O aumento da longevidade dos animais de estimação tem contribuído para a maior frequência de problemas ligados à senilidade, como o câncer. Atualmente, a casuística de tumores em cães e gatos é uma das causas de sofrimento e óbito destes animais. A Medicina Veterinária se move na busca de recursos terapêuticos que permitam melhorar a qualidade de vida de animais portadores de tumores. e Com isso, também reduz o impacto para os proprietários que sofrem juntamente com seus companheiros de vida.

 

Entre os tumores mais comuns, os cutâneos aparecem com alta frequência pelo fato da pele ser o maior órgão do corpo e representar a barreira física entre o ambiente e o organismo sofrendo uma exposição direta aos fatores oncogênicos que propiciam as formações neoplásicas.

 

O mastocitoma canino é um dos tumores cutâneos mais frequentes, que aparece como uma massa cutânea medindo em média 2 a 5 cm de diâmetro e 1 a 3 cm de altura. Além deste sinal clínico, o animal acometido por esta neoplasia também pode apresentar manifestações de prurido (coceira), edema e úlceras na pele, bem como alterações sistêmicas como: anorexia, vômito, diarreia, melena (presença de sangue nas fezes) e anemia.

 

A escolha do tratamento em casos de mastocitoma será definida a partir do grau clínico do tumor, sendo a excisão cirúrgica ampla, uma das principais escolhas. A quimioterapia correlacionada à ressecção (retirada do tumor) é indicada como terapia adjuvante para mastocitoma e em pacientes com metástases.  Lembrando que é indispensável uma consulta com o médico-veterinário e uma avaliação detalhada para que o profissional estabeleça o diagnóstico e o melhor protocolo de tratamento.

 

Os tumores mamários caninos também representam uma importante parcela da casuística dos atendimentos clínico-cirúrgicos em clínicas veterinárias, correspondendo de 25% a 50% dos tumores caninos e, entre eles, a metade é considerada maligno. Em gatas, apesar da casuística elevada, ainda há poucos estudos relacionados aos tumores de mama nesta espécie.

 

Em cadelas, a frequência dos tumores mamários espontâneos é de duas a três vezes superior quando comparada a incidência desta neoplasia em mulheres. São encontrados em animais de meia idade e idosos, sem predisposição de raça e quando diagnosticada no início, a neoplasia de mama tem elevada chance de cura.

 

Os tumores de mama se apresentam como nódulos circunscritos com tamanho, consistência e mobilidade variável, podendo estar associados a ulcerações da pele e reações inflamatórias locais. Sabe-se que metástases são frequentemente observadas em linfonodos regionais (axilares e inguinais) e em localizações distantes como outros linfonodos, pulmões, coração, baço, adrenais e encéfalo.

 

Procedimentos cirúrgicos para remoção de mastocitomas ou tumores mamários são necessários e causam em geral grande preocupação no período pós-operatório, demandando cuidados intensos com a cicatrização destas feridas cirúrgicas por um período longo. Durante esse período é imprescindível o acompanhamento de um medico-veterinário, pois só um profissional da área será capaz de avaliar sobre a evolução do processo de cicatrização das feridas cirúrgicas.

 

Para uma cicatrização rápida e de melhor qualidade para cães e gatos, a Ourofino conta em sua linha com o Regepil, produto de uso tópico e formulação exclusiva com potente ação cicatrizante.

 

Dentre as possibilidades de uso do Regepil, além de feridas cirúrgicas, o produto pode ser indicado para feridas crônicas, feridas localizadas em região de difícil cicatrização, animais com comprometimento do processo de cicatrização fisiológico, decorrente de uma condição clínica pré-existente ou de algum tratamento concomitante, de modo a contribuir e acelerar o processo de cicatrização.

