A indução de ciclicidade em novilhas é uma prática de extrema importância na pecuária para acelerar a reprodução dos animais e melhorar a eficiência reprodutiva do rebanho. O objetivo da técnica é estimular o início dos ciclos estrais nas novilhas que ainda não atingiram a maturidade sexual, permitindo que elas entrem mais cedo em reprodução.
A idade à puberdade é um fator chave para a lucratividade dos sistemas de produção. No Brasil, a idade média à puberdade de fêmeas zebuínas é de 22-36 meses, projetando a idade ao primeiro parto para 44-48 meses. A antecipação do primeiro parto para 24 meses, aumenta a taxa de desfrute do rebanho de 10 para 40%, tornando os sistemas mais produtivos.
Além disso, novilhas que atingem a puberdade antes do início da estação de monta, possuem maior taxa de prenhez à IATF quando comparadas às novilhas não cíclicas. Para aumentar a quantidade de novilhas cíclicas pré-estação de monta é necessário:
- Seleção genética para precocidade sexual;
- Nutrição adequada;
- Protocolo de indução de ciclicidade.
Os protocolos de indução de ciclicidade consistem na exposição das fêmeas aos hormônios esteroides Progesterona (P4) e Estradiol (E2). Os protocolos mais antigos consistiam na inserção do dispositivo intravaginal de progesterona (Sincrogest dispositivo®), previamente utilizado, o qual era mantido por 12 dias. No momento da retirada do dispositivo, uma dose de cipionato de estradiol era aplicada e após 12 dias, iniciava-se o protocolo de IATF.
Entretanto, a substituição do dispositivo intravaginal por uma aplicação de progesterona injetável de longa ação (Sincrogest Injetável®), detém a mesma eficiência, reduz a incidência de vaginite e deixa o protocolo muito mais prático.
Taxa de prenhez após a indução com dispostivo intravaginal e Sincrogest injetável®
Fig. 1 – Taxa de prenhez após a indução de ciclicidade com dispositivo intravaginal ou Sincrogest Injetável
Além da fonte de progesterona, outra dúvida frequente é quanto a utilização ou não do cipionato de estradiol, 12 dias após o início do protocolo de indução. Neste sentido, foram utilizadas 402 novilhas Nelore, de 14 meses, as quais foram divididas em três grupos experimentais, conforme o delineamento abaixo:
Os resultados demostraram que os animais que foram induzidos apresentaram maior taxa de ciclicidade e taxa de prenhez quando comparado ao grupo controle, entretanto, não houve diferença entre os tipos de indução.
Recentemente, em parceria com o Prof. Pietro Baruselli e Agropecuária Jacarezinho, fizemos um estudo comparando a aplicação única do Sincrogest injetável®, com a aplicação do Sincrogest injetável® associado à 1mg de cipionato de estradiol (SincroCP®), 12 dias após, conforme o delineamento a seguir:
Neste caso, foram utilizadas 638 novilhas da raça Nelore, com idade de 10 a 13 meses e escore de condição corporal 3,42 ± 0,02. Com relação à taxa de ciclicidade no D0 do protocolo de IATF, houve uma interação do tratamento com o peso dos animais. Novilhas que estavam mais leves (<281,4Kg) tiveram uma maior taxa de ciclicidade quando receberam o tratamento adicional com o 1mg do SincroCP®.
Animais tratados com o SincroCP® apresentaram maior taxa de prenhez aos 30 e 60 dias. Já com relação as perdas gestacionais, não houve diferença entre os grupos.
Fig. 5 – Taxa de prenhez aos 30 e 60 dias e a perda gestacional entre o DG30 e DG60, de acordo com os grupos experimentais. Gricio et. al., 2023.
A antecipação da puberdade por meio dos protocolos de indução de ciclicidade é uma importante estratégia para aumentar a produtividade e lucratividade nos sistemas de cria. Com isso, é possível concluir que o protocolo utilizando o Sincrogest injetável® é eficaz para indução de ciclicidade em novilhas, podendo este ser associado ou não ao SincroCP®.
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As infecções do aparelho geniturinário estão entre as patologias mais importantes da fêmea suína e podem se manifestar nas diferentes fases do ciclo de produção. Os prejuízos causados por essas patologias envolvem, principalmente, falhas reprodutivas, influenciando negativamente a produtividade do rebanho além de causar problemas na saúde geral das matrizes e consequente aumento nas taxas de mortalidade de porcas e de reposição (Sobestiansky et al., 1995; Almond et al., 2006; Drolet e Dee, 2006).
