A raiva em cães e gatos é uma doença viral grave, altamente letal e que também pode ser transmitida para humanos. Mesmo com o avanço da vacinação antirrábica no Brasil, a doença ainda representa risco, principalmente devido à circulação do vírus em animais silvestres, como morcegos.
Por isso, manter a vacinação anual de cães e gatos em dia continua sendo uma das medidas mais importantes para proteger os pets, a família e a saúde pública.
Neste conteúdo, você vai entender o que é a raiva, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas mais comuns e por que a vacina antirrábica é indispensável para cães e gatos.
O que é a raiva em cães e gatos?
A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central dos mamíferos. A enfermidade pode atingir cães, gatos, bovinos, animais silvestres e humanos.
A transmissão da raiva acontece principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado, geralmente por:
- Mordidas;
- Arranhões;
- Lambidas em feridas abertas ou mucosas.
Embora muitas pessoas associem a doença apenas a cães de rua, animais que vivem dentro de casa também podem ser expostos ao vírus da raiva. Um exemplo comum é o contato com morcegos infectados que entram em residências, quintais ou áreas urbanas.
Como a raiva é transmitida?
A principal forma de transmissão da raiva em cães e gatos é por meio da saliva contaminada de animais infectados.
Entre os principais transmissores da doença estão:
- Morcegos;
- Cães infectados;
- Gatos infectados;
- Animais silvestres contaminados.
No Brasil, os morcegos têm papel importante na manutenção do vírus da raiva em áreas urbanas e rurais. Por isso, qualquer contato do pet com morcegos deve ser considerado um sinal de alerta.
Sintomas da raiva em cães e gatos
Os sintomas da raiva podem variar, mas geralmente estão relacionados ao comprometimento neurológico progressivo.
Os sinais mais comuns da raiva em cães e gatos incluem:
- Mudança repentina de comportamento;
- Agressividade incomum ou apatia;
- Salivação excessiva;
- Dificuldade para engolir;
- Sensibilidade exagerada à luz e aos sons;
- Paralisia progressiva;
- Falta de coordenação motora.
Em muitos casos, os sintomas da raiva evoluem rapidamente.
A raiva tem cura?
Não. A raiva não tem cura após o surgimento dos sintomas clínicos.
A doença apresenta taxa de mortalidade próxima de 100% em animais e humanos. Por isso, a prevenção é considerada a principal forma de combate à raiva.
Vacina antirrábica: a principal forma de prevenção
A vacinação antirrábica é a maneira mais eficaz de prevenir a raiva em cães e gatos.
A recomendação é que cães e gatos saudáveis sejam vacinados anualmente contra a raiva, a partir dos 3 meses de idade, seguindo a orientação do médico-veterinário.
Além de proteger individualmente o pet, a vacina ajuda a reduzir a circulação do vírus no ambiente urbano, contribuindo diretamente para a saúde coletiva.
Por que a vacinação anual é tão importante?
A vacinação anual contra a raiva:
- Protege cães e gatos contra uma doença fatal;
- Reduz o risco de transmissão para humanos;
- Ajuda no controle epidemiológico da doença;
- Contribui para campanhas de saúde pública;
- Mantém a proteção do animal ao longo da vida.
Mesmo pets que vivem dentro de casa devem receber a vacina antirrábica anualmente.
Campanha de vacinação antirrábica gratuita
Todos os anos, cidades brasileiras realizam a Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica para cães e gatos.
As campanhas gratuitas de vacinação contra a raiva são promovidas por prefeituras e Secretarias de Saúde em diferentes regiões do Brasil.
Além dos mutirões anuais, muitos municípios também oferecem vacinação em postos fixos durante o ano todo.
Como participar da campanha de vacinação antirrábica?
Para vacinar seu pet gratuitamente:
- Acompanhe os canais oficiais da prefeitura da sua cidade;
- Consulte o calendário da vacinação antirrábica;
- Leve cães com coleira e guia;
- Transporte gatos em caixas adequadas;
- Vacine apenas animais saudáveis.
As vacinas utilizadas nas campanhas públicas são regulamentadas e seguras para cães e gatos.
Cuidados importantes para prevenir a raiva
Além da vacinação anual, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de exposição ao vírus:
- Evite contato do pet com morcegos;
- Não permita acesso livre à rua;
- Supervisione passeios e ambientes externos;
- Procure orientação veterinária após brigas entre animais;
- Nunca toque em morcegos encontrados caídos ou com comportamento estranho.
