Os gatos estão entre os animais de companhia mais populares do mundo. É estimado que a origem da espécie tenha ocorrido entre 130 e 160 mil anos atrás.

No entanto, essas aproximações felinas aos humanos são uma ocorrência relativamente recente. Estima-se que isso tenha ocorrido há cerca de 10 a 12 mil anos.

 

Mesmo que hoje em dia sejam domésticos, os gatos têm muitas características dos felinos selvagens.

Por isso se mostram animais ágeis, fortes, cheios de reflexos, e com sentidos bastante apurados, além do óbvio instinto de caça.

 

Mas além de serem independentes e bastante curiosos, adoram brincar e são amigáveis e carinhosos, aos seus tutores com esfregões, turrinhas e ronronar.

Para conhece-los melhor, separamos diversas curiosidades do universo felino.

 

Curiosidades sobre os gatos

  1. Acredita-se que o primeiro felino do mundo a dar origem a todas as espécies de gatos foi o Felis silvestris lybica. Ele era um gato selvagem, de porte grande e agressivo, com características proeminentes de predador.
  2. O animal mais parecido com o gato é o tigre. Ele compartilha 95,6% de seu genoma com o gato. Além disso, o tigre é o maior felino do mundo.
  3. Os gatos têm uma expectativa de vida de 12 a 18 anos. Isso é equivalente a aproximadamente 100 anos de vida humana.
  4. O cálculo da idade humana dos gatos é muito curiosa. O primeiro ano do felino equivale a 15 anos humanos, some 10 anos no segundo ano. A partir do terceiro aniversário, adicione quatro anos ao seu pet.
  5. Os primeiros sinais de envelhecimento começam próximo aos 7 anos. Os gatos são considerados idosos aos 12 anos e geriátricos dos 15 em diante. Esteja atento a saúde do seu gato e de quaisquer alterações comportamentais.
  6. As raças de gato que vivem mais tempo são os: Gatos da Birmânia, gatos Siameses, gato Burmês e Persas. Já o Bengals, Abissínio e os Ragdolls são raças de vida mais curtas.
  7. O miado de um gato pode indicar que o animal está com fome, angustiado, zangado, com dor, no cio ou simplesmente quer atenção e carinho. Portanto, é crucial entender o que seu amigo quer expressar em sua rotina.
  8. Alguns estudos mostraram que os gatos veem as cores azuis, roxos, verdes e amarelos, então os gatinhos não veem tons tão ricos de cores.
  9. Os gatos são muito desconfiados e sabem que na hora de dormir é quando estão mais vulneráveis. Portanto, quando um gato gosta de dormir com o tutor, mostra que tem total confiança de que nada de ruim acontecerá, além de adorarem dormir no conforto, claro.
  10. É possível saber quando o gato está com dor quando ele demonstrar sinais como: Inversão de comportamento, um miado diferente, falta de apetite, busca locais tranquilos para se esconder, deixa de se lamber, além de perder o interesse pelas brincadeiras. Se perceber algum desses sinais, busque um médico veterinário para uma consulta. E conte com a linha de medicamentos e suplementos da Ourofino para gatos.
  11. Um gato passa cerca de 1/3 do seu dia a limpar-se e em média 2/3 do dia a dormir, isso significa que em 9 anos de vida, apenas está acordado 3 anos.
  12. As gatas tendem a ser destras, enquanto os machos tendem a ser canhotos.
  13. Os gatos emitem cerca de 100 sons diferentes, enquanto os cães emitem cerca de 10 sons diferentes.
  14. Existem aproximadamente 40 raças reconhecidas de gatos pelo mundo e mais de 500 milhões de gatos domésticos.
  15. Os gatos têm uma audição melhor do que os cães, e podem ouvir sons de alta frequência.
  16. Um gato pode correr a uma velocidade de 49 km/h em distâncias curtas e pular 5 vezes sua altura em um salto único.
  17. Em média, nascem de 1 a 9 gatos por gata a cada ninhada, sendo que a maior delas até hoje foi de 19, porém apenas 15 sobreviveram.
  18. Na Austrália e na Grã-Bretanha, os gatos pretos são um símbolo de boa sorte.
  19. A raça de gato mais popular é a Persa, seguida do Maine Coon e do Siamês.
  20. Gatos geralmente não gostam de água porque seu pelo não isola bem o calor quando ele está molhado ou húmido.
  21. Os gatos costumam ter 12 bigodes de cada lado da face.
  22. Os pequenos tufos de pelos nas orelhas de um gato impedem a entrada de poeira, direcionam o som para os ouvidos e os isolam quando necessário.
  23. A capacidade de um gato de encontrar seu lar de volta existe, os especialistas acreditam que os gatos usam o ângulo da luz solar para encontrar o caminho ou que possuam células magnéticas em seus cérebros que agem como uma bússola.
  24. Dificilmente um gato mia para outro gato, apenas para humanos. Os gatos só vão cuspir, ronronar e assobiar para outros gatos.
  25. Os gatos são muito flexíveis isso porque têm mais de 53 vértebras em sua coluna, enquanto os humanos têm apenas 34.
  26. As orelhas de um gato podem girar 180 graus.
  27. A temperatura corporal normal de um gato é entre 38º e 39º C. Abaixo de 37ºC ou acima de 39ºC procure o Médico Veterinário.
  28. Por não possuir a clavícula, o gato passa em qualquer lugar que a sua cabeça consiga entrar.
  29. Assim como a nossa impressão digital, o padrão do nariz do gato é único.
  30. Um gato filhote possui 26 dentes temporários e os perde até os 6 meses de idade, quando adulto ele possui 30 dentes.

