Você gostaria de viver por muitos e muitos anos? Algumas pessoas diriam que sim, outras têm medo do sofrimento que poderiam enfrentar em um corpo envelhecido. Todos parecem concordar que mais importante do que a quantidade é a qualidade do tempo a ser vivido.
Está cada vez mais presente a preocupação em proporcionarmos uma boa vida aos nossos pets, mas você saberia quantificar a qualidade de vida do seu animalzinho? Esta avaliação costuma ser subjetiva, variável entre pais e mães de pets. Justamente por isso, surgiu a necessidade de ferramentas que identifiquem de forma mais objetiva a qualidade de vida dos animais.
Hoje existem alguns questionários e escalas com perguntas que podem ser respondidas pelos tutores e ao final pontos são somados gerando uma nota que indica o grau de qualidade de vida do animal. Alguns destes questionários estão disponíveis na internet e um exemplo é a escala “HHHHHMM” que foi desenvolvida nos Estados Unidos por uma médica veterinária e é um acrônimo, que vem do inglês: Hurt (dor), Hunger (fome), Hydration (hidratação), Hygiene (higiene), Happiness (alegria), Mobility (mobilidade) e More good days than bad days (mais dias bons do que ruins).
Além de dar nota para a qualidade de vida do pet naquele momento, como uma fotografia instantânea, também é possível fazer um comparativo ao longo do tempo ao responder o questionário para um mesmo cão após algumas semanas. Outra utilidade destes questionários é avaliar o resultado do tratamento pra doenças específicas que, em geral estão fora da possibilidade de cura. Por exemplo, há questionários para avaliação da dor de cães com doenças articulares, para avaliação da qualidade de vida de cães com câncer, entre outros.
O envelhecimento e o surgimento de doenças crônicas apresentam impacto na qualidade de vida. Diante da necessidade de proporcionar bem-estar para pessoas ou animais que apresentam doenças que ameaçam a continuidade da vida, surgiu a especialidade multidisciplinar de cuidados paliativos.
A função do paliativista, seja na veterinária ou na medicina, é eliminar ou amenizar os sinais de desconforto físico e mental que acometem os indivíduos que apresentam doenças sem cura. Ainda que não exista cura para a doença, sempre há o que ser feito pelo paciente: tratar sinais de dor, náusea, vômito, falta de apetite, cuidar da higiene e do conforto, alimentar e hidratar corretamente, preparar a família para viver este momento, entre outros.
Mas afinal, o que podemos fazer, para melhorar a qualidade de vida dos nossos pets? Devemos atuar em 4 frentes para oferecer conforto aos nossos pets, vaja quais são elas:
1 – Visitas frequentes ao profissional de veterinária
Antes de mais nada é importante quebrar alguns paradigmas! Algumas condições, como por exemplo a redução da mobilidade e a má conservação dos dentes, ainda são erroneamente associadas ao envelhecimento, quando deveriam ser tratadas para evitar o sofrimento dos pets.
A redução da mobilidade, na maioria das vezes é um sinal de dor causada por doenças articulares, para as quais não há possibilidade de cura, mas há tratamento e este cuidado não deve ser negligenciado.
O tratamento odontológico em animais exige anestesia, já que não é possível pedir ao pet que fique com a boca aberta aguardando enquanto o dentista veterinário faz seu trabalho. Embora as medicações e as técnicas utilizadas para anestesiar tenham evoluído e se tornado procedimentos muito seguros, ainda há um mito de que o risco de morte durante a anestesia é um fantasma que devemos temer. O tártaro, a gengivite e a inflamação oral, além de causarem dor, levam a riscos muito mais altos do que a anestesia, podendo causar até a endocardite – infecção dentro do coração – pela migração das bactérias da boca através da circulação sanguínea.
As visitas periódicas ao veterinário também são importantes para que os diagnósticos sejam feitos de forma mais precoce possível, aumentando as chances de recuperação, ou então para acompanhar a evolução de uma eventual doença sem cura, com a finalidade de ajustar a terapia.
2 – Adaptação do ambiente
É importante verificar (e o veterinário pode ajudar com isso) se o pet apresenta alguma necessidade especial em relação ao ambiente. Veja alguns exemplos:
- Animais com problemas no quadril não devem correr e derrapar em piso liso;
- Animais com lesão no joelho não devem saltar, precisam de rampas ou escadinhas para subir e descer de camas e sofás;
- Animais com lesão na região cervical precisam de comedouro e bebedouro elevados, pois sentem dor no pescoço;
- Animais com baixa visão ou problemas cognitivos precisam de espaços desimpedidos e sem mudança frequente na localização dos móveis.
Pequenas adaptações podem causar grande melhoria na qualidade de vida dos pets.
