A Cinomose é uma doença infecciosa e altamente contagiosa e pode se espalhar rapidamente entre os cães. Ela afeta cães de todas ás idades, raça ou porte em qualquer fase de vida e também os canídeos silvestres, mustelídeos, entre outros.

A doença é muito conhecida por acometer principalmente os filhotes em fase de vacinação ou animais não vacinados. Ela pode se manifestar de duas maneiras, neurológica, sistêmica ou em combinação em em conjuntas em um mesmo animal, debilitando o sistema imunológico podendo levar a morte.

 

Por se tratar de um vírus a transmissão acontece através do ar, porem o vírus permanecem por um curto período em superfícies, podendo ser transmitido por meio de brinquedos, bebedouros, comedouros, acessórios e ambientes frequentados por animais que estão positivos para Cinomose.

 

Sintomas da Cinomose

Os sintomas da Cinomose podem variar, mas geralmente incluem:

 

  • Diarreia;
  • Dificuldade locomotora;
  • Secreção ocular e nasal;
  • Fraqueza;
  • Diminuição do apetite;
  • Vômito;
  • Dificuldade respiratória.

 

Caso seu cão apresente qualquer sintoma, é importante levá-lo ao médico veterinário imediatamente para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

 

Como diagnosticar a Cinomose? 

A Cinomose pode ser diagnosticada por meio de testes específicos, como o teste Conclue Cinomose da Ourofino Pet. Esse teste permite a detecção qualitativa rápida de antígeno ou anticorpo em amostras de secreção nasal ou ocular em apenas 10 minutos.

 

Meu cão está positivo. Como trato o ambiente?

No caso de o seu cão estar positivo para a Cinomose, é importante tratar o ambiente para evitar a propagação do vírus. Uma opção é utilizar um desinfetante como o Herbalvet, que possui propriedades bactericidas, fungicidas, protozoaricidas e viricidas. Esse desinfetante é indicado para pisos, paredes, instrumentos cirúrgicos, canis, gatis e outros ambientes. Além disso, o Herbalvet é biodegradável e não corrosivo.

 

É fundamental seguir as orientações do médico veterinário para o tratamento adequado do seu cão e para garantir a desinfecção correta do ambiente.

Este texto está do jeito que a gente gosta: trazendo notícia boa! A ciência não para de buscar novos tratamentos para doenças que afligem os animais e se tem uma doença que causa muito sofrimento aos cães e seus familiares é a cinomose! Mas existe uma luz no fim do túnel!

 

Cinomose: você sabe o que é?

É uma doença contagiosa que poderia ser prevenida por vacinação, mas ainda é muito frequente em nosso país, pois nem todos vacinam seus cães, o que ocorre por desinformação ou limitações financeiras.

Quando infectado, o cão pode apresentar diarreia, vômito, secreção nasal, pneumonia e, em uma fase mais avançada, alterações neurológicas.

 

Quando o pet sobrevive à cinomose, é comum que ele fique com sequelas neurológicas, que variam desde tremores leves até paralisia. Nesta fase, a fisioterapia tem um papel muito importante para ajudar na recuperação, mas nem sempre é suficiente para que o pet retorne a uma vida normal.

A boa notícia é que existe um novo tratamento que está revolucionando a vida de cães que tiveram cinomose, suas famílias e seus veterinários: a terapia com células-tronco!

 

O que são células-tronco?

São as primeiras células de qualquer indivíduo, as que irão formar todos os órgãos que compõem o filhote. Elas também são responsáveis por ajudar na reparação de tecidos doentes e existem naturalmente em todos os animais e pessoas, o problema é que começam e ter sua eficácia reduzida logo após o nascimento.

Graças a evolução da medicina, hoje é possível ter um estoque destas células em laboratórios avançados para serem usadas no tratamento de algumas doenças e é isso que pode ser feito para os cães com sequelas neurológicas da cinomose. As células são obtidas da gordura que existe ao redor do útero de cadelas quando elas passam por cirurgia de castração. Depois disso, uma série de processos acontece no laboratório até o estoque das células em freezers a 80 graus negativos, garantindo que a transferência para um cão que precisa ser tratado ocorra de forma segura.