Caso encontre um morcego suspeito, acione imediatamente a vigilância ambiental ou os órgãos responsáveis da sua cidade.
O que fazer em caso de mordida ou suspeita de raiva?
Em situações de mordida ou contato suspeito com um animal possivelmente infectado:
- Lave imediatamente o local com água corrente e sabão;
- Procure atendimento médico rapidamente;
- Informe se o animal é conhecido e vacinado;
- Procure orientação veterinária para avaliação do pet.
Quando o animal agressor é conhecido, ele pode permanecer em observação veterinária por até 10 dias.
Já em casos de suspeita de raiva em cães ou gatos, a orientação é procurar assistência veterinária e comunicar os serviços públicos de saúde.
Vacinar é proteger seu pet, sua família e toda a comunidade
A raiva é uma doença grave, silenciosa e fatal, mas pode ser prevenida com medidas simples, principalmente com a vacinação anual de cães e gatos.
Manter a carteirinha de vacinação atualizada é um ato de cuidado, responsabilidade e proteção coletiva.
A prevenção continua sendo a melhor forma de garantir mais segurança para os pets, responsáveis e toda a comunidade.
A presença de vermes em cães é sempre mais discutida e comentada, porém você sabia que gatos também podem ter vermes? Se você tem um gato e não sabe reconhecer alguns sinais, presta atenção nas dicas abaixo!
Vermes em gatos é uma condição relativamente comum e pode ser identificada por meio de alguns sintomas principais.
O primeiro sintoma e talvez o mais reconhecido, é a diarreia. É necessário prestar atenção na presença de sangue nas fezes, muco ou diarreia persistente.
Vermes e segmentos de vermes podem aparecer nas fezes do gato. Eles podem se assemelhar a grãos de arroz ou visíveis a olho nu. Sempre que limpar a caixinha de areia do gatinho, observe a consistência das fezes, isso pode ser um sinal de infecção por vermes.
Outro sinal chave é a mudança no apetite. Se o seu gato estiver comendo menos ou mais do que o normal, pode ser uma indicação da presença de vermes.

Alguns gatos com vermes podem comer excessivamente para compensar a perda de nutrientes. A perda de peso sem motivo é um sinal de presença de vermes. Os vermes consomem nutrientes do animal. Isso leva à perda de peso.
Além disso, caso houver vômitos recorrentes, inchaço abdominal ou alteração na pelagem do seu gato, leve-o ao médico veterinário. Realize e confirme o diagnóstico.
A Ourofino conta com o Banni 3, um endectocida composto pela associação de Praziquantel, Moxidectina e Fipronil para gatos, ideal para combate e tratamento contra vermes redondos e chatos , piolhos, sarnas e pulgas.
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Não são somente as pessoas que sofrem com infecções do trato urinário (ITU), este tipo de problema também pode afetar os cães e gatos e são muito comuns. O sistema urinário é composto por diversas estruturas e órgãos como, por exemplo, a uretra, a bexiga e os rins.
Geralmente as infecções que atingem o trato urinário são causadas por bactérias, mas outros microrganismos como fungos e vírus também podem estar envolvidos na causa deste problema. Estes microrganismos podem infectar um ou mais componentes do trato urinário. De acordo com a região afetada a infecção urinária recebe diferentes nomes técnicos sendo:
- uretrite: infecção da uretra;
- cistite: infeção da bexiga;
- nefrite ou pielonefrite: infecção nos rins.
As fêmeas no geral são mais afetadas que os machos. Alguns fatores predispõem o aparecimento das infecções urinárias, como doenças concomitantes (diabetes, por exemplo), idade avançada, presença de cálculos (“pedras”), baixa ingestão de água, sedentarismo e dieta desbalanceada.
Os cães e gatos com infecção do trato urinário podem ou não apresentar sintomas. É sempre importante que o tutor esteja atento a qualquer anormalidade nos hábitos de urinar do pet bem como em seu comportamento. De maneira geral, os animais afetados comumente sentem dor, mas não conseguem avisar o que está acontecendo. Os sintomas apresentados vão variar de acordo com a gravidade da infecção, sendo os sintomas mais comuns aumento na frequência de urinar, alteração no volume da urina (aumento ou diminuição), sede excessiva, dificuldade para urinar, incontinência urinária, odor diferente da urina, presença de sangue, perda de apetite, abatimento e febre.
