No meio do barulho das porteiras, da poeira do desembarque e do zunido do gado recém-chegado, existe um inimigo silencioso que sempre tenta entrar em cena: a Doença Respiratória Bovina (DRB).
Quem trabalha no confinamento sabe que o primeiro round dessa disputa começa logo na chegada dos animais. Transporte, mistura de lotes, mudanças climáticas, adaptação ao ambiente e o próprio estresse do manejo criam as condições ideais para o surgimento da doença. Segundo Baptista et al. (2017), a DRB é a enfermidade de maior prevalência em confinamentos, apresentando morbidade de 6,13% e mortalidade de 0,21%.
É como soltar um touro bravo no brete: quem não estiver preparado cai.
Mas nesse mesmo cenário entra em pista um competidor diferente. Levanta a mão aí quem conhece o Tulaxx!
À base de tulatromicina, Tulaxx é uma ferramenta estratégica para o tratamento e a metafilaxia das enfermidades respiratórias em bovinos. Com amplo espectro de ação, praticidade de dose única e permanência prolongada nos tecidos pulmonares, o produto auxilia no enfrentamento dos desafios respiratórios justamente no momento em que os animais estão mais suscetíveis.
Aquele parceiro que chega em dose única, “sela” o pulmão e permanece firme por até 30 dias, sem perder o fôlego. E tem mais: além da sua importância no controle das enfermidades respiratórias, Tulaxx também é uma opção para situações envolvendo problemas de casco e ceratoconjuntivite.
Como a tulatromicina contribui para o controle da DRB no confinamento
Mas não é só no discurso de quem trabalha na lida que Tulaxx mostra resultado.
Quando a poeira baixa e olhamos para os números, a ciência confirma o que o dia a dia já vinha mostrando.
Em estudo recente, foi avaliada a eficácia da metafilaxia com tulatromicina nos indicadores sanitários e de desempenho de bovinos de corte em confinamento (Saut et al., 2025). Um total de 627 bovinos recém-chegados foi distribuído aleatoriamente em três grupos: controle (GCN), tulatromicina A (GT1) e Tulaxx (GT2), sendo acompanhados ao longo de todo o período de confinamento.
Os resultados mostraram que os animais tratados com tulatromicina, incluindo o grupo tratado com Tulaxx, apresentaram maior ganho de peso diário nos primeiros 30 dias e também ao longo do período total de confinamento, quando comparados ao grupo controle.
Do ponto de vista sanitário, os índices de morbidade e mortalidade permaneceram baixos e semelhantes entre os grupos avaliados. Na inspeção ao abate, as lesões pulmonares sugestivas de DRB subclínica também foram semelhantes entre os tratamentos, com o GT2 (Tulaxx) apresentando a menor incidência observada, de 7,5%.
De forma geral, os resultados demonstram que a metafilaxia com Tulaxx na entrada do confinamento contribuiu para melhorar o desempenho dos animais e aumentar a eficiência produtiva, sem prejudicar os indicadores de saúde, reforçando o produto como uma ferramenta estratégica no manejo de lotes de maior risco para a Doença Respiratória Bovina.
Isso aí é o equivalente, na arena, a ficar os oito segundos em cima do touro sem perder o chapéu, a espora ou o estilo.
Quando considerar o uso de Tulaxx?
O Tulaxx pode ser uma ferramenta importante em situações de maior desafio sanitário, como:
- Entrada de animais no confinamento;
- Lotes misturados ou animais jovens;
- Períodos de instabilidade climática;
- Histórico de DRB na propriedade;
- Manejos que exigem praticidade e rapidez na aplicação;
- Situações em que a dose única e a proteção prolongada sejam diferenciais importantes;
- Casos relacionados a problemas de casco;
- Casos de ceratoconjuntivite.
É o tipo de produto que o vaqueiro aplica e sabe que pode confiar. Enquanto o rebanho come, bebe, rumina e ganha peso, Tulaxx segue trabalhando nos bastidores para auxiliar o manejo sanitário dos animais.
Tulaxx: o peão mais firme da arena respiratória
Na arena do confinamento, cada detalhe faz diferença no resultado final. Saúde respiratória, desempenho e eficiência caminham juntos, especialmente nos primeiros dias de adaptação dos animais.
Por isso, contar com uma ferramenta estratégica como Tulaxx pode ajudar a enfrentar os desafios da Doença Respiratória Bovina (DRB) com mais tranquilidade e segurança.
Porque, quando o desafio entra na arena, Tulaxx é o peão que entra cedo na disputa e permanece firme até o apito final.
REFERÊNCIAS
BAPTISTA, A. L. et al. Bovine respiratory disease complex associated mortality and morbidity rates in feedlot cattle from southeastern Brazil. Journal of Infection in Developing Countries, v. 11, n. 10, p. 791–799, 2017.
SAUT, J. P. E. et al. Avaliação da eficácia da metafilaxia com tulatromicina nos indicadores sanitários e de desempenho de bovinos de corte em confinamento, 2025.
As doenças de casco em bovinos estão entre os principais desafios sanitários dos sistemas de confinamento. As afecções podais comprometem o bem-estar animal, reduzem o desempenho produtivo e impactam diretamente a rentabilidade da operação.
Quando um bovino apresenta claudicação, também conhecida como manqueira, ele reduz a disputa por espaço no cocho, diminui o consumo alimentar e perde eficiência produtiva. Bovinos com dor ao caminhar tendem a permanecer mais tempo deitados, apresentam menor ingestão de matéria seca e, consequentemente, menor ganho de peso diário (GPD).
Em sistemas intensivos de produção, nos quais cada dia de ganho influencia os resultados econômicos, o impacto das enfermidades podais pode ser expressivo.
Nesse cenário, tratamentos rápidos, práticos e eficazes para problemas de casco em bovinos tornam-se fundamentais para a rápida recuperação dos animais.
