, popularmente conhecidos como “animais de sangue doce”, entre outros.

Os carrapatos podem ser observados nos bovinos ao longo do ano. Entretanto, existem picos de infestação, associados às gerações do parasita, que são favorecidos por condições ambientais adequadas ao seu desenvolvimento nas pastagens.

Em média, podem ocorrer três gerações ao longo do ano. Em algumas regiões, dependendo das condições climáticas, podem ocorrer uma quarta ou até uma quinta geração. A quantidade de carrapatos nas pastagens e, consequentemente, nos animais pode aumentar de uma geração para outra. Assim, a intensidade de uma geração posterior está relacionada ao nível de infestação da geração anterior.

Por isso, o sucesso do programa de controle depende de ações adequadas desde o início dos primeiros picos de infestação. Caso uma geração não tenha sido controlada de forma adequada, o controle deve ser iniciado o quanto antes, considerando as condições epidemiológicas e climáticas da região.

Outro ponto importante nos programas de controle é a identificação dos chamados “animais de sangue doce”. Esses bovinos apresentam maior suscetibilidade à infestação e podem concentrar grande quantidade de carrapatos, contribuindo para a manutenção do parasita no rebanho. Esses animais podem necessitar de atenção especial dentro do programa de controle.

Procure um médico-veterinário para avaliar o rebanho e indicar o protocolo de controle estratégico de carrapatos mais adequado para a sua propriedade.

Saúde

É preciso fazer a cura de umbigo em potras e potros da mesma forma que é feita em bezerros e bezerras?

Sim. Potros e potras também devem receber cura de umbigo logo após o nascimento, assim como bezerros e bezerras.
A cura do umbigo é uma das medidas mais importantes do manejo neonatal em equinos, porque o cordão umbilical recém-rompido é uma porta de entrada para bactérias. Infecções umbilicais podem evoluir para problemas graves, como septicemia, artrite infecciosa (“infecção nas juntas”), infecções urinárias e até morte do potro. Como fazer a cura de umbigo em potros?
Realizar a desinfecção o mais cedo possível após o nascimento.
Utilizar solução antisséptica recomendada pelo médico-veterinário.
Garantir que todo o coto umbilical fique bem umedecido pelo antisséptico.
Repetir o procedimento conforme o protocolo adotado na propriedade.
Saúde

O que é garrotilho?

O garrotilho, também chamado de adenite infecciosa equina, é uma doença bacteriana altamente contagiosa dos equinos causada pela bactéria Streptococcus equi subsp. equi. Afeta principalmente o trato respiratório superior e os linfonodos da cabeça e da garganta. É mais comum em animais jovens, mas pode ocorrer em equinos de qualquer idade.
Como ocorre a doença?
A bactéria é transmitida por:
Contato direto com animais infectados.
Secreções nasais contaminadas.
Água, cochos, baldes e equipamentos contaminados.
Pessoas que manuseiam animais doentes e sadios sem higiene adequada
Saúde

Quais são os sinais clínicos do garrotilho?

Os surtos podem ser favorecidos por condições ambientais que aumentam a sobrevivência e a disseminação do microrganismo, especialmente em ambientes frios e úmidos.

Os principais sinais clínicos incluem:

  • perda de apetite;
  • apatia e abatimento;
  • febre alta;
  • dificuldade e aumento da frequência respiratória;
  • secreção nasal;
  • tosse, em alguns casos;
  • aumento dos linfonodos da região da cabeça e do pescoço;
  • formação de abscessos nos linfonodos, que podem se romper e liberar secreção purulenta.

Em caso de suspeita, recomenda-se isolar o animal doente e procurar um médico-veterinário o quanto antes para confirmar o diagnóstico e definir as medidas de tratamento e controle adequadas.

Saúde

Como tratar o garrotilho?

O tratamento do garrotilho, também conhecido como adenite infecciosa equina, depende da gravidade do caso, da fase da doença e das condições clínicas do animal. O acompanhamento de um médico-veterinário é fundamental, pois nem todos os casos necessitam do uso de antibióticos.

As principais medidas incluem:

  • Isolamento do animal: o equino doente deve ser separado dos demais para reduzir o risco de transmissão. Cochos, baldes, cabrestos e outros equipamentos não devem ser compartilhados.
  • Controle da febre e da dor: anti-inflamatórios podem ser utilizados, quando indicados pelo médico-veterinário, para reduzir febre, dor e desconforto.
  • Cuidados com os abscessos: os linfonodos aumentados podem evoluir para abscessos. Quando maduros, podem necessitar de drenagem e cuidados locais realizados sob orientação veterinária.
  • Uso de antibióticos: pode ser indicado em situações específicas, como casos graves, febre alta persistente, dificuldade respiratória ou outras complicações. A necessidade deve ser avaliada individualmente pelo médico-veterinário.
  • Cuidados de suporte: manter o animal bem hidratado, oferecer alimentação palatável e de fácil ingestão e proporcionar um ambiente limpo, seco e confortável.

