A preservação da silagem acontece porque a presença de bactérias anaeróbicas (bactérias que não precisam de oxigênio para realizar seus processos) permite a conversão dos carboidratos solúveis do material ensilado em ácidos orgânicos e outros produtos da fermentação, fazendo com que o meio fique impróprio para o crescimento de microrganismos indesejáveis.
Os maiores entraves e pontos de controle de uma boa silagem estão na colheita, compactação e vedação do silo, isso porque, se esses processos não forem feitos corretamente, podem provocar degradação da silagem, facilitando o desenvolvimento de fungos. Durante o armazenamento, devemos considerar uma lona de qualidade, pesos aplicados sobre o silo e proteção contra a entrada de animais e possíveis rasgos.

No entanto, a vedação não é tão simples. Isto porque as lonas convencionais não têm a capacidade de bloquear a entrada de ar, já que possuem o proposito de COBERTURA. Essas lonas são escolhidas por sua micragem e proteção contra raios UV. Mais recentemente temos a tecnologia das barreiras de oxigênio, que, por sua vez, tem a capacidade de VEDAÇÃO, diminuindo a entrada de ar pelo material em cerca de 60 vezes.
A SilageSeal é a lona de vedação da Ourofino, possui filme com multicamadas de alta performance com Poliamida protegida, que reduz drasticamente a passagem de oxigênio pela superfície do silo, garantindo menor descarte de silagem e melhor qualidade.
Em estudo comparativo, SilageSeal foi aplicada na metade de um silo, comparativamente a uma lona convencional, com pequena capacidade de vedação. Após 40 dias de armazenamento, o silo foi aberto para avaliação e amostras da superfície foram coletadas para análise.
Os resultados foram surpreendentes, mas destacamos a diferença na quantidade de AMIDO, principal fonte energética da silagem: abaixo da SilageSeal esse valor permaneceu alto, em torno de 32%, enquanto na amostra coletada abaixo da lona convencional, o amido restante estava em 5%, indicando que houve proliferação de microrganismos aeróbicos que deterioraram a silagem.

Conte com a qualidade SilageSeal para vedação e proteção da sua silagem!
O processamento da silagem envolve vários passos que devem ser muito bem monitorados previamente e planejados anteriormente à colheita. Essa integração faz com que a fermentação aconteça de forma adequada, e que a fase de estabilização (alta produção de ácido e baixo pH) seja antecipada. Quando mais eficiente ela ocorrer, menos perdas de matéria seca e formação de produtos indesejáveis teremos.