Quanto mais rápido a infecção for descoberta melhor será o resultado do tratamento e menor será o tempo de recuperação. Não tratar ou tratar inadequadamente as infecções do trato urinário pode trazer complicações graves para a saúde dos animais de estimação.
Cabe ao médico-veterinário diagnosticar a presença de infecção no trato urinário. O diagnóstico é feito através da avaliação do pet e da realização de exames complementares. Um exame muito importante para identificação de anormalidades no sistema urinário é a análise da urina (urinálise). Através dele é possível verificar se existem alterações em diversas características da urina como cor, densidade, presença de sangue, células ou outras substâncias e estruturas. Com o uso do microscópio também é possível visualizar e diferenciar células e microrganismos (bactérias e/ou fungos).
O médico-veterinário também pode solicitar a realização da cultura urinária. Por meio desta técnica é possível identificar qual agente infeccioso está causando o problema e instituir o tratamento mais adequado. Nos casos em que há a suspeita da presença de cálculos no trato urinário é necessária a realização de ultrassonografia e/ou radiografia.
Como na maioria das vezes as bactérias são os agentes causadores deste tipo de infecção, o tratamento é feito com a administração de antibióticos. Além dos antibióticos o profissional também poderá prescrever a administração de medicamentos para controle da dor e recomendar uma dieta específica com o objetivo de melhorar as condições do sistema urinário. No caso de pets com tendência à formação de cálculos, o médico-veterinário pode instituir uma dieta especial para reduzir a formação destas estruturas.
Para evitar que os pets não sofram com estas infecções é importante deixar que eles urinem frequentemente e que tenham acesso irrestrito a água limpa e fresca.
Ao observar que seu melhor amigo está fazendo muito ou pouco xixi ou que a urina está com odor ou coloração diferente é importante levá-lo ao médico-veterinário.
Você sabia que cachorros e gatos podem apresentar doenças cardíacas? Sim, também pode acontecer com os nossos amados pets! Doenças cardíacas são consideradas doenças crônicas e podem progredir, ou seja, começar sem sinais visíveis e, com o passar dos anos, piorar apresentando diversos sintomas. Portanto, o melhor caminho é a prevenção!
O controle de doenças que afetam o coração dos pets pode ser feito de forma muito parecida com o que é feito em seres humanos. Logo, quanto mais cedo descobrir a doença, melhor será o controle e maior a sobrevida que o seu cão ou gato pode ter.
Quais são as doenças que afetam o coração de cachorros e gatos?
Existem várias doenças que afetam o coração de gato e cachorro, sendo que os sintomas geralmente são muito parecidos. Elas podem afetar as estruturas anatômicas do órgão como as válvulas, o músculo, o revestimento do coração (pericárdio) e o marca-passo cardíaco; além disso, os pets estão sujeitos à infestação por uma espécie de verme que parasita o coração.
Entre as principais doenças que alteram a anatomia cardíaca, a doença valvar pode afetar as valvas dentro do coração, causando um “vazamento” (entre uma câmara cardíaca e outra) que, com o tempo, leva a um aumento do órgão. A doença do miocárdio acontece quando os músculos do coração podem estar mais finos ou mais espessos. Em gatos a forma mais comum é o espessamento destes músculos, enquanto no cão se observa o afinamento e enfraquecimento muscular. Em ambos os casos o bombeamento do sangue fica comprometido.
As arritmias são alterações no ritmo dos batimentos cardíacos controlados pelo marca-passo natural do coração. O saco pericárdico que cobre o coração serve para protegê-lo e possui uma pequena quantidade de líquido que permite o seu deslizamento durante seu movimento. O acúmulo de líquido neste saco é considerado uma doença: a doença pericárdica.
Já a doença congênita cardíaca é quando os animais nascem com alguma anormalidade anatômica no órgão, herdada do pai ou da mãe. Este tipo de alteração nem sempre causa problemas de saúde, porém, à medida que seu animal envelhece, pode levar a outras doenças cardíacas.
E, por fim, a dirofilariose, que pode afetar tanto cães como gatos. É causada por um verme chamado Dirofilaria immitis que parasita o coração dos pets, além de poder gerar sérias complicações de saúde.
Como posso descobrir que o meu pet tem doença cardíaca?
O caminho mais fácil é a prevenção, é recomendada visitas ao médico-veterinário ao menos uma vez ao ano. A visita anual pode ser o momento em que o profissional perceba os primeiros sinais de uma doença cardíaca que ainda não está evidente. Os sinais de doença cardíaca são mais evidentes em cachorros do que em gatos e, por isso, são mais facilmente reconhecidos nesta espécie.