A infecção urinária na fêmea em produção é um dos mais importantes problemas que ocorre nos sistemas intensivos de produção de suínos, devido a sua relação com transtornos reprodutivos e por provocar aumento na taxa de descarte. Além disso, é a causa mais comum de morte súbita em porcas gestantes e lactantes, em decorrência dessas infecções no aparelho geniturinário, geralmente apresentam-se com diminuição no tamanho de leitegadas, aumento da ocorrência de descargas vulvares, retorno ao cio, e com quadros de mastite – metrite – agalaxia (MMA), (Dalla Costa e Sobestiansky, 1999).
Para Wentz (1986), as infecções genitais podem acontecer juntamente com infecções urinárias ou serem consequência delas, sendo a má higiene, principalmente nos locais onde as porcas habitualmente se sentam, um fator que promove alta pressão de infecção do ambiente, possibilitando maior ocorrência desse tipo de infecção.
Os distúrbios relacionados ao aparelho geniturinário de matrizes suínas estão entre os principais responsáveis pela diminuição da rentabilidade de granjas comerciais. Existem inúmeros transtornos envolvidos nas diferentes fases do ciclo produtivo, tais como: abortamento, anestro, descargas vulvares conforme (Fig.1 e 2), distocia, retorno ao cio, mumificação, natimortalidade, Síndrome MMA (metrite, mastite e agalaxia), matrizes vazias ao parto e cistite. As causas destes transtornos podem ter inúmeras origens, tais como: infecciosa, falhas de manejo, sazonalidade, deficiências nutricionais, deficiências de infraestrutura e entre outras.

Os prejuízos causados pelos problemas geniturinários na produção podem ocorrer de inúmeras maneiras e estão frequentemente relacionados com a redução da taxa de concepção e taxa de parto, com a redução do total de leitões produzidos, com o aumento do número de dias não produtivos (DNP) das matrizes na granja, com o aumento da taxa de descarte de matrizes e, consequentemente, influenciando a taxa de retenção. Portanto, gerando ineficiência do plantel em todas as fases do ciclo reprodutivo.
De acordo com Sobestiansky & Barcellos (2007), rebanhos com prevalência de infecção urinária superior a 16% representam um problema grave e em evolução, por isso é importante a identificação e correção dos fatores de risco e o tratamento do rebanho com quimioterápicos e uso de acidificantes.
Tendo em vista a importância da ocorrência da infecção urinária nos planteis comerciais de suínos, é necessário monitorar e mensurar a doença constantemente. Com isso a Ourofino Saúde Animal traz a solução com dois medicamentos importantes no tratamento dessa doença.
Resolutor é um antibiótico bactericida indicado no tratamento das doenças infecciosas bacterianas em suínos causadas por agentes Gram-positivos e Gram-negativos sensíveis à Marbofloxacina. Muito indicado para o tratamento de doenças do geniturinário devido a sua excreção via renal (urina), além de ser o mais concentrado do mercado, aplicação em dose única, menor período de carência, efeito pós antibiótico superior (7,5 horas) garantindo maior proteção para os animais e de baixo investimento por tratamento, visto que 1 frasco de Resolutor trata 2.500 kg de peso vivo.
Maxicam 2% é um anti-inflamatório não esteroide com atividade inibidora seletiva da cicloxigenase-2 (cox-2), que confere um duplo benefício terapêutico, resultando em excelente atividade anti-inflamatória, analgésica e antiexsudativa com mínimos efeitos gastrolesivos ou ulcerogênicos.
Além destes benefícios, o Meloxicam inibe ainda a infiltração de leucócitos no tecido inflamado e previne a destruição óssea e cartilaginosa que ocorre nos processos de inflamação degenerativa do aparelho locomotor. Tem ação prolongada (24 horas) e é o ativo de eleição na União Européia para o bem-estar animal.