 

Para a correta evolução do processo de cicatrização de feridas são necessários cuidados especiais, a fim de proteger a região a ser cicatrizada de eventuais lambeduras, mordeduras e arranhaduras, que podem interferir negativamente no tratamento da ferida. O intervalo entre aplicações do produto Regepil é variável de acordo com o tipo de ferida e com as condições da região a ser cicatrizada, ficando a critério do médico-veterinário a definição do intervalo entre doses, de acordo com o protocolo de tratamento estabelecido.

Os parasitas intestinais dos cães, popularmente conhecidos como vermes, estão entre os agentes patogênicos mais encontrados em animais de companhia e constituem uma das principais causas de transtornos intestinais em cães. As verminosesapresentam uma grande importância para a saúde pública devido ao alto potencial em causar doenças em humanos, as chamadas zoonoses.

 

Em cães a prevalência de verminoses gastrintestinais é elevada, sendo que os animais mais jovens são mais suscetíveis e apresentam manifestações clínicas mais graves. Cães com parasitoses gastrointestinais sofrem ação irritante e espoliativa dos helmintos que causam anorexia, diarreia, vômito e retardo no crescimento. Também levao organismo a um quadro de imunossupressão que contribui para o aparecimento de processos de natureza infecciosa de origem bacteriana e viral.

 

Além da importância clínica veterinária, tais vermes também estão envolvidos na transmissão de zoonoses. Sabe-se que parasitas de diversas espécies do gênero Ancylostoma spp. causam em humanos uma zoonose conhecida como Larva migrans cutânea, popularmente chamada de bicho geográfico; o verme Toxocara canis é o responsável pela transmissão da Larva migrans visceral, bem como o Dipylidium caninum, que provoca a dipilidiose em cães, apesar de não causar lesões graves pode também acometer o homem.

 

Dentre outros parasitas de cães, podemos citar o protozoário Giardia spp., responsável em ocasionar a doença giardíase, considerada uma zoonose com sintomas semelhantes aos causados pelos vermes e que ocorre através da ingestão de cistos de Giárdia na água, verduras, frutas ou objetos contaminados (mãos levadas à boca).

 

O protocolo de vermifugação deverá ser realizado de acordo com recomendação do médico-veterinário. O aconselhável éuma dose de reforço 15 dias após cada vermifugação e a repetição do protocolo deverá ser realizada a cada 6 meses, 4 meses ou 3 meses, dependendo do ambiente (“desafio”) onde o animal vive.

 

Na linha Pet da Ourofino Saúde Animal há o Top Dog, vermífugo palatável com o sabor que os cães adoram, indicado para o combate e controle de parasitas internos (helmintos) de cães com atuação em vermes redondos (nematódeos) e vermes chatos (cestódeos). Top Dog é também indicado para o tratamento da Giardíase (causada pelo protozoário Giardia sp). Neste caso, a vermifugação deve acontecer durante três dias consecutivos.

 

Para o sucesso das vermifugações também são recomendadas algumas medidas de higiene como: oferecer ao animal alimentos frescos e limpos; água clorada ou filtrada; manter o ambiente limpo, recolhendo as fezes dos animais e utilizando desinfetantes, como o Cloreto de Benzalcônio (amônia quaternária). Essa medida é imprescindível para o sucesso do tratamento da giardíase, pois a transmissão da Giárdia nos animais ocorre pela ingestão de cistos (“ovos”) de protozoários que foram eliminados nas fezes dos animais infectados e que estão presentes no meio ambiente. O Cloreto de Benzalcônio atua na inativação dos cistos  impedindo a reinfecção dos animais.

Os microrganismos presentes no trato gastrointestinal (TGI) mantém relações simbióticas, nutrindo-se dos componentes de alimentos não digeridos e das secreções do TGI, podendo encontrá-los associados intimamente com o epitélio ou livres no lúmen intestinal.

