O aumento da longevidade dos animais de estimação tem contribuído para a maior frequência de problemas ligados à senilidade, como o câncer. Atualmente, a casuística de tumores em cães e gatos é uma das causas de sofrimento e óbito destes animais. A Medicina Veterinária se move na busca de recursos terapêuticos que permitam melhorar a qualidade de vida de animais portadores de tumores. e Com isso, também reduz o impacto para os proprietários que sofrem juntamente com seus companheiros de vida.

 

Entre os tumores mais comuns, os cutâneos aparecem com alta frequência pelo fato da pele ser o maior órgão do corpo e representar a barreira física entre o ambiente e o organismo sofrendo uma exposição direta aos fatores oncogênicos que propiciam as formações neoplásicas.

 

O mastocitoma canino é um dos tumores cutâneos mais frequentes, que aparece como uma massa cutânea medindo em média 2 a 5 cm de diâmetro e 1 a 3 cm de altura. Além deste sinal clínico, o animal acometido por esta neoplasia também pode apresentar manifestações de prurido (coceira), edema e úlceras na pele, bem como alterações sistêmicas como: anorexia, vômito, diarreia, melena (presença de sangue nas fezes) e anemia.

 

A escolha do tratamento em casos de mastocitoma será definida a partir do grau clínico do tumor, sendo a excisão cirúrgica ampla, uma das principais escolhas. A quimioterapia correlacionada à ressecção (retirada do tumor) é indicada como terapia adjuvante para mastocitoma e em pacientes com metástases.  Lembrando que é indispensável uma consulta com o médico-veterinário e uma avaliação detalhada para que o profissional estabeleça o diagnóstico e o melhor protocolo de tratamento.

 

Os tumores mamários caninos também representam uma importante parcela da casuística dos atendimentos clínico-cirúrgicos em clínicas veterinárias, correspondendo de 25% a 50% dos tumores caninos e, entre eles, a metade é considerada maligno. Em gatas, apesar da casuística elevada, ainda há poucos estudos relacionados aos tumores de mama nesta espécie.

 

Em cadelas, a frequência dos tumores mamários espontâneos é de duas a três vezes superior quando comparada a incidência desta neoplasia em mulheres. São encontrados em animais de meia idade e idosos, sem predisposição de raça e quando diagnosticada no início, a neoplasia de mama tem elevada chance de cura.

 

Os tumores de mama se apresentam como nódulos circunscritos com tamanho, consistência e mobilidade variável, podendo estar associados a ulcerações da pele e reações inflamatórias locais. Sabe-se que metástases são frequentemente observadas em linfonodos regionais (axilares e inguinais) e em localizações distantes como outros linfonodos, pulmões, coração, baço, adrenais e encéfalo.

 

Procedimentos cirúrgicos para remoção de mastocitomas ou tumores mamários são necessários e causam em geral grande preocupação no período pós-operatório, demandando cuidados intensos com a cicatrização destas feridas cirúrgicas por um período longo. Durante esse período é imprescindível o acompanhamento de um medico-veterinário, pois só um profissional da área será capaz de avaliar sobre a evolução do processo de cicatrização das feridas cirúrgicas.

 

Para uma cicatrização rápida e de melhor qualidade para cães e gatos, a Ourofino conta em sua linha com o Regepil, produto de uso tópico e formulação exclusiva com potente ação cicatrizante.

 

Dentre as possibilidades de uso do Regepil, além de feridas cirúrgicas, o produto pode ser indicado para feridas crônicas, feridas localizadas em região de difícil cicatrização, animais com comprometimento do processo de cicatrização fisiológico, decorrente de uma condição clínica pré-existente ou de algum tratamento concomitante, de modo a contribuir e acelerar o processo de cicatrização.

