Precisamos lembrar que os gatos são extremamente higiênicos e conseguimos perceber isso ao conviver com eles. São animais que, normalmente, já sabem onde fazer suas necessidades fisiológicas e tem o hábito de cobri-las, além de se lamberem frequentemente como forma de limpar o seu corpo. Mas quem nunca foi lambido por um gato e sentiu aquela linguinha áspera? A verdade é que a língua dos bichanos é cheia de pequenos cones bem pontudos que tem como uma de suas funções auxiliar na higiene pessoal, fazendo com que tenham predisposição à ingestão dos próprios pelos e consequentemente a formação de bolas de pelos.
Como os felinos têm o hábito de autolimpeza, é comum os pelos serem eliminados pelo sistema digestivo dos animais, mas caso ocorra uma redução da motilidade do intestino podemos ver o que chamamos de bola de pelo através de vômitos. Não queremos que isso aconteça com eles, não é? É possível ainda que elas acabem gerando alguns transtornos para o gatinho em caso de permanência por muito tempo sem ser expelidas, podendo endurecer e formar um tricobenzoar, ou seja, o acúmulo de pelos não digeridos, e que, se agravado, o animal poderá precisar de cirurgia para a remoção.
Outra situação é que muitos tutores não sabem como identificar se aquilo que foi expelido é normal ou se é preciso levá-lo ao médico-veterinário. Caso o bichano esteja vomitando, não esteja se alimentando ou apresentando dificuldades para defecar, sempre o leve ao médico-veterinário de sua confiança, pois somente um profissional terá como identificar se realmente é uma questão de acúmulo de pelos dentro do animal e resolver o caso da melhor forma. Se o gato estiver regurgitando, saindo pelo e um líquido que seja originado do estômago, provavelmente será a famosa bola de pelo.
Existem várias ações que podemos fazer para ajudar a manter a saúde do nosso bichano para evitar que isso não se torne um problema: nos atentar aos sinais mencionados acima, oferecer ração de qualidade que tenha um teor de fibra alto, escovar o animal pelo menos uma vez ao dia, fazer o enriquecimento ambiental para diminuir o estresse e fazer o controle de ectoparasitas (pulgas), pois as pulgas podem fazer com que o gato se mordisque e acabe engolindo uma quantidade de pelos, além de se lamber em excesso.
Para o controle das pulgas do seu gatinho, a Ourofino conta com o NEOPet, produto à base de fipronil a 12,5%, substância segura para o combate destes parasitos e que pode ser utilizado mensalmente. Lembre-se que é importante deixar disponível alguns potinhos de água limpa e fresca, pois eles costumam ser preguiçosos e podem deixar de beber água por causa da distância do bebedouro, isso também pode colaborar para o mau funcionamento do intestino.
Os cachorros e gatos são animais curiosos e adoram explorar os ambientes, com isso a picada por abelhas é algo relativamente comum e pode provocar desde um simples inchaço e, dependendo da espécie da abelha, pode ser fatal.
Saiba os riscos e cuidados imediatos que você deve ter com o seu pet!
Toda picada por abelha é perigosa?
As abelhas são ótimas polinizadoras, mas também um risco para nossos animais de companhia. Este risco está em sua ingestão ou em suas picadas, sendo ambas as situações comuns pela curiosidade inata do pet.
Atualmente as abelhas criadas no Brasil são mestiças com abelhas africanas que, apesar de serem insetos sociais e utilizados para a produção de mel e derivados, podem apresentar comportamento agressivo, portanto, deve-se evitar que o pet se aproxime de colmeias e abelhas.
As abelhas realizam a ferroada como forma de defesa contra ataques aos indivíduos ou às colmeias.
O ferrão está presente apenas nas fêmeas das abelhas e o veneno é produzido pela “glândula do veneno” e injetado no momento da ferroada, ambos ficam presos no local da ferroada liberando lentamente o veneno.
Após a ferroada a abelha morre, ou seja, cada abelha pode atacar uma única vez, mas como são insetos sociais, a aproximação à colmeia pode resultar no ataque de grande número de abelhas.
A picada de abelha pode ser fatal, porém são casos raros e tudo depende da reação do organismo do pet ao ter contato com a toxina aplicada pelo inseto e a quantidade. Podendo desenvolver convulsão, coma, e evoluir para óbito por conta da cardiotoxicidade do veneno.
Dependendo da zona da picada, a reação inflamatória pode chegar a obstruir as vias respiratórias e provocar asfixia. Daí a importância de ir de imediato ao médico-veterinário diante à reação alérgica.
Sintomas da picada de abelha em pets
O acidente por abelhas pode causar três tipos de reações: local, tóxica sistêmica e anafilática.