 

Em condições normais estas populações se encontram em equilíbrio, no entanto em condições de estresse as populações comensais tendem a diminuir e as nocivas a proliferar. Esse desequilibrio  é chamado de disbiose e reflete-se negativamente na saúde do pet. A Disbiose pode ser induzida por fatores como a má nutrição, estresse, infecções gastrointestinais, administração de antibióticos, doença predisponente e imunossupressão.

 

O uso de probióticos vem ganhando popularidade como uma forma de medicina complementar ou alternativa e gradativamente tem se tornado parte da terapia médica convencional e na prevenção de doenças que provocam Disbiose. Os probióticos foram definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como suplementos microbianos vivos que afetam beneficamente o pet hospedeiro e assim melhora o equilíbrio microbiano gastrointestinal. Além disso, eles são capazes de inibir microrganismos intestinais patogênicos através da competição por nutrientes e receptores, possuem mecanismos de imunomodulação, melhoram a digestão e equilibram o pH intestinal.

 

Uma variedade de benefícios à saúde humana tem sido atribuída ao consumo de suplementos probióticos e pesquisas indicam que o mesmo ocorre com os animais de companhia. Por isso, é muito importante que a escolha do probiótico se baseie na qualidade das cepas bacterianas, sendo assim, há no mercado uma opção de probiótico que atende a todas as condições, composta pelas cepas bacterianas liofilizadas, como Lactobacillus acidophilus, Bifidobacterium bifidum, Enterococcus faecium.

 

Na nossa linha de produtos temos o Biocanis, um biorregulador do trato intestinal dos cães e gatos que melhora as condições gerais de saúde do animal após estresse provocado por alterações de rotina. O Biocanis é um gel probiótico à base de bactérias probióticas, Lactobacillus acidophilus, Bifidobacterium bifidum e Enterococcus faecium. É um produto que contém cepas rigorosamente selecionadas sendo um produto elaborado seguindo padrões de qualidade da alimentação humana, pela Chr. Hansen, uma empresa que há mais de 130 anos é líder mundial em pesquisas de probióticos. A sugestão de dose é que em animais de companhia recém nascidos seja administrado 2 gramas e em animais adultos 4 gramas, repetir em intervalo de 6 a 12 horas ou a critério do medico-veterinário.

A infestação por ectoparasitas aumenta com a chegada do clima quente, principalmente nesta época do ano. As pulgas e os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzirem, por isso de dezembro a março as infestações são mais favoráveis.

 

Neste caso, a prevenção também sempre é a mais indicada. O uso contínuo de produtos que auxiliam no controle dos ectoparasitas em pets é essencial. A maior população de pulgas e carrapatos está no ambiente, então o tratamento apenas em cães e nos gatos não é eficaz para controlá-los. Como parte do ciclo de vida destes parasitas ocorre no ambiente, ele também deve ser tratado para interromper o desenvolvimento. As populações de pulgas e carrapatos adultos que se encontram nos animais representam apenas 5%. Já os outros 95% estão no ambiente em forma de ovos ou larvas de pulgas; ou ovos, larvas ou ninfas de carrapato.

 

As pulgas e os carrapatos se comportam diferentemente no ambiente. Enquanto as formas imaturas das pulgas preferem os locais abaixo do nível do solo, os carrapatos adultos e suas formas imaturas se escondem em locais altos, ou seja, acima do nível do solo. Engana-se quem pensa que as infestações destes parasitas no ambiente só acontecem em áreas externas. Com o pet inserido cada vez mais dentro do contexto familiar, é preciso dar atenção ao interior das residências, como os sofás, as cortinas, os tapetes e osarmários embutidos. O local onde o cão ou o gato costumam repousar e passar a maior parte do tempo deve ser frequentemente monitorado e higienizado, já que pode haver infestação.

 

A aplicação de produtos inseticidas no ambiente e o uso rotineiro do aspirador de pó (neste caso, para o controle de pulgas) também são necessários.