Foi com esse objetivo que o estudo conduzido por Saut et al. (2025) avaliou a eficácia do Tulaxx no tratamento de afecções podais em bovinos de corte confinados.
Figura 1: Lesões de casco dos animais do estudo conduzido por Saut et al. (2025).
Como foi conduzido o estudo sobre tratamento de afecções podais em bovinos confinados
O estudo avaliou 144 bovinos adultos, machos inteiros, mestiços anelorados, mantidos em confinamento comercial em Minas Gerais, Brasil.
Os animais diagnosticados com doenças de casco foram divididos em dois grupos de tratamento:
- GT1 – Tulaxx: 2,5 mg/kg de peso vivo, dose única, via subcutânea;
- GT2 – Tulatromicina-2: 2,5 mg/kg de peso vivo, dose única, via subcutânea;
- Controle: animais sadios, sem medicação.
Todos os bovinos com lesões podais receberam lavagem local e aplicação tópica de iodo a 10%. Os grupos tratados foram comparados a animais sadios de mesma origem.
Durante o período de confinamento, os animais foram acompanhados quanto à evolução clínica e aos indicadores de desempenho produtivo.
Avaliações clínicas, zootécnicas e desempenho produtivo realizadas no estudo
As avaliações clínicas incluíram:
- Escore de claudicação no dia do tratamento (D0), além de D7 e D14 pós-tratamento (Sprecher et al., 1997);
- Avaliação de edema no local da lesão (D0 e D14).
Os pesquisadores também avaliaram importantes indicadores produtivos:
- Peso vivo;
- Ganho de peso diário (GPD).
Resultados clínicos: Tulaxx reduziu a claudicação em bovinos confinados
Os resultados mostraram que Tulaxx reduziu significativamente o escore de claudicação já aos 7 dias após o tratamento, com melhora ainda mais evidente aos 14 dias pós-aplicação.
Também foi observada redução do edema no local da lesão após 14 dias de tratamento.
- O estudo não identificou diferença estatística entre as formulações avaliadas (GT1 e GT2).
Figura 2: Efeito do tratamento de enfermidades podais com Tulaxx no escore de locomoção e edema local em bovinos de corte confinados
Na prática, os resultados demonstram que Tulaxx atua rapidamente no tratamento de doenças de casco em bovinos, favorecendo a recuperação da mobilidade e acesso ao cocho.
Resultados zootécnicos: recuperação do ganho de peso diário (GPD)
O ganho de peso diário (GPD) aumentou significativamente após o início do tratamento com Tulaxx, demonstrando evolução desde os primeiros 14 dias até a saída do confinamento, caracterizando ganho compensatório.
Os bovinos com problemas de casco tratados com Tulaxx apresentaram desempenho equivalente ao de animais sadios, sem diferença para peso vivo e GPD (P > 0,05).
Figura 3: Efeito do tratamento de problemas de casco com Tulaxx no GPD em bovinos de corte confinados
Na prática, isso significa que, após o tratamento das afecções podais com Tulaxx, o animal volta a competir de igual para igual com os animais saudáveis do lote, recuperando acesso ao cocho e retomando o ritmo de engorda.
Por que Tulaxx apresenta bons resultados no tratamento de doenças de casco em bovinos?
Os resultados observados no estudo estão relacionados às características da tulatromicina:
- Ação prolongada;
- Dose única, facilitando o manejo no confinamento;
- Boa distribuição tecidual.
Conclusão: Tulaxx demonstrou eficácia clínica e produtiva
O tratamento com Tulaxx reduziu o escore de claudicação já na primeira semana após a aplicação.
Além da melhora clínica, bovinos tratados com Tulaxx mantiveram desempenho produtivo semelhante ao de animais sadios, demonstrando recuperação eficiente das afecções podais.
O estudo também mostrou que não houve diferença de eficácia entre as formulações comerciais avaliadas.
Referência
SAUT, J. P. E. Eficácia da tulatromicina no tratamento de enfermidades podais em bovinos de corte terminados em confinamento. In: XV Congresso Brasileiro de Buiatria, 2025.
A eficiência nutricional é um dos pilares da pecuária moderna. Em momentos de maior exigência metabólica, como pré e pós-parto, adaptação ao confinamento no gado de corte ou situações de estresse, doenças e redução no consumo de matéria seca, o organismo dos bovinos precisa de suporte adicional para manter saúde, produtividade e desempenho.
Nessas fases, aumenta a demanda por nutrientes envolvidos no metabolismo energético e na manutenção das funções fisiológicas. Por isso, estratégias que garantam o fornecimento adequado de fósforo e vitamina B12 ganham destaque, principalmente quando há risco de deficiência ou quando se busca acelerar a recuperação metabólica dos animais.
É nesse contexto que entra o FosBion B12, uma solução pensada para apoiar o metabolismo energético e contribuir para a eficiência produtiva dos bovinos.
A importância do fósforo e da vitamina B12 para bovinos
Entre os minerais essenciais na nutrição dos bovinos, o fósforo é o segundo mais abundante no organismo. Ele desempenha papel fundamental na formação de ossos e dentes, mas também participa diretamente de processos metabólicos essenciais.
O fósforo atua em funções como:
- produção de energia celular (ATP);
- metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios;
- regulação da atividade celular;
- transmissão de impulsos nervosos.
Por isso, é considerado um dos bioelementos mais importantes para o desempenho produtivo dos bovinos (UNDERWOOD, 1981; DENIZ & AKSOY, 2022).
Já a vitamina B12 tem papel central no metabolismo energético. Ela atua como cofator em reações metabólicas fundamentais, participando:
- da síntese de metionina;
- da formação de hemácias;
- do metabolismo energético.
Esses processos estão diretamente relacionados ao ganho de peso, produção de leite e bem-estar geral dos animais (ZEOULA & GERON, 2006).