Como o garrotilho é altamente contagioso, medidas de biossegurança e higiene são fundamentais para evitar a disseminação da doença no plantel.

Saúde

Como prevenir os problemas respiratórios em bovinos?

Para prevenir problemas respiratórios em bovinos, é fundamental combinar manejo adequado, vacinação, nutrição equilibrada e controle do estresse. As doenças respiratórias geralmente resultam da interação entre agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e fatores ambientais ou relacionados ao manejo.

Saúde

Como controlar a papilomatose?

A melhor alternativa é enfatizar os métodos de controle, dentre eles:

  • Não adquirir animais com papilomas
  • Enfatizar o controle de moscas
  • Manejar por último os animais afetados
  • Realizar a desinfecção de agulhas, seringas e materiais utilizados para retirada do teto extra em bezerras
  • Uma opção em rebanhos com alta incidência de papilomas no teto de novilhas é a utilização de pomada repelente na região do futuro úbere.
Saúde

Qual é o tratamento para a papilomatose?

Muitas verrugas podem desaparecer espontaneamente após alguns meses, à medida que o animal desenvolve resposta imunológica contra o vírus. Em casos leves, pode ser suficiente apenas acompanhar a evolução das lesões.

Na maioria dos casos, o prognóstico é favorável e muitos animais apresentam regressão natural das verrugas. A atenção deve ser maior quando as lesões estão localizadas nos tetos, úbere, olhos ou região genital, ou quando são muito numerosas.

As opções de tratamento podem incluir:

  • remoção das verrugas, quando indicada;
  • uso de vacinas autógenas, em situações específicas;
  • tratamento de infecções secundárias.

Consulte um médico-veterinário para avaliar os animais e definir a melhor conduta para o rebanho.

Saúde

Quais são as características da papilomatose?

A papilomatose bovina é uma doença viral causada por diferentes tipos de Papilomavírus Bovino (BPV), caracterizada pelo surgimento de verrugas, também chamadas de papilomas, na pele e, em alguns casos, nas mucosas dos animais. Essas lesões são geralmente benignas e podem apresentar diferentes formatos e localizações.

A doença pode causar prejuízos ao rebanho, especialmente quando as lesões comprometem áreas como o úbere e os tetos, dificultando a ordenha e favorecendo feridas e infecções secundárias. Além disso, por se tratar de uma doença infecciosa, o vírus pode ser transmitido entre os animais, inclusive por contato direto ou por objetos contaminados.

Os animais jovens tendem a ser mais suscetíveis à papilomatose, embora bovinos de diferentes faixas etárias possam ser acometidos.

Saúde

O que é papilomatose?

A papilomatose bovina é uma doença viral causada por diferentes tipos de Papilomavírus Bovino (BPV), caracterizada pelo aparecimento de verrugas na pele e, ocasionalmente, nas mucosas dos animais.

Na maioria dos casos, a papilomatose apresenta caráter benigno. Entretanto, quando as verrugas são numerosas, estão localizadas nos tetos ou sofrem traumatismos frequentes, podem causar prejuízos ao manejo e à produção, tornando necessária a avaliação de um médico-veterinário.

Saúde

Quais são as vantagens da IATF?

A IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) é uma técnica que permite inseminar as vacas em uma data programada, sem a necessidade de observação do cio, por meio de protocolos hormonais.

A técnica pode proporcionar diversas vantagens às propriedades que a adotam, entre elas:

  • viabilizar a inseminação artificial, inclusive em vacas no pós-parto;
  • promover o melhoramento genético do rebanho;
  • aumentar a taxa de prenhez ao final da estação de monta;
  • contribuir para a redução do intervalo entre partos;
  • antecipar a concepção dos lotes e auxiliar na organização da estação de monta;
  • concentrar os nascimentos e o desmame em períodos mais favoráveis;
  • contribuir para o aumento do peso ao desmame;
  • favorecer maior padronização do rebanho e das carcaças;
  • melhorar o controle e o direcionamento do manejo reprodutivo do rebanho.

Existem diferentes protocolos de IATF, que podem ser indicados para vacas de corte, vacas leiteiras e novilhas, de acordo com a categoria animal, o estágio reprodutivo e os objetivos da propriedade. Os protocolos buscam controlar e sincronizar o ciclo reprodutivo, permitindo que a inseminação seja realizada em um momento previamente determinado.