 

Para o controle de ectoparasitas a Ourofino Pet conta dois produtos: o NEOPet, produto com ação pulicida e carrapaticida, à base de Fipronil. Outra opção é a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina e Propoxur, indicada para auxílio na prevenção e controle do vetor da Leishmaniose, o mosquito-palha, e das infestações de carrapatos e pulgas.

A gravidez é um momento delicado para qualquer espécie, inclusive para os pets. Durante a gestação canina que dura em média 60 dias, a cadela precisa de cuidados especiais.

 

Durante a gestação há aumento da demanda metabólica, devido mudanças fisiológicas na fêmea e às exigências para o crescimento fetal. Sendo assim, a cadela prenhe deve receber uma ração especial mais calórica e com alto teor de proteína e de cálcio. Portanto, as rações para filhotes são ideais para suprir as necessidades da futura mamãe.

 

Para a cadela gestante, as deficiências ou o fornecimento inadequados de vitaminas ou minerais podem resultar em anemia, complicações no parto ou até mesmo a morte. Para o embrião e feto, podem resultar em reabsorção embrionária, aborto, retardo no crescimento intra-uterino, malformações e imunocomprometimento.

O ácido fólico é uma vitamina indispensável para fêmeas gestantes e lactantes, pois ajuda a diminuir o risco de lesões no tubo neural do feto, prevenindo doenças, na formação da placenta e no desenvolvimento do DNA.

 

Na nossa linha de produtos, temos o Metacell Pet, suplemento vitamínico mineral composto por: vitaminas do complexo B (como o ácido fólico, vitamina B2, B6 e B12), e os Minerais (ferro, cobre, cobalto e zinco quelatados), excelentes para auxiliar no processo de hematopoiese, ou seja, formação das hemáceas sanguíneas. Sendo assim, Metacell Pet é um suplemento composto por vitaminas e minerais indicados para animais gestantes, lactantes, em estados de convalescença, além de auxiliar na perfomance de animais atletas e na recuperação de animais com anemia.

 

Durante a gestação recomenda-se também que a cadela faça atividades físicas leves, como pequenas caminhadas, para fortalecer os músculos, facilitar o parto e garantir o bem-estar animal. Próximos aos 60 dias de gestação é hora de começar a se preparar para o nascimento dos filhotes. Neste momento a futura mamãe começará a preparar o ninho, sendo importante deixá-la calma e confortável nos seus lugares favoritos.

Cerca de um dia antes do parto a temperatura corporal da mamãe vai baixar e ela pode ficar ofegante, indicando que está sentindo as contrações. Muitas cadelas ficam sem apetite poucos dias antes de dar à luz.

 

Durante o parto deixe a cadela bem à vontade, pois a maioria das cachorras sabem o que fazer. A presença do tutor é de monitoramento, portanto preste atenção a qualquer sinal de anormalidade durante o processo. Se notar que a cachorra esta sentindo muita dor, tremendo ou chorando procure um médico veterinário. Além disso, é importante ficar atento ao intervalo de nascimento entre os filhotes, pois ele não costuma passar de 2 horas.

 

Ao nascerem os filhotes, as próprias cadelas cortam os cordões umbilicais com os dentes e costumam comer a placenta. O ato de lamber os filhotes é uma forma de estimular os movimentos musculares e a respiração.  É comum que a cachorra não deixe ninguém se aproximar dos filhotes recém-nascidos, portanto é preciso ter cuidado e respeitar o espaço dela, evitando estresses e maiores problemas. Com o tempo, a cachorra percebe que o dono só quer ajudá-la e permite a aproximação.

 

Após o parto, a primeira providência a tomar é manter a higiene do local onde o animal deu à luz, e verificar se todos os filhotes estão bem.

A inflamação do ouvido dos pets, mais conhecida como otite, pode ser causada por bactérias, fungos, parasitas (carrapatos, sarna de orelha), produção excessiva de cera, traumas, presença de algum corpo estranho (como água durante o banho), falta de higiene ou a própria conformação auricular.