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O momento da adoção é um dos mais felizes para quem ama animais, porém para quem nunca teve pet pode dar aquele frio na barriga após a adoção.

Uma vez que você resolveu adotar o gato, todas as responsabilidades estarão sobre você, afinal você é o pai ou a mãe dele. Entre as principais necessidades dos pets estão a alimentação, a saúde e o bem-estar.

 

Alguns objetos são básicos para que você tenha desde a chegada do pet, entre eles as vasilhas de comida e água, caixa de areia, caixa de transporte, arranhador, brinquedinhos e, para alguns, caminhas.

Pensando nisso, separamos algumas dicas para que se preparar para esse ato de responsabilidade e amor.

 

1. Chegada em casa

Alguns gatos se adaptam rapidamente, enquanto outros podem ficar com medo e somente sair aos poucos. Caso o seu gato seja mais medroso, você pode colocar petiscos ou sachês em alguns lugares da casa para que ele explore o ambiente e associe como uma experiência positiva.

Se você tiver crianças oriente-as para não fazer barulho ou bagunça demais perto do gato, pois isso o assusta muito. Também não se deve ficar carregando o gato, ele precisa ter liberdade para explorar o ambiente e escolher onde quer ficar.

 

2. Segurança do gato

A segurança física dos gatos normalmente está em perigo quando o gato tem acesso à rua, portanto a colocação de telas de proteção e manter o gato dentro de casa são formas de diminuir drasticamente os riscos acidentes, brigas e maus tratos, além de reduzir a possibilidade de infecção com doenças, adquirir parasitas e até mesmo de trazer presas.

 

Apesar da colocação de telas de proteção ser essencial, para o gato é considerado uma restrição do seu território, portanto quanto mais cedo ele for habituado a ambientes fechados, mais fácil é que o gato se adapte.

Também é necessário cuidados com algumas questões como presença de plantas tóxicas, produtos químicos e acidentes fora de casa. Saiba mais sobre: Quais são as plantas tóxicas para seu pet e orientações em caso de intoxicações com outras substâncias.

 

3. Verticalização/ Gatificação

 

Se referem ao uso de prateleiras e/ou nichos no ambiente em que o gato vive, como forma de ampliar o território do felino. A verticalização também colabora com a realização de exercícios e diversão do felino, além de servir como esconderijo quando ele não quer ser incomodado.

 

4. Brincadeiras e exercício

Os gatos retêm comportamentos juvenis mesmo depois que se tornam adultos, por isto a maioria gosta de brincadeiras. A brincadeira não é apenas uma forma de atividade física, ela serve também como estímulo mental para os felinos, já que libera hormônios, trazendo a sensação de bem estar. A maioria dos gatos gosta de brincadeiras simples como bater ou empurrar bolinhas com as patas e perseguir “presas”. Dedicar tempo para brincar com o seu bichano é essencial para que ele não fique irritado e/ou depressivo. O uso de varetas é um estimulante, além de ser uma brincadeira segura para que as crianças interajam com o felino.