REFERÊNCIAS DARTORA, V.; MORES, N.; WOLOSZYN, N. Procedimentos básicos na produção de suínos. BIPERS, v. 6, p. 3-18, jun. 1997. DROLET, R.; DEE S. A. Diseases of the urinary system. In: STRAW, B. E.; ZIMMERMAN, J. J.; D’ALLAIRE, S.; TAYLOR, D. J. (Ed.). Disease of Swine. 9. ed. Ames: Blackwell, 2006. p. 199- 217. SOBESTIANSKY, J. Infecção urinária em fêmeas em produção. In: SOBESTIANSKY, J.; BARCELLOS, D. E. S. N. Doenças dos suínos. Goiânia: Cânone Editorial, 2007. p. 127-141.
As doenças reprodutivas comprometem a fertilidade e o desempenho produtivo dos animais, causando um grande impacto econômico para as propriedades. Os problemas reprodutivos consistem em: baixa taxa de prenhez, morte embrionária precoce e tardia, abortos, e nascimentos de bezerros prematuros, fracos ou natimortos.
Em geral, as perdas gestacionais em bovinos por conta das doenças reprodutivas varia de 5% a 30%. Algumas das principais causas incluem doenças reprodutivas de caráter infeccioso (doenças bacterianas, virais, fúngicas, parasitárias) e não infeccioso (causas nutricionais, metabólicas, manejo e estresse térmico) (GILBERT, 2019).
Com relação às causas infecciosas, as principais doenças são: Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR), Diarreia Viral Bovina (BVD) e a Leptospirose.
1- IBR
É uma doença viral, altamente contagiosa, causada por um Hespesvírus Bovino tipo 1 (BoHV-1). O vírus pode permanecer em estado de latência por longo período, principalmente nos gânglios nervosos. Dessa forma, o animal infectado permanece portador do vírus por toda a vida.
- Sinais Clínicos: febre; tosse; depressão; perda de apetite; lesões de mucosa; vulvovaginite pustular infecciosa; descarga nasal; conjuntivite; queda na produção de leite; infertilidade; aborto.
- Prevenção: O controle consiste na vacinação e nas boas práticas de manejo, prezando pelo bem-estar animal.
2- BVD
É uma doença produtiva, imunossupressora, provocada por um Pestivirus que possui dois genótipos diferentes. Quando a fêmea se contamina de 40 a 120 dias de gestação, formam-se os animais persistentemente infectados (PI), ou imunotolerantes. Na maioria das vezes a gestação é interrompida, mas 1 a 2% dos casos os fetos sobrevivem. O PI é a principal fonte de transmissão no rebanho, sendo responsáveis pela manutenção do vírus dentro das fazendas.
- Sinais Clínicos febre, infertilidade, abortos, má formação do feto, diarreia, erosões bucais, óbito.
- Prevenção: Duas estratégias devem ser realizadas: se concentrar na remoção dos animais persistentemente infectados e na vacinação do rebanho.
3- Leptospirose
Uma doença causada por bactérias do gênero Leptospira, a doença é endêmica e altamente prevalente. Também possui potencial zoonótico.
- Sinais Clínicos: Abortos, retenção de placenta, alterações congênitas, nascimento de bezerros fracos, redução na produção de leite e infertilidade.
- Prevenção: a prevenção envolve a vacinação, o controle de roedores e vetores, a manutenção de uma boa higiene nas instalações e a realização de quarentena para animais recém introduzidos no rebanho.
É importante que os produtores consultem um veterinário para determinar o melhor calendário vacinal de acordo com a realidade do rebanho. Para isso, é necessário levar em consideração as condições locais, o histórico de doenças e o estado imune dos animais.
Visto isso, nós da Ourofino Saúde Animal trazemos a solução ideal para aumentar a eficiência reprodutiva reduzindo as perdas gestacionais no rebanho. Supravac 10® é uma vacina completa, inativada que previne contra as principais doenças reprodutivas e respiratórias dos bovinos.
Independentemente da aptidão do bovino quanto a corte ou leite, verifica-se que a eficiência reprodutiva está diretamente relacionada à taxa de prenhez e manutenção da gestação. Por mais que os produtores redobrem os cuidados com manejo e ambiência, muitas vezes o estresse térmico é um vilão que passa desapercebido aos olhos dos produtores e causa enorme prejuízo na produtividade dos rebanhos.
