Etiologia, Epidemiologia e Patogenia 

A G. parasuis é uma bactéria gram-negativa, com sorovares classificados conforme a virulência e o tipo capsular. Há 15 sorovares descritos, mas uma grande parte dos casos é causada por sorovares não-tipificáveis. No Brasil, a maioria dos isolados conhecidos são de alta e média virulência, além dos não-tipificáveis. A diversidade antigênica das cepas circulantes torna o controle do patógeno desafiador, impactando negativamente na eficácia das vacinas atualmente disponíveis.

 

As matrizes são a principal fonte de infecção para os leitões neonatos, transmitindo a bactéria por contato direto. Ao mesmo tempo, com a colostragem e amamentação durante a fase de maternidade, a mãe transfere aos filhotes anticorpos protetivos para os sorovares com os quais ela teve contato. Isso gera um equilíbrio que ajuda a prevenir o desenvolvimento da doença nessa fase inicial, e a bactéria pode ser isolada de animais saudáveis.

 

Quando os leitões vão para a fase de creche, ocorre normalmente uma mistura de lotes de leitões de diferentes origens, ao mesmo tempo em que há um decaimento da imunidade colostral, fazendo com que haja uma maior circulação de diferentes sorovares entre os leitões. Essa fase é um ponto chave no desencadeamento da doença, pois alguns animais podem ter ali o seu primeiro contato com o patógeno. Como há uma baixa proteção cruzada natural entre os sorovares, a janela imunológica que ocorre após o desmame juntamente com a mistura de lotes se tornam um importante fator de risco para a doença.

 

A depender da virulência dos sorovares circulantes, a doença poderá cursar com índices de mortalidade mais altos do que o esperado para a fase. Entendendo esse contexto, é possível encontrar diferentes sorovares em um único animal, gerando infecções mistas complexas.

 

A presença de co-infecções também contribui para a infecção pela G. parasuis, especialmente em condições de imunossupressão. Em novos surtos ou em granjas mais novas, observa-se a forma superaguda da doença, caracterizada por morte súbita, enquanto em granjas onde a doença é endêmica, apenas os animais negativos para aqueles sorovares manifestam a doença.

 

Após a colonização do trato respiratório superior, dependendo da virulência da cepa, a doença pode seguir diferentes caminhos (Figura 01). Cepas não virulentas ou de baixa virulência são controladas pelos macrófagos pulmonares, gerando uma resposta inflamatória moderada que impede a progressão da infecção.

 

Por outro lado, cepas virulentas possuem mecanismos de evasão do sistema imunológico, como a depleção de linfócitos T, permitindo que a bactéria se multiplique e se dissemine pela circulação sanguínea, alcançando as serosas. Há, então, uma resposta imunológica tardia com a ativação excessiva de macrófagos, levando a uma intensa inflamação com depósito de fibrina e acúmulo de líquidos (Figura 02), que é a principal característica desta doença.

 

Figura 01. Patogenia da Doença de Glasser. Fonte: Adaptado de Diseases of Swine, 2019. 
 

Figura 02. Lesões inflamatórias observadas em animais acometidos pela forma clássica da doença de Glässer. Fonte: Prof. Dr. Rafael Frandoloso (AFK Imunotech). 
 

A doença de Glässer apresenta-se de diversas formas. A forma clássica, de curso agudo, ocorre principalmente em leitões na fase de creche, caracterizada por febre alta, apatia, anorexia e dificuldade respiratória. As articulações podem apresentar aumento de volume devido ao acúmulo de líquido sinovial. Na necropsia, é comum encontrar grandes quantidades de fibrina nos órgãos e líquido serofibrinoso nas cavidades.

 

A forma septicêmica ocorre sem polisserosite, com apatia, dificuldade respiratória e distúrbios da coagulação sanguínea, podendo resultar em morte súbita. As lesões incluem focos de hemorragia, petéquias e trombos. As formas crônicas apresentam fibrose do pericárdio, pleura e peritônio, além de artrite crônica.

 

A forma respiratória cursa com pneumonia, podendo G. parasuis atuar como patógeno primário ou secundário a infecções imunossupressoras, como em casos de circovirose e  infecção pelo vírus influenza A.

 

Diagnóstico 

O diagnóstico da doença baseia-se no histórico da granja, sinais clínicos e achados de necropsia, sendo a confirmação laboratorial essencial. Devem ser selecionados pelo menos cinco animais por unidade produtiva para aumentar as chances de isolar todos os sorovares envolvidos.

 

Após a necropsia, o coração, saco pericárdico e pulmões devem ser removidos e enviados para análise, juntamente com líquido articular colhido de forma asséptica. Suabes de pleura e peritônio também são indicados para isolamento do patógeno. É recomendado enviar a cabeça inteira para avaliação e coleta de materiais de forma asséptica, uma vez que o cerebelo costuma ser afetado na fase sistêmica da doença.

