A raiva em cães e gatos é uma doença viral grave, altamente letal e que também pode ser transmitida para humanos. Mesmo com o avanço da vacinação antirrábica no Brasil, a doença ainda representa risco, principalmente devido à circulação do vírus em animais silvestres, como morcegos.

 

Por isso, manter a vacinação anual de cães e gatos em dia continua sendo uma das medidas mais importantes para proteger os pets, a família e a saúde pública.

Neste conteúdo, você vai entender o que é a raiva, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas mais comuns e por que a vacina antirrábica é indispensável para cães e gatos.

O que é a raiva em cães e gatos?

A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central dos mamíferos. A enfermidade pode atingir cães, gatos, bovinos, animais silvestres e humanos.

A transmissão da raiva acontece principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado, geralmente por:

 

  • Mordidas;
  • Arranhões;
  • Lambidas em feridas abertas ou mucosas.

 

Embora muitas pessoas associem a doença apenas a cães de rua, animais que vivem dentro de casa também podem ser expostos ao vírus da raiva. Um exemplo comum é o contato com morcegos infectados que entram em residências, quintais ou áreas urbanas.

Como a raiva é transmitida?

A principal forma de transmissão da raiva em cães e gatos é por meio da saliva contaminada de animais infectados.

Entre os principais transmissores da doença estão:

 

  • Morcegos;
  • Cães infectados;
  • Gatos infectados;
  • Animais silvestres contaminados.

 

No Brasil, os morcegos têm papel importante na manutenção do vírus da raiva em áreas urbanas e rurais. Por isso, qualquer contato do pet com morcegos deve ser considerado um sinal de alerta.

Sintomas da raiva em cães e gatos

Os sintomas da raiva podem variar, mas geralmente estão relacionados ao comprometimento neurológico progressivo.

Os sinais mais comuns da raiva em cães e gatos incluem:

 

  • Mudança repentina de comportamento;
  • Agressividade incomum ou apatia;
  • Salivação excessiva;
  • Dificuldade para engolir;
  • Sensibilidade exagerada à luz e aos sons;
  • Paralisia progressiva;
  • Falta de coordenação motora.

 

Em muitos casos, os sintomas da raiva evoluem rapidamente.

A raiva tem cura?

Não. A raiva não tem cura após o surgimento dos sintomas clínicos.

A doença apresenta taxa de mortalidade próxima de 100% em animais e humanos. Por isso, a prevenção é considerada a principal forma de combate à raiva.

Vacina antirrábica: a principal forma de prevenção

A vacinação antirrábica é a maneira mais eficaz de prevenir a raiva em cães e gatos.

A recomendação é que cães e gatos saudáveis sejam vacinados anualmente contra a raiva, a partir dos 3 meses de idade, seguindo a orientação do médico-veterinário.

Além de proteger individualmente o pet, a vacina ajuda a reduzir a circulação do vírus no ambiente urbano, contribuindo diretamente para a saúde coletiva.

Por que a vacinação anual é tão importante?

A vacinação anual contra a raiva:

 

  • Protege cães e gatos contra uma doença fatal;
  • Reduz o risco de transmissão para humanos;
  • Ajuda no controle epidemiológico da doença;
  • Contribui para campanhas de saúde pública;
  • Mantém a proteção do animal ao longo da vida.

 

Mesmo pets que vivem dentro de casa devem receber a vacina antirrábica anualmente.

Campanha de vacinação antirrábica gratuita

Todos os anos, cidades brasileiras realizam a Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica para cães e gatos.

As campanhas gratuitas de vacinação contra a raiva são promovidas por prefeituras e Secretarias de Saúde em diferentes regiões do Brasil.

Além dos mutirões anuais, muitos municípios também oferecem vacinação em postos fixos durante o ano todo.

Como participar da campanha de vacinação antirrábica?

Para vacinar seu pet gratuitamente:

 

  • Acompanhe os canais oficiais da prefeitura da sua cidade;
  • Consulte o calendário da vacinação antirrábica;
  • Leve cães com coleira e guia;
  • Transporte gatos em caixas adequadas;
  • Vacine apenas animais saudáveis.

 

As vacinas utilizadas nas campanhas públicas são regulamentadas e seguras para cães e gatos.