 

Casos crônicos de otite, definidos como infecção recorrente ou contínua do conduto auditivo externo por um período igual ou superior a seis meses, apresentam casuística em torno de 76,7% e é um dos problemas de maior relevância na clinica veterinária. Sabe-se que em todos os casos há uma causa primária para o desenvolvimento da infecção e inflamação, cujas bactérias e/ou fungos associados são considerados como oportunistas.

 

Alguns cães têm maior tendência para desenvolver otites e produzem maior quantidade de cerúmen. São, por exemplo, os cães de raças que possuem as orelhas caídas (pendulares), como Cocker Spaniel, Golden Retriever e Basset Hound. Nestes cães a conformação das orelhas dificulta o arejamento e torna o conduto auditivo quente e úmido, ambiente propício para o desenvolvimento de otites.

 

As causas perpetuantes são definidas como processos ou fatores que não são responsáveis pelo início da otite, porém, fazem com que a doença continue impedindo o canal auditivo de efetivamente curar a infecção. Dentre os fatores estão a presença de bactérias e fungos, tratamento inadequado da orelha e tratamento excessivo com limpadores de ouvido e / ou medicamentos.

 

As otites recidivantes podem ser causadas pelo uso incorreto de antibióticos e falhas no diagnóstico. Por isso é muito importante que o diagnóstico da otite seja criterioso e o mais assertivo possível, para que o tratamento seja adequado tentando diminuir a probabilidade de recidivas. Se você notar que o ouvido do seu pet está com alguma alteração indicativa de problema otológico procure logo o atendimento de um médico veterinário para que ele avalie a situação e indique as melhores soluções.

 

Uma vez estabelecidas, as causas perpetuantes devem ser adequadamente tratadas, sempre em conjunto com o tratamento das doenças primárias e causas predisponentes.

Os principais sintomas da otite são coceira intensa, vermelhidão, cheiro forte, cera de coloração alterada, dor à palpação dos condutos auditivos, escoriações próximas a base da orelha, inchaço, dor, além de causar um grande desconforto para o pet. Um dos comportamentos bastante observado nos animais com otite é o balançar de cabeça de um lado para outro.

 

A limpeza dos ouvidos é uma medida muito importante, pois mantém as orelhas limpas e saudáveis e consequentemente previne o surgimento das inflamações, infecções e alergias que causam coceira, desconforto e dor.

 

As estruturas que compõem os ouvidos são muito delicadas e, por esta razão, a limpeza deve ser feita de maneira muito cuidadosa. Nos casos de animais com otites é importante seguir a orientação do médico-veterinário quanto à frequência da higienização. A Ourofino conta em sua linha com o Limp & Hidrat, uma solução de limpeza otológica formulada com extratos vegetais que proporcionam uma limpeza suave e eficiente, promove hidratação da pele do ouvido e tem um agradável cheirinho de lavanda.

 

A utilização de produtos tópicos polivalentes à base de anti-inflamatórios, antifúngicos e antibióticos associados à limpeza rotineira do pavilhão auricular, faz parte do protocolo de tratamento em quadros de otite crônica.

A DAPE, dermatite alérgica à picada de pulgas e carrapatos, é caracterizada por uma resposta imunológica exacerbada à presença de alérgenos que ficam na saliva destes parasitas. Nas pulgas, a espécie que causa problemas com maior frequência é a Ctenocephalides felis felis, identificada em 92% das infestações caninas e em 99% das felinas. Já entre os carrapatos, o Rhipicephalus sanguineus é o mais presente nas infestações de pets que vivem em regiões urbanas.

 

Com sintomas clínicos intensos, os quadros desta doença incomodam os animais de companhia e acarretam lesões de pele que desencadeiam infecções, principalmente por bactérias. O sinal clínico mais comum é o prurido, ou seja, a coceira com intensidades que variam entre moderada e intensa e ocasionam o desenvolvimento de lesões secundárias, como: escoriações, feridas com secreção sanguinolenta e crostas que podem evoluir para alopecia (áreas sem pelos).