 

O isolamento do patógeno é importante para identificar os sorovares presentes, e a técnica de PCR multiplex é recomendada pela sua alta sensibilidade e especificidade. Técnicas sorológicas são indicadas para avaliar o processo de infecção e imunização.

 

Controle e Prevenção 

O tratamento com antimicrobianos deve ser feito com base em testes de susceptibilidade para evitar o surgimento de cepas resistentes. É importante monitorar a ingestão de água e alimentos pelos animais, especialmente os mais apáticos, para garantir a eficácia do tratamento.

 

Para garantir um bom desempenho na granja, é necessário assegurar uma boa colostragem, cuidado na introdução de novos animais e correção dos fatores de risco associados à doença. Aliada a estas condições, a vacinação com a Safesui Glasser ONE é a melhor estratégia para superar os desafios da doença de Glässer. Composta por cepas nacionais, a Safesui Glasser ONE oferece proteção  heteróloga comprovada contra 96% dos sorovares circulantes no Brasil. Desta forma, independente dos sorovares circulantes na granja, os animais vacinados com Safesui Glasser ONE, estarão protegidos. Esta proteção superior reduz a preocupação de um monitoramento constante e custoso para mapear os sorovares circulantes para posteriores ajustes em caso de uso de vacina autógena. Além disto, em razão da complexidade e dificuldade de isolamento, os sorovares circulantes podem não estar presentes na vacina autógena.

 

A vacina polivalente Safesui Glasser ONE, além de conferir proteção superior quando comparada às demais vacinas do mercado, tem outra grande vantagem: a conveniência da dose única. Esta característica única possibilita inúmeros benefícios para os animais, técnicos e produtores, como por exemplo: otimização da mão-de-obra para vacinação, bem-estar e redução do estresse dos leitões em razão da não aplicação de uma segunda dose, redução de espaço para armazenagem (menor número de frascos).

 

Em resumo, a Safesui Glasser ONE é a única vacina no mundo que além de ser dose única induz proteção heteróloga, proporcionando conveniência, proteção superior, animais mais saudáveis e com melhor qualidade de vida.

O trato reprodutivo de fêmeas suínas, como em outros mamíferos, possui uma comunidade de microrganismos, incluindo bactérias, vírus e fungos, chamada de microbiota, a qual coloniza o útero sem causar doença. Esses microrganismos são conhecidos como comensais, pois coexistem de maneira equilibrada com o hospedeiro e desempenham papeis importantes na manutenção da saúde uterina. Normalmente, há mais organismos na vulva e períneo e menos no colo do útero e no interior do útero, e, como mecanismo de proteção, existem barreiras anatômicas responsáveis por minimizarem a ascensão de bactérias em situações cotidianas, como exemplo dos lábios vulvares e colo do útero. No entanto, quando ocorrem situações estressantes, alterações hormonais, manejo reprodutivo inadequado, intervenções iatrogênicas, entre outras, uma mudança no número ou tipo de organismos pode ocorrer, o que é chamado de disbiose, desencadeando em infecção e inflamação uterina.

 

Os distúrbios uterinos, especialmente endometrite e metrite, levam a falhas reprodutivas em rebanhos de porcas. A endometrite é uma inflamação mais superficial que envolve apenas o endométrio, enquanto a metrite está associada à inflamação de todas as camadas uterinas (endométrio, miométrio e perimétrio).

 

Endometrite é uma das principais causas de sub- e infertilidade em espécies de animais domésticos. Esse estado patológico pode ocorrer após o parto e durante o puerpério, mas também após a inseminação artificial ou o acasalamento natural. A inflamação uterina pós-parto é uma resposta fisiológica que deve provocar uma resposta imunológica robusta para controlar bactérias patogênicas e prevenir disbiose. A eliminação de detritos, modulação da inflamação e remodelamento do tecido endometrial são essenciais para a involução uterina.

 

Fatores que favorecem infecção bacteriana e desenvolvimento de endometrites/metrites:

 

  • Práticas inadequadas de inseminação
  • Contaminação do sêmen
  • Más condições de higiene
  • Parto prolongado
  • Intervenção obstétrica
  • Retenção de placenta
  • Disfunção do sistema imunológico e/ou contratilidade miometrial inadequada.

 

Os sinais clínicos de metrite incluem febre, falta de apetite, secreção vaginal purulenta ou fétida e aumento do tamanho do útero devido à inflamação. A presença de secreção vaginal anormal, especialmente quando persistente por mais de seis dias após o parto, pode indicar metrite puerperal. Outros sinais, como diminuição da ingestão de alimentos e febre também são comuns.