Além do exame físico, o médico-veterinário poderá solicitar exames de rotina e, para animais idosos ou com suspeita de doença cardíaca, poderá solicitar exames específicos para avaliar o coração, como o eletrocardiograma e o ecocardiograma.
Existem alguns sinais que servem de alerta para os tutores, eles são:
- Tosse persistente por pelo menos 1 a 2 semanas. Em pets com problemas cardíacos, a tosse reflete um mau funcionamento do coração, que não está bombeando sangue suficiente;
- Dificuldade de respiração, que pode ser pelo acúmulo de líquido dentro dos pulmões (mais comum em cães) ou no tórax (muito comum em gatos). Pode ser notada facilmente se, mesmo em repouso, seu pet ficar com a boca aberta para tentar respirar, parecer angustiado e resistente a se deitar para relaxar;
- Mudança de cor da língua para tons azulados ou arroxeados é um importante sinal de dificuldade de oxigenar o sangue e costuma estar relacionada à doença cardíaca;
- Desmaios também podem ser indicativos de doença cardíaca, apesar de existirem muitas causas;
- Inchaço abdominal é mais comum em outras doenças, porém, também pode ser um sinal de doença cardíaca;
- Falta de vontade em passear/se exercitar ou pouca tolerância ao esforço físico (cansar rápido) é um dos sinais menos óbvios de doença cardíaca. É normal que o pet fique ofegante após uma corrida ou sequência de brincadeiras, mas se demorar muito para se recuperar ou não quiser brincar, isso pode ser um sinal de problema cardíaco.
- Sopro cardíaco e mudanças na frequência cardíaca geralmente só serão notados pelo médico-veterinário e podem ser indicadores precoces de doença cardíaca.
- Perda de peso brusca, inquietação (cães) ou se esconder (gatos) e perda de apetite são sinais comuns a muitas outras doenças, porém estão presentes na doença cardíaca. Portanto, se seu cachorro ou gato tem estas alterações associado a outros sintomas acima, você deve buscar auxílio de um médico-veterinário.
Em casos que seu pet esteja apresentando tosse persistente e intensa, dificuldade de respirar (como ficar de boca aberta), mudança da coloração da língua, desmaios e inchaço abdominal, é possível que ele tenha alguma doença cardíaca e esteja numa emergência. Nestes casos é altamente recomendado que ele seja levado imediatamente para atendimento por um médico-veterinário.
Posso prevenir doenças cardíacas no meu pet?
A prevenção pode ser feita através das visitas anuais ao médico-veterinário e para Dirofilariose existem medidas preventivas como o uso de coleiras repelentes que servem para afastar os mosquitos que transmitem a doença, além do uso de vermífugos. Além disso, alguns profissionais especializados em cardiologia citam os cuidados com a saúde da boca, na prevenção de doenças cardíacas.
Há alguma medida que auxilia a saúde do coração?
Sim! Alimentação de boa qualidade e adequado suporte nutricional colaboram com a saúde do coração, pois fornecem nutrientes para a manutenção das estruturas do coração. Entre os principais nutrientes importantes para a saúde cardíaca estão a L-carnitina, coenzima Q10, ômega 3 extraído de peixes de águas frias, astaxantina, entre outros.
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Referência: Cardic Care for Pets. https://www.cvcavets.com/10-signs-heart-disease-dogs-cats/
A Giardíase, uma das principais doenças intestinais, é causada pelo protozoário Giárdia spp e acomete pets, animais silvestres e os seres humanos, por isso é classificada como uma zoonose.
A transmissão ocorre através da ingestão de cistos (“ovos”) de protozoários que foram eliminados nas fezes dos animais de companhia infectados e que estão presentes no meio ambiente, na água, nos alimentos ou ainda pela ingestão de cistos aderidos à pelagem.
A maior prevalência das infecções por Giárdia ocorre entre animais jovens, sem resistência imunológica e, principalmente, naqueles que vivem em ambientes confinados, em instalações com falta de higiene e com superlotação.
Existem casos em que não há manifestação clínica, porém os sinais apresentados pelos pets com giardíase são diarreia com muco e sangue, vômito, desidratação, anorexia, anemia e até morte em casos mais graves.
O diagnóstico desta doença deve ser baseado no histórico clínico do pet, na sintomatologia e na detecção de oocistos do parasita por meio de exame de fezes.