Um dos principais problemas em vacas leiteiras é o estresse térmico que compromete a produtividade e a reprodução dos rebanhos. O estresse térmico ocorre quando a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar estão elevadas, dificultando a dissipação de calor. A zona de conforto térmico das vacas oscila entre -5 °C a 22 °C. Valores fora dessa faixa indicam que os animais estão em situação de estresse térmico.
A infertilidade causada pelo estresse térmico é um problema de ordem multifatorial, pois afeta as funções fisiológicas e celulares em vários tecidos. No que diz respeito à função reprodutiva, o estresse térmico compromete o crescimento folicular, a secreção hormonal, a composição do fluido folicular, a função do endométrio, o fluxo sanguíneo para o útero, a qualidade oocitária e a capacidade de desenvolvimento do embrião.
Além das estratégias de manejo que buscam um melhor conforto térmico para os animais, é possível minimizar os danos reprodutivos por meio de estratégias farmacológicas, por exemplo: suplementação de progesterona após a inseminação.
A aplicação de 900 mg (6 mL) de Sincrogest Injetável®, 4 dias após a inseminação em vacas holandesas de alta produção, aumentou a taxa de concepção aos 30 dias (Figura 1).

A suplementação com o Sincrogest Injetável® após a inseminação, associada às práticas de manejo, são importantes ferramentas para amenizar os danos causados pelo estresse térmico. A combinação destas estratégias pode ser uma alternativa para um programa reprodutivo rentável e bem-sucedido durante o verão.
Inúmeros são os hormônios envolvidos no controle do ciclo estral bovino. O objetivo deste artigo é abordar a ação da prostaglandina (PGF-2α), bem como, as consequências das falhas de sua eficácia.
O corpo lúteo é uma glândula transitória formada no ovário após a ovulação. Sua função é secretar a progesterona, que é o hormônio responsável pela manutenção da gestação. Na ausência do embrião, o endométrio uterino irá secretar a PGF-2α que vai induzir a luteólise, ou seja, a regressão deste corpo lúteo, fazendo com que esta fêmea retorne à ciclicidade.
Na fêmea bovina, para que ocorra a luteólise, são necessários pulsos sequenciais de PGF-2α, mais precisamente, 4-7 pulsos de curta duração (3-6horas), durante 2 a 3 dias, provocando o declínio da progesterona. Esse fato estimula a pulsatilidade do hormônio luteinizante (LH). Uma das funções do LH é promover um maior crescimento final do folículo dominante/ovulatório, aumentando a probabilidade de ovulação e reinício de um novo ciclo estral.
Devido à função luteolítica da PGF-2α, ela é amplamente utilizada em programas reprodutivos, para controle e regulação das concentrações de progesterona durante os protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo). A redução rápida nos níveis plasmáticos de progesterona é fundamental para obtenção de bons resultados nos protocolos de IATF, uma vez que, se estiver acima de 0,3 ng/mL, diminui a chance da fêmea ovular, influenciando negativamente os resultados. Com a queda acentuada da progesterona, temos um aumento na pulsatilidade de LH, que promove maior crescimento do folículo dominante, resultando em maior secreção de estrógeno, maior expressão de cio, maior probabilidade de ovulação e prenhez.
De maneira geral, existem no mercado alguns análogos de PGF-2α, entre eles, o Dinoprost Trometamina e o Cloprostenol Sódico, que é a solução mais utilizada mundialmente para esse fim. A diferença principal dessas moléculas é que o Cloprostenol Sódico possui um anel de cloro benzílico em sua molécula, o que reduz a ação enzimática responsável pela degradação, fazendo com que este seja mais resistente ao metabolismo quando comparado ao Dinoprost. Essa característica faz com que o Cloprostenol Sódico tenha meia vida plasmática 23 vezes maior que o Dinoprost trometamina (aproximadamente 3 horas versus 8 minutos, respectivamente; MACCRACKEN et al., 1999).
O sucesso dos protocolos reprodutivos depende da eficácia da prostaglandina e do controle da concentração de progesterona na fase final do desenvolvimento folicular. Acerte na escolha e lidere seus resultados com a prostaglandina líder de mercado, o Sincrocio® que é a PGF-2α da Ourofino Saúde Animal. Sincrocio® tem como princípio ativo o Cloprostenol Sódico que é o melhor análogo do mercado. Apresenta um potente agente luteolítico que proporciona a sincronização eficaz de cio e maximiza a fertilidade quando utilizada em protocolos de inseminação artificial em tempo fixo.