Para o sucesso da técnica, é importante que as vacas estejam saudáveis, com nutrição adequada, bom escore de condição corporal e acompanhamento reprodutivo. A nutrição, a condição sanitária e o manejo dos animais podem influenciar os resultados do programa.

Procure um médico-veterinário para avaliar o rebanho e definir o protocolo mais adequado para a propriedade.

Visite o site Sincronize e saiba mais sobre como a IATF pode contribuir para a produtividade da sua propriedade.

Saúde

O que é IATF?

A IATF, ou Inseminação Artificial em Tempo Fixo, é uma técnica que permite definir previamente o dia e o horário em que um lote de fêmeas será inseminado.

Esse manejo sincroniza a ovulação das fêmeas bovinas por meio da administração de medicamentos em dias predeterminados.

Visite o nosso site Sincronize e saiba como a IATF pode contribuir para aumentar a produtividade da sua propriedade.

Saúde

Qual é o tratamento para problemas respiratórios em bovinos?

O tratamento consiste na utilização de antimicrobianos que apresentem boa penetração nos tecidos e órgãos do sistema respiratório, de acordo com a recomendação do médico-veterinário.

O uso de anti-inflamatórios também pode auxiliar no tratamento, quando indicado.

Consulte sempre um médico-veterinário para definir o protocolo mais adequado para cada caso.

Saúde

Por que acontece problemas respiratórios em bovinos?

As doenças respiratórias podem surgir a partir da combinação entre alterações na resposta imunológica dos animais e fatores externos que favorecem o desenvolvimento da doença.

Fatores ambientais, como alta taxa de lotação, ventilação inadequada e excesso de poeira, podem favorecer a disseminação de agentes patogênicos entre os animais do rebanho.

O estresse também pode comprometer a resposta imunológica do animal e aumentar a suscetibilidade às doenças respiratórias.

Em bezerros recém-desmamados e bovinos que entram em confinamento, o risco pode ser maior, exigindo atenção redobrada ao manejo preventivo.

Saúde

Como previnir a tristeza parasitária bovina?

A prevenção é baseada no controle estratégico de carrapatos e moscas, principalmente nos períodos de maior infestação parasitária.

É muito importante que a propriedade adote programas de controle desses parasitas, com o uso racional de produtos carrapaticidas e mosquicidas, sempre considerando a eficácia dos princípios ativos e a orientação de um médico-veterinário.

 

Saúde

Quais os sinais clínicos da tristeza parasitária bovina?

A Tristeza Parasitária Bovina (TPB) é uma doença causada pelos agentes Babesia bovis, Babesia bigemina e Anaplasma marginale, que afetam os glóbulos vermelhos do sangue, provocando anemia e podendo levar o animal à morte quando não diagnosticada e tratada adequadamente.

Os principais sinais clínicos incluem:

  • febre alta;
  • apatia e fraqueza, podendo o animal se isolar do rebanho;
  • perda de apetite;
  • anemia, observada por meio de mucosas pálidas;
  • icterícia, caracterizada por mucosas amareladas, em alguns casos;
  • respiração acelerada ou dificuldade respiratória;
  • perda de peso;
  • queda na produção de leite.

O diagnóstico deve ser realizado por um médico-veterinário, por meio da avaliação dos sinais clínicos e, quando necessário, de exames laboratoriais para confirmar a doença.

Saúde

Qual é o tratamento para a tristeza parasitária bovina?

O tratamento deve ser feito para o combate tanto da Babesia quanto do Anaplasma, utilizando produtos específicos com essa finalidade.

Consulte um médico veterinário.

Saúde

O que é tristeza parasitária bovina?

Tristezinha, mal da boca branca, piroplasmose e amarelão são alguns dos nomes utilizados no campo para se referir à Tristeza Parasitária Bovina (TPB).

A Tristeza Parasitária Bovina (TPB) é um complexo de doenças causado por agentes infecciosos transmitidos principalmente pelo carrapato Rhipicephalus microplus, conhecido como carrapato-do-boi. A TPB engloba duas enfermidades:

  • babesiose, causada pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina;
  • anaplasmose, causada pela bactéria Anaplasma marginale.

Esses agentes afetam os glóbulos vermelhos do sangue, podendo provocar anemia e comprometer a saúde dos animais. A TPB é uma doença de grande importância para a pecuária brasileira, pois pode causar perdas econômicas relacionadas à mortalidade, à redução da produção e aos custos com tratamento.

A identificação precoce dos sinais clínicos e o atendimento veterinário são importantes para o diagnóstico e a definição do tratamento adequado.

Saúde

Como tratar diarreia em bezerros?

Os problemas entéricos em bezerros podem causar prejuízos ao produtor. As diarreias devem ser consideradas multifatoriais, pois diferentes causas podem desencadear o problema.