Já a prevenção é baseada no cuidado para proporcionar boas condições à saúde dos animais de companhia. Assim, é fundamental sejam feitos programas periódicos de vermifugação, além de medidas para a limpeza e desinfecção do ambiente, com o objetivo de reduzir a carga ambiental de cistos. Também deve ser inclusa a remoção das fezes e de toda a matéria orgânica do local, seguida pela eficaz desinfecção das superfícies com o uso de produto à base de amônia quaternária (como o cloreto de benzalcônio), que atua na inativação dos cistos no ambiente impedindo assim a reinfecção dos pets.
Para o protocolo completo do tratamento da giardíase, a Ourofino Pet conta com os produtos Top Dog, vermífugo palatável indicado para cães, o Herbalvet T.A., desinfetante à base de cloreto de benzalcônio a 15%, e o Conclue Giardíase, kit para detecção rápida e qualitativa do protozoário Giardia lamblia, agente causador da giardíase canina e felina, a partir de amostras de fezes de cães e gatos.
Nem sempre espirros são sinais de doença, mas se eles aparecem frequentemente é preciso se atentar. Por esse motivo, vamos explicar o que pode causar espirros nos gatos.
O que pode causar espirros nos gatos?
O espirro é um reflexo com origem nas mucosas (tecido que reveste a parte interna do nariz) e ocorre facilmente por estímulos químicos ou mecânicos. Ele serve para expulsar o ar de forma rápida e forçada com o objetivo de limpar as vias aéreas, eliminando gotículas de secreção ou muco. E, apesar de ser muito comum, o espirro não é exclusivo de nenhuma doença, podendo ter diversas causas.
As causas mais frequentes são traumas (acidentes, pancadas), presença de corpos estranhos (objetos, alimentos, etc.), agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos, protozoários), alterações anatômicas da face e estreitamento das narinas, pólipos (massas benignas), infecção de raiz de dentes, ou outra doença bucal, rinossinusite crônica e câncer. Além das causas citadas acima, gatos com vômitos podem ter espirros ou secreção nasal após terem aspirado algum conteúdo no momento do vômito.
Quanto as possíveis causas em filhotes recém adotados/comprados, os espirros podem estar relacionados a doenças do Complexo Respiratório dos Felinos: a rinotraqueíte, calicivirose e a clamidiose. O complexo respiratório pode afetar tanto as vias aéreas quanto, olhos e boca dos gatinhos e podem apresentar quadro crônico em indivíduos adultos.
Cabe ressaltar que para as doenças do complexo respiratório dos felinos existe vacina múltipla que pode ser aplicada pelo médico-veterinário com o objetivo de prevenir a infecção por estes micro-organismos. Para saber quais são as vacinas essenciais para os bichanos, clique aqui.
Em relação à ocorrência de massas, os tumores são mais prováveis em gatos idosos enquanto os pólipos nasofaríngeos são mais comuns em gatos mais jovens. Corpo estranho, traumas e doenças infecciosas são mais prováveis em felinos com acesso à rua.
Outras doenças infecciosas como alguns fungos podem alterar o formato do nariz dos felinos, obstruindo a passagem do ar, além de aumentar a produção de secreções, o que aumenta a chance de espirros e roncos. A doença mais conhecida é a criptococose que deixa o nariz do gato arredondado, lembrando um nariz de palhaço. Outra doença fúngica comum nos felinos é a esporotricose, porém ela costuma causar feridas e úlceras no gato, podendo acometer o nariz e, por consequência levar a quadros de espirros.
Cabe ressaltar que em locais e em determinados períodos do ano, com baixa umidade do ar, os gatos podem apresentar ressecamento das vias aéreas da mesma forma que nós, seres humanos. Portanto, nestes casos, sabe-se que o ressecamento das vias aéreas pode favorecer rinossinusites e, por consequência, espirros e roncos. Nestas situações climáticas o animal pode ser favorecido com o uso de umidificadores de ar.
O espirro só será considerado crônico quando persistir por mais de três a quatro semanas seguidas ou com dias alternados. Normalmente nos casos crônicos há a presença de secreções que podem ser desde transparente (serosa), amarelo-esverdeada (purulenta) ou vermelha (hemorrágica). Na maioria das doenças agudas a secreção será inicialmente transparente podendo evoluir (ou não) para secreção purulenta. Já o sangramento nasal, conhecido como epistaxe, é mais comum após a ocorrência de traumas, presença de corpo estranho (objetos), pressão alta e doenças que atrapalham a coagulação do sangue.