Quando ocorrem períodos de estresse nutricional, desafios metabólicos ou fases críticas como o pré e pós-parto, os níveis de fósforo e vitamina B12 podem diminuir. Como consequência, podem surgir:
- redução do consumo alimentar;
- queda de produção;
- maior predisposição a transtornos metabólicos.
Nesses momentos, a suplementação estratégica torna-se uma ferramenta importante para restabelecer o equilíbrio metabólico.
O que é o FosBion B12?
FosBion B12 é um suplemento injetável para bovinos que combina fósforo orgânico (butafosfan) e vitamina B12 (cianocobalamina), indicado para suporte metabólico, recuperação nutricional e melhora do desempenho produtivo.
Ele é indicado para:
- suplementação de fósforo e vitamina B12;
- tratamento de estados carenciais desses nutrientes;
- suporte metabólico em períodos de maior exigência fisiológica.
Sua formulação foi desenvolvida para auxiliar o metabolismo energético dos bovinos, contribuindo para processos como:
- produção de energia;
- metabolismo de carboidratos e lipídios;
- suporte à função hepática;
- manutenção da saúde e do desempenho produtivo.
Outro diferencial importante é sua ampla aplicabilidade clínica. O produto pode ser utilizado em todas as categorias de bovinos, incluindo:
- bezerros;
- fêmeas gestantes;
- animais em lactação.
Isso permite intervenções estratégicas ao longo de todo o ciclo produtivo.
Como o FosBion B12 atua no metabolismo dos bovinos?
O FosBion B12 combina fósforo orgânico e vitamina B12 para favorecer o funcionamento eficiente das vias metabólicas.
Essa associação contribui para:
- rápida produção de energia;
- suporte ao metabolismo hepático;
- melhor adaptação em períodos de estresse fisiológico;
- manutenção da eficiência produtiva.
Entre os principais benefícios associados ao uso da combinação butafosfan + vitamina B12, destacam-se:
- melhora da eficiência reprodutiva;
- estímulo ao ganho de peso;
- melhor adaptação no pós-parto;
- redução da intensidade do balanço energético negativo;
- aumento da produção de leite.
Diversos estudos científicos demonstram esses efeitos, reforçando o papel do butafosfan associado à vitamina B12 como ferramenta estratégica de suporte metabólico em bovinos.
Evidências científicas da combinação butafosfan + vitamina B12
Metabolismo e produção no pós-parto
Estudo avaliando o efeito do butafosfan associado à vitamina B12 em vacas leiteiras no pós-parto demonstrou:
- redução nas concentrações de AGNEs e BHB, indicando menor intensidade de balanço energético negativo;
- aumento na produção de leite (Pereira et al., 2013).
Esses resultados sugerem melhora da eficiência metabólica hepática, com maior disponibilidade energética e menor mobilização de gordura corporal.
Produção de leite e eficiência alimentar
Outro estudo avaliou vacas de alta produção tratadas com butafosfan + vitamina B12 (Pizoni et al., 2022).
Os resultados mostraram:
- Aumento da produção de leite (+3,66 kg/dia; Figura 3) nas vacas tratadas com butafosfan + vitamina B12, sem alteração no CMS.
- Maior eficiência alimentar, já que os animais produziram mais leite com o mesmo CMS.
- Sem alterações em AGNEs, BHB ou glicose, indicando que o benefício ocorreu mesmo sem mudanças evidentes nos marcadores clássicos de balanço energético negativo.
Efeito na reprodução
Pesquisa conduzida com fêmeas zebuínas avaliou o impacto da suplementação com butafosfan + cianocobalamina na fertilidade (Rodrigues et al., 2020).
Os resultados indicaram:
- taxa de prenhez de 61,29% nas fêmeas tratadas,
- contra 45,45% no grupo controle.
A suplementação injetável contribuiu para suprir carências minerais e melhorar a resposta reprodutiva em vacas submetidas à IATF.
Desempenho em confinamento
Estudo de campo conduzido pelo time técnico da Ourofino Saúde Animal avaliou o uso de FosBion B12 no protocolo de entrada de confinamento, comparando animais tratados e grupo controle.
Entre os resultados observados:
- aumento de 100 g/dia no ganho médio diário (GMD);
- zero refugo de cocho nos animais tratados;
- menor morbidade: 9% vs 14% no grupo controle.
Esses resultados indicam que o produto pode auxiliar na adaptação de bovinos de corte no início do confinamento, favorecendo saúde e desempenho produtivo.
Conclusão
Os diferentes estudos e experiências de campo demonstram que a combinação de fósforo orgânico (butafosfan) e vitamina B12 pode contribuir para o suporte metabólico dos bovinos em diferentes fases produtivas.
Nesse contexto, FosBion B12 se apresenta como uma ferramenta estratégica para apoiar o metabolismo energético, favorecer o desempenho produtivo e contribuir para a saúde dos animais.
Com soluções baseadas em ciência e inovação, a Ourofino reforça seu compromisso de ajudar o produtor a alcançar maior eficiência, produtividade e retorno por animal.
Referências
DENIZ, A.; AKSOY, K. Use of organic phosphorous butafosfan and vitamin B12 combination in transition dairy cows. Veterinární Medicína (Praha), v. 67, n. 7, p. 334353, 2022.
Pereira, R. A., Silveira, P. A., Montagner, P., Schneider, A., Schmitt, E., Rabassa, V. R., … & Correa, M. N. (2013). Effect of butaphosphan and cyanocobalamin on postpartum metabolism and milk production in dairy cows. Animal, 7: 1143–1147.
Pizoni, C., Izquierdo, V., Klaus, R., dos Santos, E., Vieira, L. V., Barbosa, A. A., … & Corrêa, M. N. (2022). Use of Butaphosphan with Cyanocobalamin in High Producing Cows and Associations with Milk Yield and Dry Matter Intake. Research, Society and Development.
