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ARTIGO

Estresse do transporte em equinos

setembro de 2014
3 min de leitura

Ao longo dos séculos os cavalos têm sido transportados por basicamente os mesmos motivos: competições, reprodução ou comércio. Para animais que desempenham tais funções, o transporte é necessário e faz parte da vida. No entanto, enquanto alguns equinos se adaptam bem ao transporte, outros podem mostrar sinais evidentes desconforto.

 

O estresse gerado pelo transporte é uma resposta complexa, que envolve componentes múltiplos:

 

 

Animais transportados por longos períodos podem perder até 6% do seu peso vivo devido ao suor e má alimentação. A fadiga muscular ocorre devido à atividade muscular intensa para manter o equilíbrio. Nestas condições ocorre um aumento do cortisol na circulação sanguínea que, além de ativar as respostas do organismo frente ao estresse, também leva a alterações na resposta imunológica.

 

Desta forma, minimizar o estresse do transporte se torna importante, pois, animais nestas condições são mais suscetíveis a uma variedade de doenças, incluindo pneumonia, cólica, diarreia e laminite. Ainda, o estresse do transporte pode alterar o metabolismo energético, o qual afeta diretamente a capacidade atlética do indivíduo, por exemplo, para a competição o qual está sendo deslocado.

 

O que fazer para minimizar o estresse?

 

– Ensinar ou treinar o cavalo para o carregamento / descarregamento. Este procedimento é o aspecto mais estressante de transporte.
– Escolher um meio de transporte adequado ao tamanho do animal. Cavalos que conseguem abaixar a cabeça durante a viagem chegam em melhores condições.
– Evitar alterações extremas de temperatura: o transporte noturno pode ser vantajoso em climas muito quentes, além do menor tráfego.
– Se optar por protetores de viagem, certifique-se que seu animal está adaptado a usá-los.
– Conferir ventilação adequada.
– Oferecer cama absorvente e piso não escorregadio durante toda a viagem.
– Oferecer água a cada 3 ou 4 horas. Recolher as fezes.

 

Com alguns cuidados básicos é possível amenizar o desconforto do animal e chegar em segurança. Equinos transportados por longas distâncias devem chegar com 5 a 6 dias de antecedência ao evento para poder se recuperar e cumprir com as regras da federação em relação ao tempo de suspensão dos fármacos antes competição e, desta forma, não haver problemas com o exame antidoping.

 

Dentre os fármacos anti-inflamatórios utilizados frequentemente para o tratamento das afecções musculares dos equinos, o meloxicam (Maxicam) se destaca pelo menor tempo de detecção. Segundo a FEI (Federação Equestre Internacional) o medicamento deve ser suspenso 72h antes do evento.

 

 

Referências:

 

http://www.vetmed.ucdavis.edu/ceh/docs/horsereport/pubs-July2013HR-sec.pdf
Acesso em 10/09/2014.

 

http://www.feicleansport.org/Detection_Times_Lab.pdf
Acesso em 11/09/2014.

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