Todos sabem que a alimentação dos pets deve se adequar com o período de vida, desde o nascimento a idade adulta. É muito importante para a saúde dos filhotes que nessa fase ele não passe por deficiências ou excessos nutricionais.

Os pets têm necessidades nutricionais diferentes dos adultos, não só em quantidade de alimento, mas também na qualidade. Além disso, cachorros e gatos apresentam algumas necessidades diferentes em relação aos nutrientes, por isso, nada de trocar a ração deles, combinado?!

 

A mudança para a alimentação sólida pode parecer simples, porém existem vários pontos de atenção. Ela deve ser gradual e iniciar enquanto os filhotes ainda mamam. Vale lembrar que alimentação sólida não é apenas a ração seca, existem outras opções sólidas que podem ser usadas.

 

Quando posso começar a dar alimentos sólidos?

Apesar do leite materno ser suficiente como única fonte de nutrientes nos recém-nascidos, a partir de 3 a 4 semanas de vida os alimentos sólidos devem ser introduzidos na dieta e, para filhotes de raças maiores, a partir de 3 semanas de vida.

 

Quais alimentos podem ser usados para iniciar a dieta sólida para filhotes?

O cachorro e o gato tem que ser alimentados com dietas completas e balanceadas, formuladas para crescimento ou todas as fases da vida e específicas para cada espécie.

Existem algumas opções de alimento sólido, entre elas as papinhas de desmame, que normalmente são alimentos em pó, para serem misturados com água morna até atingirem consistência de pasta. Estes alimentos podem ser encontrados em pet shops e são fabricados por empresas especializadas em alimentação de pets.

 

Além da papinha de desmame, podem ser feitas adaptações como usar a ração seca da própria mãe, ou uma ração para filhotes, umedecida com água na proporção de 1 parte de ração para 1 parte de água. Outra opção possível são as rações em lata/ sachê.

Vale lembrar que para cães de raças grandes é indicado utilizar uma dieta de filhotes de raças grandes diferente da dieta da mãe.

 

Quando posso desmamar os filhotes?

Apesar de começarem a consumir alimentos sólidos com 3 a 4 semanas, o desmame dos filhotinhos deve ocorrer apenas a partir da 7ª a 9ª semana de vida. Desmamar o filhote antes deste período (antes da 6ª semana) pode gerar problemas comportamentais tanto em cães quanto em gatos.

 

Durante quanto tempo preciso fazer esta transição?

Os alimentos sólidos devem ser inseridos aos poucos até que seja a única fonte de nutrição no momento do desmame. A recomendação de tempo é de, normalmente, uma semana seguindo as proporções: 20% do novo alimento no 1º e no 2º dia; seguido de 40% do novo alimento no 3º e 4º dia; 60% do novo alimento no 5º dia; 80% do novo alimento no 6º dia e, por fim, 100% do novo alimento no 7º dia.

 

Após o desmame o alimento escolhido (papinha de desmame, ração umedecida, lata/sachê) pode ser mantido até o final do 2º mês ou início do 3º mês de vida. Pode-se iniciar a transição para o alimento seco (ração), obedecendo novamente a proporção citada acima.

 

Posso dar qualquer quantidade?

Não. O ideal é sempre dar alimentos de maneira controlada, apenas para cachorrinhos e gatinhos magros podem ter alimentação livre. Todos os alimentos possuem recomendações nas suas embalagens. A orientação é seguir a tabela do produto que orienta a quantidade de acordo com a idade e o peso do pet.

 

Filhotes de cães de raças grandes precisam de cuidados nutricionais especiais: a superalimentação pode predispor a doenças ortopédicas de desenvolvimento e osteoartrose na idade adulta.

 

Os cuidados com os alimentos em filhotes de cães e gatos são fundamentais para garantir um crescimento saudável. As vezes a troca de alimento pode gerar alguns transtornos gastrointestinais, nestes casos o uso de probióticos, como o Biocanis , pode ser muito útil nesta transição.

 

Confira mais dicas de cuidados com os filhotes:

Referência:
Ettinger, S. J., Feldman, E. C., & Cote, E. (Eds.). Textbook of veterinary internal medicine (8th ed.). St. Louis, Missouri, US: Elsevier, 2017.