 

Para tentar aliviar a coceira, o pet geralmente se esfrega em superfícies e costuma lamber a região com intensidade. Os locais mais acometidos por esta dermatite são: cauda, ânus, região dorsal, coxas, abdômen e pescoço.

 

Para o tratamento, é preciso eliminar a exposição ao alérgeno. Por isso, é importante que seja feito o controle efetivo da infestação das pulgas e carrapatos no animal de companhia e no ambiente, associado ao tratamento sintomático do paciente com medicamentos que diminuam a reação de hipersensibilidade. Ainda, quando diagnosticada uma dermatopatia por infecção secundária a DAPE, ela também deverá ser tratada com o uso de antibióticos adequados.

 

A eliminação das pulgas e carrapatos é de extrema importância para o tratamento da doença, por isso, para que haja a eficiência desta eliminação, medidas físicas e/ou químicas devem ser incorporadas ao próprio pet, aos coabitantes e ao ambiente. O controle da DAPE também deve incluir o tratamento etiológico e sintomático do animal afetado e dos demais pets contactantes, assim como a descontaminação do ambiente (interno e/ou externo) frequentado pelo hospedeiro, com o objetivo de prevenir novas infestações.

 

Para exterminar as pulgas e os carrapatos dos pets, é preciso conhecer o ciclo de vida destes ectoparasitas para ajudar a mantê-los protegidos por mais tempo.

Os ectoparasitas adultos que se encontram nos animais de companhia representam apenas 5% do total da população, os demais 95% estão no ambiente em forma de ovos ou larvas de pulgas, ou ovos, larvas ou ninfas de carrapato. Como parte do ciclo de vida deles acontece no ambiente, ele também deve ser tratado para combater os ectoparasitas indesejáveis.

 

O controle ambiental deve ser feito de acordo com as orientações dadas pelo médico-veterinário ou por empresas de dedetização especializadas no controle de pragas, isso porque a maioria dos produtos inseticidas e acaricidas ambientais podem ser tóxicos para os animais de companhia e para os seres humanos. O intervalo entre as aplicações do tratamento ambiental vai depender de muitos fatores, dentre eles, a densidade da infestação. Portanto, um único tratamento não é efetivo para o controle dos parasitas.

 

Para o controle nos pets, a Ourofino conta com o NEOPet, produto com ação pulicida e carrapaticida, de uso tópico à base de Fipronil, e com a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina e Propoxur, indicada para o auxílio na prevenção e controle do vetor da leishmaniose e das infestações de carrapatos e pulgas em cães.

No verão as temperaturas se elevam e consequentemente aumenta a umidade do ar por conta do volume de chuvas desta época, por esse motivo a saúde e o bem-estar dos pets merecem atenção, uma vez que as mudanças climáticas favorecem a reprodução e a eclosão de ovos de ectoparasitas (pulgas e carrapatos).

 

Com isso, a frequência de passeios com os pets em praças, parques e praias aumenta e favorece o contato com os ectoparasitas presentes no ambiente, além de trazer mais chances de contaminação dos nossos amigos por vermes.

Dentre eles está o Toxocara canis, nematódeo da família Ascaridae, de até 10 centímetros de comprimento, que parasita, geralmente, cães e gatos. Os ovos de T. canis são eliminados junto às fezes no ambiente em que ocorre o desenvolvimento até a forma infectante, em aproximadamente 10 dias.

 

A transmissão acontece pela passagem transplacentária de larvas que se encontram encistadas nos tecidos das cadelas prenhes, sendo que aproximadamente 80% dos cães com menos de seis semanas de idade possuem exemplares de Toxocara em seus intestinos.