A reação local ocorre quando o animal sofre uma ou poucas ferroadas. Os efeitos são limitados ao local do ataque, com aparecimento rápido de dor, vermelhidão e edema, que podem persistir por algumas horas ou, eventualmente, dias. Os cães e gatos apresentam, em geral, inchaço na face, ao redor dos olhos e/ ou nas orelhas, sendo a possibilidade fatal após uma única picada muito rara.
A reação tóxica sistêmica é resultado de muitas ferroadas que podem levar a alterações clínicas como apatia, falta de apetite, amarelamento de pele, mucosas e olhos (icterícia), urina com coloração avermelhada, vômitos, diarreia, alteração respiratória, convulsões, depressão do sistema nervoso central, febre e choque.
A reação anafilática, que é uma reação alérgica grave com potencial de fatalidade, é algo que acontece apenas em alguns indivíduos muito sensíveis, em que o próprio sistema imunológico responde de maneira exagerada, mesmo com uma única ferroada.
Essa reação foi descrita apenas em cães que apresentaram apatia, sangue na urina, falta de coordenação motora e convulsões. Outros sinais clínicos associados à reação anafilática incluem inchaço com vermelhidão local, coceira e urticária. Nos casos graves, potencialmente fatais, há o fechamento das vias aéreas.
Tratamento
Em qualquer caso de ferroada por abelhas, o ferrão deverá ser removido da pele do animal junto com a glândula tendo o cuidado para não apertá-la, pois ainda pode haver veneno. Por este motivo a remoção dos ferrões deve ser feita por meio de raspagem, de preferência com suporte do médico-veterinário.
Além da remoção do ferrão é recomendado aplicação de compressas frias no local e, quando necessário, o veterinário poderá prescrever medicamentos para controle da dor e do inchaço, bem como corticoides e antialérgicos. De acordo com a gravidade do caso, o médico-veterinário também pode fazer tratamento de suporte com fluidos, suporte cardiorrespiratório e outros medicamentos.
Muitas vezes, pais e mães de pet precisam viajar a trabalho ou até mesmo em período de férias. Apesar da dor no coração, nem sempre podemos levá-los conosco. Com as férias escolares chegando, surgem as dúvidas e o medo em relação a todos os cuidados que devem ser tomados: Aonde meu pet vai ficar? Quem irá cuidar dele?
Pensando nisso, separamos dicas que irão te ajudar a preparar o seu pet e tranquilizá-lo durante a viagem!
1. Escolha o local que o pet irá ficar
Antes da viagem, é essencial definir em qual local o pet irá ficar. Normalmente cães conseguem ficar bem tanto em hotel quanto em casa com outras pessoas, ou com um dog sitter (babá de pet).
Já os felinos, normalmente ficam melhores em casa sendo cuidados por um cat sitter, pois estão acostumados ao seu ambiente, onde deixam seu cheiro em toda a casa, tornando aquele ambiente familiar. Quando os felinos vão para outros locais e não sentem o seu próprio cheiro, entende que aquele não é um ambiente familiar, o que normalmente deixam os gatos com medo.
2. Fique atento à saúde do seu pet
Decidido o local que o pet ficará, é necessário tomar alguns cuidados antes da viagem, são eles:
- Vacina antirrábica e a múltipla (viroses) para cães e gatos devem estar atualizadas obrigatoriamente, pois são consideradas vacinas que protegem contra doenças que podem até ocasionar consequências irreversíveis ao pet;
- Vacina contra gripe para os cães também é importante, apesar da gripe dos cães não ser uma doença que costume trazer danos fatais ao cão;
- Vermifugação atualizada;
- Uso de ectoparasiticidas para eliminação de pulgas e carrapatos (Ex.: o nosso NEOPet);
- Em regiões que sejam endêmicas (tem ocorrência) para Leishmaniose, os cães devem usar coleiras repelentes contra o mosquito-palha, como indicação segura, nossa coleira Leevre.
- Medicamentos: caso o pet faça uso contínuo, é importante separar a quantidade necessária para o período da viagem, bem como deixar anotado o horário indicado a cada medicamento.
3. Acostume seu pet com o novo local
Caso optar por deixá-lo em um hotel ou na casa de conhecidos, é importante levar o seu pet no local alguns dias antes da viagem para que ele possa reconhecer o espaço e adaptar-se á movimentação, aos cuidadores e aos novos cheiros. Essa ambientação é fundamental para reduzir o estresse da mudança de rotina e ausência do tutor.
4. Mantenha o pet confortável
Separe com antecedência os objetos pessoais do pet: ração, brinquedos que ele mais gosta, cobertor, potes de água, roupas, comedouro, bebedouro, caminha e caixa de transporte no caso dos gatos. Inclua um “pano” ou peça de roupa do tutor para que o pet possa ter um cheiro familiar e se sentir mais seguro e confortável.