 

Diferente de qualquer medicamento

É comum dizer que as células-tronco são inteligentes, já que possuem mecanismos complexos que permitem que elas percebam a situação do órgão lesionado e comecem a liberar substâncias com a capacidade de restauração. No caso da sequela da cinomose, as lesões estão no sistema nervoso, mais especificamente nos nervos e neurônios, e as células oferecem uma ação anti-inflamatória, reguladora do sistema imune e até regeneradora!

Na prática, o que vemos é que um cãozinho paralisado, aos poucos volta a caminhar e ter uma vida com mais qualidade!

 

Ficamos felizes com novas terapias, mas precisamos lembrar que a medicina não é uma ciência exata e a resposta de um paciente depende de muitos fatores. Um estudo realizado na Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP) com cães paralisados por causa de cinomose, demonstrou que 80% dos animais tratados com células-tronco voltaram a andar. Já sabemos que quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, maiores as chances de sucesso.

 

Como é feito o tratamento das sequelas da cinomose com células-tronco?

É um tratamento realizado exclusivamente por médicos-veterinários, que, após um diagnóstico preciso da situação do cãozinho, irá solicitar alguns exames para verificar se ele está apto a receber a terapia.

A aplicação é simples, realizada na veia, sem a necessidade de jejum, internação, ou qualquer alteração na rotina do pet. Em geral, são feitas 3 aplicações com intervalos de 30 dias. É uma terapia segura e com baixíssimo risco de efeitos colaterais.

 

Se você tem ou conhece alguém que tenha um cãozinho com sequelas de cinomose, compartilhe essa novidade e leve uma chance a mais aos peludos! Se tem dúvidas, comente aqui embaixo!

O que é cinomose canina?

A Cinomose é uma doença multissistêmica infectocontagiosa grave e muitas vezes letal, de evolução aguda, subaguda, ou crônica, que ocorre no mundo todo e acomete diversos animais terrestres e aquáticos, entre eles os cães. (Carvalho et al., 2012).

As taxas de morbidade e mortalidade são bastante altas em filhotes e jovens adultos, principalmente nos não vacinados. Estudos mostram que a sua prevalência em cães no Brasil varia de 10% a 41-50% e a prevalência na rotina clínica na visão dos médicos veterinários é de 91,7%. (Costa et al. 2019).

 

O Vírus

O Vírus da Cinomose Canina (Canine Distemper Vírus – CDV) é um RNA de fita simples, envelopado, que pertence a família Paramyxoviridae, gênero Morbillivirus. Há somente um sorotipo relatado que apresenta variações de patogenicidade e virulência nos hospedeiros. São sensíveis a altas temperaturas (56º C) e a solventes lipídicos (Cartroxo, 2003; Flores, 2007; Jericó, 2015).

 

Patogenia

O cão poderá se infectar ao ter contato com partículas virais das excreções e secreções corpóreas presentes no ambiente e em objetos, ou em contato direto com um animal que tenha a doença (Cartroxo, 2003; Flores, 2007).

 

O animal poderá eliminar partículas virais a partir do 5º dia de infecção por até 60-90 dias. É importante ressaltar que o cão poderá transmitir o vírus antes mesmo de ter sintomatologia e há animais que se tornam hospedeiros assintomáticos e desenvolvem a doença de forma subclína, no entanto também poderão transmiti-la. A transmissão transplacentária também pode ocorrer, levando a abortos, ou ao nascimento de filhotes fracos e imunossuprimidos (Nelson e Couto, 2001; Cartroxo, 2003; Flores, 2007; Jericó, 2015).

 

O CDV invade inicialmente o trato respiratório superior e se replica em macrófagos e linfócitos B e T nas primeiras 24 horas, então partículas virais se espalham através da via linfática para os gânglios e tonsilas levando a uma grave imunossupressão. No 4º ao 6º dia pós-infecção, o CDV irá se replicar na medula óssea, timo, baço, nódulos linfáticos, mesentéricos, placas de Peyer, células de Kupffer e as células mononucleares nos pulmões. Nessa fase o cão poderá apresentar uma hipertermia devido à intensa multiplicação viral e leucopenia causada pela depleção de células linfoides. No 8º ao 10º dia pós-infeção o CDV migra para sistema nervoso central causando alterações neurológicas, cuja gravidade depende da cepa envolvida e a condição imunológica do cão. Essas lesões neurológicas possuem caráter desmielinizante, assim como a esclerose múltipla em humanos (Greene, 2006).