Os bezerros podem apresentar diarreias causadas por bactérias, vírus, vermes e protozoários. Alterações também podem estar relacionadas à ingestão inadequada de colostro ou às condições do ambiente onde os animais são mantidos, como alta taxa de lotação, higiene inadequada e ventilação insuficiente.

É importante identificar a causa da diarreia para que o tratamento seja realizado corretamente. Além disso, boas práticas de manejo, higiene e sanidade da propriedade são fundamentais para a prevenção das diarreias neonatais.

O uso de medicamentos deve ser definido de acordo com o diagnóstico e sob orientação de um médico-veterinário, evitando o uso inadequado de produtos e contribuindo para reduzir o risco de resistência aos antimicrobianos. Cada causa pode exigir uma abordagem específica de tratamento.

A diarreia também pode levar à desidratação. Por isso, terapias de suporte para reposição de líquidos e eletrólitos podem ser necessárias. Probióticos também podem ser utilizados, quando indicados, para auxiliar no equilíbrio da microbiota intestinal.

Saúde

Retenção de placenta pode atrasar o aparecimento do cio pós-parto?

Sim. A retenção de placenta pode atrasar o retorno ao cio após o parto.

Isso ocorre porque a retenção placentária aumenta o risco de infecções uterinas, como metrite e endometrite. Quando o útero permanece inflamado ou infectado, sua recuperação pode ser mais lenta, comprometendo a retomada normal da atividade ovariana e, consequentemente, o retorno ao cio.

Saúde

Como posso identificar se a vaca está no cio?

É possível identificar se uma vaca está no cio observando alterações de comportamento e alguns sinais físicos.

Os principais sinais de cio incluem:

  • aceitar a monta de outras vacas: é um dos sinais mais confiáveis. A vaca permanece parada quando outra tenta montá-la;
  • montar outras vacas: o animal pode ficar mais ativo e tentar montar outras fêmeas do lote;
  • inquietação e agitação: a vaca pode caminhar mais do que o normal e vocalizar com maior frequência;
  • redução do consumo de alimento: algumas vacas podem apresentar menor ingestão de alimento durante o cio;
  • presença de muco transparente na vulva: pode ocorrer secreção clara e viscosa;
  • vulva inchada e avermelhada: a região pode ficar mais úmida e evidente;
  • cauda erguida com frequência: a vaca pode levantar a cauda repetidamente;
  • marcas de monta: podem ser observados pelos arrepiados, sujos ou ausentes na região da garupa e na base da cauda.

Os sinais de cio podem ser mais evidentes no início da manhã, no final da tarde e durante a noite. Por isso, a observação frequente do rebanho é importante para identificar o momento adequado para a reprodução.

Saúde

O que é anestro?

O anestro é o período de inatividade reprodutiva em que a fêmea não apresenta sinais de cio. Essa condição pode ocorrer antes da puberdade, durante a gestação e no período pós-parto.

Saúde

Quais as principais causas do anestro em vacas?

As principais causas podem estar relacionadas a fatores ambientais e de manejo, como estação do ano, lactação e nutrição; a alterações ovarianas, como hipoplasia e cistos ovarianos; e a fatores uterinos, como gestação, mumificação e maceração fetal, além de piometra.

 

Saúde

Porque ocorre anestro após o parto?

O anestro pós-parto é o período após o parto em que a vaca ainda não retomou a atividade ovariana cíclica e, consequentemente, não apresenta cio e ovulação regularmente.

Diversos fatores podem influenciar a duração desse período, entre eles:

  • Amamentação do bezerro: a sucção e a presença do bezerro podem interferir na liberação dos hormônios envolvidos na retomada da atividade ovariana, prolongando o anestro, especialmente em vacas de corte.
  • Déficit nutricional: após o parto, a demanda energética aumenta e, quando a ingestão de nutrientes não é suficiente, o balanço energético negativo pode prejudicar a retomada da atividade reprodutiva.
  • Baixa condição corporal: vacas com baixo escore de condição corporal ao parto ou que perdem muita condição corporal no pós-parto podem apresentar um período de anestro mais prolongado.
  • Doenças no período pós-parto: problemas uterinos, metabólicos e outras enfermidades podem comprometer a recuperação do animal e atrasar o retorno da atividade ovariana.
  • Estresse: fatores como manejo inadequado, estresse térmico e outras condições desfavoráveis também podem afetar o desempenho reprodutivo.

O tempo para a retomada da ciclicidade varia entre os animais e os sistemas de produção. Quando o anestro se prolonga além do esperado, é importante avaliar aspectos nutricionais, sanitários, reprodutivos e de manejo com o auxílio de um médico-veterinário.