Caso sua viagem dure muitos dias e precise tomar banho, ideal é separar os próprios produtos de higiene do seu pet.
No caso de felinos que ficarão em casa, deixar o cat sitter ciente de onde estão os objetos pessoais do gato.
Com todos os cuidados tomados você viajará tranquilo e seu pet estará seguro e bem cuidado!
Depois que um pet nosso passa por uma cirurgia, o que a maioria de nós, pais e mães de pets pensam é: o mais difícil já passou! É verdade que ao passar a cirurgia sentimos uma sensação de alívio, porém só podemos considerar o sucesso total após a cicatrização e a retirada dos pontos. Por isso, vamos falar um pouco de alguns cuidados especiais que devemos ter com o pet no período pós-operatório?
1. Controle as atividades físicas do pet
O primeiro ponto é evitar o excesso de esforço físico, ou seja, o pet pode caminhar normalmente, mas não devemos deixa-lo correr, nem subir e descer de sofás e camas. Estes cuidados servem para evitar movimentos bruscos que podem levar a ruptura dos pontos. Se a cirurgia que o pet fez foi ortopédica, os cuidados são ainda mais importantes, pois além da ruptura de pontos, podem surgir problemas com a estabilidade de pinos/ placas nos primeiros dias e acabar atrapalhando a cicatrização óssea.
2. Dê as medicações prescritas
É fundamental que as medicações do pós-cirúrgico, prescritas pelo médico-veterinário, sejam administradas corretamente para que o animal não sinta dor e nem apresente infecções.
3. Tenha atenção com a alimentação e a água
Deve-se assegurar que o pet esteja comendo bem e bebendo água, bem como “ir ao banheiro” normalmente durante o período de recuperação.
4. Cuidados com a higiene do pet
Um dos pontos importantes é não deixar o pet se sujar! Isso porque não é recomendado dar banho no pet enquanto não for feita a retirada dos pontos.
Além disso, a ferida cirúrgica (como é chamado o corte feito para a cirurgia) deve ser limpa com a frequência estabelecida pelo médico-veterinário. Existem vários produtos que podem ser usados para a limpeza, como a solução fisiológica, substâncias a base de clorexidine, água oxigenada, etc.
O local da cirurgia pode ser mantido coberto ou até mesmo sem cobertura, a depender da orientação do cirurgião. Normalmente, nas regiões próximas a região genital e anal não se costuma cobrir, devido a possibilidade de contaminação por fezes e urina, aumentando a frequência da limpeza local nestes casos. Outra situação que muitas vezes evita-se usar curativos são em pacientes alérgicos que costumam ter dermatite com o uso de esparadrapos. Em vez do curativo, recomenda-se (a depender do local da cirurgia) apenas o uso de roupinhas cirúrgicas.
5. Fique atento à cicatrização
É essencial o uso de agentes cicatrizantes. Os agentes genuinamente cicatrizantes aceleram o processo fisiológico da cicatrização, que costuma estar mais lenta em algumas situações como animais idosos, com doenças endócrinas e também e cirurgias com cortes (incisões) muito grandes, além dos felinos que tem características diferentes da cicatrização dos cães, características estas que torna a espécie mais susceptível a “abertura” de pontos.
Para auxiliar a cicatrização da ferida cirúrgica do seu pet, a Ourofino conta com o Regepil spray cicatrizante composto pela associação de tartarato de ketanserina e asiaticosídeo, substâncias que atuam em conjunto para acelerar o processo cicatricial.
Consulte sempre um médico-veterinário.
A pele é o maior e um dos mais complexos órgãos do corpo, representando a principal barreira protetora do organismo e essencial para a sobrevivência.
As lesões de pele, particularmente as feridas, possuem grande importância clínica em função da alta frequência com que ocorrem nos animais, além da possibilidade de resultarem em infecções e de se constituírem como uma fonte de dor e incômodo.
O tratamento vai depender do diagnóstico, sendo necessário entender a raiz do ferimento para uma cura total. Portanto, é necessário buscar ajuda do médico-veterinário assim que as feridas de pele apareçam.
Determinados tipos de feridas ou situações em que ocorrem caracterizam-se por processo cicatricial lento e complicado, como é o caso dos gatos, que por características fisiológicas da espécie apresentam o processo cicatricial mais lento que os cães. Sendo assim, pedem cuidados especiais quando apresentam feridas.
Cuidados básicos durante o procedimento de tratamentos das feridas
Ao encontrar feridas na pele do seu pet, o primeiro passo é manter o local limpo para evitar que infeccione. Para isso lave bem as mãos com água e sabão e imobilize o animal de companhia, fazendo com que se sinta seguro.