 

Sintomas da cinomose

A cinomose canina é uma doença que não apresenta nenhuma sintomatologia patognomônica. Inicialmente os sintomas mais frequentes podem incluir secreções nasais e oculares, tosse úmida, dispneia, febre, anorexia, conjuntivite e diarreia, podendo variar de indivíduo para indivíduo.  Os sinais clínicos neurológicos que o animal poderá apresentar estão ligados ao local do SNC afetado. A paralisia dos membros pélvicos, ataxia, convulsões, nistagmo e mioclonias são observados com frequência. Co-infecções com a parvovirose, adenovirose, entre outras doenças causadas por vírus e infecções causadas por bactérias podem ocorrer, agravando o quadro (Greene e Appel, 2006; Flores, 2007).

 

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado pelo médico veterinário, através do histórico do animal, exame físico e exames laboratoriais (Santos et al., 2016).

O Vírus pode ser detectado através de diversas técnicas utilizando amostras de sangue e secreções (Li et al., 2013). Atualmente testes sorológicos rápidos são realizados na clínica veterinária e o RT-PCR é considerado uma das técnicas confirmatórias para o diagnóstico.

 

Em relação as alterações hematológicas, podemos observar anemia, leucocitose com neutrofilia ou leucopenia associada à linfopenia, e trombocitopenia e inclusões virais denominadas corpúsculos de Lentz que podem ser encontrados em leucócitos, eritrócitos, linfócitos e neutrófilos, esse achado é considerado um método de diagnóstico definitivo e de fácil execução (Vicente et al., 2010; Jericó, 2015).

 

Tratamento

Existem poucos estudos utilizando um antiviral específico, mas existem formas de reduzir a sintomatologia e a progressão da doença instituindo um protocolo de suporte com antimicrobianos de amplo espectro, expectorantes, broncodilatadores, corticosteróides, antipiréticos, antiácidos, antieméticos, anticonvulsionantes , fluidoterapia e suplementação vitamínica mineral com o intuito de auxiliar na regeneração celular e estimular a imunidade. Quando não há sintomatologia neurológica, pode ocorrer uma melhora espontânea utilizando apenas o tratamento sintomático (Greene, 2006; Pereira, 2014).

 

As terapias complementares como a fitoterapia, fisioterapia e acupuntura possuem relevância na melhora do quadro clínico (Lesnau, 2008).

 

Importância da Prevenção

Como citado anteriormente, não há um tratamento realmente eficaz contra essa doença, portanto a prevenção com um protocolo vacinal eficaz é de extrema importância.

 

Segundo diretrizes de vacinação, como o WSAVA, a imunização deve ser realizada com uma vacina viva modificada a partir de 6 a 8 semanas de idade, repetida após intervalo de 21 a 30 dias até o animal completar 16 semanas e mais uma dose deverá ser feita quando o animal completar 6 meses de idade. Quando há um grande desafio, ou seja, um filhote com alta exposição ao vírus ou pouca imunidade recebida do colostro, o protocolo pode ser iniciado a partir de 4 semanas de vida. Atualmente estudos mostram que as doses de reforço não são necessárias com intervalos menores que 3 anos, essa prática já é realizada em outros países, onde estão disponíveis vacinas somente com vírus vivos modificados.

 

Consideração Final

O médico veterinário tem um papel muito importante na conscientização da população, prevenção e erradicação dessa doença. A cinomose canina não apresenta até então um tratamento específico, mas pode ser prevenida através da vacinação e medidas de controle.

O aumento da longevidade dos animais de estimação tem contribuído para a maior frequência de problemas ligados à senilidade, como o câncer. Atualmente, a casuística de tumores em cães e gatos é uma das causas de sofrimento e óbito destes animais. A Medicina Veterinária se move na busca de recursos terapêuticos que permitam melhorar a qualidade de vida de animais portadores de tumores. e Com isso, também reduz o impacto para os proprietários que sofrem juntamente com seus companheiros de vida.