Além do espirro, o gato pode também apresentar ronco no momento da entrada do ar pelas narinas. Este ronco, conhecido como estertor, indica obstrução de vias respiratórias e é mais associado à presença de pólipos (massas benignas), estreitamento das narinas e possíveis tumores. As raças que possuem a face achatada (braquicefálicas), como persa, exótico e Birmanês, são mais predispostas a ter distúrbios nasais.

Em casos em que seu gato tem espirrado e/ ou apresentado secreções no nariz é aconselhável que os pais e mães de pet busquem um atendimento médico-veterinário para descobrirem a causa dos espirros. A descoberta da causa original será determinante para o correto tratamento do seu bichano.
Precisamos lembrar que os gatos são extremamente higiênicos e conseguimos perceber isso ao conviver com eles. São animais que, normalmente, já sabem onde fazer suas necessidades fisiológicas e tem o hábito de cobri-las, além de se lamberem frequentemente como forma de limpar o seu corpo. Mas quem nunca foi lambido por um gato e sentiu aquela linguinha áspera? A verdade é que a língua dos bichanos é cheia de pequenos cones bem pontudos que tem como uma de suas funções auxiliar na higiene pessoal, fazendo com que tenham predisposição à ingestão dos próprios pelos e consequentemente a formação de bolas de pelos.
Como os felinos têm o hábito de autolimpeza, é comum os pelos serem eliminados pelo sistema digestivo dos animais, mas caso ocorra uma redução da motilidade do intestino podemos ver o que chamamos de bola de pelo através de vômitos. Não queremos que isso aconteça com eles, não é? É possível ainda que elas acabem gerando alguns transtornos para o gatinho em caso de permanência por muito tempo sem ser expelidas, podendo endurecer e formar um tricobenzoar, ou seja, o acúmulo de pelos não digeridos, e que, se agravado, o animal poderá precisar de cirurgia para a remoção.
Outra situação é que muitos tutores não sabem como identificar se aquilo que foi expelido é normal ou se é preciso levá-lo ao médico-veterinário. Caso o bichano esteja vomitando, não esteja se alimentando ou apresentando dificuldades para defecar, sempre o leve ao médico-veterinário de sua confiança, pois somente um profissional terá como identificar se realmente é uma questão de acúmulo de pelos dentro do animal e resolver o caso da melhor forma. Se o gato estiver regurgitando, saindo pelo e um líquido que seja originado do estômago, provavelmente será a famosa bola de pelo.
Existem várias ações que podemos fazer para ajudar a manter a saúde do nosso bichano para evitar que isso não se torne um problema: nos atentar aos sinais mencionados acima, oferecer ração de qualidade que tenha um teor de fibra alto, escovar o animal pelo menos uma vez ao dia, fazer o enriquecimento ambiental para diminuir o estresse e fazer o controle de ectoparasitas (pulgas), pois as pulgas podem fazer com que o gato se mordisque e acabe engolindo uma quantidade de pelos, além de se lamber em excesso.
Para o controle das pulgas do seu gatinho, a Ourofino conta com o NEOPet, produto à base de fipronil a 12,5%, substância segura para o combate destes parasitos e que pode ser utilizado mensalmente. Lembre-se que é importante deixar disponível alguns potinhos de água limpa e fresca, pois eles costumam ser preguiçosos e podem deixar de beber água por causa da distância do bebedouro, isso também pode colaborar para o mau funcionamento do intestino.
O inverno é uma época que pede cuidados especiais com os animais de companhia. Com a queda de temperatura, alguns problemas de saúde podem atingir os pets, principalmente as doenças respiratórias. Confira!
Gripe Canina
A gripe canina também conhecida como tosse dos canis (ou traqueobronquite infeciosa canina) é uma enfermidade frequente nesta época do ano, mas que também ocorre nas outras estações. Ela pode ser causada por vírus ou bactérias, e sua transmissão ocorre principalmente por aerossóis de secreções oronasais dos animais de companhia infectados ou por meio de objetos, como vasilhas.
Essa doença ocorre com maior frequência em cachorros que convivem em ambientes em que há aglomerações de animais, por exemplo, nos canis, que é um local propício para a propagação.
A maioria dos pets com traqueobronquite infecciosa apresenta a enfermidade “sem complicações”, autolimitante e sem sinais de doença sistêmica, cujo principal sinal clínico é a tosse rouca, seca ou produtiva, que se agrava com o exercício físico, excitação, pressão da coleira no pescoço ou pela palpação da traqueia.