Saúde

Estou com uma vaca caída, o que pode ser?

Uma vaca caída, ou em decúbito, pode apresentar essa condição por diversas causas, algumas das quais exigem atendimento veterinário urgente.

As causas mais comuns incluem:

  • hipocalcemia (febre do leite): comum em vacas leiteiras próximas ao parto ou após o parto. A vaca pode apresentar fraqueza, dificuldade para se levantar e manter o pescoço voltado para o flanco;
  • cetose grave: ocorre principalmente no início da lactação;
  • traumas e fraturas: podem ocorrer após escorregões, quedas ou acidentes;
  • lesões nervosas ou musculares: especialmente após partos difíceis;
  • doenças infecciosas: algumas enfermidades podem causar fraqueza intensa e levar o animal ao decúbito;
  • intoxicações: podem ocorrer por plantas tóxicas, ureia, produtos químicos ou medicamentos;
  • problemas metabólicos: como alterações nos níveis de fósforo, magnésio ou outros minerais;
  • mastite grave ou metrite: podem causar comprometimento sistêmico e incapacidade de o animal se levantar.

Uma vaca caída deve ser avaliada rapidamente por um médico-veterinário, pois, quanto mais tempo permanecer em decúbito, maiores podem ser os riscos de lesões musculares e nervosas, além da piora do prognóstico.

Saúde

Como prevenir a síndrome da vaca caída?

A síndrome da vaca caída é uma condição em que a vaca permanece em decúbito, ou seja, deitada, e não consegue se levantar. Pode ocorrer por diferentes causas, incluindo distúrbios metabólicos, traumas, lesões musculares ou nervosas e complicações relacionadas ao período próximo ao parto.

Entre as principais medidas de prevenção estão:

  1. Manter um manejo nutricional adequado no período de transição
    Oferecer uma dieta balanceada, especialmente nas semanas que antecedem e sucedem o parto, garantindo níveis adequados de energia, minerais e demais nutrientes.
  2. Prevenir a hipocalcemia
    Monitorar principalmente vacas com maior risco e adotar estratégias nutricionais adequadas para reduzir a ocorrência de hipocalcemia, sempre com orientação de um médico-veterinário ou nutricionista.
  3. Prevenir doenças metabólicas
    Adotar medidas para reduzir a ocorrência de alterações como hipocalcemia, cetose, hipomagnesemia e deslocamento de abomaso, que podem comprometer a saúde e a capacidade de locomoção do animal.
  4. Garantir assistência adequada ao parto
    Monitorar os animais durante o parto, reduzir o risco de distocias e realizar intervenções somente quando necessárias e de forma adequada. Após o parto, é importante observar sinais precoces de fraqueza ou dificuldade para se levantar.
  5. Manter um bom escore de condição corporal
    Evitar que as vacas cheguem ao parto excessivamente magras ou com excesso de condição corporal, contribuindo para reduzir o risco de problemas metabólicos no pós-parto.
  6. Proporcionar conforto e segurança
    Disponibilizar áreas de descanso limpas, secas e confortáveis, além de pisos adequados e pouco escorregadios, reduzindo o risco de quedas, traumas e lesões.

Alguns sinais de alerta incluem:

  • dificuldade para se levantar;
  • tremores musculares;
  • fraqueza após o parto;
  • pescoço voltado para o flanco;
  • apatia;
  • redução do apetite.

Quanto mais tempo uma vaca permanece em decúbito, maior é o risco de desenvolver lesões musculares e nervosas, escaras e alterações circulatórias, o que pode comprometer sua recuperação.

Por isso, ao perceber que uma vaca apresenta dificuldade ou incapacidade para se levantar, procure atendimento de um médico-veterinário o mais rápido possível.

Saúde

Qual é o tratamento para a síndrome da vaca caída?

A síndrome da vaca caída não é uma doença específica, mas uma condição em que a vaca permanece em decúbito e não consegue se levantar. Diversas causas podem estar envolvidas, por isso o diagnóstico rápido é fundamental para definir o tratamento adequado.

As principais abordagens dependem da causa:

  1. Hipocalcemia (febre do leite)
    É uma alteração metabólica comum no período próximo ao parto e pode causar fraqueza e incapacidade de o animal se levantar. O tratamento envolve a reposição de cálcio, realizada conforme avaliação do médico-veterinário.
  2. Alterações minerais e metabólicas
    Desequilíbrios de minerais, como cálcio, fósforo e magnésio, devem ser investigados e corrigidos de acordo com o diagnóstico veterinário. A relação entre hipofosfatemia e recumbência, por exemplo, é complexa e não deve ser presumida sem avaliação.
  3. Doenças infecciosas
    Enfermidades como metrite, mastite grave e outras infecções podem levar à debilidade e ao decúbito. Nesses casos, é necessário tratar a doença de base conforme orientação veterinária.
  4. Traumas, luxações e fraturas
    Quedas, escorregões e acidentes podem provocar lesões musculoesqueléticas e impedir que o animal se levante. Esses casos exigem avaliação veterinária para determinar a gravidade e o prognóstico.
  5. Lesões musculares e nervosas
    Lesões nervosas podem ocorrer, inclusive, após partos difíceis. O tratamento e os cuidados de suporte devem ser definidos de acordo com a origem e a extensão da lesão.