Já se sabe que o uso de inoculantes que intensifiquem a ação de bactérias ácido-láticas (LAB) são muito vantajosos para qualquer tipo de cultura a ser ensilada. O inoculante consegue otimizar o processo fermentativo, ao passo que coordena a ação de determinadas bactérias e pode controlar e/ou inibir produtos indesejáveis para a silagem, como fungos, etanol e amônia. O processo de inoculação tambem beneficia a digestibilidade dos nutrientes ruminais e consequentemente o desempenho.
Quando uma forragem é ensilada, para melhorar a estabilidade aeróbica e evitar a proliferação de fungos/leveduras, duas condições são exigidas: baixo pH (para inibição do crescimento bacteriano) e ausência de oxigênio (para reduzir a proliferação de leveduras e fungos). A adição de inoculantes estimula a produção de ácido lático e consequentemente leva a uma rápida queda do pH, e pode dependendo da bactéria presente produzir ácido acético para inibir leveduras e fungos.
Os inoculantes da linha SiloSolve recebem mais um integrante comercializado pela Ourofino Saúde Animal: o SiloSolve FC. Esse inoculante inova com a exclusiva combinação da cepa bacteriana L. buchneri 1819 com a cepa L. lactis O-224. É um produto sinérgico, indicado para qualquer tipo de cultura, e dentre seus principais destaques estão a rápida acidificação, tecnologia exclusiva Oxycap® e estabilidade aeróbica com apenas 7 dias de fermentação. A tecnologia Oxycap® é patenteada para a cepa de L. lactis, que consegue fazer a captação de oxigênio desde o início do processo fermentativo. A diminuição do oxigênio é muito benéfica para a qualidade da silagem, inibição de microrganismos aeróbicos deteriorantes da silagem.
Estudos comprovam que a utilização do SiloSolve FC silagem de milho aumenta a estabilidade aeróbica, ainda mais em silagem bem compactada. Além disso, interfere na redução dos níveis de micotoxina, como a fumonisina B2 (Gallo et al., 2018). Mais recentemente provou-se além destes resultados prévios com a inoculação do SiloSolve FC, um menor nível de etanol produzido e maiores concentrações de propilenoglicol.
Escolha SiloSolve FC para otimizar o processo fermentativo da sua silagem, com alta eficácia, produtividade e tecnologias exclusivas.
Para ter sucesso na atividade pecuária, seja leite ou corte, precisamos intensificar o planejamento da suplementação volumosa. No Brasil, a principal forma de conservação de forragem é a ensilagem, que pode ser realizada em várias culturas, como: gramíneas, milho, sorgo, aveia e entre outros.
No entanto, para o sucesso de uma boa silagem é fundamental o conhecimento da lavoura original, planejamento, utilização de mão de obra treinada e capricho com o processo, que inclui:
- Boa compactação;
- Monitoramento do tamanho de partícula;
- Vedação;
- Inoculação;
- Desabastecimento adequados.
O milho é a principal cultura utilizada devido seu alto valor nutritivo, porém a oscilação dos preços de insumos (como sementes e defensivos) podem reduzir a viabilidade econômica e impactar diretamente no resultado esperado com essa cultura.
Com o objetivo da redução do custo de produção e menor interferência das variações climáticas, o uso de capins tropicais, em específico dos gêneros Brachiaria, Panicum e Panisetum, tem sido boas alternativas para a suplementação volumosa.
O capim-elefante, por exemplo, apresenta excelente potencial para a ensilagem, por sua alta produção de biomassa e bom valor nutritivo. O cultivar BRS Capiaçu, lançado pela Embrapa, apresenta boa resistência aos estresses hídricos e boa característica de rebrota. Seu potencial de produção pode chegar a altos valores tonelada/ha/ano, sendo uma opção interessante.
Embora os teores de proteína e energia (NDT) sejam inferiores às silagens de milho e sorgo, a capacidade de produção por área pode ser em alguns casos maior do que as demais. Os capins tropicais, no entanto, caracterizam-se por baixos teores de matéria seca e carboidratos solúveis, que podem comprometer a fermentação e intensificar as perdas por efluentes.
As silagens de gramíneas precisam adequar algumas situações durante a fermentação, para evitar o desenvolvimento de bactérias do gênero Clostridium produtoras de ácido butírico e principais causadoras da deterioração desse tipo de cultura. Nos casos em que o pré-emurchecimento (pré-secado) pode ser realizado, vemos maior equilíbrio de matéria seca e diminuição dessas fermentações secundárias. No entanto, o tempo de secagem do material no campo é dependente das condições climáticas da região, principalmente intensidade de radiação solar, velocidade do vento, umidade relativa do ar e temperatura.
A quantificação do teor de ácido butírico reflete a atividade clostridiana e altos valores de pH (normalmente acima de 4,2). Além disso, a combinação da elevada umidade, alto pH e clostrídios podem aumentar muito as perdas de proteína, devido à proteólise intensa, formação de amônia e aminas. O principal objetivo do uso de bactérias homofermentativas em silagens de capim é reduzir a quantidade de clostrídios e diminuir as perdas totais de MS, proteína e energia.
O SiloSolve MC, inoculante homofermentativo, trabalha em sinergismo na cultura de gramíneas, produzindo rapidamente o ácido lático e acelerando o processo de acidificação. Além disso, o produto conta com cepa patenteada para o controle direto dos Clostrídios (L. lactis SR 3.54), diminuindo as perdas totais da silagem e a produção de produtos indesejáveis, como a amônia, fungos e leveduras.