Rodrigues, V. S., VILCHES-JÚNIOR, M. A., Souza, A. B. B., Rodrigues, M. H. D., Oliveira, R. O. R. G., Fioravante, F. C. R. C., … & Ferreira, J. L. (2020). Combinação do butafosfan associado a cianocobalamina no incremento da fertilidade em fêmeas zebuínas. Research, Society and development.
UNDERWOOD, E.J. The mineral nutrition of livestock. London: Academic press, 1981. 111p.
ZEOULA, L. M.;GERON, L. J. V. Vitaminas. In: BERCHIELLI, T. T.; et al. (Eds). Nutrição de Ruminantes. Jaboticabal: FUNEP, 2006.583p
A anaplasmose bovina é uma das principais causas de queda de produtividade no rebanho, caracterizada por anemia severa, perda de desempenho e, em casos graves, a morte dos animais. Junto com a babesiose, compõe o complexo conhecido como tristeza parasitária bovina, responsável por prejuízos significativos à pecuária leiteira e de corte no Brasil.
Diante da necessidade de alternativas eficazes, seguras e de fácil aplicação, a Ourofino Saúde Animal realizou um estudo para avaliar o desempenho da marbofloxacina, princípio ativo do Resolutor®, no tratamento da anaplasmose em bovinos naturalmente infectados.
Objetivo do estudo
Avaliar a eficácia da marbofloxacina (Resolutor®) contra Anaplasma marginale em bezerras naturalmente infectadas e comparar seus resultados com um tratamento controle positivo à base de enrofloxacina.
Metodologia
Foram selecionadas 46 bezerras holandesas, naturalmente infectadas por A. marginale. Os animais foram acompanhados com coletas de sangue duas vezes por semana. Foram incluídas no estudo bezerras que apresentaram:
- Redução de 4 pontos percentuais no volume globular (VG) em relação à última avaliação;
- Confirmação de A. marginale em esfregaço sanguíneo;
No momento da inclusão (dia 0), as bezerras foram distribuídas em dois grupos (n = 23 cada):
Após o tratamento em dose única, coletas adicionais de sangue foram realizadas nos dias 3, 7, 14, 21 e 28 para avaliação do volume globular e da parasitemia por A. marginale.
Resultados
Redução da parasitemia
A parasitemia média reduziu significativamente (P ≤ 0,05) a partir do 7º dia pós-tratamento em ambos os grupos (Figura 1).
Figura 1. Bacteremia (%) por A. marginale ao longo dos dias avaliados no estudo de acordo com os grupos de tratamento
- Resolutor® e enrofloxacina apresentaram eficácia equivalente (p > 0,05) ao longo de todos os dias avaliados.
- No D7, ambos os tratamentos atingiram parasitemias próximas de zero (0,3%).
Recuperação do volume globular
O volume globular médio aumentou significativamente (P ≤ 0,05) a partir do D7 em ambos os grupos, indicando recuperação clínica rápida das bezerras tratadas.
Figura 2. Volume globular médio (%) ao longo dos dias avaliados no estudo deacordo com os grupos de tratamento.
Conclusão
Resolutor® trata com eficácia a Anaplasmose e é uma excelente opção no controle e tratamento da tristeza parasitária bovina.
A solução
O tratamento da anaplasmose ficou mais fácil!
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Produzir silagem é garantir alimento de qualidade em períodos críticos, como na estação seca ou momentos de escassez de forragem. No entanto, esse processo exige cuidado e manejo precisos.
A conservação da silagem depende de uma fermentação controlada. Nessa fermentação, as bactérias transformam açúcares em ácido lático. Isso reduz o pH e impede o crescimento de microrganismos que causam a deterioração.
A entrada de oxigênio compromete a eficiência dessa fermentação, favorecendo a deterioração aeróbica, com perdas de matéria seca e valor nutricional da silagem. Por isso, usar inoculante e barreira de oxigênio é muito importante. Eles ajudam a manter a estabilidade e a qualidade da silagem do início ao fim.
Estudo desenvolvido na Fazenda Bela Vista (SP) avaliou a recuperação de matéria seca (MS) e estabilidade aeróbica de silagem de milho planta inteira inoculada com SiloSolve® AS e vedada com SilageSeal.
Metodologia
Silagem de milho planta inteira com 39% de MS inicial, colhida com automotriz. Dois silos foram confeccionados simultaneamente:
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Silo tratado: Inoculado com SiloSolve® AS (2g/ton) e vedado com SilageSeal.
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Silo controle: sem inoculante e sem barreira de oxigênio.
Durante a colheita, foram avaliadas a matéria seca (MS), Penn State e o escore de processamento de grãos (KPS). Os silos permaneceram 5 meses fechados e foram abertos no mesmo dia (Tabela 1).
Tabela 1. Caracterização da silagem de milho no enchimento dos silos de acordo com os tratamentos

Avaliações
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Pesagem e recuperação de material: todo o material foi pesado na ensilagem e na retirada. Isso permitiu estimar a recuperação de silagem. Também foi possível comparar o volume ensilado e o volume recuperado com base na matéria seca.
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Avaliações bromatológicas: amostras do topo, centro e compostas foram coletadas na abertura (D0), D+4 e D+7. As amostras foram retiradas de ambos os silos e analisadas via NIRS.
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Contagem de fungos e leveduras: amostras (~1 kg) foram coletadas na abertura do silo e após sete dias de exposição aeróbica. As análises foram realizadas em duplicata, por meio de diluições seriadas e plaqueamento em ágar YGC, incubado a 28 °C por cinco dias.
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Análise de estabilidade aeróbica: ao abrir os silos, foram preparados três baldes com 4 kg de silagem cada. Cada balde tinha um datalogger (Elitech, RC-5) no centro. O datalogger registrou a temperatura a cada 30 minutos.