 

Entre os tumores mais comuns, os cutâneos aparecem com alta frequência pelo fato da pele ser o maior órgão do corpo e representar a barreira física entre o ambiente e o organismo sofrendo uma exposição direta aos fatores oncogênicos que propiciam as formações neoplásicas.

 

O mastocitoma canino é um dos tumores cutâneos mais frequentes, que aparece como uma massa cutânea medindo em média 2 a 5 cm de diâmetro e 1 a 3 cm de altura. Além deste sinal clínico, o animal acometido por esta neoplasia também pode apresentar manifestações de prurido (coceira), edema e úlceras na pele, bem como alterações sistêmicas como: anorexia, vômito, diarreia, melena (presença de sangue nas fezes) e anemia.

 

A escolha do tratamento em casos de mastocitoma será definida a partir do grau clínico do tumor, sendo a excisão cirúrgica ampla, uma das principais escolhas. A quimioterapia correlacionada à ressecção (retirada do tumor) é indicada como terapia adjuvante para mastocitoma e em pacientes com metástases.  Lembrando que é indispensável uma consulta com o médico-veterinário e uma avaliação detalhada para que o profissional estabeleça o diagnóstico e o melhor protocolo de tratamento.

 

Os tumores mamários caninos também representam uma importante parcela da casuística dos atendimentos clínico-cirúrgicos em clínicas veterinárias, correspondendo de 25% a 50% dos tumores caninos e, entre eles, a metade é considerada maligno. Em gatas, apesar da casuística elevada, ainda há poucos estudos relacionados aos tumores de mama nesta espécie.

 

Em cadelas, a frequência dos tumores mamários espontâneos é de duas a três vezes superior quando comparada a incidência desta neoplasia em mulheres. São encontrados em animais de meia idade e idosos, sem predisposição de raça e quando diagnosticada no início, a neoplasia de mama tem elevada chance de cura.

 

Os tumores de mama se apresentam como nódulos circunscritos com tamanho, consistência e mobilidade variável, podendo estar associados a ulcerações da pele e reações inflamatórias locais. Sabe-se que metástases são frequentemente observadas em linfonodos regionais (axilares e inguinais) e em localizações distantes como outros linfonodos, pulmões, coração, baço, adrenais e encéfalo.

 

Procedimentos cirúrgicos para remoção de mastocitomas ou tumores mamários são necessários e causam em geral grande preocupação no período pós-operatório, demandando cuidados intensos com a cicatrização destas feridas cirúrgicas por um período longo. Durante esse período é imprescindível o acompanhamento de um medico-veterinário, pois só um profissional da área será capaz de avaliar sobre a evolução do processo de cicatrização das feridas cirúrgicas.

 

Para uma cicatrização rápida e de melhor qualidade para cães e gatos, a Ourofino conta em sua linha com o Regepil, produto de uso tópico e formulação exclusiva com potente ação cicatrizante.

 

Dentre as possibilidades de uso do Regepil, além de feridas cirúrgicas, o produto pode ser indicado para feridas crônicas, feridas localizadas em região de difícil cicatrização, animais com comprometimento do processo de cicatrização fisiológico, decorrente de uma condição clínica pré-existente ou de algum tratamento concomitante, de modo a contribuir e acelerar o processo de cicatrização.

 

Para a correta evolução do processo de cicatrização de feridas são necessários cuidados especiais, a fim de proteger a região a ser cicatrizada de eventuais lambeduras, mordeduras e arranhaduras, que podem interferir negativamente no tratamento da ferida. O intervalo entre aplicações do produto Regepil é variável de acordo com o tipo de ferida e com as condições da região a ser cicatrizada, ficando a critério do médico-veterinário a definição do intervalo entre doses, de acordo com o protocolo de tratamento estabelecido.

Os parasitas intestinais dos cães, popularmente conhecidos como vermes, estão entre os agentes patogênicos mais encontrados em animais de companhia e constituem uma das principais causas de transtornos intestinais em cães. As verminosesapresentam uma grande importância para a saúde pública devido ao alto potencial em causar doenças em humanos, as chamadas zoonoses.

