Sabia que as fezes do seu cão podem indicar o estado de saúde dele?

Sabemos que os cachorros, assim como nós humanos, possuem necessidades nutricionais específicas para se manterem em um estado de vida saudável. Essas necessidades podem variar de acordo com a idade, o porte, a raça ou por apresentarem alguma patologia específica.

 

Um dos indicadores que apontam se seu animal está se alimentando bem ou não é o escore fecal, ou seja, as características das fezes dos nossos pets refletem muito sobre a qualidade e quantidade de alimentos que eles estão ingerindo.

Embora possa parecer um pouco estranho analisar as fezes do seu cão é algo que você como tutor devia fazer todos os dias, pois qualquer alteração em algum destes parâmetros pode ser indicativo de que algo de errado está acontecendo com o seu pet.

 

Caso optar por oferecer a alimentação natural ao seu cão, faça um acompanhamento com um médico veterinário para orientação sobre combinação e quantidade de nutrientes que atendam às necessidades diárias do seu cãozinho.

No caso de alimentação com ração comercial, procure também o médico veterinário, descreva as características do seu cãozinho e ele irá sugerir uma ração Super Premium completa e balanceada que atenderá as necessidades do seu pet.

 

Além disso, outro fator nutricional que determina a qualidade das fezes do cachorro é a oferta de alimentos de refeições humanas, pois mesmo acreditando estar oferecendo um agrado ao seu animais de companhia, é possível que esteja prejudicando a saúde dele ou até mesmo oferecendo substâncias tóxicas para seu pet.

Muitos veterinários seguem uma classificação de escore fecal em uma pontuação de 1 a 5, na qual se baseiam nas seguintes características:

 

  • Escore 1: fezes secas e quebradiças.
  • Escore 2: fezes bem formadas, não deixam marcas no piso.
  • Escore 3: fezes úmidas, já começam a perder forma e deixam marcas no piso.
  • Escore 4: fezes viscosas, praticamente sem formato e em grande quantidade.
  • Escore 5: diarreia aquosa.

 

A Escore fecal número 2 é o mais encontrado nos cães saudáveis, portanto devemos ter um olhar de atenção quando as características começam a fugir desse padrão, pois seu cãozinho pode estar se alimentando mal ou sendo acometido por alguma enfermidade do trato intestinal.

 

Dica extra

Para que o médico veterinário consiga analisar a qualidade das fezes do seu cachorro, é necessário: tirar uma foto, fazer um vídeo ou se possível levar uma amostra.

No verão as temperaturas se elevam e consequentemente aumenta a umidade do ar por conta do volume de chuvas desta época, por esse motivo a saúde e o bem-estar dos pets merecem atenção, uma vez que as mudanças climáticas favorecem a reprodução e a eclosão de ovos de ectoparasitas (pulgas e carrapatos).

 

Com isso, a frequência de passeios com os pets em praças, parques e praias aumenta e favorece o contato com os ectoparasitas presentes no ambiente, além de trazer mais chances de contaminação dos nossos amigos por vermes.

Dentre eles está o Toxocara canis, nematódeo da família Ascaridae, de até 10 centímetros de comprimento, que parasita, geralmente, cães e gatos. Os ovos de T. canis são eliminados junto às fezes no ambiente em que ocorre o desenvolvimento até a forma infectante, em aproximadamente 10 dias.

 

A transmissão acontece pela passagem transplacentária de larvas que se encontram encistadas nos tecidos das cadelas prenhes, sendo que aproximadamente 80% dos cães com menos de seis semanas de idade possuem exemplares de Toxocara em seus intestinos.

 

Os sinais clínicos causados por este verme são o aumento de volume abdominal, retardo de crescimento, diarreia, além de tosse, aumento da frequência respiratória e corrimento nasal espumoso em casos de migração de larvas para os pulmões. Já os vermes adultos no intestino, podem gerar oclusão do lúmen intestinal, levando à morte por obstrução e perfuração intestinal. O diagnóstico é feito por meio de exame de fezes, por isso é importante o acompanhamento frequente do médico-veterinário.

 

Além disso, também se destaca o Dipylidium caninum, verme intestinal de cães que apresenta como hospedeiro intermediário a pulga Ctenocephalides felis. Os sinais clínicos mais comuns são diarreia mucosa e coceira anal.

 

Dentre os protozoários parasitas de cães, a Giardia duodenalis é a única espécie encontrada na maioria dos mamíferos e em seres humanos. A transmissão dela nos animais de companhia acontece por meio da ingestão de cistos, ou seja, ovos de protozoários que foram eliminados nas fezes dos pets infectados e que estão presentes no ambiente, na água, nos alimentos ou ainda pela ingestão de cistos aderidos à pelagem.

 

A maior prevalência das infecções por Giárdia ocorre entre os animais de companhia jovens, sem resistência imunológica e, principalmente, naqueles que vivem em ambientes confinados, em instalações com falta de higiene e com superlotação.

Os sinais clínicos desta doença são diarreia com odor fétido, presença de muco, estrias de sangue, falta de apetite e desidratação. O diagnóstico da giardíase deve ser baseado no histórico clínico do pet, na sintomatologia e na detecção de oocistos do parasita por meio de exame de fezes.

 

A prevenção desta enfermidade é baseada na manutenção de boas condições de saúde dos animais de companhia. Por isso, é fundamental a realização de programas periódicos de vermifugação e medidas para a limpeza e desinfecção do ambiente, com o objetivo de reduzir a carga ambiental de cistos.

 

Portanto, deve ser feita a remoção das fezes e de toda a matéria orgânica do local, seguida pela desinfecção das superfícies com o uso de produtos à base de amônia quaternária, como o cloreto de benzalcônio, ativo que atua na inativação dos cistos no ambiente impedindo assim a reinfecção dos pets. Para o protocolo completo do tratamento da giardíase, a Ourofino conta com o Top Dog, vermífugo palatável indicado para cães, e o Herbalvet T.A., desinfetante à base de cloreto de benzalcônio a 15%. Lembre-se de consultar sempre um médico-veterinário e de seguir as recomendações de bula.