Quer saber mais sobre Silagem? Escute agora o podcast Ourofino em Cast sobre “Inoculantes para silagem“.
Fermentar a silagem significa que microrganismos vão consumir os carboidratos da planta e transformá-los em ácidos, principalmente o ácido lático. No entanto, este processo acontece na ausência de oxigênio. Então, para que um processo fermentativo seja de qualidade, algumas premissas devem ser atingidas, e, assim, definiremos se ele irá acontecer de forma mais fácil ou mais difícil.
O primeiro pilar de atenção, que merece foco total, independente da cultura a ser ensilada, é a compactação. Ela definirá qual será a densidade em quilos para cada metro cúbico do silo, ou seja, quanto maior é a densidade, melhor foi a compactação e mais rápido atingiremos o estado de ausência de ar. Se ela não for bem-sucedida, seja por baixo peso de máquinas ou por alto teor de matéria seca (que dificulta a compactação), teremos problemas na acidificação e demora do processo fermentativo.

Para auxiliar esse processo fermentativo, tem-se utilizado alguns aditivos. O melaço, farelos, bagaços de frutas são, geralmente, utilizados com a função de aumentar os carboidratos solúveis e facilitar essa acidificação.
Por outro lado, temos a inclusão dos inoculantes bacterianos, que conseguem modular o processo fermentativo e, de forma sinérgica, antecipar a acidificação.
Além da modulação da fermentação, os inoculantes são estrategicamente incluídos no processo para inibir alguns microrganismos indesejáveis durante o processo, que consomem a matéria seca ensilada e diminuem a qualidade do material. Então, quanto mais rápido conseguirmos fermentar, melhor será a qualidade da silagem e menor proliferação de microrganismos deteriorantes teremos. O atraso da diminuição do pH possibilita a fermentação indesejada, e produção de gases como CO₂ e ácidos ruins, como o butírico, além da formação de amônia, ou seja, perda da qualidade do material.
Mas, todos os inoculantes realizam este processo da mesma maneira? A resposta é NÃO! Cada inoculante possui um propósito diferente, que deve ser cuidadosamente avaliado, de acordo com o principal desafio encontrado naquele momento de colheita e ensilagem. Além disso, esse processo será muito dependente da taxa de inoculação de cada inoculante, definida pela quantidade de bactérias que realmente irá trabalhar na fermentação para cada grama de forragem inoculada.
A Ourofino Saúde Animal conta com dois inoculantes preparados para diferentes propósitos e situações. O SiloSolve MC é o inoculante indicado para aquelas culturas de difícil fermentação, seja por baixo carboidrato solúvel ou por alto teor de umidade. Já o SiloSolve AS, é um inoculante de dupla ação, que favorece a fermentação inicial, porém vai auxiliar também a maior estabilidade aeróbica do material, principalmente em culturas de alto risco de fungos e leveduras no pós-abertura.
Em testes recentes conduzidos pela Chr. Hansen, empresa fabricante dos inoculantes SiloSolve MC e SiloSolve AS, foi possível observar que ambos possuem rápida acidificação e atingem pH adequado nas primeiras 10 horas de fermentação.

Saiba qual o principal desafio das condições de fermentação da silagem da sua propriedade e escolha bons produtos, capazes de modular o processo fermentativo e inibir a deterioração do volumoso.

A silagem de sorgo é um volumoso de bom valor nutritivo assim como a silagem de milho, comumente utilizada em muitos sistemas de produção. Pode ser uma excelente alternativa devido sua alta produção, com menor custo e bom valor energético. Embora tenha a digestibilidade (o quanto o animal aproveita de nutrientes) menor que a do milho e um teor de fibra maior, pode sustentar facilmente o desempenho dos animais. No entanto, com os híbridos atuais a sua exigência e cuidados são semelhantes ao milho.