Realize a limpeza das feridas com uma gaze e soro fisiológico para tirar qualquer resto de sujeira. Não é indicado o uso de gaze de algodão, pois pode deixar fibras na ferida.
Coloque um colar elisabetano no seu pet para impedir que ele lamba a ferida e, com isso, o processo de cicatrização demore ainda mais. Não se esqueça de levá-lo ao médico-veterinário para uma avaliação detalhada para que ele estabeleça o melhor protocolo de tratamento.
Para uma cicatrização rápida e de melhor qualidade para cães e gatos, muitos agentes e procedimentos têm sido testados de forma a estimular ou acelerar a cicatrização de feridas, principalmente devido à variabilidade das feridas e características individuais dos pacientes. A Ourofino conta em sua linha com o Regepil, um produto tópico de formulação exclusiva, potente ação cicatrizante e um tratamento confortável para o pet.
O uso do Regepil pode ser indicado para feridas crônicas, feridas localizadas em região de difícil cicatrização e para animais com comprometimento do processo de cicatrização fisiológico, decorrente de uma condição clínica pré-existente ou de algum tratamento concomitante, de modo a contribuir e acelerar o processo de cicatrização.
Consulte sempre um médico-veterinário.
O que é cinomose canina?
A Cinomose é uma doença multissistêmica infectocontagiosa grave e muitas vezes letal, de evolução aguda, subaguda, ou crônica, que ocorre no mundo todo e acomete diversos animais terrestres e aquáticos, entre eles os cães. (Carvalho et al., 2012).
As taxas de morbidade e mortalidade são bastante altas em filhotes e jovens adultos, principalmente nos não vacinados. Estudos mostram que a sua prevalência em cães no Brasil varia de 10% a 41-50% e a prevalência na rotina clínica na visão dos médicos veterinários é de 91,7%. (Costa et al. 2019).
O Vírus
O Vírus da Cinomose Canina (Canine Distemper Vírus – CDV) é um RNA de fita simples, envelopado, que pertence a família Paramyxoviridae, gênero Morbillivirus. Há somente um sorotipo relatado que apresenta variações de patogenicidade e virulência nos hospedeiros. São sensíveis a altas temperaturas (56º C) e a solventes lipídicos (Cartroxo, 2003; Flores, 2007; Jericó, 2015).
Patogenia
O cão poderá se infectar ao ter contato com partículas virais das excreções e secreções corpóreas presentes no ambiente e em objetos, ou em contato direto com um animal que tenha a doença (Cartroxo, 2003; Flores, 2007).
O animal poderá eliminar partículas virais a partir do 5º dia de infecção por até 60-90 dias. É importante ressaltar que o cão poderá transmitir o vírus antes mesmo de ter sintomatologia e há animais que se tornam hospedeiros assintomáticos e desenvolvem a doença de forma subclína, no entanto também poderão transmiti-la. A transmissão transplacentária também pode ocorrer, levando a abortos, ou ao nascimento de filhotes fracos e imunossuprimidos (Nelson e Couto, 2001; Cartroxo, 2003; Flores, 2007; Jericó, 2015).
O CDV invade inicialmente o trato respiratório superior e se replica em macrófagos e linfócitos B e T nas primeiras 24 horas, então partículas virais se espalham através da via linfática para os gânglios e tonsilas levando a uma grave imunossupressão. No 4º ao 6º dia pós-infecção, o CDV irá se replicar na medula óssea, timo, baço, nódulos linfáticos, mesentéricos, placas de Peyer, células de Kupffer e as células mononucleares nos pulmões. Nessa fase o cão poderá apresentar uma hipertermia devido à intensa multiplicação viral e leucopenia causada pela depleção de células linfoides. No 8º ao 10º dia pós-infeção o CDV migra para sistema nervoso central causando alterações neurológicas, cuja gravidade depende da cepa envolvida e a condição imunológica do cão. Essas lesões neurológicas possuem caráter desmielinizante, assim como a esclerose múltipla em humanos (Greene, 2006).
Sintomas da cinomose
A cinomose canina é uma doença que não apresenta nenhuma sintomatologia patognomônica. Inicialmente os sintomas mais frequentes podem incluir secreções nasais e oculares, tosse úmida, dispneia, febre, anorexia, conjuntivite e diarreia, podendo variar de indivíduo para indivíduo. Os sinais clínicos neurológicos que o animal poderá apresentar estão ligados ao local do SNC afetado. A paralisia dos membros pélvicos, ataxia, convulsões, nistagmo e mioclonias são observados com frequência. Co-infecções com a parvovirose, adenovirose, entre outras doenças causadas por vírus e infecções causadas por bactérias podem ocorrer, agravando o quadro (Greene e Appel, 2006; Flores, 2007).