A eficiência reprodutiva está diretamente relacionada com a rentabilidade dos rebanhos leiteiros. A seleção genética de fêmeas com alta produção leiteira aumentou também o desafio reprodutivo, sendo necessário o emprego de tecnologia para alavancar os índices reprodutivos.
Com a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é possível obter taxas de concepção semelhantes quando comparado a observação de cio. Com a IATF é possível aumentar a taxa de serviço após o período de espera voluntário e diminuir o intervalo entre o parto e a inseminação, alcançando, melhor eficiência reprodutiva e consequentemente maior lucratividade.
A emergência de uma nova onda folicular no início do protocolo de IATF é uma premissa de extrema importância para o emprego da ferramenta em fazendas leiteiras. Falha nesta etapa resultará na formação de um folículo persistente. Vários estudos demonstraram que a ovulação de folículos persistentes, ou seja, ovulação de um oócito envelhecido, pode reduzir drasticamente a fertilidade de fêmeas em reprodução.
Prova disso, foi a verificação em um estudo em que vacas leiteiras de alta produção foram submetidas à um protocolo de IATF a base de estradiol e progesterona. Neste estudo, 30% das fêmeas não tiveram a emergência de uma nova onda folicular, e isso impactou negativamente na taxa de concepção quando comparado as fêmeas que tiveram a emergência de uma nova onda folicular (21% vs. 43%).
Frente a esta falha no início do protocolo de IATF, a comunidade científica pesquisou estratégias para melhorar a eficiência do protocolo. A principal estratégia desenvolvida foi inclusão de uma aplicação do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) no início do protocolo de IATF, que na presença de um folículo responsivo (tamanho adequado), provocará a ovulação e consequentemente a emergência de uma nova onda folicular.
Para colaborar com o aumento da produtividade e com a lucratividade das fazendas, a Ourofino embasada em resultados científicos, sugere que no dia 0 do protocolo desafio, seja realizado a aplicação de 2,5mL de Sincroforte® (super análago de GnRH).
Associado a aplicação de GnRH no início do protocolo de IATF, a estratégia de pré-sincronização é uma ferramenta que potencializa a fertilidade dos programas reprodutivos em fazendas leiteiras. A pré-sincronização tem como objetivo preparar a fêmea para responder ainda melhor ao protocolo. A pré-sincronização busca desenvolver um folículo capaz de ovular com a aplicação do GnRH no início do protocolo, melhorando por sua vez a emergência de uma nova onda folicular e a concentração de progesterona durante o desenvolvimento folicular.
Existem diversos tipos de pré-sincronização, mas os objetivos principais são:
- aumentar a resposta ao GnRH;
- aumentar a concentração de progesterona circulante durante a fase de desenvolvimento da nova onde folicular.
A Ourofino vem pesquisando junto com universidades e pesquisadores parceiros, um modelo de pré-sincronização utilizando a aplicação de 2 mL do Sincrogest Injetável, sete dias antes de iniciar o protocolo de IATF. Até o momento, nossos resultados tem demonstrado mesma eficácia quando comparado a pré-sincronização com o dispositivo, dessa maneira, se comprovando como uma boa estratégia de pré-sincronização.

Figura 1: Sugestão de protocolo de IATF para fêmeas produtoras de leite que se encontram em desafio.
A pré-sincronização de fêmeas leiteiras em lactação com 2mL do Sincrogest Injetável, sete dias antes de iniciar o protocolo de IATF, é uma estratégia flexível e prática, necessitando de um manejo, apenas. Além disso, está alainhada ao cronograma reprodutivo e manejo das fazendas leiteiras, possibilitando a aplicação dos fármacos no mesmo dia da semana.
Na última semana, a Ourofino Saúde Saúde reuniu, em Cravinhos (SP), mais de 100 médicos-veterinários dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina no encontro Sincronize, evento com foco em sanidade e reprodução em gado leiteiro.
A programação contou com apresentações do professor Pietro Baruselli, da FMVZ-USP, dos especialistas técnicos da Ourofino Bruna Gomes e Rodolfo Mingoti, do sócio-diretor do laboratório Axys Análises, Fabrício Torres, e do médico-veterinário Thiago Carneiro.