3 – Ajustes nos cuidados
Neste ponto, precisamos pensar em alimentação, hidratação e higiene.
Ao longo da vida, podem acontecer mudanças no paladar dos pets. Eles podem deixar de gostar de determinados alimentos ou marcas de alimentos e passar a gostar de outros. Especialmente os idosos, podem precisar de alimentos mais saborosos para continuarem ingerindo a quantidade correta de comida. O tipo de alimentação a ser oferecido também varia de acordo com a presença de alguma doença crônica e, nestes casos, só o veterinário poderá orientar a respeito da nova “menu”.
Estimular a hidratação deixando potes de água disponíveis em vários cômodos da casa pode ser necessário, já que alguns pets acabam por ingerir pouca água se precisarem se deslocar muito para chegar ao bebedouro.
Cuidados com a higiene também precisam ser observados. A oleosidade da pele e dos pelos pode variar ao longo da vida, o que pode influenciar a frequência dos banhos necessários para manter a pele saudável. Limpeza com lenços umedecidos pode ajudar!
4 – Proporcionar momentos de alegria
Um cão que adorava correr em seus passeios pode preferir caminhadas mais leves, com menor duração e maior frequência, ou seja, pode preferir passear 10 minutos 3 vezes ao dia do que 1 hora 1 vez ao dia. O convívio social, com outros cães ou com pessoas é muito benéfico e deve ser mantido. Observar seu peludo para entender as preferências e ajustar os momentos de alegria é muito importante!
Com estas dicas vai ficar muito mais fácil de entender se seu pet apresenta uma vida boa e o que fazer para mantê-lo bem em todas as fases, sempre com um olhar para a qualidade dos dias e não para a quantidade deles.
| Escala de Qualidade de Vida (HHHHHMM) | |
|---|---|
| Os tutores podem usar esta escala para determinar o sucesso dos cuidados paliativos. Dê notas ao paciente, usando uma escala de 0 a 10 (10 sendo a condição ideal) |
| Escore | Critério |
|---|---|
| 0-10 | Hurt (dor):
o controle adequado da dor e a habilidade de respirar bem devem ser a preocupação principal, e estão acima de todos os outros critérios. A dor do cão parece estar sob controle? O cão consegue respirar normalmente? Ele precisa receber suplementação com oxigênio? |
| 0-10 | Hunger (fome):
o cão está comendo o suficiente? Ele precisa de ajuda para conseguir se alimentar? Ele precisa de um tubo de alimentação? |
| 0-10 | Hydration (hidratação):
o cão está bem hidratado? Para pacientes que não consigam beber água o suficiente, pode ser necessária a aplicação de fluidos subcutâneos. |
| 0-10 | Hygiene (higiene):
o cão deve ser mantido escovado e limpo, especialmente depois de fazer as necessidades. Previna escaras de decúbito usando uma caminha macia, e mantenha todas as feridas limpas. |
| 0-10 | Happiness (alegria):
o cão demonstra prazer e interesse? Ele responde a familiares, brinquedos, etc.? Ele parece deprimido, solitário, ansioso, entediado ou assustado? A cama do cão poderia ser movida para um local mais próximo de onde a família passa a maior parte do tempo? |
| 0-10 | Mobilty (mobilidade):
o cão consegue se levantar sem ajuda? Ele precisa do auxílio de um humano ou acessório (carrinho, por exemplo)? Ele tem vontade de passear? O cão apresenta convulsões, ou se desequilibra? (alguns tutores consideram a eutanásia preferível à amputação, mas um animal com mobilidade reduzida porém alerta e responsivo pode ter boa qualidade de vida, contanto que os tutores se dediquem a ajudá-lo). |
| 0-10 | More good days than bad (mais dias bons do que ruins):
quando os dias ruins são mais frequentes do que os dias ruins, a qualidade de vida pode estar comprometida. Quando um elo saudável entre humano e cão não é mais possível, o tutor deve estar ciente de que o fim está próximo. A decisão pela eutanásia deve ser tomada se o cão estiver sofrendo. Se a morte vier pacificamente e sem dor, está tudo bem. |
| Total | * Um escore final acima de 35 pontos indica uma qualidade de vida aceitável para se prosseguir com os cuidados paliativos. |
Nos últimos anos, tem sido notório o aumento do número de animais geriátricos presentes nos lares. Atualmente, são frequentes os atendimentos na rotina clínica do médico veterinário à cães com 14 ou 15 anos de idade.
Cães são considerados geriátricos a partir de 11 anos para raças pequenas, 10,2 anos para os médios e 8,9 anos para os animais de raças grandes.
Com o envelhecimento, os animais vão sofrendo alterações no organismo influenciadas pela genética, alimentação e ambiente que vivem.