Os baldes permaneceram abertos em sala com condições controladas, com um datalogger adicional registrando a temperatura ambiente. O ensaio teve duração de 10 dias sob exposição ao oxigênio.
Resultados de um estudo de campo
Recuperação de MS
SiloSolve® AS + SilageSeal reduziram em 30% as perdas de MS em comparação ao controle.
Figura 1. Teor de matéria seca da silagem no momento da ensilagem e após abertura dos silos de acordo com os tratamentos

Uso combinado de SiloSolve® AS + SilageSeal apresentou menor diferença entre o volume ensilado e o recuperado, indicando menores perdas durante o armazenamento e desabastecimento.
Figura 2. Volume de silagem (ton de MN) ensilado e recuperado com e sem uso de inoculante e barreira de oxigênio

Figura 3. Perdas de silagem (ton de MN) dos silos de acordo com os tratamentos

Com SiloSolve® AS + SilageSeal o volume de MS total disponível para a fazenda foi maior.
Enquanto o silo controle perdeu quase 20% do que foi ensilado, o uso de SiloSolve® AS + SilageSeal manteve mais de 90% do volume de MS disponível para o rebanho.
Figura 4. Comparação da quantidade (ton) de matéria seca ensilada e retirada entre o tratamento com SiloSolve® AS + SilageSeal e o controle

Contagem de fungos e leveduras
A SiloSolve® AS reduziu em mais de 98% a quantidade de fungos e leveduras. Isso resultou em uma silagem mais segura, fresca e com qualidade preservada até o cocho.
Figura 5. Quantificação total de fungos filamentosos e leveduras (ufc/g) após a abertura do silo (0 dias) e após 7 dias de exposição aeróbica

Estabilidade aeróbica
Silagem inoculada com SiloSolve® AS teve o dobro de estabilidade em comparação a silagem controle, mostrando o quanto a inoculação controla a deterioração.
Figura 6. Estabilidade aeróbica da silagem de milho durante 10 dias de exposição ao oxigênio de acordo com os tratamentos (64,7h vs 128,7h; p<0,001)

Conclusão
Silagem tratada com SiloSolve® AS e vedada com SilageSeal apresentou: maior recuperação de MS, menores contagens de fungos e leveduras e maior estabilidade aeróbica.

Cada tonelada ensilada vale mais com SiloSolve® AS + SilageSeal.
O SiloSolve® AS combina de forma sinérgica e tecnológica L. buchneri (LB1819), E. faecium (M74) e L. plantarum (CH6072). Ele tem uma alta taxa de inoculação de 150.000 ufc/g. Isso ajuda a reduzir o aquecimento e o crescimento de leveduras e fungos. Além disso, melhora a estabilidade aeróbica da silagem.
SilageSeal é um filme de 45 micras com de poliamida protegida. Ele reduz drasticamente a passagem de oxigênio. Isso melhora a fermentação e diminui perdas e descarte de silagem.
*Estudo desenvolvido pelo departamento técnico da Ourofino S.A
A eficiência reprodutiva está diretamente relacionada à produtividade e à lucratividade de uma fazenda de cria. A subnutrição, em conjunto com a presença do bezerro, faz com que as fêmeas entrem em anestro pós-parto, condição comum em fêmeas de corte zebuínas e taurinas. Para superar este desafio e otimizar a fertilidade, a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é essencial. No entanto, nem todas as fêmeas respondem adequadamente ao protocolo.
A Ourofino, em parceria com os principais pesquisadores de reprodução, desenvolveu um protocolo abrangente que integra diferentes estratégias para maximizar as taxas de prenhez.
Protocolo Pré-synch Ourofino
A estratégia consiste na aplicação de 1 mL do Sincrogest injetável® 10 dias antes do início do protocolo de IATF, preparando as fêmeas para uma melhor resposta. Estudos demonstram que o protocolo Pré-synch com Sincrogest injetável® pode elevar a taxa de prenhez em até 7% (figura1), tanto em primíparas quanto em multíparas, independentemente do escore de condição corporal. Esta estratégia foi estudada também em receptoras de embrião e promoveu um aumento de 10 pontos percentuais na taxa de concepção (50,3% vs. 40.5%) e um aumento de 9 pontos percentuais na taxa de prenhez (41,1% vs. 31.9%) quando comparado ao grupo controle (sem pré-sincronização).
Figura 1. Efeito do protocolo Pré-synch na taxa de prenhez de vacas de corte paridas, submetidas a IATF.
Uso do Sincroforte® no momento da IATF
Outro fator que influencia os resultados é a expressão de cio. A técnica do bastão marcador, utilizada no dia da retirada do dispositivo, permite avaliar a expressão e a intensidade do cio. Fêmeas que demonstram cio, apresentam maior taxa de prenhez. Uma alternativa para as fêmeas que não manifestaram cio, ou manifestaram pouco cio é a aplicação do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) no momento da inseminação.
Ao comparar diferentes análogos de GnRH utilizados no momento da IATF, observou-se desempenho superior do Acetato de Buserelina, princípio ativo do Sincroforte®, em termos de taxa de prenhez (MATURANA et al., 2025). Entre as fêmeas que não manifestaram cio, aquelas que não receberam GnRH apresentaram 49,7% de prenhez. O tratamento com Gonadorelina (250 µg) resultou em 51,6%, com Lecirelina (25 µg) em 53,8%, enquanto o uso de Buserelina proporcionou a maior taxa de prenhez, 55,9%, evidenciando sua superioridade em relação aos demais análogos.
A combinação do protocolo Pré-synch Ourofino com o uso do Sincroforte® no momento da inseminação, nas fêmeas que não demostraram cio, resultou no Protocolo Ouro (figura 2).