 

Estes distúrbios reprodutivos são desafios importantes para a produção suína, afetando a fertilidade e o bem-estar das fêmeas. Estas condições podem levar a uma série de problemas reprodutivos e econômicos, impactando negativamente a saúde e a eficiência produtiva dos rebanhos. É muito importante reconhecer e tratar esses distúrbios reprodutivos o mais rápido possível para evitar efeitos negativos no ciclo reprodutivo subsequente e no desempenho da porca.

 

Endometrites pós manejo reprodutivo interferem na fertilidade ao criar um ambiente sub-ótimo para o desenvolvimento embrionário e a placentação, e a endometrite crônica pode ter um impacto na sobrevivência do esperma e na capacidade de fertilização. No animal pós-parto, também podem ocorrer alterações na produção de leite e no comportamento materno, o que pode afetar a saúde e a sobrevivência da prole.

 

Embora a endometrite seja frequentemente infecciosa, várias medidas de manejo no nível do rebanho podem ser estabelecidas para reduzir o risco de distúrbios uterinos em porcas. Dependendo do momento de ocorrência no ciclo reprodutivo, os conceitos de prevenção e controle devem ser adaptados. Higiene adequada nos alojamentos, qualidade ótima do ar e fluxo de ar são fatores que devem ser estabelecidos em rebanhos problemáticos. Além disso, a contaminação por micotoxinas na alimentação deve ser avaliada.

 

Vários estudos avaliaram o tratamento profilático com AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais) durante o período periparto (Claeyé et al., 2015; Plush et al., 2021; Schoos et al., 2020; Ward et al., 2022; Will et al., 2023). Existem duas enzimas que são mediadores importantes em processos inflamatórios e homeostáticos, as chamadas ciclooxigenases (COX-1 e COX-2), sobre quais estes anti-inflamatórios atuam.

 

  • COX-1 (Ciclooxigenase-1): É expressa constitutivamente em muitos tecidos e está envolvida na regulação de funções normais como proteção da mucosa gástrica, manutenção da função renal e agregação plaquetária.
  • COX-2 (Ciclooxigenase-2): É geralmente induzida por estímulos inflamatórios, e é responsável pela produção de prostaglandinas que mediam a inflamação, dor e febre.

 

A maioria dos AINEs, como flunixin meglumine e o diclofenaco, age bloqueando tanto a enzima COX-2 como a enzima COX-1, sendo esta última responsável pela produção de substanciais fisiologicamente protetoras. Com o bloqueio indesejável da COX-1, efeitos colaterais como gastrites difusas, erosões gástricas, ulcerações, gastroenterite hemorrágica fatal, falhas renais agudas, injúrias renais crônicas, síndromes necróticas e nefrites podem ser observados (Spinosa et al., 2006).

 

Com o propósito de Reimaginar a Saúde Animal, a Ourofino desenvolveu o Maxicam 2%, um anti-inflamatório não esteroidal à base de meloxicam, que age bloqueando apenas a enzima COX-2. Maxicam 2% atua na mediação da dor, febre e inflamação, garantindo proteção gástrica e minimizando inúmeros efeitos colaterais, e, dessa maneira, proporcionando maior bem-estar aos animais.

 

O Maxicam 2% possui uma excelente ação analgésica, antipirética e antiexsudativa, portanto é um produto completo, com grande eficiência, e ao mesmo tempo seguro. Por se ligar fortemente às proteínas plasmáticas, sua meia-vida de 24h garante ação anti-inflamatória potente e duradoura, além de facilitar o manejo para tratamento dos animais. Este medicamento deve ser administrado pela via intramuscular, na dose 2 mL para cada 100 kg de peso corporal (0,4 mg de Meloxicam por kg de peso corporal), sempre atendendo à orientação do médico veterinário.

 

O manejo eficaz dos distúrbios uterinos em suínos é essencial para garantir a saúde reprodutiva e o bem-estar dos animais, além de impactar positivamente a eficiência produtiva dos rebanhos. Portanto, integrar Maxicam 2% ao manejo reprodutivo e ao tratamento de distúrbios uterinos representa um avanço significativo na saúde suína, proporcionando melhores resultados reprodutivos e um ambiente mais saudável para as fêmeas. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado desses distúrbios são fundamentais para a otimização da produção e a manutenção do bem-estar dos rebanhos.