 

Em cães a prevalência de verminoses gastrintestinais é elevada, sendo que os animais mais jovens são mais suscetíveis e apresentam manifestações clínicas mais graves. Cães com parasitoses gastrointestinais sofrem ação irritante e espoliativa dos helmintos que causam anorexia, diarreia, vômito e retardo no crescimento. Também levao organismo a um quadro de imunossupressão que contribui para o aparecimento de processos de natureza infecciosa de origem bacteriana e viral.

 

Além da importância clínica veterinária, tais vermes também estão envolvidos na transmissão de zoonoses. Sabe-se que parasitas de diversas espécies do gênero Ancylostoma spp. causam em humanos uma zoonose conhecida como Larva migrans cutânea, popularmente chamada de bicho geográfico; o verme Toxocara canis é o responsável pela transmissão da Larva migrans visceral, bem como o Dipylidium caninum, que provoca a dipilidiose em cães, apesar de não causar lesões graves pode também acometer o homem.

 

Dentre outros parasitas de cães, podemos citar o protozoário Giardia spp., responsável em ocasionar a doença giardíase, considerada uma zoonose com sintomas semelhantes aos causados pelos vermes e que ocorre através da ingestão de cistos de Giárdia na água, verduras, frutas ou objetos contaminados (mãos levadas à boca).

 

O protocolo de vermifugação deverá ser realizado de acordo com recomendação do médico-veterinário. O aconselhável éuma dose de reforço 15 dias após cada vermifugação e a repetição do protocolo deverá ser realizada a cada 6 meses, 4 meses ou 3 meses, dependendo do ambiente (“desafio”) onde o animal vive.

 

Na linha Pet da Ourofino Saúde Animal há o Top Dog, vermífugo palatável com o sabor que os cães adoram, indicado para o combate e controle de parasitas internos (helmintos) de cães com atuação em vermes redondos (nematódeos) e vermes chatos (cestódeos). Top Dog é também indicado para o tratamento da Giardíase (causada pelo protozoário Giardia sp). Neste caso, a vermifugação deve acontecer durante três dias consecutivos.

 

Para o sucesso das vermifugações também são recomendadas algumas medidas de higiene como: oferecer ao animal alimentos frescos e limpos; água clorada ou filtrada; manter o ambiente limpo, recolhendo as fezes dos animais e utilizando desinfetantes, como o Cloreto de Benzalcônio (amônia quaternária). Essa medida é imprescindível para o sucesso do tratamento da giardíase, pois a transmissão da Giárdia nos animais ocorre pela ingestão de cistos (“ovos”) de protozoários que foram eliminados nas fezes dos animais infectados e que estão presentes no meio ambiente. O Cloreto de Benzalcônio atua na inativação dos cistos  impedindo a reinfecção dos animais.

A infestação por ectoparasitas aumenta com a chegada do clima quente, principalmente nesta época do ano. As pulgas e os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzirem, por isso de dezembro a março as infestações são mais favoráveis.

 

Neste caso, a prevenção também sempre é a mais indicada. O uso contínuo de produtos que auxiliam no controle dos ectoparasitas em pets é essencial. A maior população de pulgas e carrapatos está no ambiente, então o tratamento apenas em cães e nos gatos não é eficaz para controlá-los. Como parte do ciclo de vida destes parasitas ocorre no ambiente, ele também deve ser tratado para interromper o desenvolvimento. As populações de pulgas e carrapatos adultos que se encontram nos animais representam apenas 5%. Já os outros 95% estão no ambiente em forma de ovos ou larvas de pulgas; ou ovos, larvas ou ninfas de carrapato.

 

As pulgas e os carrapatos se comportam diferentemente no ambiente. Enquanto as formas imaturas das pulgas preferem os locais abaixo do nível do solo, os carrapatos adultos e suas formas imaturas se escondem em locais altos, ou seja, acima do nível do solo. Engana-se quem pensa que as infestações destes parasitas no ambiente só acontecem em áreas externas. Com o pet inserido cada vez mais dentro do contexto familiar, é preciso dar atenção ao interior das residências, como os sofás, as cortinas, os tapetes e osarmários embutidos. O local onde o cão ou o gato costumam repousar e passar a maior parte do tempo deve ser frequentemente monitorado e higienizado, já que pode haver infestação.

