Trocar a ração do seu pet pode parecer algo simples, mas a mudança de alimentação em cães e gatos precisa ser feita com cuidado. Uma troca repentina pode causar desconfortos digestivos, como diarreia, vômitos, gases e até rejeição do novo alimento.

Para evitar problemas, o ideal é realizar uma transição alimentar gradual, permitindo que o organismo do pet se adapte aos novos ingredientes e nutrientes da nova ração. Esse cuidado é importante tanto para cães quanto para gatos, independentemente da idade.

Por que não é recomendado trocar a ração de uma vez?

O sistema digestivo dos pets se adapta à composição da ração consumida diariamente. Cada alimento possui diferentes níveis de proteínas, gorduras, fibras, vitaminas e tipos de ingredientes. Quando a troca acontece de forma brusca, o organismo pode ter dificuldade para se adaptar rapidamente.

Isso pode provocar sintomas como:

 

  • Diarreia
  • Vômitos
  • Gases
  • Fezes amolecidas
  • Falta de apetite
  • Desconforto abdominal

 

Além do desconforto digestivo, mudanças repentinas na alimentação podem gerar estresse alimentar e dificultar ainda mais a aceitação da nova ração.

Por isso, médicos-veterinários recomendam que a mudança de ração seja feita aos poucos, respeitando o tempo de adaptação do pet.

 

Como fazer a transição alimentar correta para cães e gatos

A forma mais segura de trocar a ração é misturar gradualmente o alimento antigo com o novo durante alguns dias. Assim, o sistema digestivo consegue se adaptar progressivamente aos novos nutrientes.

Exemplo de transição alimentar em 7 dias

Dias 1 e 2

  • 75% da ração antiga
  • 25% da ração nova

Dias 3 e 4

  • 50% da ração antiga
  • 50% da ração nova

Dias 5 e 6

  • 25% da ração antiga
  • 75% da ração nova

Dia 7

  • 100% da nova ração

 

Esse processo ajuda a reduzir o risco de diarreia, vômitos e desconfortos intestinais durante a adaptação alimentar.

Quais sinais merecem atenção durante a troca de ração?

Durante a transição alimentar, é importante observar o comportamento do animal e a consistência das fezes. Alguns sinais indicam que o organismo pode não estar reagindo bem à mudança.

Fique atento a sintomas como:

 

  • Diarreia persistente
  • Vômitos frequentes
  • Recusa alimentar
  • Apatia
  • Desconforto abdominal
  • Excesso de gases

 

Se os sintomas persistirem por mais de 24 a 48 horas, o recomendado é procurar orientação de um médico-veterinário.

 

Quando é necessário trocar a ração do pet?

A mudança de ração pode acontecer por diferentes motivos ao longo da vida do animal. Entre as situações mais comuns estão:

 

  • Troca de fase da vida: filhote, adulto ou idoso
  • Controle de peso
  • Alergias ou intolerâncias alimentares
  • Necessidades específicas de saúde
  • Recomendação veterinária
  • Busca por uma ração premium ou de melhor qualidade

 

Independentemente do motivo, a adaptação gradual continua sendo essencial para preservar a saúde intestinal do pet.

 

Como facilitar a adaptação do pet à nova ração

Alguns cães e gatos podem ser mais resistentes a mudanças alimentares. Algumas atitudes ajudam a tornar esse processo mais tranquilo:

 

  • Manter horários fixos de alimentação
  • Evitar excesso de petiscos durante a transição
  • Estimular atividades e brincadeiras
  • Garantir um ambiente tranquilo durante as refeições

 

A rotina alimentar ajuda o animal a aceitar melhor a nova ração e reduz o risco de rejeição.

 

Suplementos probióticos podem ajudar durante a troca de ração?

Em alguns casos, suplementos com probióticos podem auxiliar na manutenção do equilíbrio intestinal durante a mudança alimentar.

O Biocanis PRO, por exemplo, é um suplemento vitamínico probiótico para cães e gatos com vitamina E, desenvolvido para contribuir com o equilíbrio da flora intestinal, o suporte imunológico e o bem-estar dos pets em diferentes fases da vida.

O acompanhamento veterinário é importante para avaliar a necessidade e a indicação adequada de qualquer suplemento alimentar.

Mudança de ração feita da forma correta ajuda a preservar a saúde do pet

Trocar a ração do seu cão ou gato não precisa ser um problema. Quando a transição alimentar é feita de forma gradual e respeitando a adaptação do organismo, o processo tende a ser mais seguro, confortável e saudável.