O cuidado com o processamento e o manejo de ensilagem deve ser o mesmo de qualquer outra silagem. Sabemos o quanto é importante obedecer a correta compactação, ponto de colheita e vedação. Além disso, quando inoculada, a silagem de sorgo pode se apresentar com menos perdas de fermentação e maior digestibilidade quando comparada aquela não inoculada. Para o ponto de colheita, a regra é fazer a determinação do teor de matéria seca, assim como fazemos para outros cultivares. Podemos utilizar o forno micro ondas ou uma air fryer por exemplo. Para melhor aproveitamento do grão de sorgo, usualmente ensilamos o material entre 30 e 35% para permitir boa compactação, menor risco de perdas ou chorume excessivo e melhor quantidade de amido do grão. Quando deixamos passar muito de 35% o grão fica muito resistente, dificultando a quebra pela ensiladeira e consequentemente perde sua eficiência na digestão do animal.
O tamanho de partícula vai variar de acordo com o tipo de ensiladeira e amolação das facas mas normalmente fica entre os 0,5 e 1,5 cm. Ressaltamos aqui a importância de realizar o teste de separação de partículas com a peneira Penn State, para também determinar a correta estratificação do material picado. Partículas muito pequenas não favorecem boa ruminação enquanto partículas muito grandes podem proporcionar maior índice de seleção no cocho. Mais tempo selecionando significa menos tempo se alimentando de fato, resultando em menor produção.

Por fim, além do cuidado com o processamento em si, temos alternativas que nos auxiliam à obtenção de um melhor material. A utilização de inoculantes microbianos aliada à correta vedação com barreiras de oxigênio contribuem para maior produção desejável de ácido lático, menos perdas de matéria seca e menor produção de fungos ou leveduras. A Ourofino Saúde Animal conta com o Silosolve MC, que pode perfeitamente ser utilizado na silagem de sorgo. O Silosolve MC é o único com patente no mercado para o controle direto de clostrídios, muito comuns em materiais mais úmidos. E, para vedar corretamente o material, conte com SilageSeal, barreira de oxigênio que vai reduzir drasticamente a entrada de ar no silo, aumentando a qualidade de fermentação e diminuindo as perdas.
Quando pensamos em efetividade de fermentação, temos três grandes características a analisar: ausência de oxigênio, produção de ácido lático (queda rápida do pH) e diminuição de microrganismos deteriorantes. É claro que quando respeitamos essas regras, e isso está diretamente relacionado à efetividade do manejo durante a ensilagem, temos menos chance de que ao final algo saia fora do planejado. Mas temos sempre que saber que, nenhuma tecnologia, por melhor que ela seja, corrige erros de processo, portanto temos que sempre nos atentar a cada fase, da colheita à retirada. O bom manejo aliado a um bom produto é a chave de sucesso da silagem.

Se formos analisar então o que pode melhorar a qualidade da silagem, temos dois grandes fatores de interferência: aqueles ligados à planta e aqueles dependentes da forma que realizamos a ensilagem. O fato da planta possuir alto teor de açúcares ajuda (e muito) na rapidez da fermentação e queda do pH. Então é claro que culturas com pouco açúcar vão ter maior dificuldade de fermentação inicial e seriam ótimas indicações para um inoculante com bactérias homoláticas (produtoras de ácido lático) que auxilie nessa fase. O SiloSolve MC, por exemplo, é uma ótima indicação para esse cenário, já que culturas de alta umidade são difíceis de fermentar e possuem alta chance de proliferação clostridiana.
Mas e o outro cenário? Aquela silagem “boa”, com boa quantidade de carboidratos solúveis, teor de matéria seca menos desafiador, alta porcentagens de grãos quebrados e ótima compactação? Essa silagem precisa de “reforço” de um inoculante? Teremos aqui dois pontos importantes a analisar. O primeiro é a fermentação que acontecerá mais facilmente nessa silagem, pois possui os “ingredientes” que mencionei acima e que não podem faltar. Porém, um segundo ponto muito importante que não podemos deixar de observar é: já que essa silagem boa tem muitos grãos disponíveis, ela não seria um prato cheio para leveduras e fungos no pós-abertura? E a resposta é sim! Por ser boa, torna-se também um risco, não de fermentação, mas de instabilidade aeróbica, por esquentar no cocho.
Para esses casos, temos o Silosolve AS, um inoculante misto, de dupla-ação, com duas cepas homoláticas e uma cepa heterolática de Lactobacillus buchneri, que vai atuar diretamente na prevenção de fungos e leveduras, diminuindo o aquecimento por instabilidade aeróbica. E vamos além! Essa proliferação de fungos e leveduras pode acontecer na superfície dessa silagem boa, porque lonas convencionais não barram o oxigênio, ocasionando perdas tremendas na superfície da silagem. Por isso, para finalizar todo o cuidado e atenção que tivemos ao longo de todo o processo e dar condições para que a planta seja bem fermentada, temos que armazenar adequadamente com SilageSeal, a barreira de oxigênio que reduz drasticamente a entrada de ar no silo, diminui a contagem de leveduras e favorece a melhor fermentação e produção de ácido lático, desejável em qualquer processo de ensilagem.