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado pelo médico veterinário, através do histórico do animal, exame físico e exames laboratoriais (Santos et al., 2016).
O Vírus pode ser detectado através de diversas técnicas utilizando amostras de sangue e secreções (Li et al., 2013). Atualmente testes sorológicos rápidos são realizados na clínica veterinária e o RT-PCR é considerado uma das técnicas confirmatórias para o diagnóstico.
Em relação as alterações hematológicas, podemos observar anemia, leucocitose com neutrofilia ou leucopenia associada à linfopenia, e trombocitopenia e inclusões virais denominadas corpúsculos de Lentz que podem ser encontrados em leucócitos, eritrócitos, linfócitos e neutrófilos, esse achado é considerado um método de diagnóstico definitivo e de fácil execução (Vicente et al., 2010; Jericó, 2015).
Tratamento
Existem poucos estudos utilizando um antiviral específico, mas existem formas de reduzir a sintomatologia e a progressão da doença instituindo um protocolo de suporte com antimicrobianos de amplo espectro, expectorantes, broncodilatadores, corticosteróides, antipiréticos, antiácidos, antieméticos, anticonvulsionantes , fluidoterapia e suplementação vitamínica mineral com o intuito de auxiliar na regeneração celular e estimular a imunidade. Quando não há sintomatologia neurológica, pode ocorrer uma melhora espontânea utilizando apenas o tratamento sintomático (Greene, 2006; Pereira, 2014).
As terapias complementares como a fitoterapia, fisioterapia e acupuntura possuem relevância na melhora do quadro clínico (Lesnau, 2008).
Importância da Prevenção
Como citado anteriormente, não há um tratamento realmente eficaz contra essa doença, portanto a prevenção com um protocolo vacinal eficaz é de extrema importância.
Segundo diretrizes de vacinação, como o WSAVA, a imunização deve ser realizada com uma vacina viva modificada a partir de 6 a 8 semanas de idade, repetida após intervalo de 21 a 30 dias até o animal completar 16 semanas e mais uma dose deverá ser feita quando o animal completar 6 meses de idade. Quando há um grande desafio, ou seja, um filhote com alta exposição ao vírus ou pouca imunidade recebida do colostro, o protocolo pode ser iniciado a partir de 4 semanas de vida. Atualmente estudos mostram que as doses de reforço não são necessárias com intervalos menores que 3 anos, essa prática já é realizada em outros países, onde estão disponíveis vacinas somente com vírus vivos modificados.
Consideração Final
O médico veterinário tem um papel muito importante na conscientização da população, prevenção e erradicação dessa doença. A cinomose canina não apresenta até então um tratamento específico, mas pode ser prevenida através da vacinação e medidas de controle.
A principal característica dessa raça é que alguns deles nascem completamente sem cauda e outros podem nascer com uma cauda bem curta. Também possuem membros posteriores maiores do que os anteriores e por isso sua garupa é alta e seu andar é um tanto saltitante. A combinação dessas duas características conferem ao Manx o apelido de gato coelho.
A história da sua origem nos diz que provavelmente vieram da Inglaterra e País de Gales e essa raça é considerada uma das mais antigas conhecidas.
São gentis, brincalhões e muito inteligentes! Gostam muito da família e se dão bem com crianças e outros animais de estimação. Calmos, bem-humorados e cheios de carinho para compartilhar, eles preferem não ficar sozinhos por longos períodos de tempo.
Embora a falta de cauda seja sua característica mais marcante, eles também são conhecidos por terem um corpo bem redondo, robusto e forte.
Em relação a sua pelagem, existe a variação com pelo longo que leva o nome de Cymric. Eles podem ter diversas colorações, geralmente possuem marcações e bastante combinações de cores. O Manx de pelo curto tem uma pelagem dupla com aparência brilhosa e os pelos do Cymric tem uma textura sedosa e lembram um casaco.
Uma dica, é que a escovação seja feita de forma periódica e que produtos adequados para o banho e higiene sejam utilizados, para que os pelos estejam sempre sedosos.
Você conhece a Linha Bris? Indicada tanto para pele seca quanto para pele oleosa, a Linha Bris possui fitoesfingosina e nanotecnologia e irá fazer a manutenção da proteção natural da pele e hidrata-la na medida certa. Converse com seu médico veterinário para saber mais.
A Leucemia felina (FeLV), é causada por um retrovírus que se aloja na medula óssea do gato, transformando células normais em células cancerígenas. É considerada uma doença altamente contagiosa entre os felinos e a contaminação entre eles acontece através de contato com a saliva, urina ou fezes de animais infectados. Ao atingir as células, o vírus da FeLV (Feline Leukimia Vírus) impede a produção de células vermelhas do sangue, pela medula óssea, causando um enfraquecimento do sistema imunológico deixando o animal mais suscetível a diversas outras infecções.