Sempre que houver dúvidas sobre qual alimento escolher ou como realizar a troca corretamente, procure orientação de um médico-veterinário. Assim, é possível garantir mais saúde intestinal, bem-estar e qualidade de vida para o seu pet.

Todos sabem que a alimentação dos pets deve se adequar com o período de vida, desde o nascimento a idade adulta. É muito importante para a saúde dos filhotes que nessa fase ele não passe por deficiências ou excessos nutricionais.

Os pets têm necessidades nutricionais diferentes dos adultos, não só em quantidade de alimento, mas também na qualidade. Além disso, cachorros e gatos apresentam algumas necessidades diferentes em relação aos nutrientes, por isso, nada de trocar a ração deles, combinado?!

 

A mudança para a alimentação sólida pode parecer simples, porém existem vários pontos de atenção. Ela deve ser gradual e iniciar enquanto os filhotes ainda mamam. Vale lembrar que alimentação sólida não é apenas a ração seca, existem outras opções sólidas que podem ser usadas.

 

Quando posso começar a dar alimentos sólidos?

Apesar do leite materno ser suficiente como única fonte de nutrientes nos recém-nascidos, a partir de 3 a 4 semanas de vida os alimentos sólidos devem ser introduzidos na dieta e, para filhotes de raças maiores, a partir de 3 semanas de vida.

 

Quais alimentos podem ser usados para iniciar a dieta sólida para filhotes?

O cachorro e o gato tem que ser alimentados com dietas completas e balanceadas, formuladas para crescimento ou todas as fases da vida e específicas para cada espécie.

Existem algumas opções de alimento sólido, entre elas as papinhas de desmame, que normalmente são alimentos em pó, para serem misturados com água morna até atingirem consistência de pasta. Estes alimentos podem ser encontrados em pet shops e são fabricados por empresas especializadas em alimentação de pets.

 

Além da papinha de desmame, podem ser feitas adaptações como usar a ração seca da própria mãe, ou uma ração para filhotes, umedecida com água na proporção de 1 parte de ração para 1 parte de água. Outra opção possível são as rações em lata/ sachê.

Vale lembrar que para cães de raças grandes é indicado utilizar uma dieta de filhotes de raças grandes diferente da dieta da mãe.

 

Quando posso desmamar os filhotes?

Apesar de começarem a consumir alimentos sólidos com 3 a 4 semanas, o desmame dos filhotinhos deve ocorrer apenas a partir da 7ª a 9ª semana de vida. Desmamar o filhote antes deste período (antes da 6ª semana) pode gerar problemas comportamentais tanto em cães quanto em gatos.

 

Durante quanto tempo preciso fazer esta transição?

Os alimentos sólidos devem ser inseridos aos poucos até que seja a única fonte de nutrição no momento do desmame. A recomendação de tempo é de, normalmente, uma semana seguindo as proporções: 20% do novo alimento no 1º e no 2º dia; seguido de 40% do novo alimento no 3º e 4º dia; 60% do novo alimento no 5º dia; 80% do novo alimento no 6º dia e, por fim, 100% do novo alimento no 7º dia.

 

Após o desmame o alimento escolhido (papinha de desmame, ração umedecida, lata/sachê) pode ser mantido até o final do 2º mês ou início do 3º mês de vida. Pode-se iniciar a transição para o alimento seco (ração), obedecendo novamente a proporção citada acima.

 

Posso dar qualquer quantidade?

Não. O ideal é sempre dar alimentos de maneira controlada, apenas para cachorrinhos e gatinhos magros podem ter alimentação livre. Todos os alimentos possuem recomendações nas suas embalagens. A orientação é seguir a tabela do produto que orienta a quantidade de acordo com a idade e o peso do pet.

 

Filhotes de cães de raças grandes precisam de cuidados nutricionais especiais: a superalimentação pode predispor a doenças ortopédicas de desenvolvimento e osteoartrose na idade adulta.

 

Os cuidados com os alimentos em filhotes de cães e gatos são fundamentais para garantir um crescimento saudável. As vezes a troca de alimento pode gerar alguns transtornos gastrointestinais, nestes casos o uso de probióticos, como o Biocanis , pode ser muito útil nesta transição.

 

Confira mais dicas de cuidados com os filhotes:

Referência:
Ettinger, S. J., Feldman, E. C., & Cote, E. (Eds.). Textbook of veterinary internal medicine (8th ed.). St. Louis, Missouri, US: Elsevier, 2017.