Você sabia que assim como em humanos, problemas intestinais são comuns nos nossos pets, principalmente nos filhotes? Muitas vezes, cães e gatos apresentam diarreia como resposta do organismo a algo que causou um desequilíbrio ou como sintoma de alguma doença mais séria.
Nestes casos, o #petlover poderá notar: alteração da consistência e do volume das fezes do animal, que também pode estar mais pastosa, aquosa, conter sangue ou uma coloração diferente do normal.
Estas alterações nas fezes podem acontecer apenas uma vez ou permanecerem por dias, o que irá exigir mais atenção dos tutores. Por isso é fundamental o acompanhamento do médico-veterinário nestes casos, já que as causas de diarreia são muito variadas e precisam ser investigadas.
Fatores mais comuns que podem causar diarreia nos pets
- Presença de parasitas intestinais, como vermes (ex. Ancylostoma caninum, Toxocara canis, Dipylidium caninum) e protozoários (ex. Giardia; Isospora);
- Infecções por vírus (ex. Parvovírus, Cinomose);
- Ingestão de corpos estranhos;
- Mudança brusca de alimentação;
- Alergia ou hipersensiblidade alimentar;
- Reação adversa aos medicamentos;
- Estresse, entre outros.
Lembrando que cães e gatos, especialmente os filhotes, que se alimentam de restos de comida e que tem acesso à rua, além daqueles que convivem em ambientes com superpopulação de animais, como os abrigos, são mais susceptíveis aos problemas intestinais e podem apresentar sinais clínicos mais graves associados aos quadros de diarreia, como atraso no crescimento, desnutrição e anemia com risco de morte.
Medidas de tratamento e prevenção das diarreias
Como a diarreia se manifesta em função de vários problemas, somente o médico-veterinário poderá identificar a causa e fazer a indicação correta do tratamento. Mas não se esqueça de que a prevenção começa em casa, sendo ideal que seu pet tenha uma dieta equilibrada, seja mantido em um ambiente limpo, de preferência onde não tenha aglomeração de animais e que esteja com o protocolo de vacinação e vermifugação em dia.
E falando em vermifugação, a Ourofino possui em seu portfólio o vermífugo palatável Top Dog à base de ivermectina, praziquantel, pamoato de pirantel e febantel, disponível nas apresentações para cães até 2,5kg, 10kg e 30kg. Esse produto apresenta eficácia contra os principais vermes intestinais que acometem os cães e contra o protozoário Giardia sp. O protocolo de vermifugação contra os vermes em animais adultos deverá ser realizado de acordo com recomendação do médico-veterinário, sendo aconselhável uma dose de reforço 15 dias após cada vermifugação e a repetição do protocolo a cada 3-5 meses, dependendo do ambiente (“desafio”) onde o animal vive.
Já a vermifugação em filhotes é recomendada a partir de 15 dias de idade, sendo importante repetir a dose após 15 dias e manter a administração todos os meses, até que completem 6 meses de idade ou à critério do médico-veterinário. Para o tratamento em casos de Giardia sp., é indicado a realização de uma vermifugação diária durante 3 dias consecutivos.
Ainda como medida de controle e prevenção dos parasitas intestinais causadores de diarreias é recomendado o isolamento dos animais doentes, buscando evitar o contato com animais sadios; também é indicada a remoção das fezes frescas do ambiente, mantendo os locais de manutenção, comedouros e bebedouros sempre limpos e secos, além de evitar a superpopulação de animais em canis e gatis.
Nos casos de giardíase, a limpeza e desinfecção do ambiente são de extrema importância e devem incluir a remoção das fezes e de toda a matéria orgânica do local, seguida pela eficaz desinfecção das superfícies com o uso de produto à base de Amônia Quaternária, como o ativo Cloreto de Benzalcônio, presente no desinfetante Herbalvet T.A. da Ourofino.
No verão as temperaturas se elevam e consequentemente aumenta a umidade do ar por conta do volume de chuvas desta época, por esse motivo a saúde e o bem-estar dos pets merecem atenção, uma vez que as mudanças climáticas favorecem a reprodução e a eclosão de ovos de ectoparasitas (pulgas e carrapatos).
Com isso, a frequência de passeios com os pets em praças, parques e praias aumenta e favorece o contato com os ectoparasitas presentes no ambiente, além de trazer mais chances de contaminação dos nossos amigos por vermes.
Dentre eles está o Toxocara canis, nematódeo da família Ascaridae, de até 10 centímetros de comprimento, que parasita, geralmente, cães e gatos. Os ovos de T. canis são eliminados junto às fezes no ambiente em que ocorre o desenvolvimento até a forma infectante, em aproximadamente 10 dias.
A transmissão acontece pela passagem transplacentária de larvas que se encontram encistadas nos tecidos das cadelas prenhes, sendo que aproximadamente 80% dos cães com menos de seis semanas de idade possuem exemplares de Toxocara em seus intestinos.
Os sinais clínicos causados por este verme são o aumento de volume abdominal, retardo de crescimento, diarreia, além de tosse, aumento da frequência respiratória e corrimento nasal espumoso em casos de migração de larvas para os pulmões. Já os vermes adultos no intestino, podem gerar oclusão do lúmen intestinal, levando à morte por obstrução e perfuração intestinal. O diagnóstico é feito por meio de exame de fezes, por isso é importante o acompanhamento frequente do médico-veterinário.
Além disso, também se destaca o Dipylidium caninum, verme intestinal de cães que apresenta como hospedeiro intermediário a pulga Ctenocephalides felis. Os sinais clínicos mais comuns são diarreia mucosa e coceira anal.
Dentre os protozoários parasitas de cães, a Giardia duodenalis é a única espécie encontrada na maioria dos mamíferos e em seres humanos. A transmissão dela nos animais de companhia acontece por meio da ingestão de cistos, ou seja, ovos de protozoários que foram eliminados nas fezes dos pets infectados e que estão presentes no ambiente, na água, nos alimentos ou ainda pela ingestão de cistos aderidos à pelagem.
A maior prevalência das infecções por Giárdia ocorre entre os animais de companhia jovens, sem resistência imunológica e, principalmente, naqueles que vivem em ambientes confinados, em instalações com falta de higiene e com superlotação.
Os sinais clínicos desta doença são diarreia com odor fétido, presença de muco, estrias de sangue, falta de apetite e desidratação. O diagnóstico da giardíase deve ser baseado no histórico clínico do pet, na sintomatologia e na detecção de oocistos do parasita por meio de exame de fezes.
A prevenção desta enfermidade é baseada na manutenção de boas condições de saúde dos animais de companhia. Por isso, é fundamental a realização de programas periódicos de vermifugação e medidas para a limpeza e desinfecção do ambiente, com o objetivo de reduzir a carga ambiental de cistos.
Portanto, deve ser feita a remoção das fezes e de toda a matéria orgânica do local, seguida pela desinfecção das superfícies com o uso de produtos à base de amônia quaternária, como o cloreto de benzalcônio, ativo que atua na inativação dos cistos no ambiente impedindo assim a reinfecção dos pets. Para o protocolo completo do tratamento da giardíase, a Ourofino conta com o Top Dog, vermífugo palatável indicado para cães, e o Herbalvet T.A., desinfetante à base de cloreto de benzalcônio a 15%. Lembre-se de consultar sempre um médico-veterinário e de seguir as recomendações de bula.