A leishmaniose é uma doença que atinge os cães e pode ser transmitida aos seres humanos. Esta zoonose é classificada em dois tipos: a visceral e a tegumentar.
A primeira, a visceral, é transmitida pela picada do mosquito-palha e pode demorar meses ou até anos para que a manifestação dos sintomas ocorra. Quando acontece, ela causa lesões de pele e atinge os órgãos internos do animal de companhia, como o fígado, rins e baço. Já no segundo tipo, a leishmaniose tegumentar, quando o cão é contaminado, também apresenta feridas na pele, que costumam atacar as partes com menos pelos e pode evoluir para feridas na mucosa do nariz, garganta e boca.
Por isso, é importante que seja feita a prevenção da doença, uma vez que a incidência de casos aumenta a cada ano. Para o controle nos cães, é indicado o uso de coleiras que atuam contra o mosquito-palha no combate à leishmaniose visceral, pois mantém os animais de companhia livres desta zoonose e auxilia no controle da população destes insetos, já que os eliminam.
As larvas do mosquito-palha se desenvolvem em matéria orgânica, por esse motivo é importante a limpeza constante dos quintais das casas e a remoção de lixo, fezes, folhas e frutas em decomposição. Além disso, instalar telas nas portas e janelas, e utilizar inseticidas ambientais também contribuem para o combate ao inseto.
O contágio também pode ocorrer através do sêmen de cães infectados, contaminando as fêmeas e os filhotes, que já nascem infectados e podem desenvolver os sintomas da doença entre dois meses a oito anos de vida.
Para prevenção, a Ourofino possui a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina 4% e Propoxur 12%, com alta eficácia repelente e inseticida frente ao mosquito-palha transmissor da leishmaniose. Além disso, ela também combate e controla os carrapatos dos cães por até seis meses e pulgas por nove meses.
Ainda, para estimular, entre tutores e médicos-veterinários, a importância da prevenção e controle da Leishmaniose, a empresa iniciou este mês a campanha #LivredaPicada, que traz informações sobre a doença, dados sobre seu avanço e também contempla a distribuição de materiais informativos em clínicas e hospitais veterinários.
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Campanhas anuais de vacinação contra a raiva são realizadas para prevenir que cães e gatos se infectem com o vírus desta doença e proteger a as pessoas pela doença ser uma zoonose fatal.
A raiva existe há mais de quatro mil anos e é considerada a primeira enfermidade que os animais, no caso os cães, poderiam transmitir aos seres humanos, com severidade de ser praticamente 100% letal.
Trata-se de um sério problema de saúde pública por ser uma doença que ainda não foi erradicada no Brasil. Segundo levantamento feito pelo sistema de informação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, em 2014 a região que apresenta mais notificações é a Nordeste em que ocorreram 12 casos em cães e 5 em gatos. Na região Sudeste, no estado de São Paulo, apareceram 2 casos em cães e 1 caso em gato. Outros estados como Maranhão, Goiás e Rio Grande do Sul também tiveram casos. Assim, a raiva em cães e gatos tem sido notificada em vários municípios brasileiros, o que coloca em risco a saúde da população.
Em julho de 2017 foi diagnosticado no Recife o caso de raiva humana depois de 12 anos sem casos em animais, levando a óbito uma mulher de 36 anos depois de ter sido ferida por um gato selvagem.
Os principais sintomas e transmissão
A raiva é causada por um RNA vírus mantido num hospedeiro principal que pode ser o cão, o gato, o ser humanos, os carnívoros selvagens ou o morcego. Sua principal característica é comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC) provocando quadro de encefalite com sinais nervosos como agressividade, paresia e paralisia.
A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordida, e mais raramente, por arranhões e mucosas ou em feridas abertas. O vírus atinge a diferentes porções do cérebro e dissemina-se para órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e então é eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos.
É uma enfermidade passível de controle nas áreas urbanas, pois permite medidas eficientes de intervenção tanto com as pessoas quanto à fonte de infecção animal. As campanhas de vacinação contra a raiva são de suma importância porque o principal objetivo é estabelecer, em curto espaço de tempo, uma barreira imunológica capaz de interromper a transmissão da raiva na população canina de uma comunidade e o comprometimento das populações felina e humana.
Além do Brasil, poucos países conseguiram se livrar da doença e outros mantêm suas áreas urbanas sob controle, ocorrendo casos esporádicos de transmissão por animais selvagens.
A vacinação de cães e gatos é a principal medida preventiva para o controle da raiva urbana, sendo assim, campanhas que estão acontecendo neste mês em várias áreas do país precisam ser divulgadas para que cada vez mais ocorra a conscientização e a adesão da população, de modo que pets e seus tutores estejam protegidos da doença que leva à morte.