Em casos mais críticos, a presença de outros sintomas, como o corrimento nasal, ocular, vômito, emagrecimento e febre, podem surgir além do aparecimento de quadros de pneumonia ou broncopneumonia, que levam o animal de companhia a óbito caso não seja tratado.
Um dos maiores desafios para o controle da gripe canina é o manejo de surtos da doença. Neste caso, uma das principais medidas é diminuir a exposição dos pets aos agentes virais e bacterianos.
Para evitar que o cãozinho sofra com a gripe e os problemas que ela causa, a prevenção é o melhor caminho. Sendo elas:
- Fornecer vermifugação regular e não se esquecer de manter sempre a carteirinha de vacinação em dia para manter o pet saudável e menos susceptível as gripes;
- Oferecer ração de boa qualidade, como rações premium ou super premium;
- Exercícios físicos diários para aumentar a imunidade;
- Manter o seu pet sempre hidratado;
- Realizar visitas regulares ao médico-veterinário.
Doenças respiratórias dos felinos
Como diversos fatores podem levar o gato a ter problemas respiratórios, o complexo respiratório dos felinos, pode ser causado mais de um agente: herpesvírus felino; calicivírus felino e pela bactéria Chlamydophila felis.
Acomete principalmente filhotes de gatos que vivem em locais com grande concentração de animais, como em abrigos. As doenças causadas por vírus são responsáveis por cerca de 45% das infecções respiratórias e atinge o trato superior dos gatos. Geralmente se manifesta no primeiro ano de vida e não é transmitida para humanos.
A contaminação se dá pelo contato de um bichano doente com um saudável, através de fluídos como saliva, corrimento nasal ou ocular, considerada bastante contagiosa.
É fácil identificar se o felino apresenta alguma das doenças do complexo respiratório, basta observar se seu gatinho apresenta: espirros, tosse, corrimento nasal e ocular, salivação, febre, apatia, prostração, falta de apetite, conjuntivite e lesões ulceradas na boca.
É necessária a terapia de suporte que deve ser orientada pelo médico-veterinário, mas, além disso, o cuidado oferecido pelo tutor é fundamental para que o bichano consiga combater a doença. Alguns cuidados que os pai e mães de felinos podem fazer são:
- Manter gatinhos novos separados (quarentena) dos antigos gatos da casa até ter certeza que não estão doentes;
- Uma vez que os gatinhos estejam fisicamente bem, levá-los ao veterinário para começar o protocolo vacinal, pois as vacinas felinas protegem contra as doenças do complexo respiratório dos felinos;
- Oferecer ração de boa qualidade, como rações premium ou super premium;
- Oferecer sempre água fresca e limpa;
- Alguns veterinários recomendam suplementos à base de lisina para auxiliar na melhora do sistema imune;
- O uso de medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios somente devem ser utilizados sob prescrição do médico-veterinário.
Doenças articulares
Os cachorros e gatos com problemas articulares precisam de mais atenção em épocas de temperaturas mais baixas, pois a dor intensifica nesse período.
Todo animal idoso tendem a apresentar algum grau de desgaste na cartilagem das articulações e com isso surgimento de inflamação e dor, que costumam aumentar no inverno.
O aumento das dores e incômodos nessas regiões ocorre, pois, estes pets acabam se movimentando menos que o normal, atrapalhando a produção do líquido sinovial que confere a proteção das cartilagens articulares e que é produzido por movimentos leves. Ou seja, ficar parado aumenta as chances do aparecimento de alterações nas articulações. Os problemas articulares em cães e gatos idosos têm sido responsáveis pela queda da qualidade de vida destes animais, principalmente porque geram sintomas como: claudicação (manqueira), insônia, falta de apetite e agressividade.
Para prevenir que a dor mais forte apareça no inverno:
- Realize atividades físicas moderadas diariamente, respeitando os limites do animal;
- Evite subidas, terrenos acidentados e relacionados;
- Evite que o animal sofra quedas ou pule muito alto;
- Certifique-se de que o animal esteja descansando adequadamente;
- Atenção ao piso onde o animal circula, é importante ter atrito ao se locomover. A instabilidade de pisos lisos e escorregadios é perigoso para as articulações;
- Mantenha o animal sempre aquecido, pois os pelos do animal não servem como uma roupa para protegê-lo das baixas temperaturas, e sim como um isolante térmico que evita a perca ou o excesso de calor que o animalzinho irá receber.