 

Os sinais clínicos causados por este verme são o aumento de volume abdominal, retardo de crescimento, diarreia, além de tosse, aumento da frequência respiratória e corrimento nasal espumoso em casos de migração de larvas para os pulmões. Já os vermes adultos no intestino, podem gerar oclusão do lúmen intestinal, levando à morte por obstrução e perfuração intestinal. O diagnóstico é feito por meio de exame de fezes, por isso é importante o acompanhamento frequente do médico-veterinário.

 

Além disso, também se destaca o Dipylidium caninum, verme intestinal de cães que apresenta como hospedeiro intermediário a pulga Ctenocephalides felis. Os sinais clínicos mais comuns são diarreia mucosa e coceira anal.

 

Dentre os protozoários parasitas de cães, a Giardia duodenalis é a única espécie encontrada na maioria dos mamíferos e em seres humanos. A transmissão dela nos animais de companhia acontece por meio da ingestão de cistos, ou seja, ovos de protozoários que foram eliminados nas fezes dos pets infectados e que estão presentes no ambiente, na água, nos alimentos ou ainda pela ingestão de cistos aderidos à pelagem.

 

A maior prevalência das infecções por Giárdia ocorre entre os animais de companhia jovens, sem resistência imunológica e, principalmente, naqueles que vivem em ambientes confinados, em instalações com falta de higiene e com superlotação.

Os sinais clínicos desta doença são diarreia com odor fétido, presença de muco, estrias de sangue, falta de apetite e desidratação. O diagnóstico da giardíase deve ser baseado no histórico clínico do pet, na sintomatologia e na detecção de oocistos do parasita por meio de exame de fezes.

 

A prevenção desta enfermidade é baseada na manutenção de boas condições de saúde dos animais de companhia. Por isso, é fundamental a realização de programas periódicos de vermifugação e medidas para a limpeza e desinfecção do ambiente, com o objetivo de reduzir a carga ambiental de cistos.

 

Portanto, deve ser feita a remoção das fezes e de toda a matéria orgânica do local, seguida pela desinfecção das superfícies com o uso de produtos à base de amônia quaternária, como o cloreto de benzalcônio, ativo que atua na inativação dos cistos no ambiente impedindo assim a reinfecção dos pets. Para o protocolo completo do tratamento da giardíase, a Ourofino conta com o Top Dog, vermífugo palatável indicado para cães, e o Herbalvet T.A., desinfetante à base de cloreto de benzalcônio a 15%. Lembre-se de consultar sempre um médico-veterinário e de seguir as recomendações de bula.

Para manter a saúde em dia, ao longo da vida, os pets precisam de vitaminas complementares, no entanto, os animais de companhia apresentam diferentes exigências nutricionais que variam de acordo com a espécie, raça, idade, estado fisiológico, condições do ambiente em que vivem, atividade física que praticam etc. Além disso, existem diversas situações em que os pets deixam de se alimentar corretamente, por motivos como estresse, anorexia, pós-cirúrgico, doenças crônicas da senilidade que provocam dor, entre outros fatores. Esses casos podem levar os pets a uma subnutrição ou desnutrição. Sendo assim, a introdução dos suplementos no protocolo de tratamento para recuperação deles se torna indispensável.

 

Os aminoácidos auxiliam na síntese de proteínas que são importantes para o funcionamento do sistema imune e reparação tecidual. Já as vitaminas do complexo B e C são essenciais, pois estão envolvidas no metabolismo energético. Além disso, a glicose e carboidrato representam a principal fonte de energia do organismo e também são importantes para o aumento da imunidade. Alguns minerais como o cromo também atuam no restabelecimento orgânico de pets subnutridos e desnutridos e melhoram a absorção da glicose e o fornecimento de energia extra para estes animais debilitados.

 

Os animais de companhia que praticam esportes, gestantes, lactantes e idosos precisam de um suporte extra de energia, por isso os suplementos ricos em vitaminas, aminoácidos e minerais, ajudam a melhorar o apetite e auxiliam na manutenção muscular deles.