O tempo é um fator importante. Quanto mais tempo a vaca permanece em decúbito, maior é o risco de desenvolver lesões secundárias nos músculos e nervos, o que pode dificultar a recuperação. Por isso, uma vaca que não consegue se levantar deve receber avaliação veterinária o mais rápido possível.

Saúde

Como saber se minha vaca tem mastite?

A mastite é uma das principais doenças que acometem os rebanhos leiteiros e pode causar prejuízos à saúde dos animais, à produção e à qualidade do leite. Ela pode ser classificada quanto à forma de apresentação, em clínica ou subclínica, e quanto à origem dos agentes, em contagiosa ou ambiental.

É possível identificar a mastite clínica por meio de alterações visíveis no leite, no úbere e, em casos mais graves, no estado geral da vaca. Os principais sinais incluem:

  • leite com grumos, coágulos ou aspecto alterado;
  • úbere quente, inchado ou avermelhado;
  • dor ao toque ou durante a ordenha;
  • redução da produção de leite;
  • febre, apatia e redução do apetite, principalmente em casos mais graves.

Já a mastite subclínica não apresenta sinais visíveis no leite ou no úbere, o que torna sua identificação mais difícil. Nesses casos, testes como o CMT (California Mastitis Test) e a Contagem de Células Somáticas (CCS) auxiliam no diagnóstico.

A identificação precoce da mastite é importante para reduzir os impactos sobre a produção e a saúde do animal. Diante de alterações no leite ou no úbere, é recomendada a avaliação de um médico-veterinário.

Saúde

Qual é o tratamento para mastite clínica?

O tratamento da mastite clínica depende da gravidade do caso, do agente causador e do estado geral da vaca. O objetivo é combater a infecção, reduzir a inflamação e preservar a saúde da glândula mamária e a produção de leite.

No tratamento, podem ser utilizados antimicrobianos e anti-inflamatórios, de acordo com a avaliação e a orientação do médico-veterinário.

Saúde

O que é mastite subclínica?

A mastite subclínica é uma inflamação da glândula mamária que ocorre sem sinais visíveis no leite ou no úbere, diferentemente da mastite clínica, que apresenta sinais evidentes, como inchaço, dor, vermelhidão e alterações no leite.

As principais características da mastite subclínica incluem:

  • ausência de alterações visíveis no leite a olho nu;
  • úbere geralmente com aspecto normal;
  • aumento da contagem de células somáticas (CCS) no leite;
  • redução da produção leiteira;
  • alterações na qualidade do leite, podendo afetar os teores de gordura, proteína e lactose.

Como os sinais não são visíveis, o diagnóstico depende de testes específicos, como:

  • CMT (California Mastitis Test);
  • Contagem de Células Somáticas (CCS);
  • exames microbiológicos para identificar o agente causador.
Saúde

Como tratar a mastite subclínica?

Como tratamento pode utilizar o protocolo de secagem que mostra taas de cura melhores quando comparada ao tratamento na lactação e também reduz novas infecções no período seco e a incidência de mastites subclínicas no pós-parto imediato. 

É preciso também tomar cuidado com o manejo das vacas.

Ordenhar as que apresentam mastite sempre por último e fazer a desinfecção dos tetos e materiais utilizados na ordenha são boas práticas de manejo para evitar a disseminação da doença no rebanho.

Consulte um médico veterinário!

Saúde

Como fazer um bom manejo dos bezerros após o nascimento?

  • Um bom manejo dos bezerros nas primeiras horas e nos primeiros dias de vida é fundamental para reduzir a mortalidade, prevenir doenças e favorecer um bom desenvolvimento futuro.

    Nas primeiras horas de vida, os principais cuidados incluem:

    • garantir que o bezerro esteja respirando adequadamente;
    • desinfetar corretamente o umbigo;
    • fornecer colostro de qualidade o mais rápido possível;
    • manter o animal em um ambiente limpo, seco e confortável;
    • monitorar diariamente possíveis sinais de doença.

    Esses cuidados têm grande impacto na sobrevivência, no ganho de peso e no desempenho produtivo futuro dos animais.

Saúde

Como prevenir a retenção de placenta?