 

Para a correta evolução do processo de cicatrização de feridas são necessários cuidados especiais, a fim de proteger a região a ser cicatrizada de eventuais lambeduras, mordeduras e arranhaduras, que podem interferir negativamente no tratamento da ferida. O intervalo entre aplicações do produto Regepil é variável de acordo com o tipo de ferida e com as condições da região a ser cicatrizada, ficando a critério do médico-veterinário a definição do intervalo entre doses, de acordo com o protocolo de tratamento estabelecido.

Os parasitas intestinais dos cães, popularmente conhecidos como vermes, estão entre os agentes patogênicos mais encontrados em animais de companhia e constituem uma das principais causas de transtornos intestinais em cães. As verminosesapresentam uma grande importância para a saúde pública devido ao alto potencial em causar doenças em humanos, as chamadas zoonoses.

 

Em cães a prevalência de verminoses gastrintestinais é elevada, sendo que os animais mais jovens são mais suscetíveis e apresentam manifestações clínicas mais graves. Cães com parasitoses gastrointestinais sofrem ação irritante e espoliativa dos helmintos que causam anorexia, diarreia, vômito e retardo no crescimento. Também levao organismo a um quadro de imunossupressão que contribui para o aparecimento de processos de natureza infecciosa de origem bacteriana e viral.

 

Além da importância clínica veterinária, tais vermes também estão envolvidos na transmissão de zoonoses. Sabe-se que parasitas de diversas espécies do gênero Ancylostoma spp. causam em humanos uma zoonose conhecida como Larva migrans cutânea, popularmente chamada de bicho geográfico; o verme Toxocara canis é o responsável pela transmissão da Larva migrans visceral, bem como o Dipylidium caninum, que provoca a dipilidiose em cães, apesar de não causar lesões graves pode também acometer o homem.

 

Dentre outros parasitas de cães, podemos citar o protozoário Giardia spp., responsável em ocasionar a doença giardíase, considerada uma zoonose com sintomas semelhantes aos causados pelos vermes e que ocorre através da ingestão de cistos de Giárdia na água, verduras, frutas ou objetos contaminados (mãos levadas à boca).

 

O protocolo de vermifugação deverá ser realizado de acordo com recomendação do médico-veterinário. O aconselhável éuma dose de reforço 15 dias após cada vermifugação e a repetição do protocolo deverá ser realizada a cada 6 meses, 4 meses ou 3 meses, dependendo do ambiente (“desafio”) onde o animal vive.

 

Na linha Pet da Ourofino Saúde Animal há o Top Dog, vermífugo palatável com o sabor que os cães adoram, indicado para o combate e controle de parasitas internos (helmintos) de cães com atuação em vermes redondos (nematódeos) e vermes chatos (cestódeos). Top Dog é também indicado para o tratamento da Giardíase (causada pelo protozoário Giardia sp). Neste caso, a vermifugação deve acontecer durante três dias consecutivos.

 

Para o sucesso das vermifugações também são recomendadas algumas medidas de higiene como: oferecer ao animal alimentos frescos e limpos; água clorada ou filtrada; manter o ambiente limpo, recolhendo as fezes dos animais e utilizando desinfetantes, como o Cloreto de Benzalcônio (amônia quaternária). Essa medida é imprescindível para o sucesso do tratamento da giardíase, pois a transmissão da Giárdia nos animais ocorre pela ingestão de cistos (“ovos”) de protozoários que foram eliminados nas fezes dos animais infectados e que estão presentes no meio ambiente. O Cloreto de Benzalcônio atua na inativação dos cistos  impedindo a reinfecção dos animais.

Os microrganismos presentes no trato gastrointestinal (TGI) mantém relações simbióticas, nutrindo-se dos componentes de alimentos não digeridos e das secreções do TGI, podendo encontrá-los associados intimamente com o epitélio ou livres no lúmen intestinal.

 

Em condições normais estas populações se encontram em equilíbrio, no entanto em condições de estresse as populações comensais tendem a diminuir e as nocivas a proliferar. Esse desequilibrio  é chamado de disbiose e reflete-se negativamente na saúde do pet. A Disbiose pode ser induzida por fatores como a má nutrição, estresse, infecções gastrointestinais, administração de antibióticos, doença predisponente e imunossupressão.

