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ARTIGO

Maternidade: um desafio conquistado em detalhes – parte 1

fevereiro de 2012
3 min de leitura

A maternidade é o setor central em uma suinocultura, ela garante os leitões para as fases seguintes, atingindo o produto final, e devolve as matrizes para a geração de um novo ciclo reprodutivo. Os principais objetivos dessa fase são fornecer leitões saudáveis para o pós-desmame e reduzir as taxas de mortalidade. Estes dois fatores são relacionados diretamente ao peso de nascimento dos leitões. Com os avanços genéticos, nutricionais, ambientais e sanitários, ao longo dos anos, houve um acréscimo no número de nascidos vivos/fêmea/ano. Porém, em decorrência deste maior volume de leitões nascidos, o resultado foi o baixo peso de nascimento e a quantidade insuficiente de tetos disponíveis para os leitões. Portanto a busca de profissionais altamente capacitados e a sobrevivência a cada hora dentro desse setor se tornaram os itens de maior importância de uma granja.

 

A partir do momento em que a matriz gestante chega à maternidade, todas nossas ações terão reações. O deslocamento até a maternidade deve ser conduzido com paciência, em grupos de três fêmeas de maneira que permita o total conforto e bem estar destes animais. Não gritar, não bater, horários frescos e tom de voz calmo são recomendações necessárias que garantem um parto normal e redução do número de natimortos.

 

A sala deve estar pronta para receber as fêmeas e suas leitegadas, limpas, secas, devidamente desinfetadas e com sistema de ventilação e aquecimento em perfeito estado.

 

Três dias antes do parto é necessário reduzir a quantidade de ração fornecida à fêmea de tal maneira que no dia do parto ela não receba nenhuma alimentação. Isto permitirá um esvaziamento do intestino, diminuindo a ocorrência de partos distócitos e a contaminação dos leitões por fezes.

 

Temos que ficar atentos aos sinais e comportamentos que antecedem ao parto como ingurgitamento do aparelho mamário (48-24 horas antes do parto), secreção leitosa em gotas (12 horas), secreção leitosa em jatos (6 horas) e agitação da fêmea (“cavando” chão, mordedura das barras da gaiola e inquietude são comportamentos normais). Podemos acalmá-la fornecendo a ela quantidade satisfatória de maravalha, serragem ou capim seco, que além de serem fatores estimulantes para o parto, auxiliam no isolamento do piso para a chegada dos leitões.

 

Assim que há a eliminação de uma secreção com consistência semelhante à urina confirma-se a abertura da cérvix e a possibilidade da chegada do primeiro leitão.

 

No próximo post, você confere os detalhes e cuidados do acompanhamento do parto.

 

Por Alyne van Ham, Zootecnista, Depto Aves & Suínos, Ourofino Agronegócio.

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