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ARTIGO

O uso de Sincroforte na IATF aumenta a taxa de concepção em fêmeas de corte

novembro de 2017
3 min de leitura

Atualmente o Brasil  possui o maior rebanho comercial do mundo com aproximadamente 198 milhões de bovinos, composto principalmente por animais zebuínos. Apesar dessa grande dimensão, a pecuária brasileira ainda apresenta baixa eficiência. Portanto, é imprescindível a intensificação do manejo reprodutivo das propriedades para maximizar a produtividade e, consequentemente, a lucratividade da pecuária de corte.

 

Diversas tecnologias reprodutivas vêm sendo desenvolvidas na tentativa de elevar os índices reprodutivos dos rebanhos. Dentre elas destaca-se a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), uma excelente biotecnologia que pode ser utilizada rotineiramente no manejo reprodutivo da fazenda.

 

Benefícios da IATF:

 

• Elimina a necessidade de detecção de cio;

• Antecipa a ciclicidade no período pós-parto em vacas lactantes e a puberdade em novilhas;

• Reduz o intervalo entre partos;

• Concentra os nascimentos na época favorável do ano;

• Otimiza a mão de obra;

• Melhoramento genético.

 

No entanto, estudos mostram que a eficiência desses programas pode ser influenciada pela capacidade de resposta das fêmeas ao protocolo de IATF. Assim, quanto maior a proporção de fêmeas que manifestam cio entre a retirada do dispositivo de progesterona e a IATF, maior é a taxa de concepção dos protocolos.

 

 

Diante desse problema, alguns ajustes podem ser realizados para melhorar a fertilidade das fêmeas que não manifestaram cio durante o protocolo de IATF. Pode-se realizar uma alteração no protocolo base adicionando uma dose de GnRH no momento da IATF nas fêmeas que não manifestaram cio (Figura 1).

 

 

Para mensurar a manifestação de cio durante o protocolo de IATF, pode-se utilizar um bastão de tinta para marcar a região sacro-caudal no dia da retirada do dispositivo de progesterona (D8). No dia da IATF (D10) deve-se avaliar as marcações. As fêmeas que manifestarem cio terão remoção total da tinta e as fêmeas que não manifestarem cio terão presença de tinta (Figura 2). Para esses animais que não manifestarem cio é interessante fazer uso de uma dose de GnRH (Sincroforte).

 

 

Estudos recentes avaliaram o efeito da utilização do GnRH (Sincroforte) no momento da IATF (D10) em fêmeas que não manifestaram cio. Foi verificado que a utilização do Sincroforte no momento da IATF incrementa a taxa de concepção das fêmeas que não manifestaram cio entre a retirada do dispositivo (D8) e a IATF (D10) o protocolo (Gráfico 1).

 

 

Dessa forma, para incrementar a eficiência reprodutiva das fêmeas que não manifestam cio entre a retirada do dispositivo e a IATF, podemos ajustar o protocolo base ao acrescentar uma dose de Sincroforte no momento da IATF.

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