 

O uso de probióticos vem ganhando popularidade como uma forma de medicina complementar ou alternativa e gradativamente tem se tornado parte da terapia médica convencional e na prevenção de doenças que provocam Disbiose. Os probióticos foram definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como suplementos microbianos vivos que afetam beneficamente o pet hospedeiro e assim melhora o equilíbrio microbiano gastrointestinal. Além disso, eles são capazes de inibir microrganismos intestinais patogênicos através da competição por nutrientes e receptores, possuem mecanismos de imunomodulação, melhoram a digestão e equilibram o pH intestinal.

 

Uma variedade de benefícios à saúde humana tem sido atribuída ao consumo de suplementos probióticos e pesquisas indicam que o mesmo ocorre com os animais de companhia. Por isso, é muito importante que a escolha do probiótico se baseie na qualidade das cepas bacterianas, sendo assim, há no mercado uma opção de probiótico que atende a todas as condições, composta pelas cepas bacterianas liofilizadas, como Lactobacillus acidophilus, Bifidobacterium bifidum, Enterococcus faecium.

 

Na nossa linha de produtos temos o Biocanis, um biorregulador do trato intestinal dos cães e gatos que melhora as condições gerais de saúde do animal após estresse provocado por alterações de rotina. O Biocanis é um gel probiótico à base de bactérias probióticas, Lactobacillus acidophilus, Bifidobacterium bifidum e Enterococcus faecium. É um produto que contém cepas rigorosamente selecionadas sendo um produto elaborado seguindo padrões de qualidade da alimentação humana, pela Chr. Hansen, uma empresa que há mais de 130 anos é líder mundial em pesquisas de probióticos. A sugestão de dose é que em animais de companhia recém nascidos seja administrado 2 gramas e em animais adultos 4 gramas, repetir em intervalo de 6 a 12 horas ou a critério do medico-veterinário.

A infestação por ectoparasitas aumenta com a chegada do clima quente, principalmente nesta época do ano. As pulgas e os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzirem, por isso de dezembro a março as infestações são mais favoráveis.

 

Neste caso, a prevenção também sempre é a mais indicada. O uso contínuo de produtos que auxiliam no controle dos ectoparasitas em pets é essencial. A maior população de pulgas e carrapatos está no ambiente, então o tratamento apenas em cães e nos gatos não é eficaz para controlá-los. Como parte do ciclo de vida destes parasitas ocorre no ambiente, ele também deve ser tratado para interromper o desenvolvimento. As populações de pulgas e carrapatos adultos que se encontram nos animais representam apenas 5%. Já os outros 95% estão no ambiente em forma de ovos ou larvas de pulgas; ou ovos, larvas ou ninfas de carrapato.

 

As pulgas e os carrapatos se comportam diferentemente no ambiente. Enquanto as formas imaturas das pulgas preferem os locais abaixo do nível do solo, os carrapatos adultos e suas formas imaturas se escondem em locais altos, ou seja, acima do nível do solo. Engana-se quem pensa que as infestações destes parasitas no ambiente só acontecem em áreas externas. Com o pet inserido cada vez mais dentro do contexto familiar, é preciso dar atenção ao interior das residências, como os sofás, as cortinas, os tapetes e osarmários embutidos. O local onde o cão ou o gato costumam repousar e passar a maior parte do tempo deve ser frequentemente monitorado e higienizado, já que pode haver infestação.

 

A aplicação de produtos inseticidas no ambiente e o uso rotineiro do aspirador de pó (neste caso, para o controle de pulgas) também são necessários.