As doenças mais frequentes da senilidade são: distúrbio do sono; distúrbios comportamentais semelhantes à Doença de Alzheimer em humanos; síndrome da função cognitiva; cataratas; insuficiência renal; problemas hepáticos e cardíacos; câncer; problemas dentais; osteoartrites e obesidade.
As doenças periodontais, são muito comuns nos animais idosos, pois assim como as cartilagens, os dentes vão se desgastando com o tempo aumentando as chances de desenvolver problemas. Um dos sintomas mais observados nestes casos é o forte mau-hálito, dificuldade de mastigação, mudanças na alimentação e perda de peso.
A osteoartrite é uma doença que com toda certeza acometerá os animais na sua senilidade, podendo provocar dor intensa das articulações. Aproximadamente 90% dos animais após os 8 anos de idade começam a apresentar sinais das doenças articulares.
Os cães com osteoartrites apresentam dificuldade para andar, rigidez após o repouso ou após o exercício, relutância em executar determinados movimentos, como pular, subir ou descer escadas, mudanças na attitude com pessoas ou na interação com outros animais, inquietude, anorexia e insônia.
Os sinais clinicos de osteoartrite nos gatos diferem dos observados em cães, pois o gato por ser leve e ágil, pode facilmente esconder os sinais clínicos da doença. Nos gatos com osteoartrites normalmente observamos diminuição de atividade, redução da capacidade de salto e um estilo de vida mais reservado.
Não há uma maneira específica e 100% eficaz de evitar as doenças articulares nos pets, uma vez que ocorre em todos os animais um desgaste progressivo das cartilagens, que com o passar do tempo deixam de promover o amortecimento, deixando a ossatura vulnerável, o que provoca dor constante nos animais com osteoartrites.
Os pets com osteoartrite não ficarão curados completamente, portanto o tratamento tem como finalidade controlar a dor e melhorar a qualidade de vida do animal. Sendo assim, o tratamento terá que ser por toda a vida através do uso de condroprotetores, ou seja, sulfato de condroitina e glicosamina e quando há exacerbação da dor, também se indica o uso de anti-inflamatórios, sempre com o acompanhamento e prescrição do medico veterinário.
A Ourofino conta em sua linha com o Condromax Pet, suplemento que apresenta em sua formulação o Sulfato de condroitina A e Glicosamina, que possuem efeitos sinérgicos e complementares para auxiliar no tratamento das Osteoartrites, reduzindo a dor e inflamação articular nestes casos. Além dos glicosaminoglicanos, o Condromax Pet possui em sua formulação os minerais: Cobre, Zinco e Manganês, que são responsáveis por estimular o processo de regeneração articular e ósseo. O Condromax Pet ganhou novo sabor, agora passa a ter sabor carne, para ser ainda mais palatável para o animal.
Os problemas nos rins, podem aparecer em qualquer idade, mas é mais propenso nos idosos.
Nos idosos os rins começam a perder a capacidade de filtrar e eliminar as impurezas/toxinas do organismo. Os sinais são emagrecimento, vômitos, ingestão exagerada de água, perda de apetite e anemia.
Problemas cardíacos
O coração é um órgão muito importante e que precisa de cuidados sempre. Os animais idosos estão propensos a desenvolver problemas cardíacos, principalmente nas válvulas do coração.
Os sinais de cardiopatia observados são: tosse, cansaço além do normal, lingua roxa após excitação e desmaios. Mesmo não apresentando estes sinais, o animal idoso deve ser examinado anualmente.
Câncer / Neoplasias
Com a chegada da velhice, as chances do câncer se desenvolver aumentam consideravelmente, por isso o animal idoso deve ser sempre acompanhado por um médico veterinário pois se o animal for diagnosticado rapidamente, a chances de recuperação são altas.
Obesidade
A obesidade também pode afetar os animais idosos, pois estes animais naturalmente têm um metabolismo mais lento, o que significa que eles precisam de menos energia do que os mais jovens para a sua manutenção. Outro comportamento que também observamos nos idosos, é que eles passam a dormir mais e se exercitar menos, fazendo com que as gordurinhas se acumulem. Aliado a isso, normalmente os tutores não trocam a ração para a senior e continua oferecendo a mesma quantidade de comida sempre. Para evitar essa situação, o exercício físico e as brincadeiras são muito importantes, mas sempre respeitando seus limites e deixando-o descansar. E não esquecer de trocar a ração, pois a senior é feita exatamente para pets idosos e contém menos calorias.