 

Durante a gestação, há o aumento da demanda metabólica devido às mudanças fisiológicas na fêmea e às exigências para o crescimento fetal. Para a cadela gestante, as deficiências ou o fornecimento inadequado de vitaminas ou minerais pode resultar em anemia, complicações no parto ou até mesmo em morte. O ácido fólico é uma vitamina indispensável para fêmeas gestantes e lactantes, pois ajuda a diminuir o risco de lesões no tubo neural do feto, na formação da placenta e no desenvolvimento do DNA.

 

A Ourofino possui uma linha completa de suplementos indicados para as principais situações que requerem a suplementação dos pets. Confira:

 

O Energy Pet é um suplemento à base de aminoácidos, vitaminas do complexo B e C, glicose e mineral cromo quelatado indicado para fornecer energia extra para animais convalescentes e inapetentes.

 

Já o Metacell Pet é um suplemento composto pelos minerais quelatados ferro, cobre, cobalto e zinco, vitaminas do complexo B com destaque para o ácido fólico (B9) e frutose.

 

O Biocanis é composto por três tipos de bactérias probióticas: Lactobacillus acidophilus, Bifidobacterium bifidum e Enterococcus faecium, essenciais para a manutenção de uma microbiota intestinal equilibrada e para auxiliar na recuperação de animais com diarreias.

 

Por último, o Condromax Pet, um condroprotetor composto por sulfato de condroitina, glicosamina e minerais cobre, zinco e manganês quelatados. Seus componentes auxiliam na regeneração de cartilagens articulares, controle da inflamação e dor em casos de animais de companhia idosos com osteoartrites.

Lembre-se de consultar sempre um médico-veterinário para que ele indique o tratamento adequado para o seu amigo.

A leishmaniose é uma doença que atinge os cães e pode ser transmitida aos seres humanos. Esta zoonose é classificada em dois tipos: a visceral e a tegumentar.

 

A primeira, a visceral, é transmitida pela picada do mosquito-palha e pode demorar meses ou até anos para que a manifestação dos sintomas ocorra. Quando acontece, ela causa lesões de pele e atinge os órgãos internos do animal de companhia, como o fígado, rins e baço. Já no segundo tipo, a leishmaniose tegumentar, quando o cão é contaminado, também apresenta feridas na pele, que costumam atacar as partes com menos pelos e pode evoluir para feridas na mucosa do nariz, garganta e boca.

 

Por isso, é importante que seja feita a prevenção da doença, uma vez que a incidência de casos aumenta a cada ano. Para o controle nos cães, é indicado o uso de coleiras que atuam contra o mosquito-palha no combate à leishmaniose visceral, pois mantém os animais de companhia livres desta zoonose e auxilia no controle da população destes insetos, já que os eliminam.

 

As larvas do mosquito-palha se desenvolvem em matéria orgânica, por esse motivo é importante a limpeza constante dos quintais das casas e a remoção de lixo, fezes, folhas e frutas em decomposição. Além disso, instalar telas nas portas e janelas, e utilizar inseticidas ambientais também contribuem para o combate ao inseto.

 

O contágio também pode ocorrer através do sêmen de cães infectados, contaminando as fêmeas e os filhotes, que já nascem infectados e podem desenvolver os sintomas da doença entre dois meses a oito anos de vida.

 

Para prevenção, a Ourofino possui a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina 4% e Propoxur 12%, com alta eficácia repelente e inseticida frente ao mosquito-palha transmissor da leishmaniose. Além disso, ela também combate e controla os carrapatos dos cães por até seis meses e pulgas por nove meses.

 

Ainda, para estimular, entre tutores e médicos-veterinários, a importância da prevenção e controle da Leishmaniose, a empresa iniciou este mês a campanha #LivredaPicada, que traz informações sobre a doença, dados sobre seu avanço e também contempla a distribuição de materiais informativos em clínicas e hospitais veterinários.

 

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