Os principais sintomas apresentados pelos gatos infectados com o vírus da leucemia felina são:
- Perda de peso;
- Anemia;
- Estomatites (inflamações intensas na boca);
- Anorexia (perda de apetite);
- Febre;
- Apatia;
- Problemas respiratórios.
Ainda falando sobre a contaminação, é importante dizer que essa transmissão só ocorre entre os felinos. Isso quer dizer que os cães que convivem no mesmo ambiente, assim como os humanos não correm o risco de se contaminar (não se trata de uma zoonose). Sendo o vírus transmitido através de saliva, urina ou fezes, a higiene do ambiente é de extrema importância para seu controle. O uso do Herbalvet TA na diluição de 1ml pra 1 litro de água, no ambiente onde vive o seu melhor amigo, confere excelente proteção, servindo também como um poderoso desodorizante na neutralização de odores de fezes e urina.
A visita regular ao veterinário é indispensável. O diagnóstico realizado a partir dos primeiros sintomas, evita infecções secundárias e consequente agravamento do caso. Infelizmente a Leucemia felina é uma doença grave e não tem cura, apenas tratamento paliativo. Seus sintomas são tratados e seu agravamento é evitado com os cuidados iniciais e o uso correto dos medicamentos que diminuem o impacto do vírus no organismo do felino e suas consequências, prolongando o tempo de vida do animal.
Para isso o médico veterinário pode indicar uso de antibióticos e suplementos para tratamento de infecções secundárias e da anemia. A Ourofino Pet conta com uma linha ampla de antibióticos e também com o Metacell Pet, que é um composto formado por vitaminas e minerais que possuem papel importante na produção das células vermelhas do sangue.
Outra maneira de proteger seu amigo felino é fazendo um protocolo vacinal correto. Dessa forma, você estará protegendo-o da FeLV e de outras doenças virais também.
Por isso, ao observar qualquer sintoma ou comportamento estranho em seu amigo felino, procure imediatamente um médico-veterinário de sua confiança.
Você sabia que a cinomose é uma doença grave que afeta principalmente filhotes e idosos com a imunidade baixa, mas que também acomete cães na idade adulta?
A cinomose é causada por um vírus da família Paramyxovirus e tem alta taxa de mortalidade e apesar de ser altamente contagiosa, não é transmitida aos seres humanos. Nos cães, ela pode causar diversos sintomas e acometer todo o organismo do animal, podendo provocar sequelas graves.
Transmissão
A cinomose é transmitida a partir do contato de um animal saudável com outro infectado, de maneira direta ou indireta, uma vez que o vírus é eliminado em todas as secreções e excreções do corpo dos cães. A transmissão também pode acontecer pelo ar (vento) em áreas próximas a um animal doente, sendo mais comum a disseminação da doença em locais onde os cães são mantidos em grupos. Por isso, é importante evitar o compartilhamento de acessórios como comedouros, bebedouros, cama e brinquedos.
Diferente de outras doenças infecciosas de cães, o vírus da cinomose pode sobreviver por até três meses no ambiente, mas não resiste a uma boa limpeza e pode ser eliminado por desinfetantes à base de cloreto de benzalcônio a 15%.
Sintomas
A doença pode apresentar sintomas respiratórios como tosse, secreção nasal, dificuldade respiratória, secreção ocular e febre; sintomas gastrointestinais como vômito, diarreia (com ou sem sangue), falta de apetite e dores abdominais; sintomas neurológicos com alterações comportamentais, vocalização (gritos ou uivos como se estivesse sentindo dor), convulsões, tremores, olhos fazendo movimentos repetitivos, falta de coordenação motora, andar em círculos, movimentos de pedalagem e/ou paralisia.
A cinomose também pode apresentar sinais na pele do animal como pústulas abdominais (pequena bolha com pus), espessamento dos coxins (“almofadas” das patas) e do focinho, além de sinais oftálmicos como secreção ocular e alterações na visão.
Os casos de mortalidade na fase neurológica da doença estão entre 30% a 80% e os animais que sobrevivem a esta fase podem apresentar sequelas para o resto da vida.
Diagnóstico
O diagnóstico deve ser feito pelo médico-veterinário com perguntas sobre o histórico do animal, dos sinais notados pelo tutor e do exame físico no momento da consulta, além de exames de sangue (hemograma e teste sorológico) e de testes que identificam a presença do vírus nas secreções do cão.
Tratamento
As chances de cura são pequenas, por isso a prevenção é a principal medida de controle. É importante vacinar o cão, seguindo o calendário indicado pelo médico-veterinário, para que seja feita a correta imunização contra a doença. Outros cuidados também são importantes como evitar o contato com animais não vacinados e com ambientes e objetos que possam estar contaminados.
