› Brasil › Bovinos e Equinos › Blog › Artigo
Voltar para Blog
ARTIGO

Garrotilho em Equinos

março de 2015
3 min de leitura

A adenite equina, conhecida popularmente como garrotilho, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Streptococcus equi. A doença é transmitida pela via oral e nasal, sendo que a bactéria pode ser veiculada pelo contato direto ou indireto entre os animais.

 

Após a penetração em um novo hospedeiro, o S. equi é detectado nos linfonodos da cabeça poucas horas após a infecção. No interior do linfonodo o organismo se multiplica lentamente, iniciando o processo de formação dos abscessos característicos da doença.

 

Os primeiros sinais clínicos são observados geralmente 7 a 12 dias após a infecção e são caracterizados por febre, tosse, anorexia, depressão e corrimento nasal. A sequência de eventos é seguida pela formação de um aumento de volume nos linfonodos da cabeça e formação de abscesso. Nestes casos, o equino pode manter o pescoço baixo e estendido, assim como apresentar dificuldade de consumir água e alimentos.

 

O nome popular garrotilho vem de strangles, ou estrangulamento, justamente pelo fato desta dificuldade para respirar pela pressão dos linfonodos aumentados de tamanho. No curso natural da doença os linfonodos tendem a desaparecer (para fora ou para dentro) após 7 a 14 dias do início dos sinais iniciais da doença. Após este evento, a febre normalmente cede e se inicia a cura clínica da doença.

 

Um fator de muita importância é o isolamento dos animais positivos, já que é uma doença contagiosa. O equino portador deve ser isolado pelo período mínimo de 4 a 5 semanas e todos os cuidados de desinfecção devem ser tomados também com as baias, cochos, escovas ou qualquer ferramenta que tenha entrado em contato com o animal doente.

 

Após esse isolamento, a terapia deve ser direcionada para a intensificação da maturação e drenagem dos abscessos. Este processo pode ser realizado por meio de aplicação local diária de compressas quentes e posterior drenagem, realizadas pelo Médico Veterinário. Após este processo, a limpeza local é realizada com iodo-povidona 3 a 5%.

 

Alguns equinos com o curso avançado da doença demandam tratamento com antimicrobianos. O antibiótico Penfort PPU pode ser utilizado nesses casos. E claro, para diminuir a inflamação e a febre que podem surgir, devemos incluir o Desflan e o Finador.

 

Compartilhar:

Fique por dentro das novidades

Receba em primeira mão lançamentos, campanhas e conteúdos exclusivos sobre saúde animal

Deixe o seu comentário

Comentários (0)