O Sincronize é a plataforma da Ourofino com foco em reprodução, com práticas que contribuem com a produtividade da pecuária e que promovam o uso da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).
A IATF é uma das principais ferramentas reprodutivas que vem ganhando espaço nas propriedades rurais e que auxilia a pecuária a ser cada vez mais sustentável, com produtividade e rantabilidade.
“O Sincronize incentiva o uso da tecnologia por meio de materiais informativos, orientações no campo e parcerias com médicos-veterinários e empresas do setor”, explica Gustavo Paranhos, gerente de Marketing da Ourofino Saúde Animal.
Saiba mais em: https://sincronize.ourofinosaudeanimal.com/
Retenção de Placenta
A retenção de placenta é uma condição patológica que ocorre quando há falha do processo fisiológico de expulsão dos anexos fetais (placenta). Normalmente, esses devem ser expulsos em até 12 horas após o parto. Caso a expulsão não ocorra nesse intervalo, podemos diagnosticar o quadro como retenção de placenta.
Fatores Predisponentes
A origem da retenção de placenta é multifatorial e incidência vai depender de cada rebanho e manejo específico realizado nas propriedades. Principais fatores predisponentes:
- Dificuldades no parto (distocias, partos gemelares, natimorto);
- Grandes intervenções no momento do parto;
- Atonia uterina;
- Estresse
- Problemas no manejo nutricional;
Sinais Clínicos
Os sinais mais evidenciados nos casos de retenção de placenta são:
- Presença de restos placentários (total ou parcialmente);
- Esforços expulsivos recorrentes;
- Secreção vaginal;
- Odor fétido.

Impacto Econômico
A retenção de placenta provoca muitos impactos produtivos e reprodutivos nas fêmeas. São alguns deles:
- Redução na ingestão de matéria seca no periparto;
- Redução na produção leiteira;
- Atraso na involução uterina e reinício da atividade ovariana;
- Baixa eficiência reprodutiva;
- Aumento do intervalo parto-concepção;
- Predispõe a doenças secundárias: metrite, endometrite, cetose, mastite.
Solução Ourofino

A utilização do Sincrocio no dia do parto (repetir após 48 h) auxilia na expulsão dos envoltórios fetais e acelera o processo de involução uterina. Essa ferramenta ajuda a reduzir a incidência da retenção de placenta nas propriedades leiteiras.
Tratamento

O sucesso do tratamento da retenção de placenta depende diretamente escolha do melhor antibiótico para ser usado. Acerte com Lactofur e traga os animais de volta para produção!
Quando o assunto é reprodução animal, logo vem à cabeça, qual o melhor protocolo de IATF? De fato, utilizando diferentes fármacos e associações, inúmeros protocolos hormonais podem ser desenvolvidos para controle do ciclo estral da fêmea bovina. No entanto, independente do protocolo de IATF escolhido algumas ações podem ser implementadas como estratégia de refinamento do protocolo, tendo como principal objetivo aumentar a fertilidade das matrizes em reprodução e melhorar a taxa de prenhez.
Estratégias de refinamentos do protocolo abordam a reprodução de bovinos de maneira mais ampla, sendo assim, devemos agora “mudar a chave” do uso do melhor protocolo de IATF para implementação de um Programa Reprodutivo na fazenda de cria. O programa reprodutivo, está além do protocolo de IATF, sendo ações especificas que devem ser implementadas antes e durante o protocolo de IATF.
Podemos dividir os programas reprodutivos em duas etapas:
- Etapa 1: Estratégias prévias ao protocolo de IATF
- Etapa 2: Novas abordagens dentro do protocolo IATF
A primeira etapa do programa reprodutivo tem como objetivo minimizar a intensidade do anestro pós-parto que ocorre em vacas paridas. O anestro pós-parto ocorre devido à presença do bezerro e a baixa disponibilidade de forragem que diminuem a pulsatilidade do hormônio luteinizante (LH), resultando em um menor crescimento final do folículo dominante e consequentemente, menor taxa de ovulação.
Com o propósito de reimaginar a saúde animal, a Ourofino em parceria com universidades, desenvolveu o protocolo Pré-synch Ourofino, que consiste na aplicação de progesterona previamente ao protocolo de IATF. Neste protocolo, as vacas paridas recebem uma aplicação de 1mL de Sincrogest injetável, 10 dias antes de iniciar o protocolo de IATF.
