A produção animal tem evoluído significativamente graças aos avanços das pesquisas ligadas à nutrição, sanidade, melhoramento genético e bem-estar animal. Para suprir a crescente demanda mundial por proteína animal, várias tecnologias estão surgindo a fim de atender essa necessidade. Paralelamente, cresce também a exigência dos consumidores por produtos de alta qualidade, sem patógenos ou resíduos de antibióticos. O paradigma consiste em se adequar às necessidades e exigências do mercado consumidor, e continuar produzindo com eficiência em custos, mantendo bons resultados zootécnicos e econômicos.
O uso de antibióticos de forma terapeutica ou como tratamentos ou como promotores de crescimento (APC), que é o uso de antibióticos em dose subterapeutica, contribuiram positivamente e trouxeram bons resultados na produção de aves e suínos. No entanto, a escala e a intensidade do uso de antibióticos na dieta levaram a efeitos indesejáveis, como a seleção e desenvolvimento de cepas bacterianas resistentes as quais estão afetando a saúde dos consumidores, sendo este um dos maiores argumentos para a retirada dos antibióticos na produção animal. A recomendação para o banimento do uso de antimicrobianos como aditivos em ração foi emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1997, e em 2006 é que seu uso foi banido pela União Européia (Regulamento 1831/2003/CE). No entanto, o uso terapêutico permanece autorizado, desde que o produto veterinário seja aprovado pela Agência Europeia para Medicamentos (EMEA).
Uma das alternativas para controle de patógenos e melhoria de desempenho na produção de proteína animal são os fitogênicos, os quais são compostos derivados de plantas como óleos essenciais ou extratos herbais, e podem promover vários efeitos benéficos aos animais, pois além de estimular o sistema imune, aumentam também o consumo alimentar e a secreção de enzimas digestivas. Possuem atividades antiinflamatórias, antioxidantes, antifúngicas, anti-helmínticas, coccidiostáticas e antibacterianas, de acordo com Akyurek e Yel, (2011). São portanto uma excelente alternativa, natural e segura, aos antibióticos para atingir um melhor desempenho zootécnico de aves e suínos.
Um experimento realizado na Universidade de Agricultura de Zhejiang, China, em 2022, selecionou 120 suínos em crescimento, com 70 dias de idade e os dividiu aleatoriamente em 2 grupos. O grupo de controle recebeu dieta básica, e o grupo experimental além da dieta básica, recebeu 100g/ton de Thynofac®, blend de óleos essenciais timol e cinamaldeído microencapsulados, durante 35 dias. Os resultados mostraram que a adição de 100g/ton de Thynofac® podem aumentar o peso médio dos suínos e reduzir a conversão alimentar.
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Adição de Thynofac na dieta de suínos e seu efeito na fase de crescimento |
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Grupo Controle |
Grupo Thynofac® |
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CMRD (kg) |
1431±45,3b |
1500,1±39,7a |
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GPD (g) |
648,7±28,6b |
711,2±25,7a |
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CA |
2,21±0,13a |
2,11±0,11b |
CMRD (kg) – Consumo Médio de Ração por Dia; GPD (g) – Ganho de peso diário; CA – Conversão Alimentar.
Um parecer emitido em conjunto pela EMA e EFSA concluiu que estes compostos são eficazes, mas dependem de algumas váriáveis como: planta utilizada, método de extração para obtenção dos princípios ativos, concentração dos princípios ativos, carreadores ou veículos. A mesma conclusão em relação à eficácia foi verificada em uma meta-análise e alguns estudos científicos demonstraram que os fitogênicos podem melhorar a saúde gastrointestinal de frangos de corte e reduzir os níveis de parasitas coccidianos, conforme estudo de G.M. Weber et al., 2012 – Poultry Science.
Outro estudo realizado com 300 leitões, os quais foram divididos aleatoriamente em 3 grupos: Controle, Óleo Essencial Comum (OEC) e Thynofac®; Todos receberam a mesma dieta básica, porém o grupo Grupo OEC teve adição de 300g/t Óleo essencial comum, contendo cinamaldeído e timol, e o Grupo Thynofac® teve adição de 300g/t Thynofac® (cinamaldeído e timol microencapsulado).
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Comparação de resultados zootécnicos com uso de diferentes óleos essenciais na fase de creche |
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Controle |
Óleo Essencial Comum |
Thynofac® |
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PMI (kg) |
7,82 |
7,73 |
7,75 |
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PMF (kg) |
17,66b |
17,89ab |
18,23a |
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CMRD (g) |
730,9b |
740,2a |
763,5a |
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GPD (g) |
468,6b |
483,8ab |
499,0a |
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CA |
1,56a |
1,54b |
1,53b |
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Escore Fecal*, % |
1,19 |
1,09 |
1,07 |
Durante o período de teste, quando comparados os resultados com o grupo controle, observamos um aumento no ganho de peso diário em 1,27% (P < 0,05) no Grupo OEC, e de 4,46% (P < 0,05), quando comparado ao grupo Thynofac®. Já a conversão alimentar foi reduzida em 1,28% (P <0,05) e 1,92% (P <0,05), respectivamente. Observaram-se também benefícios em relação aos indicadores de escore fecal a favor do uso do Thynofac®.
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Comparação de resultados com uso de diferentes óleos essenciais na microbiota intestinal de leitões (log 10cfu/g) |
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Controle |
Grupo CEO |
Grupo MEO |
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Escherichia coli |
5,38 |
5,38 |
5,58 |
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Salmonella |
6,24ª |
5,88b |
5,42b |
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Lactobacillus |
7,55b |
8,29ª |
8,46a |
Em estudo realizado por BERTECHINI et al. (2022), observaram-se que os resultados zootécnicos de frangos de corte aos 42 dias de idade, o tratamento com uso de Thynofac® apresentou o melhor ganho de peso, melhor conversão alimentar e melhor índice de eficiência de produção, quando comparado com tratamento com enramicina ou grupo controle negativo, conforme tabela abaixo:
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Desempenho das aves de 1 a 42 dias de idade acordo com os tratamentos |
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Tratamentos |
Consumo ração(g) |
Ganho de peso (g) |
Conversão alimentar |
IEP |
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CN-sem aditivo |
4,742 |
2,980 b |
1,591 b |
437 b |
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CP-enramicina |
4,805 |
3,050 ab |
1,576 b |
447 ab |
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Thynofac ® |
4,822 |
3,104 a |
1,553 a |
467 a |
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CV,% |
2,66 |
3,32 |
2,41 |
8,43 |
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P< |
0,3818 |
0,0044 |
0,0043 |
0,465 |
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Erro |
0,0414 |
0,0303 |
0,0115 |
0,165 |
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O momento está sinalizando para a redução do uso de antibióticos e adoção de novas formas de produção. Nosso papel é atender estas novas demandas, propondo alternativas que viabilizem a sustentabilidade do agronegócio. E o Thynofac® é uma excelente alternativa para produção de aves e suínos.
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