 

Para o controle de ectoparasitas a Ourofino Pet conta dois produtos: o NEOPet, produto com ação pulicida e carrapaticida, à base de Fipronil. Outra opção é a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina e Propoxur, indicada para auxílio na prevenção e controle do vetor da Leishmaniose, o mosquito-palha, e das infestações de carrapatos e pulgas.

A anemia é uma condição séria que compromete a saúde dos animais devido à deficiência ou falta de células vermelhas no sangue, podendo levar a um quadro clínico grave e até a morte.

 

Dentre as causas mais comuns nos cães estão os acidentes, hemoparasitas, desnutrição, vermes intestinais e doença renal crônica. Os sintomas clínicos mais observados são fraqueza, sono, perda de apetite, depressão e perda de peso. Além disso, alguns animais podem apresentar as mucosas pálidas (gengivas e pálpebras) e presença de sangue nas fezes e urina.

Atualmente existem no mercado suplementos à base de vitaminas e minerais que estão sendo utilizados como coadjuvantes no tratamento de anemias.

 

A Ourofino conta em sua linha para animais de companhia com o Metacell Pet, suplemento vitamínico mineral, composto por vitaminas e minerais excelentes para auxiliar na recuperação de animais com anemia e melhorar a performance dos animais  atletas. Lembre-se que a prevenção é a melhor forma de evitar transtornos.

Se você notar que o seu cãopanheiro não está bem, procure logo o atendimento de um médico-veterinário para que ele avalie a situação e indique o melhor tratamento.

Foto: IStock

Na rotina clínica veterinária sabemos que existe uma alta incidência de atendimentos a animais acometidos por lesões, feridas de diferentes tipos e origem como as  acidentais (mordeduras por brigas, feridas por atropelamento, queimaduras) e  os casos de feridas cirúrgicas, que muitas vezes são incisões extensas com grande perda de pele.

 

A cicatrização de feridas é um processo complexo que envolve a estruturação e crescimento de um novo tecido e depende de vários fatores, locais e gerais, como localização anatômica, tipo da pele, raça, idade, hiperatividade do paciente e o próprio tratamento das feridas. Portanto, para que tudo ocorra bem, cães e gatos requerem cuidados especiais na hora de cuidar dos ferimentos, como manter o local limpo para que não ocorra contaminação da ferida, lavar bem as mãos antes de manusear a ferida, limpar e proteger a área onde ocorreu a lesão e é muito importante o uso de colar protetor para o animal não lamber a área machucada, pois isso atrasa o processo de cura.

 

Para uma cicatrização rápida e de melhor qualidade para cães e gatos, a Ourofino conta em sua linha de produtos para pets com o Regepil, de uso tópico e formulação exclusiva com potente ação cicatrizante.

Lembrando que é indispensável uma consulta com o médico-veterinário para uma avaliação detalhada para que o profissional estabeleça o melhor protocolo de tratamento.

Foto: Istock

Os problemas articulares não são exclusivos dos seres humanos, acometendo também os cães e gatos com grande frequência. Eles podem acontecer devido ao desgaste normal que os tecidos sofrem com o passar do tempo. O envelhecimento acarreta várias alterações nos sistemas orgânicos dos animais, entre elas observamos o aparecimento das doenças articulares degenerativas (DAD) e a mais comum é a osteoartrite.

 

A osteoartrite é uma doença degenerativa que ocasiona a destruição da cartilagem articular em vários níveis, podendo causar situações ainda mais graves. A incidência dessa condição é maior em cães do que em gatos, especialmente em animais idosos de raças grandes e gigantes.

 

Além do envelhecimento, a osteoartrite pode ser causada por obesidade, sedentarismo, traumas, rupturas de ligamento, configurações articulares anormais. Apesar de não haver cura para os animais com osteoartrite, tratamentos farmacológicos com anti-inflamatórios, analgésicos e condroprotetores podem ser utilizados visando reduzir a inflamação, a dor e retardar a progressão da doença. Outras medidas de suporte como a redução de peso dos animais, a prática de exercícios físicos controlados, fisioterapia e adequação nas condições ambientais devem ser realizadas.