 

Literatura consultada 
 
Claeyé, E., Beek, J., Meyns, T., & Maes, D. (2015). Effect of ketoprofen treatment in the prevention of postpartum dysgalactia syndrome in sows. Vlaams Diergeneeskd. Tijdschr., 84, 127–132. https://doi.org/10.21825/VDT.V84I3.16600    
 
Gilbert, R. O., & Santos, N. R. (2016). Dynamics of postpartum endometrial cytology and bacteriology and their relationship to fertility in dairy cows. Theriogenology, 85(8), 1367–1374. https://doi.org/10.1016/j.theriogenology.2015  
 
Kolaczkowska, E., & Kubes, P. (2013). Neutrophil recruitment and function in health and inflammation. Nature Reviews. Immunology, 13(3), 159–175. https://doi.org/10.1038/nri3399  
 
Morris, C., Watson, K., Schwartz, D., & Pereira, R. (2023). Nonpuerperal chronic endometritis with pyometra causing systemic illness in a production sow. Clinical Theriogenology, 15.  https://doi.org/10.58292/ct.v15.9806 
 
Pascottini, O. B., Aurich, C., England, G., & Grahofer, A. (2023). General and comparative aspects of endometritis in domestic species: A review. Reproduction in Domestic Animals, 58, 49-71. https://doi.org/10.1111/rda.14390  
 
Plush, K. J., Pluske, J. R., Lines, D. S., Ralph, C. R., & Kirkwood, R. N. (2021). Meloxicam and dexamethasone administration as anti-inflammatory compounds to sows prior to farrowing does not improve lactation performance. Animals, 11(8), 2414. https://doi.org/10.3390/ani11082414  
 
Schoos, A., Chantziaras, I., Vandenabeele, J., Biebaut, E., Meyer, E., Cools, A., Devreese, M., & Maes, D. (2020). Prophylactic use of meloxicam and paracetamol in Peripartal sows suffering from postpartum Dysgalactia syndrome. Frontiers in Veterinary Science, 7, 603719. https://doi.org/10.3389/fvets.2020.603719  
 
Spinosa, H. D. S., Górniak, S. L., & Bernardi, M. M. (2006). Farmacologia aplicada à medicina veterinária. 
 
Ward, S. A., Kirkwood, R. N., Song, Y., Garg, S., & Plush, K. J. (2022). Effect of dexamethasone and route of administration on sow farrowing Behaviours, piglet delivery and litter performance. Animals, 12(7), 847. https://doi.org/10.3390/ani12070847  
 
Will, K. J., Magoga, J., De Conti, E. R., da Rosa Ulguim, R., Mellagi, A. P. G., & Bortolozzo, F. P. (2023). Relationship between dexamethasone treatment around parturition of primiparous sows and farrowing performance and newborn piglet traits. Theriogenology, 198, 256–263. https://doi.org/10.1016/j.theriogenology.2022    

A doença de Glässer, causada pela bactéria Glaesserella parasuis, é uma das principais causas de mortalidade, redução de desempenho e uso de antibioticoterapia para tratamento nas granjas de suínos. A enfermidade acomete principalmente leitões entre duas semanas e quatro meses de idade, porém, é mais frequente entre 5 e 8 semanas, período em que os leitões estão na fase de creche.

 

A doença de Glässer é uma enfermidade mundial, caracterizada por poliserosite, poliartrite e meningite. A bactéria Glaesserella parasuis pode ser classificada em 15 sorovares diferentes, porém, cepas não tipificáveis (NT) são frequentemente encontradas. No Brasil, são encontradas cepas de alta patogenicidade e diferentes sorovares podem estar presentes em uma mesma granja, gerando infecções mistas complexas, que podem ser diferentes de animal para animal.

 

Para prevenção da doença, a Ourofino Saúde Animal lança uma vacina inédita em todo o mundo: Safesui Glasser ONE. A vacina tem em sua composição 4 sorovares de G. parasuis – SV1, SV4, SV5 e NT (não tipificável), apresentando o mais amplo espectro de proteção entre os produtos disponíveis no mercado. A escolha dos sorovares que a compõe é baseada na incidência das infecções no Brasil. Os sorovares NT, 4, 1, 14, 13, 7, 12 e 5 representam 97,5% da prevalência de G. parasuis no Brasil.

 

“Graças a sua composição associada à tecnologia inédita neste tipo de vacina que é a sobrexpressão de importante proteína presente na G. parasuis e de um potente adjuvante, a Safesui Glasser ONE tem protocolo de uso em dose única, diferente de todas as demais vacinas que necessitam de duas aplicações no leitão. O novo produto também pode induzir proteção contra todos os principais sorovares de G. parasuis que circulam no Brasil. Esta proteção ampla não é possível de ser obtida com as outras vacinas disponíveis no mercado”, explica Flavio Hirose, gerente de marketing e técnico da unidade de negócios da Ourofino.