Não existe um tratamento específico para cinomose, portanto o segredo está no controle dos sintomas, que pode ser feito com o uso de antibióticos, medicação para controlar os vômitos e as convulsões, suplementos nutricionais, pomadas, cremes e colírios, quando necessário.
Soluções Ourofino
No nosso portfólio contamos com o Herbalvet T.A., desinfetante a base de cloreto de benzalcônio a 15 %, eficaz para eliminar o vírus da cinomose em ambientes veterinários. Assim, conseguimos evitar a disseminação do vírus para outros cães.
A Ourofino também conta com uma linha de antibióticos que podem auxiliar o tratamento do seu pet. A prescrição deve ser feita pelo médico-veterinário que acompanha seu cãozinho.
Existem várias maneiras de exercitar um cachorro idoso, e se você está procurando dicas sobre como manter seu cão idoso em forma e ativo, siga a leitura.
Do valor da caminhada diária à importância de exercícios de baixo impacto para cães com problemas de mobilidade, aqui estão dez dicas para exercitar um cachorro idoso.
Exercitar um cachorro idoso: consulte o veterinário antes de alterar a rotina de exercícios
Quando se trata de exercitar um cão idoso, é uma boa ideia consultar primeiro o seu veterinário.
Outro conselho, anotar suas dúvidas e preocupações antes da consulta para garantir que você não se esqueça de nada.
Eu por exemplo, nem sei dizer quantas vezes eu comentei depois de uma consulta: “Puxa vida, esqueci de perguntar sobre isso.”
Seu veterinário poderá avaliar a saúde de seu cão e ajudá-lo a desenvolver uma rotina de exercícios apropriada para ele.
Estabeleça uma rotina diária de caminhada com seu cachorro
Uma caminhada diária é recomendada para todos os cães, incluindo cães idosos.
Embora seu cão mais velho não consiga acompanhá-lo em uma caminhada de quatro horas, ele ainda pode desfrutar de um passeio agradável pela vizinhança.
Se o passeio do seu cachorro se tornar muito rotineiro, você pode melhorar isso, permitindo que ele atue conduzindo ou fazendo pausas frequentes para cheirar.
Se o seu cão está fora de forma ou tem problemas de mobilidade, comece em superfícies planas (como uma caminhada pela vizinhança em vez de uma trilha acidentada) e aumente gradualmente a distância.
Se você está tendo dificuldade em manter uma rotina consistente, aqui estão algumas dicas para se motivar a passear com o cachorro.
Comece uma nova rotina lentamente
Quando se trata de exercitar um cão idoso, é importante começar devagar. Assim como nós, nossos cães podem se esforçar demais durante o exercício.
Isso também se aplica para cães que já estão fora de forma. Lembre-se de que eles devem começar lenta e gradualmente aumentar sua atividade para evitar lesões.
Se você é novo no caminho para passear com seu cachorro, comece em uma superfície plana e aumente gradualmente a distância e/ou o ritmo.
Se você estiver incorporando novas atividades em sua rotina (como natação ou brincadeiras), registre por quanto tempo eles ficam ativos e se apresentam ou não algum sinal de desconforto depois.
Em seguida, após algumas sessões, você terá uma boa ideia da quantidade de atividade que eles podem realizar e poderá aumentar essa quantidade gradualmente.
Dicas para exercitar um cachorro idoso
Quando se trata de incorporar exercícios à rotina do seu cachorro idoso, é importante começar devagar.
Com o tempo, a resistência será desenvolvida. A progressão pode ajudar seu cão a evitar lesões e esforço excessivo.
Dê um aquecimento ao seu cão
Um dos aspectos mais importantes do exercício de seu cão é começar com um aquecimento.
Devido ao fato de minha cadela Laika estar extremamente rígida pela manhã devido à artrite, damos algumas voltas rápidas ao redor do quintal antes de sair para nossa caminhada matinal.
Se seu cão tem problemas de mobilidade, como artrite, comece sua rotina de exercícios com uma caminhada de dois ou três minutos pelo quintal para fazê-lo se mexer.
Opte por exercícios de baixa intensidade
Aos oito anos, 80% dos cães têm artrite, o que significa que muitos de nós precisaremos lidar com a artrite canina em algum momento da vida de nossos cães.
Embora não seja um diagnóstico agradável, não significa que todas as atividades agradáveis de que você gostava tenham terminado.
Exercícios de baixo impacto, como caminhar e nadar, são ideais para cães com problemas de mobilidade, como artrite.
Se seu cão tem problemas de mobilidade, limite seus exercícios a atividades de baixo impacto, como natação, caminhada, jogos internos e sessões de brincadeiras suaves.