 

As baixas temperaturas favorecem a sensibilidade das articulações, causando dor e desconforto principalmente nos animais idosos. Por isso, é muito importante levar o seu animal de estimação para uma consulta de rotina, buscando a prevenção ou ainda o diagnóstico e tratamento precoce dessa patologia. Também é muito importante ter cuidado especial com o local onde os pets dormem, deixando-o o mais agradável e aconchegante possível, com cobertores e uma cama confortável. Outro cuidado que deve ser tomado é em relação ao piso do local em que o animal vive. O ideal é que não seja escorregadio, pois pode dificultar a adesão das patas ao caminhar, piorando o quadro clínico do animal.

 

Para o auxílio terapêutico, a Ourofino Pet disponibiliza o Maxicam Plus (associação do anti-inflamatório não esteroide meloxicam ao condroprotetor sulfato de condroitina A), Condromax Pet (suplemento alimentar composto por sulfato de condroitina A, glicosamina e minerais) e Nulli (analgésico oral à base de tramadol).

Certamente você já deve ter lido ou escutado algo sobre a microbiota intestinal, não é mesmo? Microbiota intestinal é o nome dado ao conjunto de microrganismos benéficos que habitam a mucosa dos diversos órgãos do trato gastrointestinal tanto dos animais quanto dos humanos.

 

Em cães e gatos a microbiota é composta por um grande número de microrganismos, especialmente bactérias, que são adquiridas logo após o nascimento. As bactérias coabitam normalmente com humanos e animais e encontram-se associadas a vários outros tecidos como, por exemplo, a pele, o trato respiratório e o urinário. A microbiota presente no trato digestivo de cães e gatos possui importantes funções no organismo. Ela atua como uma barreira que impede a aderência de bactérias causadoras de doenças, tem papel importante no sistema imunológico ativando células e estimulando produção de imunoglobulinas, além disso tem ação na digestão de nutrientes e na regulação dos movimentos intestinais.

 

Depois que a microbiota intestinal se estabelece ela permanece relativamente estável, mas pode sofrer influência de alguns fatores como a dieta, doenças, uso de medicamentos e envelhecimento. Além dos fatores já citados, razões emocionais também podem acarretar desequilíbrio da microbiota, como a chegada de um novo animal, viagens, ausência do dono, mudanças de ambiente e até mesmo a diminuição de passeios.

 

O desequilíbrio da microbiota intestinal também chamado de disbiose pode resultar na diminuição das populações de bactérias benéficas e favorecer a adesão e a proliferação de agentes patogênicos prejudicando a saúde dos pets por meio de desordens imunes e metabólicas.

 

Um sistema digestivo frágil favorece o aparecimento de problemas como má absorção de nutrientes e baixa imunidade nos pets. Quando isto ocorre há mais chance do aparecimento de doenças oportunistas. Para auxiliar na resolução e para a prevenção destes quadros os produtos denominados probióticos são excelentes ferramentas.

 

Por definição a palavra probiótico significa “a favor da vida” e foi usada pela primeira vez em 1954 para descrever substâncias necessárias para uma vida saudável. Probióticos são suplementos alimentares formulados com microrganismos vivos que atuam de maneira benéfica no trato intestinal. No mercado pet os probióticos podem ser encontrados como parte da formulação de rações e também em produtos específicos, como o Biocanis da Ourofino Pet.

 

As bactérias probióticas atuam no equilíbrio intestinal ajudando a regular a microbiota intestinal. O uso de probióticos traz inúmeros benefícios à saúde de cães e gatos uma vez que impedem a colonização de bactérias patogênicas, promovem o bom funcionamento do sistema imunológico e favorecem a digestão e absorção de nutrientes.