 

Desenvolvida exclusivamente pela própria Ourofino Saúde Animal, em parceria com o Professor Doutor Rafael Frandoloso, a vacina apresenta um diferencial importante para a proteção dos leitões e a conveniência dos suinocultores: a proteção heteróloga, ou seja, imunidade contra todos os principais sorovares presentes nos sistemas de produção de suínos e aplicação em dose única. “A tecnologia empregada na Safesui Glasser ONE, permite eficácia superior e espectro de proteção superiores as demais vacinas do mercado. Pelo ineditismo, a companhia tem o pedido de patente requerido”, comenta Ferdinando Almeida, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Ourofino.

 

De acordo com o gerente de Pesquisa Clínica, Igor Gatto, os efeitos da doença são graves. “Em surtos graves, estima-se que até 50% do plantel possa ser acometido pela G. parasuis causadora da doença que provoca inflamações em todo o organismo do animal. A bactéria entra pela via respiratória e se distribui sistemicamente, causando hipertermia, apatia, tosse, claudicação e, em casos mais graves, comprometimento neurológico, levando os animais à morte”, comenta.

 

A recomendação de uso é de dose única de 2 ml, com aplicação intramuscular aos 21 dias de vida dos leitões. “A produção da vacina é realizada na planta de biotecnologia da Ourofino Saúde Animal, uma das mais modernas do mundo. Além de toda a qualidade, a novidade está pautada em bem-estar animal. Sabemos que animais mais saudáveis desempenham melhor e com Safesui Glasser ONE oferecemos prevenção, facilidade de manejo e a praticidade da dose única. É uma solução exclusiva em todo o mundo à disposição do produtor brasileiro, uma contribuição extremamente significativa da Ourofino para a produção de carne suína com ainda mais qualidade”, afirma Marcelo Faria, diretor da unidade de negócios de Aves e Suínos da Ourofino.

O estresse é uma resposta fisiológica do organismo a situações adversas, e caracteriza um dos maiores desafios na produção de suínos. Entre os principais prejuízos acarretados por estas situações estão a diminuição do bem-estar geral do suíno bem como a queda em seu desenvolvimento, em todas as fases de vida.

 

No desmame, os leitões passam pela separação da mãe, mudança de dieta e ambiente, além da introdução a um novo grupo social, situações que geram impactos negativos no sistema imunológico e levam a um menor consumo de alimentos. Como consequência, tem-se menor ganho de peso, aumento da suscetibilidade a doenças, aumento dos custos de produção e menor retorno financeiro para o produtor.

 

Em reprodutores, sabe-se que a hierarquia social pode resultar em situações estressantes com comportamentos agressivos, culminando em lesões e impactos negativos na saúde reprodutiva. No caso de fêmeas gestantes, o estresse pode afetar a produtividade das porcas, impactando em indicadores como taxa de parto, número de leitões nascidos vivos e a média de leitões/porca/ano.

 

Buscando aliar o bem-estar animal e a produtividade, a Ourofino Saúde Animal apresenta uma inovação revolucionária no manejo de suínos de todas as idades. O FerAppease é um análogo sintético da Substância Apaziguadora Materna Suína (SAMS), que são ácidos graxos naturalmente secretados pelas glândulas sebáceas do epitélio mamário da fêmea suína com a capacidade de confortar seus leitões durante a amamentação.

 

Sua principal função é reduzir o estresse e o medo por meio da regulação do sistema nervoso dos leitões, diminuindo os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e promovendo um estado de calmaria.

 

FerAppease atua diretamente na redução do estresse fisiológico, ambiental e de manejo, proporcionando maior bem-estar para os suínos. O resultado são animais mais saudáveis, menos agressivos e com melhor desempenho produtivo. Aliado do produtor, FerAppease pode e deve ser utilizado nas ocasiões de desmame, transporte, aclimatação de cachaços, agrupamento em baias coletivas, gestação, ou em qualquer situação de estresse a que o animal se exponha.

 

Os benefícios do FerAppease são comprovados:

 

  • Maior ganho de peso na creche
  • Redução de agressões entre reprodutores
  • Aumento da taxa de parto
  • Aumento do número de leitões por parto
  • Redução da mortalidade de matrizes
  • Redução da mortalidade durante o transporte
  • Melhoria da qualidade da carcaça

 

FerAppease é um produto único no mercado brasileiro trazido pela Ourofino Saúde Animal, que tem o compromisso de oferecer soluções inovadoras e promotoras do bem-estar animal. FerAppease é de aplicação tópica, e dispensa o uso de agulhas e procedimentos invasivos, facilitando o manejo diário tanto para os animais quanto para os colaboradores da granja.

 

Praticidade e eficácia na aplicação aliadas ao bem-estar e produtividade.

 

A Ourofino Saúde Animal traz para o mercado brasileiro o produto FerAppease, um feromônio sintético análogo à substância apaziguadora materna suína (SAMS), naturalmente produzida pelas fêmeas, capaz de reduzir o estresse e o medo e suas consequências negativas em suínos de todas as idades, proporcionando bem-estar aos animais e retorno econômico ao produtor.