Figura 2. Esquema do protocolo Ouro
Os estudos com o Protocolo Ouro demonstraram um aumento de 9,1% na prenhez de vacas paridas que foram pré-sincronizadas, não demonstraram cio e receberam o Sincroforte® no momento da IATF (figura 3).
Figura 3. Efeito do protocolo Ouro na taxa de prenhez de vacas de corte paridas, submetidas a IATF
Sendo assim, a pré-sincronização com o Sincrogest injetável® aliada com o uso do Sincroforte® no momento da inseminação (figura 4), aumenta a taxa de prenhez em fêmeas paridas, sendo uma excelente oportunidade para transformar desafios em resultados.
Figura 4. Protocolo Ouro, o combo perfeito para o aumento da fertilidade
Todo pecuarista sabe que manter o rebanho saudável é como escalar um time campeão: exige estratégia, atenção e, claro, os melhores jogadores. E quando o jogo aperta, seja por diarreia, doença respiratória, infecções ou problemas de casco, é hora de usar os remédios da fazenda.
Na seleção do campo da Ourofino, cada antibiótico é uma estrela. Eles têm habilidades únicas e estão prontos para ajudar. Assim, promovem a rápida recuperação dos animais. Conheça agora os titulares que fazem a diferença na produtividade e no bem-estar do rebanho.
Corta Curso® – O camisa 10 da recuperação rápida
Quando o apito soa e o desafio é a diarreia, não dá para esperar o segundo tempo. É preciso agir rápido! Corta Curso® entra em campo com a força da doxiciclina, o ativo mais eficiente do grupo das tetraciclinas, e o apoio do benzetimide, antidiarreico que controla a motilidade intestinal. O resultado, você já sabe:
- Controle da diarreia em dose única
- Ação rápida e eficaz
- Recuperação do animal e retorno à produtividade
Corta Curso é o craque ideal para virar o jogo nos momentos mais críticos.
Penfort PPU – O zagueiro imbatível
Nos momentos decisivos, Penfort PPU entra em campo com força dobrada e ação prolongada. Combinando penicilina e dobro de dihidroestreptomicina do mercado, ele combate infecções com rapidez e eficácia. O desempenho já é conhecido por quem entende do jogo:
- Sinergismo potente entre beta-lactâmicos e aminoglicosídeo
- Dose única com ação prolongada
- 25.000 UI de penicilina/kg entregues
É o zagueiro que não deixa passar nada – entra em ação nos momentos críticos e trata para que nenhuma infecção avance no rebanho.
Tulaxx – O meio-campo versátil
Tulaxx é aquele jogador coringa que resolve em várias posições: eficaz na doença respiratória, certeiro na ceratoconjuntivite e imbatível no tratamento de problemas de casco. Um talento completo, pronto para entrar em campo com velocidade de ação e constância de resultado. Tulaxx é:
- Tulatromicina com maior período de proteção e menor investimento
- Dose única
- Ideal para metafilaxia
- Comprovado cientificamente
Com pico de ação rápido e proteção de até 30 dias, Tulaxx é o craque perfeito para quem busca eficiência no campo – versátil, confiável e sempre pronto para jogar em alto nível.
Resolutor – O volante estratégico
Resolutor é aquele jogador tático que todo técnico quer ter à disposição. A marbofloxacina mais concentrada do mercado, Resolutor atua com excelência em diferentes posições: é eficaz no combate à anaplasmose, mastite e pneumonias. Ele entra em campo com inteligência e precisão, eliminando o adversário com eficácia.
- Alta concentração
- Rápido início de ação
- Ação comprovada contra Anaplasma
- Baixa carência no leite (56 h)
Com Resolutor em campo, o produtor tem um verdadeiro coringa à disposição. É o volante que organiza o jogo e protege o time com maestria.
Lactofur – O atacante decisivo
Na hora de garantir a reprodução e a produtividade, Lactofur é o artilheiro. Com ação comprovada contra doenças uterinas e problemas de casco, ele é decisivo para manter o rebanho saudável.
- Alta concentração e maior rendimento por frasco
- Prático e versátil: dose única ou aplicação diária
- Eficácia no tratamento de metrite, endometrite e retenção de placenta
- Eficaz para tratamento de afecções de casco, aliado ao Maxicam 2%
- Eficaz no tratamento de mastite clínica grau 3
Quando a meta é produtividade, Lactofur é quem marca os gols. Saúde reprodutiva, recuperação rápida e resultados que fazem a diferença no placar da fazenda.
Escalando o time campeão
Ter esses craques na farmácia da fazenda é como contar com um elenco de primeira divisão. Cada um com sua especialidade, todos prontos para entrar em campo e garantir a vitória contra os desafios sanitários.
Na seleção do campo da Ourofino, o produtor tem à disposição um time completo, com soluções práticas, eficazes e cientificamente comprovadas. Porque no campo, assim como no futebol, quem tem os melhores jogadores sai na frente.
Escale seu time com a Ourofino e garanta saúde, produtividade e bem-estar para o seu rebanho.
A doença respiratória bovina (DRB), ou pneumonia, é um dos principais desafios sanitários bovinos. Esta doença é de origem multifatorial, e é associada a grandes perdas produtivas e econômicas em rebanhos de bovinos de corte e leite.
Em bovinos leiteiros, a DRB é a principal causa de morte entre três semanas de idade e o desmame, ficando atrás apenas da diarreia neonatal em bezerros recém-desmamados.
O desenvolvimento da doença geralmente ocorre quando bovinos imunossuprimidos entram em contato com agentes patogênicos (geralmente, agentes virais), que comprometem o sistema mucociliar e abrem caminho para a colonização bacteriana no trato respiratório inferior, resultando em inflamação e destruição celular.
Um ponto crítico no controle da DRB é a atuação do sistema imunológico inato, especialmente da camada de superfície líquida (LS) das vias respiratórias, composta principalmente por água, mucinas e proteínas antimicrobianas. Essa camada é responsável pela eliminação de patógenos, que são expelidos por meio do movimento ciliar e da fluidez do muco.