Anote aí: para garantir uma silagem boa do início ao fim, escolha nossa linha de inoculantes e barreira de oxigênio. Sabendo dos nossos desafios saberemos quais serão nossas melhores soluções! Escolha Silosolve MC, Silosolve AS e SilageSeal!
Durante a ensilagem, vários fatores podem afetar a qualidade da massa ensilada e a manutenção dos nutrientes da planta, e independente do tipo de silo a ser utilizado, alguns pontos devem ser muito bem observados. O ponto correto da colheita, o uso de aditivos, o tamanho de partícula, a taxa de enchimento do silo e a correta compactação devem ser respeitados para que haja a menor quantidade de oxigênio e que o processo fermentativo aconteça com a rápida queda do pH. E, para impedir a deterioração aeróbia, a qualidade da cobertura e a taxa de desabastecimento também devem ser pontuadas. Dentre esses fatores, a qualidade do filme plástico e o quão bem ele foi aderido à forragem são peças-chave para eliminar a deterioração de superfície. Por muito tempo as lonas convencionais (PVC ou polietileno – dupla-face) têm sido utilizadas para este fim. Porém, embora possuam boa resistência mecânica e a grande maioria seja protegida dos raios solares, elas não impedem a passagem de oxigênio.

Mesmo com a utilização de lonas com alta micragem aliadas a pesos colocados por cima do silo, é comum observarmos perdas consideráveis na superfície do silo, seja trincheira ou superfície. Essa camada visivelmente diferente do restante do painel possui pH mais alto, o que favorece a multiplicação de microrganismos indesejáveis como fungos e leveduras, além de bactérias deteriorantes. Além disso, as leveduras metabolizam o ácido lático produzido por bactérias benéficas, o que contribui ainda mais para as perdas da silagem como um todo. Alguns estudos já conduzidos tratam que camadas de 10 a 15 cm de perdas correspondem a cerca de 40 toneladas de silagem, estabelecidas para um tamanho padrão de silo. E qual seria a solução para esse problema?
Ao longo dos anos foi possível acompanhar o desenvolvimento de barreiras de oxigênio, que, ao contrário das lonas convencionais que somente fazem a cobertura do silo, conseguem impedir ou reduzir drasticamente a passagem de ar. Uma medida que usamos para conseguir determinar essa passagem é a taxa de passagem de oxigênio (OTR, no inglês). Essa taxa avalia o quanto de volume de oxigênio é passado a cada 24 horas por cada metro quadrado de lona. Nos materiais convencionais, essa OTR chega a valores de 1500 cm³/m² ao passo que nas barreiras esse número cai para perto de 39 cm³/m². Uma redução muito grande, certo?! E essa menor quantidade de oxigênio presente na massa ensilada implica em silagem mais fresca, de maior qualidade nutricional e palatabilidade.
No mercado atual, as barreiras de oxigênio podem ser fabricadas de diferentes micragens e materiais. Polímeros como poliamidas, etileno álcool vinílico (EVOH) e álcool polivinilico (PVOH) são comumente encontrados.

SilageSeal é a barreira de oxigênio da Ourofino Saúde Animal, possui 45 micras e é capaz de vedar qualquer tipo de silagem. Por possuir várias apresentações, o cálculo da dimensão do silo é necessário, para garantir que todo o material seja coberto, respeitando sobreposições e laterais. Logo em cima da SilageSeal, fazemos a recomendação de uma lona de cobertura, aumentando a resistência mecânica e a proteção de raios UV.