Cuidados importantes para prevenir a raiva

Além da vacinação anual, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de exposição ao vírus:

 

  • Evite contato do pet com morcegos;
  • Não permita acesso livre à rua;
  • Supervisione passeios e ambientes externos;
  • Procure orientação veterinária após brigas entre animais;
  • Nunca toque em morcegos encontrados caídos ou com comportamento estranho.

 

Caso encontre um morcego suspeito, acione imediatamente a vigilância ambiental ou os órgãos responsáveis da sua cidade.

O que fazer em caso de mordida ou suspeita de raiva?

Em situações de mordida ou contato suspeito com um animal possivelmente infectado:

 

  1. Lave imediatamente o local com água corrente e sabão;
  2. Procure atendimento médico rapidamente;
  3. Informe se o animal é conhecido e vacinado;
  4. Procure orientação veterinária para avaliação do pet.

 

Quando o animal agressor é conhecido, ele pode permanecer em observação veterinária por até 10 dias.

Já em casos de suspeita de raiva em cães ou gatos, a orientação é procurar assistência veterinária e comunicar os serviços públicos de saúde.

Vacinar é proteger seu pet, sua família e toda a comunidade

A raiva é uma doença grave, silenciosa e fatal, mas pode ser prevenida com medidas simples, principalmente com a vacinação anual de cães e gatos.

Manter a carteirinha de vacinação atualizada é um ato de cuidado, responsabilidade e proteção coletiva.

A prevenção continua sendo a melhor forma de garantir mais segurança para os pets, responsáveis e toda a comunidade.

Campanhas anuais de vacinação contra a raiva são realizadas para prevenir que cães e gatos se infectem com o vírus desta doença e proteger a  as pessoas  pela doença ser uma zoonose fatal.

A raiva existe há mais de quatro mil anos e é considerada a primeira enfermidade que os animais, no caso os cães, poderiam transmitir aos seres humanos, com severidade de ser praticamente 100% letal.

 

Trata-se de um sério problema de saúde pública por ser uma doença que ainda não foi erradicada no Brasil. Segundo levantamento  feito pelo sistema de informação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, em 2014 a região que apresenta  mais notificações é a Nordeste em que ocorreram 12 casos em cães e 5 em gatos. Na região Sudeste, no estado de São Paulo, apareceram 2 casos em cães e 1 caso em gato. Outros estados como Maranhão, Goiás e Rio Grande do Sul também tiveram casos. Assim, a raiva em cães e gatos tem sido notificada em  vários municípios brasileiros, o que coloca em risco a saúde da população.

 

Em julho de 2017 foi diagnosticado no Recife o caso de raiva humana depois de 12 anos sem casos em animais, levando a óbito uma mulher de 36 anos  depois de ter sido ferida por um gato selvagem.

 

Os principais sintomas e transmissão

A raiva é causada por um RNA vírus mantido num hospedeiro principal que pode ser o cão, o gato, o ser humanos, os carnívoros selvagens ou o morcego. Sua principal característica é comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC) provocando quadro de encefalite com sinais nervosos como agressividade, paresia e paralisia.

 

A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordida, e mais raramente, por arranhões e mucosas ou em feridas abertas. O vírus atinge a diferentes porções do cérebro e dissemina-se para órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e então é eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos.

 

É uma enfermidade passível de controle nas áreas urbanas, pois permite medidas eficientes de intervenção tanto com as pessoas quanto à fonte de infecção animal. As campanhas de vacinação contra a raiva são de suma importância porque o principal objetivo é estabelecer, em curto espaço de tempo, uma barreira imunológica capaz de interromper a transmissão da raiva na população canina de uma comunidade e o comprometimento das populações felina e humana.

 

Além do Brasil, poucos países conseguiram se livrar da doença e outros mantêm suas áreas urbanas sob controle, ocorrendo casos esporádicos de transmissão por animais selvagens.

 

A vacinação de cães e gatos é a principal medida preventiva para o controle da raiva urbana, sendo assim, campanhas que estão acontecendo neste mês em  várias áreas do país precisam ser divulgadas para que cada vez mais ocorra a conscientização e a adesão da população, de modo que pets e seus tutores estejam protegidos da doença que  leva à morte.