
Um dos grandes gargalos da baixa produtividade da pecuária de corte brasileira é a idade ao primeiro parto das novilhas. Na fase de recria, as novilhas podem passar por desafios nutricionais que acarretam atraso no início da ciclicidade, projetando a idade ao primeiro parto para 40 e 45 meses. Essa dificuldade reprodutiva pode comprometer a produtividade das fazendas de cria.
Diante desse cenário, ferramentas de manejo foram desenvolvidas para aumentar a eficiência reprodutiva das novilhas. Estudos mostraram que novilhas que receberam o protocolo de indução de ciclicidade apresentaram maior taxa de prenhez à IATF quando comparada às novilhas controle (Figura 1).

Tradicionalmente, o protocolo de indução de ciclicidade em novilhas é realizado inserindo-se um dispositivo intravaginal de progesterona usado, que permanece durante 12 dias na fêmea e, no dia da sua retirada, aplica-se uma dose de cipionato de estradiol. Com o objetivo de facilitar esse manejo, diversos estudos foram feitos no sentido de substituir o uso do dispositivo intravaginal por uma aplicação intramuscular de progesterona de longa ação (Sincrogest injetável), bem como remover a necessidade de se aplicar o cipionato de estradiol 12 dias depois, segundo o delineamento abaixo:

Os resultados foram claros, demonstrando que o protocolo de indução de ciclicidade com apenas um manejo e o uso do Sincrogest Injetável (sem necessidade de se utilizar dispositivo intravaginal de progesterona) resultou em mesma taxa de presença de corpo lúteo no Dia 0 do protocolo de IATF (esse índice demonstra a taxa de novilhas que responderam ao protocolo de indução) e posteriormente mesma taxa de prenhez após a inseminação, segundo os gráficos abaixo:


Dessa maneira, evidencia-se que atualmente já existem técnicas simplificadas que resultam em mesma resposta ao protocolo de indução de ciclicidade em novilhas com o uso do Sincrogest injetável, na dose de 1,0 mL por novilha, ao menos 24 dias antes do início do protocolo de IATF. Atualmente esse é o único protocolo que possibilita induzir a puberdade das fêmeas jovens com apenas uma passada no curral, facilitando o manejo e mantendo a mesma eficiência observada nos protocolos com o uso de dispositivos intravaginais de progesterona.
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