Estudo realizado no Brasil, mostra que as barreiras de oxigênio são eficientes na manutenção de menor pH e menores perdas de MS, preservando maiores concentrações de ácido lático na silagem. Além disso, é evidenciado o benefício de uso das barreiras de poliamida na redução da contagem de leveduras, prejudiciais ao processo fermentativo. SilageSeal melhora a fermentação da silagem, diminui perdas superficiais e aumenta o retorno econômico.
Após a colheita da safra, o produtor tem uma nova oportunidade para a produção de alimentos, período conhecido como safrinha. Mas existem alguns pontos que diferem da safra principal, demandando maior atenção e planejamento.
Algumas alterações climáticas durante esse período tornam o cultivo da safrinha mais arriscado, sendo imprescindível entender o ciclo da planta para alcançar bons índices produtivos durante o período. É necessário ter atenção a alguns pontos:
- Menor fotoperíodo: menor tempo de exposição da planta a luz solar (dias mais curtos). Isso influencia diretamente no desenvolvimento da planta, fazendo com que seu ciclo seja estendido.
- Menores índices pluviométricos: muitas regiões do Brasil sofrem com a diminuição/ausência de chuvas durante esse período.
- Clima: a medida que caminhamos para o inverno, a planta acaba por sofrer mais condições adversas.
Planejar é preciso!
Um bom planejamento do plantio/colheita é preciso e a escolha de variedades de sementes mais precoces, assim a planta sofrerá menos os efeitos do ambiente.
O período da safrinha se mostra vantajoso para a produção de grãos ou de silagem. Quando falamos do processo de conservação da massa forrageira, existem alguns pontos importantes que devemos destacar para o aproveitamento total do material ensilado, reduzir as perdas e conservar os nutrientes da silagem. Sendo assim, confira 6 dicas para que o produtor tenha sucesso durante o processo de ensilagem da safrinha:
1) Colheita: preferencialmente realizá-la quando a planta atingir entre 30 e 35% de MS (silagem) e 65 a 70% de umidade (grãos)
2) Picagem do material e processamento de grãos: A maior parte das partículas deve ter entre 8 e 19 mm, e evitar ao máximo a variação do tamanho. Partículas muito grandes favorecem a seleção dos animais no cocho, enquanto partículas pequenas podem levar a problemas de ruminação, facilitando a fermentação. Os grãos de milho devem ser quebrados em 4 partes, para total aproveitamento do amido (reserva energética).
3) Compactação: deve ser realizada em camadas entre 15 e 30 cm, por todo monte de silagem, seja silo de trincheira ou superfície, com objetivo de eliminar a maior quantidade possível de oxigênio e favorecendo o aumento de temperatura para ação das bactérias ácido-láticas. Nesse caso, a densidade recomendável é de 650 a 700 kg/m³
4) Fechamento: realizar a vedação da silagem com o uso de barreiras de oxigênio, que evitam a entrada de oxigênio e realizar a cobertura com lonas convencionais dupla face de 200 micras.
5) Fermentação: deseja-se que haja uma rápida queda do pH na etapa anaeróbia do processo pela produção de ácido lático, realizado por bactérias homofermentativas. Como benefício, temos a inibição de microrganimos indesejáveis.
6) Retirada: No momento da abertura, a retirada do painel deve ser feita de maneira uniforme, evitando ao máximo o contato de grandes áreas com o oxigênio, o que pode favorecer a proliferação de fungos e leveduras. O ideal é que sejam retiradas faixas de 30 a 40 cm por dia, sendo necessário um bom planejamento do monte de silagem, para que esse manejo de retirada seja bem feito no momento da abertura.
Outra ferramenta importante é a utilização de inoculantes. Eles auxiliam na fermentação e na estabilidade aeróbia da silagem após a abertura, realizando o controle de microrganismos indesejáveis e evitando o aquecimento no cocho dos animais. E, além disso, é importante o uso de barreiras de oxigênio que evitem as perdas na superfície e laterais do monte de silagem. Já conhece nossas soluções? A Ourofino possui o Silosolve MC, Silosolve AS e SilageSeal, tecnologias que resultam e bons resultados para o seu rebanho.