 

Sucesso nos Estados Unidos, com mais de 6 milhões de doses utilizadas em suínos, o produto pode ser aplicado em diversas situações que causam estresse no animal, como no manejo, em mudanças ambientais e fisiológicas. O estresse leva a altas concentrações de cortisol e adrenalina que aumentam a agressividade, diminuem o ganho de peso e reduzem a eficiência alimentar.

 

Sem contraindicações ou efeitos colaterais, além de não demandar período de carência para o abate, FerAppease é um aliado versátil para o dia a dia nas granjas. Seu mecanismo de ação estimula o cérebro dos animais por meio da reação que naturalmente acontece quando os ácidos graxos secretados pelas glândulas sebáceas do epitélio mamário da fêmea suína trazem a mesma sensação de conforto de quando os leitões são amamentados.

 

A aplicação deve ser feita em dose única diretamente na pele dos animais, na região acima do focinho, respeitando a dosagem de 3ml para leitões, 10ml para porcas e 6ml para animal terminado. O período de ação do produto é de até 14 dias. FerAppease é comercializado em galões de 4 litros, o que pode render a aplicação em até 1.333 leitões.

 

“FerAppease alia dois princípios essenciais para a suinocultura, o bem-estar animal e a rentabilidade para o produtor. Muitas vezes, o que o mercado oferece apresenta apenas um desses atributos e com FerAppease, o pacote vem completo, considerando também fácil aplicação e o ganho associado em maior ganho de peso. O acompanhamento do uso do produto no mercado internacional mostra maior ganho de peso na creche, redução do comportamento agressivo dos reprodutores, aumento da taxa de parto, melhoria na qualidade da carcaça, redução da mortalidade em transporte, entre outros benefícios. Para se ter um exemplo, o uso de FerAppease diminuiu a agressão após o reagrupamentro de fêmeas em 49% e zerou a taxa de mortalidade”, comenta Marcelo Faria, diretor da unidade de negócios de Aves e Suínos da Ourofino.

 

No próximo dia 12 de junho, a partir das 17h (horário de Brasília), a Ourofino Saúde Animal revelará aos produtores de suínos uma novidade que traz com exclusividade ao Brasil.

 

Sucesso nos Estados Unidos, com mais de 6 milhões de doses utilizadas em suínos, o produto promete bem-estar animal com ganho econômico para o produtor.

 

O evento será realizado online, com transmissão pelo Canal da Ourofino Saúde Animal no YouTube.

 

Inscreva-se em: https://cloud.digital.ourofino.com/descubra-o-melhor

Os aditivos naturais desempenham um papel crucial na promoção da saúde intestinal de aves e suínos, influenciando positivamente a microbiota e a integridade epitelial. Esses ingredientes frequentemente contêm substâncias bioativas, como polifenóis de plantas, óleos essenciais e compostos antioxidantes, que podem modular a composição e a atividade da microbiota intestinal. Apresentam propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, contribuindo para a prevenção de doenças e a melhoria da saúde digestiva. Muitos aditivos naturais têm propriedades antioxidantes, o que fortalece o sistema imunológico dos animais de forma natural.

 

Estes produtos possuem diversos mecanismos de ação para garantir melhoria na absorção de nutrientes, da saúde intestinal e equilíbrio na microbiota.

Mecanismos de ação dos Aditivos Naturais: 

 1. Bio-regulação da microbiota

 

Fornecem substratos que favorecem o crescimento de bactérias benéficas no intestino. Isso promove um equilíbrio saudável na microbiota, melhora a diversidade microbiana e inibe o crescimento de patógenos, favorecendo a digestão eficiente.

 

 2. Integridade Epitelial

 

Componentes como polissacarídeos e ácidos graxos essenciais fortalecem a barreira epitelial, prevenindo permeabilidade aumentada, inflamação e melhorando a absorção eficiente de nutrientes.

 

 3. Propriedades Anti-Inflamatórias

 

Contribuem para modular as respostas inflamatórias no intestino, mantendo a saúde e o funcionamento adequado do órgão, contribuindo para melhor absorção de nutrientes.

 

 4. Estímulo da Produção de Enzimas

 

Estimulam a produção de enzimas digestivas, melhorando a quebra eficiente dos nutrientes complexos na dieta, o que impacta positivamente na absorção de nutrientes essenciais.

 

 5. Ação Antibacteriana Sinérgica

 

A combinação de ácidos orgânicos e óleos essenciais cria uma ação antibacteriana sinérgica, inibindo o crescimento de bactérias patogênicas e promovendo um ambiente intestinal mais saudável. Alguns aditivos apresentam cepas probióticas, que irão colonizar o intestino e produzir metabólitos funcionais que favorecem a saúde intestina.