No entanto, a desidratação pode comprometer essa função ao aumentar a densidade do muco e reduzir sua produção, dificultando a defesa natural do organismo e favorecendo lesões pulmonares graves.
Investigação sobre a hidratação no tratamento da DRB
A manutenção de uma boa hidratação pode ser considerada fator de proteção, pois contribui para a função ciliar adequada, produção de muco eficiente e menor estresse metabólico durante o processo infeccioso. Nesse contexto, estudo avaliou a eficácia da hidratação oral como terapia adjuvante ao tratamento padrão da DRB em bezerros, em comparação ao uso isolado de antibiótico e anti-inflamatório.
O estudo comparou três grupos de bezerros: o não hidratado, bezerros com DRB tratados apenas com antibiótico e AINE; o hidratado, que recebeu o mesmo tratamento associado à hidratação oral (7% do peso vivo por cinco dias); e um controle negativo, formado por animais saudáveis do mesmo lote e idade.
Resultados: impacto da hidratação na gravidade da doença respiratória
No grupo hidratado, a gravidade da DRB foi significativamente menor já a partir do 4º dia de tratamento (Figura 1) em comparação ao grupo não hidratado. Além disso, a hidratação preveniu completamente a evolução para casos crônicos, enquanto 9,2% dos animais não hidratados desenvolveram DRB crônica.
Figura 1. Efeito do grupo de tratamento na gravidade da doença respiratória no dia da inclusão e após 4 dias. Letras diferentes entre os grupos indicam diferenças significativas entre eles (P < 0,05).
- Ganho de peso e desempenho de crescimento dos bezerros
Os bezerros do grupo hidratado (GH) apresentaram maior ganho médio diário (GMD) em todas as fases avaliadas — aos 42 dias, entre 42-80 dias e no período total de inclusão até 80 dias — em comparação ao grupo de bezerros sem hidratação (Figura 2).
Figura 2. Efeito do grupo de tratamento no ganho médio diário (GMD) de acordo com o momento de avaliação. Letras diferentes entre os grupos indicam diferenças significativas entre eles (P < 0,05).
- Conclusões sobre a importância da hidratação
Bezerros com DRB clínica tratados com antibióticos e AINEs associados a uma terapia adjuvante de hidratação oral apresentaram maior taxa de cura, menor ocorrência de casos crônicos e melhores resultados zootécnicos em comparação aos que receberam apenas o tratamento convencional.
Hidratação estratégica para suporte no combate à DRB
A hidratação pode ser aliado essencial no manejo da DRB, aumentando a eficácia do tratamento, acelerando a recuperação dos bezerros e refletindo diretamente no desempenho do rebanho.
Para fornecer esse suporte, a Ourofino oferece Hidrat Up e Hidrat Fresh, dois produtos de consumo voluntário, altamente palatáveis e enriquecidos com eletrólitos, vitaminas e aminoácidos, especialmente desenvolvidos para auxiliar os animais em situações de desafio, como a DRB.
Referências
Windeyer MC, Leslie KE, Godden SM, Hodgins DC, Lissemore KD, LeBlanc SJ. Factors associated with morbidity, mortality, and growth of dairy heifer calves up to 3 months of age. Prev Vet Med. (2014) 113:231–40. doi: 10.1016/j.prevetmed.2013.10.019
Edwards TA. Control methods for bovine respiratory disease for feedlot cattle. Vet Clin North Am Food Anim Pract. (2010) 26:273–84. doi: 10.1016/j.cvfa.2010.03.005
Ackermann MR, Derscheid R, Roth JA. Innate immunology of bovine respiratory disease. Vet Clin North Am Food Anim Pract. (2010) 26:215–28. doi: 10.1016/j.cvfa.2010.03.001
Miró J, Fraile L and Armengol R (2025) Oral hydration is an effective adjuvant treatment for bovine respiratory disease. Front. Vet. Sci. 12:1541853. doi: 10.3389/fvets.2025.1541853
Implantar um protocolo sanitário eficaz na entrada do confinamento que resulta em proteção contra pneumonias, elimine ao máximo os parasitas internos e externos, reduza morbidade e mortalidade, e maximize o desempenho zootécnico e econômico dos bovinos confinados.
Importância da Intervenção na Entrada do Confinamento
A fase de entrada no confinamento é crítica: animais passam por estresse de manejo, transporte, adaptação alimentar e desafios sanitários. Este momento representa a última oportunidade de garantir saúde plena antes do pico de exigência metabólica para conversão alimentar e ganho de peso.
Um protocolo sanitário robusto evita perdas pouco perceptíveis (queda de desempenho) e perdas clínicas impactantes (doenças, mortes e refugagem de cocho), causando grandes prejuízos.
Protocolo Recomendado
1. Vacina – Feedlot Plus
Ação/Objetivo: Proteção contra pneumonias e conjuntivites.
Composição: Protege contra 8 enfermidades virais e bacterianas causadoras de pneumonia, com proteção adicional para conjuntivites.
Dose: 5 mL/animal (via subcutânea), dose única no protocolo de entrada.
2. Antiparasitário / Vermífugo / Endectocida – Evol
Ação/Objetivo: Controle abrangente de parasitas internos e externos.
Composição: Sulfóxido de albendazole (2,5 mg/kg) + ivermectina (200 mcg/kg).
Diferenciais:
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Maior espectro de ação contra verminoses.
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Dois mecanismos letais de ação sobre os parasitas.
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Efeito sinérgico de máxima potência.
Dose: 1 mL/40 kg (via subcutânea), dose única no protocolo de entrada.
3. Redução do Estresse e Comportamento – FerAppease®
Objetivos:
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Reduzir o estresse e melhorar a conversão alimentar.
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Aumentar o desempenho produtivo e o ganho de peso.