A prevenção é a melhor estratégia para reduzir o risco de retenção de placenta e os prejuízos relacionados à saúde e à produtividade das vacas.

Os cuidados começam ainda durante a gestação, principalmente com um bom manejo nutricional, sanitário e reprodutivo. Entre as principais medidas estão:

  • garantir nutrição adequada durante o período seco;
  • adotar medidas para reduzir o risco de partos difíceis;
  • prevenir e controlar doenças durante a gestação;
  • reduzir o risco de doenças metabólicas no período de transição;
  • proporcionar conforto e minimizar situações de estresse.

O manejo adequado durante o período seco é especialmente importante, pois fatores nutricionais e metabólicos presentes antes do parto podem influenciar o risco de retenção de placenta e outras enfermidades no pós-parto.

Após o parto, a vaca deve ser monitorada. A placenta normalmente é eliminada entre 3 e 8 horas após o nascimento do bezerro. Caso ainda não tenha sido eliminada após 12 horas, é importante intensificar a observação. Quando permanece retida por mais de 24 horas, o quadro é considerado retenção de placenta. Sinais como febre, falta de apetite ou corrimento com odor desagradável também exigem avaliação veterinária.

Em rebanhos leiteiros, uma atenção especial deve ser dada ao período de transição, que compreende aproximadamente as três semanas anteriores e as três semanas posteriores ao parto, devido às importantes mudanças metabólicas e fisiológicas que ocorrem nessa fase.

Saúde

Quais são os fatores que influenciam na retenção de placenta?

A retenção de placenta é uma condição multifatorial e pode estar associada a diferentes fatores relacionados ao parto, à saúde e às condições do animal.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • estresse térmico: temperaturas ambientais elevadas podem aumentar o risco de retenção de placenta;
  • idade e número de partos: vacas mais velhas e com maior número de partos podem apresentar maior risco;
  • abortos e partos prematuros: podem interferir no processo normal de separação e expulsão da placenta;
  • partos gemelares: estão associados a maior ocorrência de retenção placentária;
  • partos distócicos: partos difíceis podem aumentar o risco da condição;
  • distúrbios metabólicos: alterações como hipocalcemia e desequilíbrios nutricionais podem favorecer a ocorrência;
  • alterações e infecções placentárias: condições como placentite também podem interferir na expulsão normal das membranas fetais.

Um estudo brasileiro publicado em 2026, com mais de 138 mil partos em rebanhos leiteiros, também encontrou associação entre retenção de placenta e fatores como partos gemelares, abortos, prematuridade, maior número de partos e raça.

Por ser uma condição multifatorial, é importante manter bom manejo nutricional, sanitário e reprodutivo durante a gestação e o período de transição, além de contar com acompanhamento veterinário.

Saúde

Até quanto tempo eu devo me preocupar se o animal não expulsar a placenta?

O tempo para eliminação da placenta após o parto varia entre as espécies.

Bovinos (vacas): a placenta normalmente é eliminada entre 3 e 8 horas após o parto. Quando as membranas fetais não são expulsas em até 24 horas, o quadro é considerado retenção de placenta e deve ser avaliado por um médico-veterinário.

Equinos (éguas): a placenta normalmente é eliminada em até 3 horas após o parto. Caso isso não ocorra, é importante procurar atendimento veterinário rapidamente, pois a retenção pode levar a complicações graves, como metrite, endotoxemia e laminite.

Saúde

Qual a importância do período de secagem de vacas?

O tratamento da vaca seca é muito importante para a redução da mastite subclínica do rebanho e para reduzir novas infecções que possam vir a ocorrer nas primeiras semanas e no restante do período seco.

Saúde

Quantos dias antes do parto o produtor deve secar as vacas?

Sempre que secamos uma vaca, temos um período para trabalhar esse animal. Então é interessante entre 45 e 60 dias de período seco, que seria o período ideal para a vaca ter um processo de involução do úbere e se preparar para a próxima lactação. Lembrando que é nessa fase que a gente tem o momento extremamente interessante pra fazer o controle de mastite subclínica e fazer um protocolo de secagem eficiente.

Saúde

O que é período seco?

O período seco é o intervalo em que a vaca leiteira deixa de ser ordenhada antes do próximo parto. Normalmente, dura cerca de 45 a 60 dias e tem como objetivo permitir a recuperação da glândula mamária e preparar a vaca para a próxima lactação.

Nesse período, ocorre a involução da glândula mamária e se encerra a produção de leite daquela lactação. É um momento de descanso e preparação da vaca, fundamental para favorecer o início da próxima lactação.

Saúde

Como fazer um bom manejo no embarque?