Os cachorros e gatos de pelos médios e longos costumam chamar muita atenção por onde quer que passem. Porém, está beleza precisa de uma cuidados regulares para se manter.

Contudo, mesmo com os cuidados, que vão desde a escovação diária ao banho, podem acontecer a presença de nós. A pelagem embolada costuma gerar bastante desconforto nos pets, acabam favorecendo a coceira, acúmulo de micro-organismos como fungos e bactérias, sujidades, ectoparasitos e, até mesmo, a queda de pelos em algumas situações.

 

Como os nós aparecem?

A formação de nós costuma ocorrer pelo atrito que os fios fazem uns nos outros, que pode aumentar devido à ação de fatores externos como pela ação do vento, água, contato com substâncias que ressacam os fios, como: banhos de piscina e de mar.

Algumas características anatômicas podem ser fatores relevantes para a formação dos nós, como o comprimento, a textura e a presença de subpelo. Normalmente os cães e gatos com estas características na pelagem necessitam de maiores cuidados na rotina estética do que pets de pelo curto.

 

Como tirar os nós de pelo dos pets: passo a passo

Tirar nó nem sempre é possível! Caso perceba que não está conseguindo desfazer o(s) nó(s) com o passo a passo, orientamos a procurar um profissional da estética para avaliar se é possível desfazê-lo ou se somente pode ser removido com a tosa. A tosa é recomendada quando a tentativa de desembaraçar os nós possa machucar o pet.

 

 

Confira alguns passos de como desembaraçar nós de pelo do cachorro ou gato da melhor maneira, minimizando a dor e o desconforto:

 

1.    Aplique um fluido desembaraçador de pelos

Atualmente existem produtos específicos que servem para desembaraçar os pelos de cães e gatos. Eles facilitam o deslizamento da escova pelos fios e vão diminuir o desconforto no momento do procedimento.

 

2. Localize o(s) nó(s)

As áreas com maior chance de formarem nós na pelagem são atrás das orelhas, no pescoço, próximo às articulações dos ombros e das coxas e, por fim, na virilha.

 

3. Segure o(s) nó(s) próximo à raiz dos pelos

Segurar o nó pela base no momento de desembaraçá-lo serve para amortecer os puxões, minimizando possível dor e/ ou desconforto no pet.

 

4. Desembarace-os

Inicialmente pode ser feita a tentativa de reduzir o nó com as mãos, diminuindo o seu tamanho. Em seguida é necessário utilizar uma rasqueadeira, que possui cerdas de arame levemente curvadas nas extremidades, que irá separar os fios.

 

O ideal é começar da parte mais distante do corpo do animal e, conforme os fios forem se soltando na extremidade, aproximar mais da base do nó, até que ele se desfaça por completo. Ou seja, no sentido das pontas para a raiz. Vale lembrar sempre que este utensílio não deve ser friccionado na pele do animal, pois pode feri-lo.

Vale lembrar que é melhor evitar a formação dos nós, do que ter que desfazê-los! Portanto, seguem algumas dicas para evitar este transtorno.

 

Como evitar a formação dos nós na pelagem do meu pet?

De modo geral, animais com pelos longos devem ser escovados mais vezes na semana, tendo o tutor um papel fundamental na manutenção da pelagem.

 

 

Quer saber mais sobre cuidados sobre pele e pelos de cães e gatos? Acesse nosso Guia Rápido de Cuidados com a Pele e Pelos dos Pets!

 

A frequência de banhos também é essencial para remover sujeiras, oleosidade e/ou excesso de descamação da pele que vão deixando os pelos grudados, favorecendo os nós. Ou seja, a escovação e os banhos previnem este acúmulo e minimizam a chance da formação de nós.

 

Além disso, o uso de shampoo e spray hidratante mantêm os pelos com as cutículas seladas, reduzindo o atrito e formação de nós. Vale lembrar que a formação de nós na pelagem independe se o pet tem pele seca ou oleosa, portanto cabe pedir ajuda do médico-veterinário ou profissional de estética para poder orientá-lo.

 

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DICA BÔNUS: devido a maior frequência de cuidados necessários para manter os pelos longos é importante que o pet seja acostumado desde cedo a ser manipulado, de preferência quando ainda é filhote.