 

5. Alimentação e consumo de água

 O ideal é que na chegada do gato se mantenha a alimentação que ele estava comendo antes e, caso faça a alteração da comida, ela seja gradual. Os gatos são considerados carnívoros obrigatórios, portanto a sua alimentação deve ser principalmente a base de proteína animal (carne). Contudo, hoje em dia, as rações consideradas de qualidade (Premium e Super Premium) já trazem estes níveis de nutrientes balanceados. Gatos de um modo geral bebem pouca água, portanto é importante ter mais de um pote de água, além de dar alimentos úmidos com certa frequência. Gatos preferem comer em pratos rasos e largos, para que seus bigodes não encostem nas laterais e, de preferência, que sejam de cerâmica. Para beber água, muitas vezes os gatos preferem tomar água corrente, portanto a recomendação de uso de fontes que mantem a água em movimento. As vasilhas de comida e água devem ser lavadas diariamente e devem estar afastadas da caixa de areia, de preferência em outro cômodo da casa.

 

6. Higiene

 Costuma-se dizer que gatos são seres autolimpantes e esta é uma grande verdade, afinal, quem nunca viu um banho de gato? Os felinos dedicam cerca de 10% do tempo em que ficam acordados se limpando. Cuidam dos pelos removendo sujeira e nós, depois limpam as patas e, por fim, limpam a cabeça com auxílio das patas. Apesar de serem muito asseados, os gatos podem e devem ser escovados com frequência, principalmente raças muito peludas e animais idosos que, normalmente, não conseguem manter a higiene em dia sozinhos. Além de tudo, a escovação serve para estreitar o relacionamento entre dono e gato. Para saber mais sobre os cuidados de higiene com os felinos clique aqui e baixe nosso e-book de cuidados com a pele e pelos dos pets.

 

7. Banheiro

Os gatos são animais super higiênicos e mantem uma característica dos seus ancestrais de enterrar seus dejetos, por isto usam como “banheiro” caixas com areia, que na verdade podem ser granulados de diversos materiais, para esconder fezes e urina. A caixa de areia deve ser limpa de 2 a 3 vezes ao dia, sendo o mínimo uma vez ao dia. Existe a regra de que para cada gato tem que ter uma caixa de areia + uma, então se você tem dois gatos, serão duas caixas de areia + uma, totalizando três. A limpeza da caixa é feita com pá própria para isso, onde para as fezes se removem apenas as fezes e no caso da urina se removem os torrões (massas aglomeradas). No caso dos granulados de madeira, a urina transforma a madeira em pó, devendo ser peneirada para remove-lo, já para as fezes usa-se a pá igualmente que para outros granulados.

É necessário manter a caixa de areia distante das vasilhas de água e comida.

 

8. Conhecendo o restante da família (humanos e animais)

Está é uma parte difícil para os felinos, principalmente se a interação for com outro(s) gato(s), portanto de preferência esta apresentação deve ser orientada pelo médico-veterinário ou por um profissional especialista em comportamento. Caso não seja possível, faça aproximação gradual, permitindo no começo apenas que os pets se vejam e ouçam, porém que não possam ter contato físico (exemplo de porta de vidro, box do banheiro). Os animais não devem ser deixados sozinhos nos primeiros contatos para evitar possíveis acidentes. Uso de reforço positivo, como petiscos e sachês para o gato, também servem como uma lembrança positiva da aproximação com o outro pet.

 

9. Saúde

O cuidado com a saúde dos pets tem várias coisas para levarmos em consideração. A primeira delas é a vermifugação, que deve ser feita preferencialmente antes da aplicação as vacinas. Outra medida de manutenção na saúde dos gatos que também é considerada básica é, por exemplo, o controle de pulgas e outros tipos de parasitos. Para prevenção contra pulgas no seu bichano conte com a eficácia de NEOPet.

Além destes cuidados essenciais, os gatos precisam ser testados, no mínimo uma vez na vida, para duas importantes doenças: FIV e FeLV.

 

Uma vez vermifugado, com o controle de ectoparasitas em dia e testado para FIV e FeLV, o se gato deverá iniciar o protocolo de vacinação (se for um filhote ou um adulto que nunca tomou vacina) ou levá-lo para revacinação anual se for um adulto já vacinado. Para saber mais sobre as vacinas recomendadas para os gatos clique aqui.

E, por fim, o ideal é gatos jovens visitem o veterinário pelo menos uma vez ao ano e os idosos ou com doenças crônicas, vão ao veterinário no mínimo duas vezes ao ano.

 

10. Castração

A castração em gatos é sempre recomendada, tanto em fêmeas quanto em machos. A castração tem como principal benefício evitar a reprodução indesejada, porém ela também serve para diminuir comportamentos de marcação territorial e brigas. Ainda tá em dúvida sobre a castração? Clique aqui.