 

A aplicação de produtos inseticidas no ambiente e o uso rotineiro do aspirador de pó (neste caso, para o controle de pulgas) também são necessários.

 

Para o controle de ectoparasitas a Ourofino Pet conta dois produtos: o NEOPet, produto com ação pulicida e carrapaticida, à base de Fipronil. Outra opção é a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina e Propoxur, indicada para auxílio na prevenção e controle do vetor da Leishmaniose, o mosquito-palha, e das infestações de carrapatos e pulgas.

A vacinação dos animas de companhia é o método de proteção mais importante e eficaz contra doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos. Manter as vacinas dos pets em dia é um ato de amor e cuidado que faz toda a diferença para a saúde, bem-estar e qualidade de vida deles. Para desenvolver um protocolo de vacinação, devem ser considerados alguns fatores importantes, como as fases de vida do pet, os hábitos, risco de exposição às doenças e o estado de saúde dele.

 

Confira as principais doenças que os animais de companhia podem adquirir durante a vida:

 

Cinomose: é uma virose grave, que atinge principalmente os cães que estão com o sistema imunológico enfraquecido (filhotes, idosos ou fracos, e como consequência de uma doença ou situação de estresse). Os animais com cinomose podem apresentar vômito e diarreia, corrimentos ocular e nasal, sinais de alteração do sistema nervoso (como falta de coordenação motora, tiques nervosos, convulsões e paralisias). Quando ela afeta o sistema neurológico dos cachorros, o quadro pode ser considerado grave.

 

Parvovirose: é uma doença causada por um vírus que afeta principalmente os filhotes, além disso, provoca diarreia sanguinolenta frequente e fatal. O animal de companhia também pode apresentar vômito, falta de apetite, prostração, febre e perda de peso. A parvovirose é contagiosa e se instala no ambiente por muito tempo, pois é resistente à limpeza com desinfetantes.

 

Hepatite: é uma doença viral que provoca sintomas variados nos pets. Ela é altamente contagiosa e pode ser transmitida tanto pelo contato direto de um cachorro sadio com um cão doente, como pelo contato com secreções e objetos utilizados pelos animais contaminados.

 

Parainfluenza: o vírus da parainfluenza é um dos agentes responsáveis pela traqueobronquite infecciosa canina, mais conhecida como tosse dos canis. Ela causa uma doença altamente contagiosa que costuma se desenvolver em ambientes onde existem muitos cães e pode evoluir para pneumonia e doenças mais graves.

 

Adenovirose: vírus semelhante ao da parainfluenza, que causa doenças respiratórias preocupantes. Diversos fatores podem contribuir para o surgimento da enfermidade, por exemplo, a convivência em ambientes com muitos animais de companhia, falta de higiene e a baixa imunidade do pet contribui para que a doença apareça.

 

Coronavirose: uma das doenças virais mais sérias e prejudiciais aos cães. É altamente contagiosa e afeta o trato intestinal dos animais. Ela também é conhecida como gastrointerite contagiosa dos cães e pode ser transmitida para os gatos, bovinos e até seres humanos, pois é considerada uma zoonose. Os sintomas são parecidos com o da parvovirose, incluindo diarreias em forma de jatos, perda de apetite e febre. A transmissão da doença ocorre principalmente pelo contato de um animal sadio com as fezes contaminadas de um outro pet.

 

Leptospirose: doença transmitida por uma bactéria presente na urina do rato. É contagiosa e pode atingir outros animais de companhia e até os seres humanos. Geralmente, é adquirida por meio do contato com água contaminada, como águas represadas em alagamentos e inundações que podem espalhar a urina de ratos para muitos locais. O pet pode apresentar apatia, diarreia, vômito, emagrecimento e febre. Já em casos mais graves, também podem ocorrer insuficiência renal aguda, gastroenterite hemorrágica, lesões oculares, encefalite e icterícia (quando o animal fica com a mucosa e pele amarelada).