Silosolve MC: É um inoculante bacteriano destinado ao controle da fermentação e dos microrganismos responsáveis pela deterioração da silagem, podendo ser utilizado em vários tipos de culturas (milho, sorgo, gramíneas tropicais), proporcionando uma rápida queda do pH e controle de clostrídios.
Silosolve AS: É um inoculante bacteriano para melhorar a fermentação e a estabilidade aeróbia da silagem, podendo ser utilizando em vários tipos de culturas (milho, cana-de-açúcar, grão úmido), dupla ação completa, com controle de fungos e leveduras, que resulta em estabilidade aeróbia.
SilageSeal: É um filme barreira de oxigênio de alta performance. Por ser um filme multicamadas, com Poliamida protegida, reduz drasticamente a passagem de oxigênio pela superfície do silo quando comparado às boas lonas do mercado. Resultam em menor descarte da silagem, mais toneladas de silagem disponíveis, mais nutrientes conservados, menos mão de obra, e excelente retorno econômico.
Que tal consultar o site e App Ourofino para saber mais? Você encontra mais informações técnicas sobre nossas tecnologias e soluções! Só acessar aqui.
O custo com a alimentação dos bovinos é um dos mais representativos da cadeia pecuária, entre 60% e 70% nos sistemas de produção mais intensos, segundo Luiz Orcirio de Oliveira, pesquisador especialista em nutrição da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) Gado de Corte de Campo Grande (MS). Para ajudar a tornar o processo mais qualitativo e evitar perdas na silagem, a Ourofino Saúde Animal disponibiliza ao mercado o SilageSeal®.
À base de poliamida protegida, o produto é um filme multicamadas que barra de maneira eficaz a entrada de oxigênio na matéria seca a ser ofertada aos animais, fator que impacta positivamente na qualidade nutricional do alimento.
No Brasil, predomina o sistema de pastagens; ainda segundo informações da Embrapa, é adotado em 95% das propriedades. Luiz pontua que a silagem é muito utilizada em períodos de escassez de pasto. Nas propriedades de pecuária leiteira pode significar 50% da alimentação fornecida. Já na pecuária de corte, é a fonte principal de animais criados em confinamento, o que representa algo em torno de 11% na atividade nacional. Condições que para Janielen da Silva, analista técnica da Ourofino Saúde Animal, tornam o SilageSeal® “uma solução completamente alinhada às necessidades nacionais”.
É dos pastos que surge a silagem, matéria seca proveniente do longo processo de ensilagem: colheita das forrageiras, transporte, compactação, fechamento, fermentação, retirada e o fornecimento do produto aos animais. Se alguma das etapas não for cumprida com o máximo de eficiência, é possível que o investimento feito suba consideravelmente por conta de perdas no total reservado.
De acordo com Janielen, é na hora do fechamento que os pecuaristas mais erram. “É comum observar que os produtores se dedicam na preparação do solo, escolhem os melhores fertilizantes, no entanto, optam por lonas de baixa qualidade para a cobertura, apenas com o objetivo de economizar”, explica.
A especialista afirma ainda que alguns institutos de pesquisa apontam que a economia inicial se transforma em prejuízo. “A Universidade do Kansas, por exemplo, mostrou como ocorrem as perdas de matéria seca em um experimento com um silo de 90 cm, que após seis meses de vedação passou a ter apenas 55 cm.” Entre as causas para a redução está o CO2 e a deterioração proveniente do armazenamento incorreto.
E ela diz mais: “foi possível estabelecer a relação de que para cada 1 cm de perdas visíveis no silo, existem mais 3 cm de perdas não visíveis, provocada por gases”.
Além do bolso do pecuarista, a saúde dos animais também pode ser afetada quando se tem uma silagem mal preservada e sem armazenamento adequado. Os efeitos disso vão desde o baixo consumo do alimento e menor eficiência produtiva dos bovinos até à queda da imunidade, que pode levar a maior incidência de doenças, provocadas por fungos capazes de produzir microtoxinas prejudiciais ao bem-estar.