A Leucemia felina (FeLV), é causada por um retrovírus que se aloja na medula óssea do gato, transformando células normais em células cancerígenas. É considerada uma doença altamente contagiosa entre os felinos e a contaminação entre eles acontece através de contato com a saliva, urina ou fezes de animais infectados. Ao atingir as células, o vírus da FeLV (Feline Leukimia Vírus) impede a produção de células vermelhas do sangue, pela medula óssea, causando um enfraquecimento do sistema imunológico deixando o animal mais suscetível a diversas outras infecções.
Os principais sintomas apresentados pelos gatos infectados com o vírus da leucemia felina são:
- Perda de peso;
- Anemia;
- Estomatites (inflamações intensas na boca);
- Anorexia (perda de apetite);
- Febre;
- Apatia;
- Problemas respiratórios.
Ainda falando sobre a contaminação, é importante dizer que essa transmissão só ocorre entre os felinos. Isso quer dizer que os cães que convivem no mesmo ambiente, assim como os humanos não correm o risco de se contaminar (não se trata de uma zoonose). Sendo o vírus transmitido através de saliva, urina ou fezes, a higiene do ambiente é de extrema importância para seu controle. O uso do Herbalvet TA na diluição de 1ml pra 1 litro de água, no ambiente onde vive o seu melhor amigo, confere excelente proteção, servindo também como um poderoso desodorizante na neutralização de odores de fezes e urina.
A visita regular ao veterinário é indispensável. O diagnóstico realizado a partir dos primeiros sintomas, evita infecções secundárias e consequente agravamento do caso. Infelizmente a Leucemia felina é uma doença grave e não tem cura, apenas tratamento paliativo. Seus sintomas são tratados e seu agravamento é evitado com os cuidados iniciais e o uso correto dos medicamentos que diminuem o impacto do vírus no organismo do felino e suas consequências, prolongando o tempo de vida do animal.
Para isso o médico veterinário pode indicar uso de antibióticos e suplementos para tratamento de infecções secundárias e da anemia. A Ourofino Pet conta com uma linha ampla de antibióticos e também com o Metacell Pet, que é um composto formado por vitaminas e minerais que possuem papel importante na produção das células vermelhas do sangue.
Outra maneira de proteger seu amigo felino é fazendo um protocolo vacinal correto. Dessa forma, você estará protegendo-o da FeLV e de outras doenças virais também.
Por isso, ao observar qualquer sintoma ou comportamento estranho em seu amigo felino, procure imediatamente um médico-veterinário de sua confiança.
Você sabia que os gatos são animais propensos a desenvolverem quadros de anemia por conta de algumas particularidades relacionadas aos glóbulos vermelhos quando comparados com os de outras espécies?
Entre as principais anemias diagnosticadas em felinos destacam-se a anemia hemolítica imunomediada que está relacionada às doenças como a micoplasmose, anemia por deficiência de ferro e anemia secundária a doença renal crônica.
Com relação à anemia provocada pelo Mycoplasma haemofelis, ou seja, a micoplasmose, esses organismos são pequenas bactérias gram-negativas que se aderem, porém não penetram na superfície dos glóbulos vermelhos resultando em destruição destas células. Transmitida, principalmente por pulgas e carrapatos, a micoplasmose na maioria dos casos vem associada com as viroses felinas como a FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e a FeLV (Vírus da Leucemia Felina). O tratamento com Doxiciclinae a administração precisa ter uma pequena quantidade de comida ou de água para estimular a deglutição completa e evitar possíveis efeitos adversos como a esofagite e posterior estenose do esôfago.
A Ourofino Pet tem em sua linha o Doxifin Tabs, Doxiciclina palatável nas apresentações de 50mg, 100mg e 200mg.
O uso de suplemento com minerais como ferro, cobre, cobalto e zinco quelatados associados a vitaminas do complexo B, incluindo o ácido fólico e a frutose como fonte de energia também é indicadoa para auxiliar na produção dos glóbulos vermelhos e na melhora do aporte nutricional. A dose recomendada é de 1 ml/10 kg, uma, duas ou três vezes ao dia, dependendo gravidade do caso.
O Metacell Pet apresenta esta formulação e está disponível no mercado em frasco de 50ml acompanhado de seringa dosadora de 5ml e acoplador para facilitar a administração além de apresentar uma experiência gustativa extremamente agradável!
Seu gato vai adorar!