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Reduzir custos gerais e refugagem.
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Potencializar a resposta imune e a eficiência biológica.
-
Melhorar consumo, hidratação e ruminação.
Composição: 1 g de feromônio redutor de estresse.
Uso: Aplicação tópica sobre os pelos — 5 mL no chanfro + 5 mL na nuca, em dose única no protocolo de entrada.
BENEFÍCIOS ESPERADOS COM O PROTOCOLO OUROFINO
| Indicador | Esperado com protocolo |
| Pneumonias (morbidade) | ↓ Redução de até 80% |
| Mortalidade por causas sanitárias | ↓ Redução de até 50% |
| Refugagem de cocho | ↓ Redução significativa em média de 50% |
| Ganho de peso diário (GPD) | ↑ Incremento de 100 a 200 g/dia |
| Conversão alimentar | ↑ Melhora de até 5% |
| Eficiência biológica | ↓ Reduz a necessidade de consumo para ganhar 1@ |
| Ganho de carcaça | ↑ Maior rendimento final |
| Retorno do Investimento | ↑ ROI: variável +5 a +10 em relação a animais não tratados |
A adoção de um protocolo sanitário eficaz no manejo de chegada dos animais ou no dia do processamento é um investimento de baixo risco e com grande retorno (ROI). O uso integrado de FerAppease, Evol e Feedlot Plus e proporciona:
- Um rebanho mais saudável e uniforme
- Menor uso de antibióticos curativos
- Redução significativa de perdas econômicas invisíveis
- Maior lucratividade
– Lembre-se: a prevenção sempre será mais barata e eficaz que o tratamento.
A produção de leite no Brasil atravessa um momento estratégico, combinando estabilidade estrutural com uma necessidade crescente de eficiência. Em 2024, o país registrou produção de aproximadamente 34 bilhões de litros de leite, segundo dados do IBGE e do Anuário do Leite (Embrapa, 2025), consolidando-se como o 3º maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. Apesar da posição de destaque, o Brasil enfrenta um grande desafio em produtividade individual por vaca.
Enquanto o Brasil possui um rebanho de cerca de 14,7 milhões de vacas em lactação, os Estados Unidos produzem mais do que o dobro de leite (102 bilhões de litros por ano) com um rebanho significativamente menor — aproximadamente 9,3 milhões de vacas. Isso revela um contraste claro: a eficiência produtiva por animal nos EUA é cerca de três vezes maior que a do Brasil. Se conseguirmos elevar o desempenho individual das vacas brasileiras, o impacto na produção total e na competitividade global seria imenso. Mais do que subir posições em rankings, trata-se de extrair o máximo potencial do que já temos, com sustentabilidade, sanidade e retorno financeiro.
Neste contexto, cada litro a mais de leite na média das vacas importa. Quem vive a rotina da produção leiteira sabe que toda melhoria é resultado de um conjunto de decisões e práticas que envolvem genética, nutrição, bem-estar e ambiente. A evolução que o setor alcançou nos últimos anos não foi casual, mas fruto de investimentos deliberados, focados em tecnologias que promovem eficiência. Com esse olhar estratégico, a Ourofino Saúde Animal reafirma seu compromisso com a produtividade sustentável ao incorporar ao seu portfólio, em março de 2025, o Boostin®, produto composto por somatotropina bovina recombinante (rbST), uma ferramenta consagrada há mais de três décadas no cenário da pecuária leiteira mundial.
A somatotropina bovina (bST) é um hormônio proteico naturalmente produzido pela hipófise dos bovinos, responsável por regular processos metabólicos importantes, e um destes processos é a manutenção da lactação. O Boostin® é a forma recombinante dessa molécula, produzida por tecnologia de DNA recombinante, e a sua utilização é uma estratégia para promover aumento da produção, maior persistência da curva de lactação e melhora da eficiência alimentar.
O ganho adicional de produção, com rbST, amplamente demonstrado na literatura científica, é em média de 4 litros de leite por vaca por dia. Esse resultado ocorre principalmente por dois mecanismos fisiológicos: a redução da apoptose (morte programada) das células secretoras da glândula mamária, o que prolonga sua vida produtiva, e a priorização do direcionamento de nutrientes e energia — especialmente glicose — para a glândula mamária, favorecendo a síntese de leite (BAUMAN, 1992; COLLIER et al., 2001; ST-PIERRE et al., 2014).
Recomenda-se que a aplicação do Boostin® se inicie somente após o pico de lactação, geralmente entre 60 e 100 dias em lactação (DEL), momento em que a vaca já apresenta balanço energético positivo e maior ingestão voluntária de matéria seca. Em vacas mestiças ou em sistemas com nutrição mais desafiadora, o acompanhamento técnico é indispensável para garantir que a introdução do Boostin® ocorra no momento mais adequado. A resposta produtiva ao uso da rbST é fortemente influenciada pelo nível de manejo: alimentação de qualidade, conforto térmico, sanidade e ausência de estresse são premissas indispensáveis para que a tecnologia atinja todo o seu potencial.
É importante ressaltar que, ao contrário de mitos que ainda circulam no meio produtivo, a rbST não representa risco à saúde animal ou humana. Diversos órgãos reguladores, como FDA (EUA), EFSA (União Europeia) e Codex Alimentarius atestam a segurança do seu uso. Além disso, sua adoção pode ter impacto ambiental positivo, pois permite maior produção com menor uso de recursos naturais, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade e redução da pegada de carbono da pecuária leiteira.
O Boostin® representa, portanto, uma ferramenta estratégica para propriedades que buscam eficiência produtiva, retorno financeiro imediato e alinhamento com as práticas mais modernas da bovinocultura leiteira. Com essa incorporação, a Ourofino amplia sua atuação no campo e reforça seu compromisso com soluções que entregam rentabilidade, inovação e eficiência que são medidas em litros.