  • Um bom manejo durante o embarque ajuda a reduzir o estresse, evitar acidentes e diminuir o risco de perdas de desempenho e problemas de saúde nos bovinos.

    As principais recomendações incluem:

    1. Antes do embarque
    • separar os animais com antecedência, evitando correria de última hora;
    • verificar as condições de saúde do lote;
    • evitar misturar animais desconhecidos imediatamente antes do transporte;
    • garantir acesso à água até próximo do momento do embarque.
    1. Manter instalações adequadas
    • utilizar corredores que facilitem a condução e reduzam pontos de distração;
    • manter rampas antiderrapantes e com inclinação adequada;
    • certificar-se de que não haja pregos, ferragens expostas ou pontas cortantes;
    • garantir boa iluminação, evitando sombras intensas que possam dificultar a movimentação dos animais.
    1. Durante o manejo
    • conduzir os animais com calma e paciência;
    • utilizar a zona de fuga e o ponto de equilíbrio para facilitar a movimentação;
    • evitar gritos, pancadas e o uso desnecessário de choques elétricos;
    • permitir que os animais caminhem de forma natural.
    1. No veículo de transporte
    • respeitar a lotação adequada do caminhão;
    • evitar a superlotação, que aumenta o risco de quedas e ferimentos;
    • manter o piso em boas condições para reduzir escorregões;
    • garantir ventilação adequada e proteção contra condições climáticas extremas.
    1. Evitar erros comuns
    • embarcar animais doentes ou debilitados;
    • utilizar força excessiva durante a condução;
    • misturar categorias de animais muito diferentes;
    • utilizar rampas escorregadias;
    • superlotar o veículo.

    A principal recomendação é conduzir os bovinos com calma, respeitando seu comportamento natural e evitando o uso excessivo de força. Um manejo adequado contribui para um embarque mais seguro e eficiente tanto para os animais quanto para a equipe.

Saúde

Como realizar um bom manejo na ordenha?

  • Uma das principais etapas para a produção de leite de qualidade é reduzir o risco de contaminação por microrganismos. Para isso, é fundamental adotar boas práticas de higiene durante todas as etapas da ordenha.

    Entre os principais cuidados estão:

    • Higienizar corretamente baldes, latões e equipamentos: todos os utensílios que entram em contato com o leite devem estar limpos, higienizados e sem resíduos de água antes do início da ordenha.
    • Avaliar os primeiros jatos de leite: antes da ordenha, recomenda-se retirar cerca de três jatos de cada teto em uma caneca de fundo escuro ou telada. Essa prática auxilia na identificação de alterações no leite, como grumos, sangue ou mudanças de aspecto, além de eliminar os primeiros jatos, que podem apresentar maior contaminação.
    • Realizar o pré-dipping: aplicar em todos os tetos um produto desinfetante apropriado para uso pré-ordenha, seguindo as recomendações do fabricante. O produto deve permanecer em contato com os tetos pelo tempo indicado, geralmente em torno de 30 segundos.
    • Lavar apenas os tetos quando necessário: caso estejam muito sujos, lavar somente os tetos, evitando molhar todo o úbere. Em seguida, eles devem ser completamente secos.
    • Secar os tetos adequadamente: após o pré-dipping, secar completamente cada teto com papel-toalha descartável, utilizando material individual para evitar contaminação cruzada.
    • Manter as mãos limpas: principalmente na ordenha manual, as mãos do ordenhador podem ser uma importante fonte de contaminação. Por isso, devem ser higienizadas antes e sempre que necessário durante a ordenha.
    • Higienizar corretamente as teteiras e o equipamento de ordenha: na ordenha mecânica, todo o sistema deve passar por procedimentos adequados de limpeza e sanitização após a ordenha, utilizando produtos específicos para cada etapa e equipamento.
    • Proteger o leite durante a ordenha manual: utilizar baldes limpos, higienizados e adequados para a atividade, evitando a entrada de fezes, urina, poeira ou outras sujidades.
    • Evitar a presença de outros animais na área de ordenha: cães, gatos, aves, suínos e outros animais podem contribuir para a contaminação do ambiente.
    • Realizar o pós-dipping: após a ordenha, recomenda-se a desinfecção dos tetos com produto apropriado, ajudando a reduzir o risco de novas infecções da glândula mamária.

    Além desses cuidados, práticas como monitoramento da mastite, manejo adequado da alimentação, manutenção das instalações e atenção ao período seco também contribuem para a saúde das vacas e para a qualidade do leite.

    A adoção conjunta dessas medidas ajuda a reduzir a contaminação e contribui para a obtenção de leite com melhores padrões de qualidade.

Fique por dentro das novidades

Receba em primeira mão lançamentos, campanhas e conteúdos exclusivos sobre saúde animal