 

6. Fornecimento de enzimas Específicas

 

Aditivos apresentam enzimas específicas catalisam a oxidação da β-D-glicose em Peróxido de Hidrogênio (H2O2) e Ácido D-glucônico, inibindo o crescimento de patógenos, o que mantém a integridade e a saúde do epitélio intestinal. Melhora a digestão e absorção de nutrientes, e favorece o desempenho e uniformidade dos animais.

 

 7. Ação Imunomoduladora

 

Compostos estimulam o sistema imunológico para a promoção de uma resposta balanceada e melhoria da capacidade de defesa contra micro-organismos patogênicos.

 

A Ourofino Saúde Animal oferece uma ampla linha de aditivos naturais para aves e suínos (Tabela 1), refletindo uma abordagem integrada para promover a saúde intestinal, melhorar a eficiência digestiva e maximizar a absorção de nutrientes.

 

Tabela 1. Linha de aditivos naturais oferecidos pela Ourofino Saúde Animal com os respectivos mecanismos de ação.

 

Linha de aditivos naturais oferecidos pela Ourofino Saúde Animal com os respectivos mecanismos de ação.

 

Essa combinação de benefícios contribui para o bem-estar dos animais e a qualidade sustentável da produção animal, e reafirma nosso compromisso com a excelência zootécnica, com resultados superiores e de reimaginar a saúde animal.

Cada vez mais bem-estar animal é um tema amplamente discutido em todo o mundo, despertando o interesse dos consumidores pela origem e qualidade dos alimentos que consomem.

 

Essa crescente preocupação com a qualidade da carne que chega à mesa dos consumidores está diretamente ligada ao bem-estar animal, refletindo o desejo dos consumidores por um sistema de produção que respeite e promova condições éticas para os animais ao longo de toda a cadeia alimentar.

 

Quando pensamos em bem-estar animal, é importante lembrar do princípio das cinco liberdades estabelecido pela Farm Animal Welfare Council em 1967. Na suinocultura, a aplicação deste princípio diz respeito a fornecer instalações adequadas, com uma nutrição balanceada, cuidados veterinários regulares (prevenção, diagnóstico e tratamento) e um ambiente que permita a expressão dos comportamentos normais dos suínos.

 

Com o crescente reconhecimento da importância do bem-estar animal, diversos países estão reformulando suas legislações para melhor contemplar o bem-estar dos animais de produção.

 

O Brasil, alinhado com as novas tendências e demandas do mercado, estabeleceu sua primeira legislação, a Instrução Normativa nº113 do MAPA, que define boas práticas de manejo e bem-estar animal nas granjas comerciais de suínos. Esta IN nº113 aborda diversos aspectos, incluindo a obrigatoriedade de adoção de sistemas de gestação coletiva até 2045.

 

Seguindo esta orientação, já é possível identificar um movimento de transição gradual do sistema de alojamento individual para o alojamento coletivo de porcas nas granjas suinícolas em diferentes regiões do Brasil.

 

O sistema de gestação coletiva de porcas representa uma mudança no sistema de alojamento, colocando o bem-estar animal como prioridade. Embora a transição para um sistema de gestação coletiva possa representar um desafio para alguns produtores, uma vez que esta transição necessita de investimentos em infraestrutura, existem inúmeros benefícios a longo prazo.

 

Por exemplo, o sistema de alojamento individual em gaiolas restringe o espaço disponível para as porcas, o que resulta em estresse. Já o sistema de gestação coletiva proporciona interações sociais entre as porcas, e consequentemente reduz o estresse decorrente do isolamento, além disso, esta abordagem vai de encontro a um dos princípios das cinco liberdades (Farm Animal Welfare Council, 1967). Contudo, desafios como questões relacionadas à hierarquia social e agressividade entre as porcas podem surgir, demandando estratégias de manejo adequadas para minimizar estes problemas.

 

Outro benefício do sistema de alojamento coletivo é que ele oferece mais espaço para as porcas se movimentarem, em comparação com o alojamento individual em gaiolas, o que garante um maior conforto para as porcas. Nesse modelo, as porcas permanecem na baia coletiva durante todo o período gestacional ou na maior parte dele, sendo transferidas para gaiolas de maternidade antes do parto.

 

A transição para o sistema de alojamento coletivo de porcas representa uma mudança na suinocultura, atendendo às demandas éticas e regulatórias emergentes, e alinhando-se às preocupações dos consumidores.