São muitos detalhes sobre os gatos, mas com certeza, com o passar do tempo juntos você saberá decifrar os detalhes do seu bichano melhor do que ninguém!

Nem sempre espirros são sinais de doença, mas se eles aparecem frequentemente é preciso se atentar. Por esse motivo, vamos explicar o que pode causar espirros nos gatos.

 

O que pode causar espirros nos gatos?

O espirro é um reflexo com origem nas mucosas (tecido que reveste a parte interna do nariz) e ocorre facilmente por estímulos químicos ou mecânicos. Ele serve para expulsar o ar de forma rápida e forçada com o objetivo de limpar as vias aéreas, eliminando gotículas de secreção ou muco. E, apesar de ser muito comum, o espirro não é exclusivo de nenhuma doença, podendo ter diversas causas.

 

As causas mais frequentes são traumas (acidentes, pancadas), presença de corpos estranhos (objetos, alimentos, etc.), agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos, protozoários), alterações anatômicas da face e estreitamento das narinas, pólipos (massas benignas), infecção de raiz de dentes, ou outra doença bucal, rinossinusite crônica e câncer. Além das causas citadas acima, gatos com vômitos podem ter espirros ou secreção nasal após terem aspirado algum conteúdo no momento do vômito.

 

Quanto as possíveis causas em filhotes recém adotados/comprados, os espirros podem estar relacionados a doenças do Complexo Respiratório dos Felinos: a rinotraqueíte, calicivirose e a clamidiose. O complexo respiratório pode afetar tanto as vias aéreas quanto, olhos e boca dos gatinhos e podem apresentar quadro crônico em indivíduos adultos.

 

Cabe ressaltar que para as doenças do complexo respiratório dos felinos existe vacina múltipla que pode ser aplicada pelo médico-veterinário com o objetivo de prevenir a infecção por estes micro-organismos. Para saber quais são as vacinas essenciais para os bichanos, clique aqui.

 

Em relação à ocorrência de massas, os tumores são mais prováveis em gatos idosos enquanto os pólipos nasofaríngeos são mais comuns em gatos mais jovens. Corpo estranho, traumas e doenças infecciosas são mais prováveis em felinos com acesso à rua.

 

Outras doenças infecciosas como alguns fungos podem alterar o formato do nariz dos felinos, obstruindo a passagem do ar, além de aumentar a produção de secreções, o que aumenta a chance de espirros e roncos. A doença mais conhecida é a criptococose que deixa o nariz do gato arredondado, lembrando um nariz de palhaço. Outra doença fúngica comum nos felinos é a esporotricose, porém ela costuma causar feridas e úlceras no gato, podendo acometer o nariz e, por consequência levar a quadros de espirros.

 

Cabe ressaltar que em locais e em determinados períodos do ano, com baixa umidade do ar, os gatos podem apresentar ressecamento das vias aéreas da mesma forma que nós, seres humanos. Portanto, nestes casos, sabe-se que o ressecamento das vias aéreas pode favorecer rinossinusites e, por consequência, espirros e roncos. Nestas situações climáticas o animal pode ser favorecido com o uso de umidificadores de ar.

 

O espirro só será considerado crônico quando persistir por mais de três a quatro semanas seguidas ou com dias alternados. Normalmente nos casos crônicos há a presença de secreções que podem ser desde transparente (serosa), amarelo-esverdeada (purulenta) ou vermelha (hemorrágica). Na maioria das doenças agudas a secreção será inicialmente transparente podendo evoluir (ou não) para secreção purulenta. Já o sangramento nasal, conhecido como epistaxe, é mais comum após a ocorrência de traumas, presença de corpo estranho (objetos), pressão alta e doenças que atrapalham a coagulação do sangue.

 

Além do espirro, o gato pode também apresentar ronco no momento da entrada do ar pelas narinas. Este ronco, conhecido como estertor, indica obstrução de vias respiratórias e é mais associado à presença de pólipos (massas benignas), estreitamento das narinas e possíveis tumores. As raças que possuem a face achatada (braquicefálicas), como persa, exótico e Birmanês, são mais predispostas a ter distúrbios nasais.

 

 

Em casos em que seu gato tem espirrado e/ ou apresentado secreções no nariz é aconselhável que os pais e mães de pet busquem um atendimento médico-veterinário para descobrirem a causa dos espirros. A descoberta da causa original será determinante para o correto tratamento do seu bichano.