 

O uso de probióticos não possui contraindicação, eles podem ser fornecidos aos pets em qualquer fase da vida, sendo especialmente importantes em situações em que existem altos níveis de estresse com consequente queda do sistema imunológico. Diversas fases da vida de cães e gatos são estressantes, como por exemplo, a fase de desmane dos filhotes ou o período pré e pós-parto nas fêmeas. Qualquer alteração de rotina gera um estresse aos animais, nestes casos os probióticos podem ser utilizados para prevenir o desequilíbrio da microbiota intestinal e problemas decorrentes desta situação.

 

A utilização de microrganismos probióticos deve ser sempre feita com o objetivo de manter o equilíbrio benéfico da microbiota. Cuidar da saúde intestinal do pet faz parte do cuidado da relação entre eles e as pessoas. É sempre bom conversar com um médico-veterinário para mais informações sobre o uso de suplementos probióticos.

Segundo a Associação Internacional do Estudo da Dor (IASP – The International Association for the Study of Pain) dor é definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano tecidual real ou potencial.

 

Certamente sentir dor é uma experiência desagradável para qualquer pessoa, no caso dos pets a regra é a mesma. Antigamente acreditava-se que os animais não sentiam dor ou que possuíam um limiar de dor maior que o dos seres humanos. Atualmente já se sabe que, em relação à dor, os animais sofrem de forma semelhante às pessoas. Este fato ocorre porque existe uma similaridade entre as estruturas e os mecanismos envolvidos na percepção da dor nos animais e nos humanos, portanto provavelmente o estímulo que é doloroso para uma pessoa será também para um animal e a resposta de dor frente aos estímulos é sempre individual.

 

Os pets não conseguem comunicar verbalmente a dor, eles não reclamam e muito menos apontam onde está o desconforto, por este motivo a identificação da dor é uma tarefa complexa e desafiadora. Diversas situações podem causar dores nos pets, desde uma simples vacinação até problemas mais graves como as enfermidades osteoarticulares (artrites e artroses) e oncológicas (câncer).

 

Nos pets com dor são observadas mudanças no organismo como aumento do batimento cardíaco, aumento da pressão arterial e respiração ofegante. Além das mudanças fisiológicas, os cães ou gatos com dor apresentam alterações comportamentais. Para perceber tais alterações é muito importante conhecer o comportamento individual de seu pet bem como de sua espécie.

 

Nos cães com dor geralmente são observadas as seguintes alterações comportamentais: menor interação com seus tutores ou outros animais, ansiedade, redução na locomoção, latidos excessivos, uivos, postura anormal, agressividade, perda de peso e emagrecimento, apetite diminuído ou ausente, lambedura excessiva, automutilação, tristeza e depressão.

 

Os gatos com dor também apresentam perda de peso e emagrecimento, postura anormal, agressividade, apetite diminuído ou ausente, tristeza, depressão e automutilação, além disso, observa-se diminuição da capacidade de saltar, diminuição ou ausência da auto-higienização e falta de uso da caixa de areia para fazer suas necessidades.

 

A dor afeta de maneira negativa a qualidade de vida e as funções fisiológicas dos pets, assim sendo quanto mais cedo identificada e tratada melhor será para a recuperação. É muito importante estar atento ao comportamento de seu melhor amigo. Se observar algo estranho ou anormal é fundamental que o leve ao médico-veterinário, pois através de uma avaliação detalhada será possível identificar a dor, avaliá-la e determinar o melhor tratamento. Para o diagnóstico da dor é muito importante o relato detalhado das alterações comportamentais observadas pelo médico-veterinário para que este tenha condição de classificar a dor quanto a seu tempo de duração, origem e intensidade.

 

Apesar da impossibilidade de verbalizar a dor, os pets sentem como nós e o seu tratamento deve ser feito de forma adequada e urgente. A dor acarreta diversas alterações importantes no funcionamento do organismo. Todas estas alterações se não controladas dificultam o processo de recuperação, portanto é preciso ficar muito atento a qualquer alteração nos hábitos e comportamentos do pet.