Após 5 anos de estudos e mais de 11.000 fêmeas pré-sincronizadas, esta estratégia se consolidou como sendo uma das mais importantes da atualidade, demonstrando sólidos resultados para aumentar a prenhez em vacas de corte paridas. Esta estratégia está bem consolidada e é responsável por incrementar em 7% a prenhez de fêmeas paridas.
A segunda etapa de um programa reprodutivo baseia-se no emprego de novas abordagens de refinamento do protocolo de IATF. O bastão marcador é uma técnica que constitui da aplicação de tinta colorida na região sacro-caudal das vacas, no momento da retirada dos dispositivos de progesterona utilizados no protocolo de IATF.
A leitura do bastão é feita no momento da inseminação artificial em tempo fixo e a intensidade da monta avaliada pela retirada da tinta indica se a vaca teve alta, média ou baixa expressão de cio. Neste sentido, a Ourofino pesquisou os efeitos de incluir uma aplicação de 2,5mL de Sincroforte no momento da IATF em fêmeas que não demonstraram cio. Vários estudos foram e estão sendo conduzidos e, até o momento, mais de 6.000 animais foram analisados. Os resultados demonstram um aumento de 11% da taxa de prenhez.
Sustentado por sólidos resultados obtidos em ambas as estratégias e consolidando anos de pesquisa com mais de 17.000 vacas incluídas em estudos científicos, a Ourofino desenvolveu o Protocolo Ouro, que consiste na associação de ambas as estratégias:

Figura 1. Protocolo de IATF exclusivo Ourofino para vacas em anestro (paridas).
Os resultados do Protocolo Ouro demonstraram até o momento um aumento de 15,3% na prenhez das vacas paridas que foram pré-sincronizadas, não demonstraram cio e que receberam a aplicação do Sincroforte® no momento da IATF.
Quando comparamos uma glândula mamária não infectada e uma glândula mamária infectada durante o período seco, vemos que existe um risco maior de mastite clínica durante a próxima lactação. Ainda, a mastite clínica em vacas que tiveram novas infecções durante o período seco acontece de forma mais rápida após o parto do que em vacas não infectadas no mesmo período. Portanto, as estratégias de controle de novas infecções durante o período seco são fundamentais para diminuir as taxas de mastite clínica após o parto. Porém, vários fatores podem influenciar de forma conjunta o aparecimento do caso clínico, como por exemplo as características individuais das vacas, as instalações da fazenda e a forma com a qual o manejo é realizado no período seco.
Vacas com CCS alta, acima de 200.000 células/mL tem maior probabilidade de desenvolverem novas infecções e o grande problema é que a infecção pode aparecer no final de uma lactação e permanecer até o início da próxima lactação, quando o protocolo de secagem é mal realizado. Vacas mais velhas também possuem maior risco de casos clínicos após o parto, o que vem sendo sugerido pelas alterações anatômicas do teto e diminuição da capacidade imunológica.
Dos fatores de manejo associados ao desenvolvimento da mastite clínica, estão a falta de higiene, pelo maior desafio de patógenos do ambiente, higiene na administração da bisnaga de vaca seca, instalações do início e do fim do período seco e a área de parto.
Algumas estratégias podem ser implementadas na secagem para melhorar a saúde do úbere pós-parto. Na nutrição, podemos garantir o adequado balanceamento de vitaminas e minerais; realizar vacinações quando o temos perfis de infecção muito estabelecidos na propriedade bem como estabelecer um padrão de duração de período seco para todos os animais. Por isso, o cuidado durante o momento da secagem é fundamental. A realização de testes diagnósticos deve ser feita quando possível, para estabelecermos a dinâmica de infecção da fazenda e atuar diretamente no patógeno causador dominante. Por fim, atenção necessária à vaca seca, em ambiente confortável e alimentação adequada até o momento do parto.
A Ourofino Saúde Animal possui um protocolo de secagem poderoso! A dupla Ciprolac Vaca Seca e Sellat possuem resultados comprovados a campo com mais de 2.000 quartos mamários analisados. O protocolo Ourofino demonstrou alta taxa de cura clínica das mastites vindas da lactação, como também diminuiu as novas infecções durante o período seco. O resultado: menos mastite clínica nos primeiros 60 dias após o parto.