“Com o intuito de reimaginar a saúde animal, a Ourofino busca cada vez mais ofertar soluções que facilitem a operação nas propriedades. Com o SilageSeal® é possível diminuir o descarte da silagem, melhorar o retorno econômico dos pecuaristas e preservar a capacidade nutricional do alimento, entre outras vantagens”, pontua Janielen.
O pesquisador da Embrapa reforça que a silagem é uma alternativa interessante nos períodos de seca, pois mantém a produtividade e a receita. “É um excelente material alimentar para os rebanhos, e de grande valor nutricional. Seja na pecuária de corte, seja na pecuária leiteira, a silagem é sempre muito interessante e viável”, diz Luiz.
Mais informações sobre o produto e aos aspectos técnicos de conservação da silagem podem ser consultadas no aplicativo Ourofino Saúde Animal, disponível para download gratuito na Apple Store e na Play Store.
Para obtenção de silagem de qualidade, todas as etapas do processo de ensilagem devem ser feitas de maneira adequada: colheita, transporte, compactação, fechamento, fermentação, retirada e fornecimento da silagem para os animais.
O que acontece normalmente, é que os produtores se preocupam e investem na preparação do solo, fertilizantes, compra da variedade do milho, utilização de pivô, gastos na colheita, entre outros, e querem economizar na cobertura, comprando lonas de baixa qualidade. Ou seja, na hora de garantir a boa produção da silagem, se faz economia.
Um experimento realizado na Universidade do Kansas mostrou como ocorrem as perdas de matéria seca por deterioração do silo. Foi utilizado um silo com 90 cm no dia do enchimento que ficou fechado por seis meses. Após os seis meses, abriu-se o silo e observou-se que, 35 cm do silo tinham desaparecido, ou seja, tinham sido consumidos em produtos voláteis, como CO2, por exemplo. Outros 17 cm foram caracterizados como material visivelmente deteriorado. Ao final, dos 90 cm que foram colocados de silagem, somente 38 cm poderiam ser classificados como silagem de qualidade.
Com estes resultados, foi possível estabelecer a seguinte relação: para cada 1 cm de perdas visíveis no silo (silagem visivelmente deteriorada), existem mais 3 cm de perdas não visíveis (por perdas por gases).
Além das perdas de matéria seca da silagem com o processo de deterioração, a composição nutricional da mesma fica prejudicada, o que pode levar a baixo consumo e à baixa eficiência produtiva dos animais. Estudos também mostraram que silagens que sofreram processo de deterioração apresentam menor porcentagem de amido e de proteína, maior teor de fibra em detergente neutro, além de pior digestibilidade dos nutrientes.
Ademais, existe o risco de ocorrência de doenças em vacas que recebem silagens deterioradas. Isto porque essas silagens apresentam crescimento de fungos que são capazes de produzir micotoxinas. Quando ingeridas pelos animais, as micotoxinas podem levar à queda na produção de leite, baixa imunidade do animal, aumento da incidência de doenças e baixo desempenho reprodutivo.
Para evitar todos estes prejuízos é importante a realização de uma cobertura eficiente da silagem. Atualmente, somente o uso de lonas tradicionais não possui a capacidade de impedir que o oxigênio entre, levando a perdas nas camadas superiores e laterais do silo. Os diferenciais da utilização da SilageSeal é que ela atua como barreira de oxigênio, evitando que o oxigênio entre no silo. Isto ocorre porque, ela é composta por poliamida que é um material com capacidade de bloqueio de oxigênio.

Por bloquear o oxigênio, SilageSeal evita o crescimento de microrganismos indesejáveis, como fungos e leveduras, melhorando o processo de fermentação da silagem e reduzindo as perdas de matéria seca. Também os nutrientes da silagem vão ter melhor digestibilidade e maior consumo pelos animais, possibilitando melhor desempenho animal.
Janielen da Silva é doutora em Ciência Animal e Pastagens – ESALQ/USP