A vacinação dos animas de companhia é o método de proteção mais importante e eficaz contra doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos. Manter as vacinas dos pets em dia é um ato de amor e cuidado que faz toda a diferença para a saúde, bem-estar e qualidade de vida deles. Para desenvolver um protocolo de vacinação, devem ser considerados alguns fatores importantes, como as fases de vida do pet, os hábitos, risco de exposição às doenças e o estado de saúde dele.
Confira as principais doenças que os animais de companhia podem adquirir durante a vida:
Cinomose: é uma virose grave, que atinge principalmente os cães que estão com o sistema imunológico enfraquecido (filhotes, idosos ou fracos, e como consequência de uma doença ou situação de estresse). Os animais com cinomose podem apresentar vômito e diarreia, corrimentos ocular e nasal, sinais de alteração do sistema nervoso (como falta de coordenação motora, tiques nervosos, convulsões e paralisias). Quando ela afeta o sistema neurológico dos cachorros, o quadro pode ser considerado grave.
Parvovirose: é uma doença causada por um vírus que afeta principalmente os filhotes, além disso, provoca diarreia sanguinolenta frequente e fatal. O animal de companhia também pode apresentar vômito, falta de apetite, prostração, febre e perda de peso. A parvovirose é contagiosa e se instala no ambiente por muito tempo, pois é resistente à limpeza com desinfetantes.
Hepatite: é uma doença viral que provoca sintomas variados nos pets. Ela é altamente contagiosa e pode ser transmitida tanto pelo contato direto de um cachorro sadio com um cão doente, como pelo contato com secreções e objetos utilizados pelos animais contaminados.
Parainfluenza: o vírus da parainfluenza é um dos agentes responsáveis pela traqueobronquite infecciosa canina, mais conhecida como tosse dos canis. Ela causa uma doença altamente contagiosa que costuma se desenvolver em ambientes onde existem muitos cães e pode evoluir para pneumonia e doenças mais graves.
Adenovirose: vírus semelhante ao da parainfluenza, que causa doenças respiratórias preocupantes. Diversos fatores podem contribuir para o surgimento da enfermidade, por exemplo, a convivência em ambientes com muitos animais de companhia, falta de higiene e a baixa imunidade do pet contribui para que a doença apareça.
Coronavirose: uma das doenças virais mais sérias e prejudiciais aos cães. É altamente contagiosa e afeta o trato intestinal dos animais. Ela também é conhecida como gastrointerite contagiosa dos cães e pode ser transmitida para os gatos, bovinos e até seres humanos, pois é considerada uma zoonose. Os sintomas são parecidos com o da parvovirose, incluindo diarreias em forma de jatos, perda de apetite e febre. A transmissão da doença ocorre principalmente pelo contato de um animal sadio com as fezes contaminadas de um outro pet.
Leptospirose: doença transmitida por uma bactéria presente na urina do rato. É contagiosa e pode atingir outros animais de companhia e até os seres humanos. Geralmente, é adquirida por meio do contato com água contaminada, como águas represadas em alagamentos e inundações que podem espalhar a urina de ratos para muitos locais. O pet pode apresentar apatia, diarreia, vômito, emagrecimento e febre. Já em casos mais graves, também podem ocorrer insuficiência renal aguda, gastroenterite hemorrágica, lesões oculares, encefalite e icterícia (quando o animal fica com a mucosa e pele amarelada).
Como nos humanos, o envelhecimento nos pets causa a queda na atividade metabólica. Esta fase compromete todo o organismo e seus vários sistemas. Os animais de companhia reduzem atividades físicas, os dentes ficam enfraquecidos e muitas vezes desenvolvem doenças geriátricas, como artrites e artroses, diabetes, insuficiência renal crônica e doença cardíaca.
Muitas destas enfermidades podem surgir de forma silenciosa, por isso é importante realizar exames de rotina. Assim, é possível detectar os problemas de modo precoce e aconselhar medidas preventivas antes que interfiram na qualidade de vida dos pets.
Com o avançar da idade, as visitas ao médico-veterinário são essenciais. Nesta fase da vida é natural que alguns aspectos sejam afetados, como a saúde e a disposição que se tornam mais frágeis e debilitadas. Por isso, as consultas devem ser a cada seis meses.
Os check-ups periódicos permitem a identificação antecipada de sintomas e predisposições a patologias. Assim como os seres humanos merecem uma atenção especial durante o envelhecendo, os cuidados com pets idosos também devem ser redobrados.
Outro cuidado para prevenir a progressão das mudanças metabólicas naturais dos pets é a prática de atividade física. Apesar de a energia diminuir nos mais velhos, ela é importante para evitar a obesidade e atrofias nas articulações, ossos, sistema cardiovascular e musculatura, fatores de risco nesta fase.
Os passeios devem ser frequentes, curtos e nos horários mais frescos do dia, por exemplo, na parte da manhã ou no final da tarde.