Esses tipos de atividades podem ajudar a manter a força muscular de seu cão, ao mesmo tempo em que são gentis com suas articulações.
Cães com mobilidade reduzida devem evitar exercícios de alto impacto, como corrida ou jogos intensos de busca que exijam correr e pular.
Complemente a rotina do seu cachorro idoso com exercícios mentais
Adicionar estímulo mental à rotina de exercícios do seu cão é uma maneira de mantê-lo ativo na velhice.
Jogos simples de trabalhar o faro, como encontrar as guloseimas ou uma brincadeira rápida de esconde-esconde, vão envolver o cérebro do seu cachorro, ao mesmo tempo que o encorajam a ser ativo dentro de casa.
Ao longo do dia, incorpore alguns jogos e atividades internas adicionais para o seu cão se divertir.
Maneiras simples de aumentar a estimulação mental do seu cão incluem usar um brinquedo de distribuição de comida, urso de pelúcia, brincar de esconde-esconde ou permitir que farejem e explorem em sua caminhada diária.
Dicas de exercícios para cães idosos
Inclua jogos estimulantes mentais na rotina do seu cão para ajudá-lo a manter a forma física e os níveis de atividade.
Utilizar brinquedos para distribuir comida, participar de jogos para trabalhar o farejamento e permitir que seu cão faça “pausas para cheirar” enquanto caminha são exemplos de atividades mentalmente estimulantes que você pode incorporar à rotina de seu cão.
Esteja ciente dos sinais de dor do seu cão
Ao iniciar uma nova rotina de exercícios com seu cão, fique atento a sinais de desconforto ou dor, como mancar ou vontade de parar ou diminuir o ritmo.
Se seu cão mostrar sinais de desconforto, deixe-o descansar e ajuste sua rotina conforme necessário.
Como os cães normalmente não choram ou choramingam quando estão com dor, é fundamental monitorar sua linguagem corporal e comportamento ao iniciar uma nova rotina de exercícios.
Se você tiver alguma dúvida ou preocupação, consulte o seu veterinário, eles serão capazes de orientá-lo na determinação do nível apropriado de atividade para seu cão.
Mantenha a consistência em sua rotina
Ao exercitar seu cachorro idoso, lembre-se de que a consistência é a chave; uma caminhada de 20 minutos por dia é preferível a uma caminhada de duas horas nos fins de semana.
Os cachorros que não fazem exercícios regularmente têm maior probabilidade de sofrer uma lesão do que os cães que fazem exercícios diários.
E por ser consistente, não quero dizer que você tenha que fazer a mesma coisa todos os dias (embora se for agradável, não há nada de errado com isso); em vez disso, trata-se de monitorar a intensidade e a quantidade de exercícios que seu cão recebe diariamente.
A rotina em si pode ser variada para manter as coisas interessantes e divertidas.
Você pode alternar sua rota de caminhada diária ou brincar de buscar no parque em vez de no quintal.
Se jogos cerebrais de cachorro fazem parte de sua rotina, alterne-os; na segunda, brinque de encontrar as guloseimas, na terça brinque de esconde-esconde e, na quarta, treine manobras.
Reserve algum tempo para a massagem após o exercício
Uma massagem canina de dez minutos pode ajudar na recuperação dos músculos do cão após o exercício, reduzindo a rigidez e a dor, diminuindo a pressão arterial e melhorando a circulação.
Usando uma palma que é plana com minha cadela Laika, eu uso movimentos suaves e lentos. Ela adora, e é uma maneira simples de ajudá-la a se acalmar e relaxar após o exercício.
Estabeleça uma rotina que seja eficaz para o seu cão
Encontrar o equilíbrio certo ao exercitar um cão idoso é fundamental. Se o seu cão está acostumado a uma caminhada diária de 20 minutos, tente adicionar 5 minutos à rotina ou incorporar uma sessão de brincadeira leve todas as noites.
Em seguida, monitore o comportamento do seu cão em busca de sinais de dor ou desconforto e aumente gradualmente o nível de atividade ao longo do tempo.
Para cães com problemas de mobilidade ou articulações, como artrite, exercícios de baixo impacto, como caminhar e nadar, são recomendados.
O equilíbrio ideal para meu cão com artrite tem sido uma combinação de exercícios de baixo impacto e muitos jogos estimulantes mentais.
Acompanhe a quantidade de exercício que seu cão recebe a cada dia e faça os ajustes necessários.
Se o seu cão apresentar algum sinal de desconforto, relaxe um pouco e reajuste. E, como sempre, se você tiver alguma dúvida ou preocupação, não hesite em consultar o seu veterinário.
Fonte: cachorrolegal.com