Nos últimos anos, tem sido notório o aumento do número de animais geriátricos presentes nos lares. Atualmente, são frequentes os atendimentos na rotina clínica do médico veterinário à cães com 14 ou 15 anos de idade.
Cães são considerados geriátricos a partir de 11 anos para raças pequenas, 10,2 anos para os médios e 8,9 anos para os animais de raças grandes.
Com o envelhecimento, os animais vão sofrendo alterações no organismo influenciadas pela genética, alimentação e ambiente que vivem.
As doenças mais frequentes da senilidade são: distúrbio do sono; distúrbios comportamentais semelhantes à Doença de Alzheimer em humanos; síndrome da função cognitiva; cataratas; insuficiência renal; problemas hepáticos e cardíacos; câncer; problemas dentais; osteoartrites e obesidade.
As doenças periodontais, são muito comuns nos animais idosos, pois assim como as cartilagens, os dentes vão se desgastando com o tempo aumentando as chances de desenvolver problemas. Um dos sintomas mais observados nestes casos é o forte mau-hálito, dificuldade de mastigação, mudanças na alimentação e perda de peso.
A osteoartrite é uma doença que com toda certeza acometerá os animais na sua senilidade, podendo provocar dor intensa das articulações. Aproximadamente 90% dos animais após os 8 anos de idade começam a apresentar sinais das doenças articulares.
Os cães com osteoartrites apresentam dificuldade para andar, rigidez após o repouso ou após o exercício, relutância em executar determinados movimentos, como pular, subir ou descer escadas, mudanças na attitude com pessoas ou na interação com outros animais, inquietude, anorexia e insônia.
Os sinais clinicos de osteoartrite nos gatos diferem dos observados em cães, pois o gato por ser leve e ágil, pode facilmente esconder os sinais clínicos da doença. Nos gatos com osteoartrites normalmente observamos diminuição de atividade, redução da capacidade de salto e um estilo de vida mais reservado.
Não há uma maneira específica e 100% eficaz de evitar as doenças articulares nos pets, uma vez que ocorre em todos os animais um desgaste progressivo das cartilagens, que com o passar do tempo deixam de promover o amortecimento, deixando a ossatura vulnerável, o que provoca dor constante nos animais com osteoartrites.
Os pets com osteoartrite não ficarão curados completamente, portanto o tratamento tem como finalidade controlar a dor e melhorar a qualidade de vida do animal. Sendo assim, o tratamento terá que ser por toda a vida através do uso de condroprotetores, ou seja, sulfato de condroitina e glicosamina e quando há exacerbação da dor, também se indica o uso de anti-inflamatórios, sempre com o acompanhamento e prescrição do medico veterinário.
A Ourofino conta em sua linha com o Condromax Pet, suplemento que apresenta em sua formulação o Sulfato de condroitina A e Glicosamina, que possuem efeitos sinérgicos e complementares para auxiliar no tratamento das Osteoartrites, reduzindo a dor e inflamação articular nestes casos. Além dos glicosaminoglicanos, o Condromax Pet possui em sua formulação os minerais: Cobre, Zinco e Manganês, que são responsáveis por estimular o processo de regeneração articular e ósseo. O Condromax Pet ganhou novo sabor, agora passa a ter sabor carne, para ser ainda mais palatável para o animal.
Os problemas nos rins, podem aparecer em qualquer idade, mas é mais propenso nos idosos.
Nos idosos os rins começam a perder a capacidade de filtrar e eliminar as impurezas/toxinas do organismo. Os sinais são emagrecimento, vômitos, ingestão exagerada de água, perda de apetite e anemia.
Problemas cardíacos
O coração é um órgão muito importante e que precisa de cuidados sempre. Os animais idosos estão propensos a desenvolver problemas cardíacos, principalmente nas válvulas do coração.
Os sinais de cardiopatia observados são: tosse, cansaço além do normal, lingua roxa após excitação e desmaios. Mesmo não apresentando estes sinais, o animal idoso deve ser examinado anualmente.
Câncer / Neoplasias
Com a chegada da velhice, as chances do câncer se desenvolver aumentam consideravelmente, por isso o animal idoso deve ser sempre acompanhado por um médico veterinário pois se o animal for diagnosticado rapidamente, a chances de recuperação são altas.
Obesidade
A obesidade também pode afetar os animais idosos, pois estes animais naturalmente têm um metabolismo mais lento, o que significa que eles precisam de menos energia do que os mais jovens para a sua manutenção. Outro comportamento que também observamos nos idosos, é que eles passam a dormir mais e se exercitar menos, fazendo com que as gordurinhas se acumulem. Aliado a isso, normalmente os tutores não trocam a ração para a senior e continua oferecendo a mesma quantidade de comida sempre. Para evitar essa situação, o exercício físico e as brincadeiras são muito importantes, mas sempre respeitando seus limites e deixando-o descansar. E não esquecer de trocar a ração, pois a senior é feita exatamente para pets idosos e contém menos calorias.

Campanhas anuais de vacinação contra a raiva são realizadas para prevenir que cães e gatos se infectem com o vírus desta doença e proteger a as pessoas pela doença ser uma zoonose fatal.
A raiva existe há mais de quatro mil anos e é considerada a primeira enfermidade que os animais, no caso os cães, poderiam transmitir aos seres humanos, com severidade de ser praticamente 100% letal.
Trata-se de um sério problema de saúde pública por ser uma doença que ainda não foi erradicada no Brasil. Segundo levantamento feito pelo sistema de informação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, em 2014 a região que apresenta mais notificações é a Nordeste em que ocorreram 12 casos em cães e 5 em gatos. Na região Sudeste, no estado de São Paulo, apareceram 2 casos em cães e 1 caso em gato. Outros estados como Maranhão, Goiás e Rio Grande do Sul também tiveram casos. Assim, a raiva em cães e gatos tem sido notificada em vários municípios brasileiros, o que coloca em risco a saúde da população.
Em julho de 2017 foi diagnosticado no Recife o caso de raiva humana depois de 12 anos sem casos em animais, levando a óbito uma mulher de 36 anos depois de ter sido ferida por um gato selvagem.
Os principais sintomas e transmissão
A raiva é causada por um RNA vírus mantido num hospedeiro principal que pode ser o cão, o gato, o ser humanos, os carnívoros selvagens ou o morcego. Sua principal característica é comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC) provocando quadro de encefalite com sinais nervosos como agressividade, paresia e paralisia.
A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordida, e mais raramente, por arranhões e mucosas ou em feridas abertas. O vírus atinge a diferentes porções do cérebro e dissemina-se para órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e então é eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos.
É uma enfermidade passível de controle nas áreas urbanas, pois permite medidas eficientes de intervenção tanto com as pessoas quanto à fonte de infecção animal. As campanhas de vacinação contra a raiva são de suma importância porque o principal objetivo é estabelecer, em curto espaço de tempo, uma barreira imunológica capaz de interromper a transmissão da raiva na população canina de uma comunidade e o comprometimento das populações felina e humana.
Além do Brasil, poucos países conseguiram se livrar da doença e outros mantêm suas áreas urbanas sob controle, ocorrendo casos esporádicos de transmissão por animais selvagens.
A vacinação de cães e gatos é a principal medida preventiva para o controle da raiva urbana, sendo assim, campanhas que estão acontecendo neste mês em várias áreas do país precisam ser divulgadas para que cada vez mais ocorra a conscientização e a adesão da população, de modo que pets e seus tutores estejam protegidos da doença que leva à morte.