 

A Ourofino Saúde Animal tem o propósito de reimaginar a saúde animal, com um compromisso com o bem-estar animal e a busca pela eficiência produtiva. Estes valores são evidenciados com a recertificação da Ourofino Saúde Animal de Empresa Amiga do Bem-Estar Animal para Suínos. Esse é o reconhecimento da qualidade dos produtos Isocox, Maxicam 2%, Safesui Circovirus e Safesui Mycoplasma.

 

eficiência produtiva. Estes valores são evidenciados com a recertificação da Ourofino Saúde Animal de Empresa Amiga do Bem-Estar Animal para Suínos

Bactérias são responsáveis por uma variedade de doenças em animais e humanos, e o uso de princípios ativos eficazes é necessário para que se maximize o potencial do tratamento e minimize a ocorrência de resistência bacteriana.

 

Sistemas de produção animal desempenham um papel central na geração de alimentos e produtos derivados. No entanto, essa atividade enfrenta desafios significativos devido a infecções bacterianas que impactam negativamente a saúde dos animais e a produtividade dos rebanhos.

 

No sistema de produção de bovinos e suínos, alguns desafios infecciosos levam a quadros inflamatórios localizados e sistêmicos, comprometendo o desempenho e o bem-estar animal. Em bovinos, patógenos como Moraxella bovis podem levar ao desenvolvimento de ceratoconjuntivite infecciosa, enquanto Pasteurella multocida e Manheimia haemolytica são importantes causas de infecções respiratórias, da mesma forma que Mycoplasma hyopneumoniae, Pasteurella multocida e Glaesserella parasuis são importantes causas de doenças respiratórias em suínos.

 

Alguns patógenos desencadeiam doenças sistêmicas, e Glaesserella parasuis também pode levar a um quadro sistêmico cursando com polisserosite e poliatrite. A infecção por Salmonella enterica Choleraesuis pode apresentar-se na forma de quadros diarreicos, doença sistêmica ou pneumonia. Ainda, infecções por Streptococcus suis podem causar pneumonia, sepse, artrite e encefalite.

 

Estas infecções impactam negativamente a produção, uma vez que são responsáveis por grandes perdas produtivas e financeiras. Animais de produção estão continuamente expostos à agentes infecciosos, e a prevenção e o tratamento adequados envolvem medidas de manejo, boas práticas de higiene, vacinação e, quando necessário, o uso de antibióticos sob a supervisão de um médico veterinário.

 

A tulatromicina, princípio ativo do Tulaxx, é um macrolídeo semissintético amplamente empregado no tratamento de infecções respiratórias em bovinos e suínos. Ela exerce seu mecanismo de ação inibindo a síntese proteica bacteriana, impedindo que a bactéria produza proteínas essenciais para seu crescimento e replicação, consequentemente reduzindo a carga infecciosa no hospedeiro. Este princípio ativo tem um amplo espectro de ação e é eficaz contra uma variedade de bactérias gram-positivas e gram-negativas. Isso a torna uma escolha valiosa no tratamento de infecções bacterianas em animais de produção, especialmente quando se enfrentam infecções mistas causadas por diferentes tipos de bactérias.

 

O uso de antimicrobianos eficazes faz parte do arsenal terapêutico para combater infecções bacterianas em animais. No entanto, o uso destas medicações em animais deve ocorrer conforme indicação de médicos veterinário, evitando-se o uso indiscriminado.  Além disso, é essencial investir em medidas de prevenção, como a melhoria das condições de higiene, a adoção de práticas de manejo adequadas e a vacinação, para que o uso destes medicamentos ocorra de forma racional, preservando a eficácia desses agentes terapêuticos. O equilíbrio entre o uso responsável de antibióticos e a manutenção da saúde dos animais é fundamental para garantir a produção segura e sustentável de alimentos de origem animal.

 

Tulaxx é uma solução injetável estéril e deve ser administrado em bovino e suínos de forma injetável, pela via subcutânea, na dose única de 2,5 mg/kg de Tulatromicina (equivalente a 1 mL para cada 40 kg de peso vivo). Deve-se respeitar o volume máximo por local de aplicação de 7,5 mL para bovinos adultos, e 2mL para suínos adultos. Caso o volume calculado ultrapasse este limite, recomenda-se dividir a dose em mais de um local de aplicação.

 

A Ourofino Saúde Animal, maior indústria farmacêutica veterinária de origem brasileira, apresenta na noite desta segunda-feira (27) um novo produto para o portfólio de animais de produção. A transmissão em que será apresentada a nova solução acontece pelo canal da empresa no YouTube a partir das 18h (horário de Brasília).

 

Os participantes podem se inscrever previamente aqui e os 100 primeiros serão premiados com brindes exclusivos.

 

A novidade, que será revelada pela empresa apenas no durante no evento, promete trazer para o mercado brasileiro tecnologia que é referência no exterior para a produtividade nas fazendas.